FOTO DE CAPA

Foto de Capa
Barra de Punaú - por Arilza Soares

quinta-feira, 24 de março de 2011

CASA DE MARIA EM PIRANGI



Um lugar especial! Um lugar histórico! 


Ano de 1970. Em meio a dunas, coqueirais, e o mar maravilhoso de Pirangi do Norte, Mariazinha apresentava aos amigos a sua mais nova conquista: sua casinha de praia. Uma casa de taipa construída por um pescador. Nada em volta, só ela e aquela natureza exuberante! Uma casinha pequena mas grande o suficiente para receber os amigos e até abrigá-los, se necessário fosse, para protegê-los da ditadura durante os anos de chumbo...
Nesse local praticamente nasceu Pirangi do Norte. Aqui presenciamos com tristeza a derrubada dos coqueiros para a colocação dos postes da rede elétrica, as máquinas aplainando as dunas para dar lugar a pavimentação das ruas. Mas vimos com muita alegria a chegada dos amigos que se tornaram nossos vizinhos queridos.

                                                     

Pirangi cresceu se desenvolveu e hoje é uma das nossas mais badaladas praias. A casinha teve que se ajustar ao progresso e foi substituída por uma de alvenaria sem luxo ou ostentação - como a dona da casa!
Hoje, em meio as mansões, a casinha de Pirangi se distingue pela simplicidade e beleza rústica! Mas para os amigos o mais importante permanece: a energia que emana de João e Maria,  os proprietários! Nessa casinha, se respira e se pratica a solidariedade, a generosidade, a amizade, o respeito e a alegria de viver. E como se não bastasse tudo isso tendo com pano de fundo o  mar de Pirangi ! 




Quando escrevi o texto, falei todo tempo na primeira pessoa como se a casa fosse minha. Mas é assim que me sinto, um pouco dona do pedaço! Desde o início, estive presente em tudo, e aqui vivi momentos maravilhosos. E Mariazinha foi, é, e sempre será a minha eterna companheira de jornada. Essa postagem é dedicada a você minha amiga. Com muito carinho.




                                                                     


PAÇOCA DE CARNE DE SOL - IRRESISTÍVEL!

                         

Curiosamente, o carro chefe da gastronomia potiguar é um produto do sertão, e não do litoral - a Carne de sol. Somos comprovadamente detentores da melhor carne de sol que se conhece no Brasil. Preparada de diversas maneiras,a nossa carne agrada ao paladar mais exigente e, feito paçoca,  é quese unanimidade! Sem dúvida é a maneira que mais gosto de comer, principalmente  se vier acompanhada  de feijão verde e arroz de leite. Dá água na boca só de pensar!



                                                                    



A palavra paçoca é de origem indígena, vem do tupi passoc, que quer dizer moer em pilão (Vicente Chermont). Para Câmara Cascudo paçoca  vem de poçoca que significa esmigalhar à mão, esfarinhar, desfiar, pilar. "Alimento que consiste, ordinariamente, numa mistura de carne seca e farinha de mandioca, ou milho, ás vezes acrescida de rapadura" .
A composição da paçoca muda conforme a região. No sul do país a carne é pilada com o milho e farinha. No Norte é castanha assada, e socada no pilão com farinha d'água, sal e açúcar. No Sudeste é amendoim pilado e açúcar". Para nós nordestinos é a mistura de carne seca, cortada miúda e socada no pilão com farinha de mandioca.


  



Tradicionalmente a paçoca era feita com a carne assada na brasa e socada junto com a farinha até ficar bem desfiada. No decorrer do tempo a paçoca foi sendo inovada, na sua preparação - depois da carne pilada, se acrescentou um refogado de cebola, alho e manteiga do sertão. Com o surgimento de processadores modernos a paçoca de pilão praticamente desapareceu da nossa culinária, e o nosso bom pilão, hoje aposentado, é objeto de decoração de muitos saudosistas.


Paçoca Original




                  RECEITA DA PAÇOCA


                               
               


INGREDIENTES

1 Kg de carne de sol magra
cebola roxa /branca picada
     1/2 xícara de manteiga da terra
      1 xícara de farinha de mandioca
Óleo para fritar a carne
Coentro e cebolinha 


                                       MODO DE FAZER

Colocar a carne de molho em água, trocando-a de vez em quando para tirar o sal.

