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Barra de Punaú - por Arilza Soares
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domingo, 13 de setembro de 2015

COROA DO AVIÃO - A ENCANTADORA E PARADISÍACA ILHOTA DO LITORAL NORTE DE PERNAMBUCO




Coroa do Avião é um desses lugares que encanta logo no primeiro momento. Me apaixonei assim que fiz a pequena travessia da praia do Forte Orange até a Ilhota - uma travessia tranquila, num mar quase sem ondas. Uma vez chegando, fizemos opção de ficar logo no primeiro quiosque - o bar da Lu e não nos arrependemos. Um local simples, um bom atendimento, petiscos de qualidade, redes para relaxar, cenários lindos a nossa volta. Provei dos pratos  mais típicos da Ilhota: Ensopadinho de Marisco, catatos ali mesmo na Ilhota e Agulhinha frita com uma cervejinha bem gelada! Desejar mais o que da vida naquele momento?Parecia tudo tão perfeito! E foi! Saí de lá com a certeza de que quero voltar!








A ilhota Coroa do Avião  pertence ao município de Igarassu no estado de  Pernambuco. Tem como limites: ao norte a Ilha de Itamaracá (município de Itamaracá); ao sul a praia de Maria Farinha (município de Paulista); a leste o Oceano Atlântico; e a oeste o Canal de Santa Cruz (município de Igarassu).






Situada a cerca de 50 km da cidade do Recife, a Ilhota foi formada, entre os anos 70 e 80 pelo aporte de sedimentos originários do rio Timbó e do Canal de Santa Cruz (com as obras de proteção da orla de Olinda, as marés e correntes marítimas levavam os detritos e sedimentos até a Coroa do Avião, ampliando a área). Mas a Ilhota só passou a ser vista como um ponto turístico a partir dos anos 80, quando o antigo Hotel Gavôa construiu um restaurante, e o governo passou para a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) o controle administrativo da área.






Coroa do Avião está localizada, mais precisamente, na desembocadura do canal de Santa Cruz, entre Forte Orange e o pontal de Marinha Farinha.Na baixa da maré, é possível ir a pé a partir da ilhota até as praias do Capitão - conhecida, como Mangue Seco - e do Gavôa. Quando o mar está mais alto, a Coroa do Avião ainda dispõe de dois hectares de área não inundável.







A origem do nome "Coroa do Avião" é cercada de histórias. O local antes, apenas uma pequena formação geológica constutuída de crôas era  conhecida desde 1640 com o nome de Coroa de Passarinho, como pode-se ver no mapa de Albernaz. Tempos depois recebeu o nome de Ilha do Amor e atualmente Ilhota de Coroa do Avião.





Com o surdimento do banco de areia que formou a Ilhota, na década de 70, passou a ser chamada de Coroa do Avião. Para Maxi de Oliveira  diretor de Turismo da Prefeitura de Igarassu, não deveria de chamar  “Coroa” e sim ‘crôa’, que é como se denominam esse tipo de formação  geológica. Já o "Avião foi acrescentado mais tarde. Uns dizem que a Ilhota vista de cima, parece um avião. Mas segundo conta o historiador e diretor do Museu Histórico de Igarassu, Jorge Barreto, um monomotor da