Assar na brasa ou então fritar no óleo. Deixar esfriar a carne.

Colocar a carne, em pequenas porções, no processador com a farinha. Após processar toda a carne, levar ao fogo novamente com cebola e manteiga.

Na hora de servir, colocar em uma travessa grande e decorar com coentro e cebolinha a gosto. 

Bom Apetite!



FONTES:
  • Câmara Cascudo - Dicionário do Folclore Brasileiro- Ediouro Publicações
  • Receita de Angelita Soares-Natal/RN

FOTOS

Imagens Google- Sites:
  • Cozinhando com a chefe - Soraya Piancó - Wordpress
  • Cybercook.terra.com.br - Bobinha 
  • Tprodrigues. Wordpress
  • Anna Rabello - Sempre Alegria -Blog/Páscoa  
  • Edição de Fotos: Program Pic-Nic -Yahoo/BR

FAROL DE MÃE LUIZA





Durante muito tempo ele reinou sozinho entre as dunas e a floresta espessa da Mata Atlântica, iluminando e guiando navios e embarcaçoes de quem se aventurava a entrar no mar. Hoje, com a urbanização da cidade, ele fica quase que escondido entre os prédios modernos da Praia de Areia Preta.Um olhar mais atento de quem passa pela Via Costeira se depara com sua presença imponente, elegante, de quem mesmo desativado, nunca perdeu a majestade.


FOTO DE TITO GARCEZ


Erguido em 1949, foi inaugurado dois anos depois, em 15 de agosto de 1951.Oficialmente recebeu o nome de Farol de Natal, mas é conhecido como Farol de Mãe Luiza por se encontrar localizado no morro, hoje bairro, com o mesmo nome.
Consiste numa torre de alvenaria branca com 37 metros de altura, e está a 87 metros acima do nível do mar (altitude) e com um alcance de de 39 Milhas Nauticas. O Farol de Natal é o principal auxílio aos navegantes que demandam o Porto de Natal, devido a sua posição privilegiada, possibilitando uma segura aproximação à barra do Rio Potengi. É idestificado por um grupo de cinco lampejos brancos a cada 25 segundos.


FOTO DE ALEXANDRE CESAR


O Farol está aberto à visitação pública aos domingos, no horário de 14:00 ás 17:00 horas. Para o acesso à torre, os visitantes deverão agendar, com antecedência mínima de 24 horas, através do telefone (84) 3201 0477.
Do alto dos seus 37 metros, acessíveis por uma escadaria em forma de espiral com 151 degraus, descortina-se uma das mais belas vistas das praias urbanas de Natal.


Vale a pena conferir !







Escadarias do Farol - Zig Koch



FONTES:
  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN
  • Jornal Diário de Natal                     
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Site http://www.naturezabrasileira.com.br
  • Acervo de Tito Garcez
  • Acervo de Esdras Rebouças Nobre
  • Edição de Fotos:  Programa Pic-Nic -Yahoo-BR


terça-feira, 22 de março de 2011

UM DOCE CHAMADO CARTOLA




Você conhece o doce  dos deuses ?  Em Natal tem, e  é conhecido como Cartola. Pra mim não existe doce melhor para se saborear no lanche da tarde, ou como sobremesa. Simples, saborosa, nutritiva, a cartola sempre consumida em Natal, pelo menos entre as pessoas da minha geração. Atualmente já não é tão fácil encontrá-la. Mas no centro da Cidade Alta, tem um local ainda é possível comer a cartola na sua forma tradicional - banana, queijo, açúcar e canela, ou de forma mais incrementada com outros ingredientes como, chocolate, creme  de leite ou sorvete.



                                                      
Mas essa deliciosa iguaria, não é prato típico da gastronomia potiguar. É considerada Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco, documentada pela Lei 13.751 da Assembléia Legislativa, datada de abril de 2009.
Não se sabe precisar ao certo a origem do nome Cartola. Alguns pesquisadores acreditam que o nome se deve provavelmente à cor escura da canela e o formato alto do queijo sobre a banana, que remotamente lembra uma cartola, hipótese que, para muitos não passa de especulação.



                                                                                   


A receita, que combina banana madura, queijo de manteiga, canela e açúcar é uma mostra de miscigenação dos três principais povos formadores da nossa cultura, sendo produzida pela primeira vez nas casas-grandes dos engenhos. O prato, portanto, como tantas outros, nasceu da mistura de ingredientes, técnicas, experiências e hábitos culturais do colonizador português, do índio e do escravo africano.Dos nossos índios herdamos o hábito de comer banana -uma espécie nativa-a pacova ( pa´kova ) Dos negros escravos  o queijo de manteiga.



                                                     

Receita da Cartola

INGREDIENTES
                                          
                                     3 bananas maduras
                                     3 colheres de açúcar
                                     200 gr de queijo do sertão
                                     Manteiga de garrafa


                                       MODO DE FAZER

1º Aqueça uma assadeira antiaderente com um pouco da manteiga e frite as bananas que foram fatiadas ao meio no sentido longitudinal


2º Enquanto as bananas estão sendo fritas, misture o açúcar com a canela e coloque num prato formando uma cama.




3º Retire as bananas fritas e deite sobre o açúcar e a canela. Passe um pouco de manteiga no queijo e na mesma assadeira que fritou as bananas, doure o queijo dos dois lados.
4º Coloque o queijo em cima das bananas fritas e polvilhe com um pouco de açúcar e canela.                           
                             




                   Eis a Cartola!  Simples e Deliciosa
                                     Experimente!

 Fontes:

  • Jornal  Diário de Natal 
  • Dicionário do Folclore Brasileiro - Luís da Câmara Cascudo- Ediouro Publicações/SP                                  

Fotos:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos:programa  Pic-Nic - Yahoo?BR


XANANA - FLOR - SÍMBOLO DE NATAL





Quem em Natal nunca encontrou em seu caminho, uma plantinha rústica, que insiste em florir o ano inteiro nas estradas,  nos terrenos baldios e  nos canteiros da cidade ?






É a Chanana ou Xanana como querem os poetas. É uma flor matinal; abre-se ao sol e permanece aberta, até por volta das 10 horas. Esse pequeno arbusto é bem adaptado ao sol forte e não exige muito trato para se desenvolver. Desprezada por muitos é arrancada do solo na condição de "mato" sem importância e relegada a condição de lixo urbano. Mas a xanana é uma flor rebelde. Quando menos se espera ela nasce exuberante. Basta chover um pouco para a cidade ficar florida. "Não se deixa cultivar, não serve para ser plantada em jarro, recusa floreira, não dá lucro a florista. Deus é o seu floricultor.  ( Diógenes da Cunha lima no livro "Natal uma nova biografia")






                                                                              


Científicamente chamada de "Turnera Ulmifolia"  e popularmente conhecida com "Chanana", "Flor do Guarujá", "Flor de Mato" é encontrada em várias partes do Brasil e em grande escala no Nordeste brasileiro. Alguns gêneros da Tumera são utilizados na medicina popular como "anti-inflamatório, antidepressivo, e calmante. Um estudo em andamento na Universidade Federal do Maranhão,aposta na "Tintura de Chanana" como sendo uma boa opção de tratamento para pacientes com Cancer e AIDS.





"Flor teimosa, despojada, pobre. Nasce e cresce em todo lugar, em todas as direções, como a cidade de Natal, sem perder a qualidade de integração e de beleza. Flor da manhã, flor teimosa que cresce onde não se espera. Desprezada e linda, esconde a sua qualidade dos olhos apressados, dos amantes das tardes e noites natalenses". ( Diógenes da Cunha lima no livro "Natal uma nova biografia")
A Xanana  foi reconhecida como Flor-símbolo do Natal pela Lei Municipal número 05350/2 de 17 de janeiro de 2002. O projeto da lei   de autoria do vereador Franklin Capistrano.                      





Na correria do no nosso dia a dia, poucas pessoas param para apreciar a beleza dessa flor, que surge em todos os cantos. "Identifica-se com a cidade de Natal pela persistência, resistência, valor estético, fortaleza" diz o poeta Diógenes da Cunha Lima.
 Segundo o Poeta, assim é a Xanana! Assim é Natal!



 



" A XANANA TEM ALMA POTIGUAR
  É COMO A ESPERANÇA, BROTA AINDA QUE NÃO SEJA ESPERADA"



Do Site Tela Rural - Publicado em 10/09/2013



Para finalizar nada melhor que cantar com o nosso Músico/Poeta Carlos Zens a linda canção Flor Xanana









Fontes:

              Diógenes da Cunha Lima- "Natal-Uma nova Biografia" 

              Editora Infinita imagem -2011
              Pesquisas Google - Wikpédia

Fotos:  

  • Imagens Google
  • Acerno do Fotógrafo Potiguar Esdras Rebpuças Nobre
  • Acervo pessoal de Beta Lima   

     Vídeos: You Tube

  1.    https://www.youtube.com/watch?v=UX-FAeAUxa&feature=share
  2.    https://www.youtube.com/watch?v=83VkbD_tFWk





     


GINGA COM TAPIOCA - UM SANDUBA DIFERENTE GENUINAMENTE POTIGUAR

                             Ginga com Tapioca no Mercado da Redinha




A Ginga com Tapioca é um dos petiscos mais tradicionais da gastronomia potiguar. E quem já foi ao mercado da praia da Redinha sabe do que estou falando. Que delícia sentar numa barraca daquelas e saborear uma ginga com tapioca com uma cervejinha estupidamente gelada, tendo em volta o belo cenário da Fortaleza dos Reis Magos e a foz do rio Potengi.
Para quem não conhece, ginga é um peixe miúdo, conhecido por muitos como sardinha miúda, espetado no palito, frito no dendê servido quente dentro da tapioca. Marca registrada do Mercado Público Redinha há mais de 50 anos  quando acredita-se que ele foi criado.Um sanduba diferente com gosto de quero mais!


                                        Gingas no Espeto - Fritas  no  Dendê                            


                                                       
Dona Dalila, foi a pioneira em preparar a ginga com tapioca na praia da Redinha. Segundo sua filha ela começou preparando gingas, nos anos 50. "Minha mãe criou os filhos fritando ginga com tapioca", diz Ivanize, lembrando que no início, essa iguaria era muito solicitada pelos veranistas da Redinha, uma praia de pescadores. A ideia, conta, foi do pai que, cansado de ver aqueles peixinhos sobrarem na praia, pediu para a mulher, dona Dalila, tratar e fritar os peixinhos; depois limpou uns palitos de coqueiro, enfiou os peixes, fez um sanduíche com a tapioca e começou a oferecer para quem passava por aqui. As pessoas  gostaram e até hoje  ginga com tapioca faz sucesso por aqui."



Para quem não é potiguar esse vídeo mostra o que é e como se prepara a ginga com tapioca




O hábito de comer peixe com tapioca remonta dos nossos índios , já que, tanto a tapioca quanto o peixe, fazem parte da culinária indígenena. Obviamente que a forma de preparar era outra. Os indios comiam o peixe moqueado,ou seja, assado no moquém uma especie de grelha feita de varas.






O MERCADO DA REDINHA E AGINGA GOM TAPIOCA








Veja também no vídeo a divulgação da nossa tão popular ginga com tapioca




OUTRAS FOTOS DO MERCADO PÚBLICO DA REDINHA







                                       Vai uma ginga com tapioca?



E para finalizar sá cantando o delicioso baião do Compositor Potiguar Alínio Rosa "Ginga com Tapioca"




                               




Fontes:

                 Pesquisas Google- Wikipédia









           Jornal Tribuna do Norte -Natal- RN

                
Fotos: 


              Imagens Google

              Acervo pessoal de Arilza Soares
              
               

Vídeos: 



1 - You Tube - Publicado por Tela Rural em 28 de abril de 2014. 






2 -  You Tube - Enviado por rdeguste em 03/03/2011 
            



3 - You Tube - Enviao por Arilza Soares em 23 dee Fevereiro de 2015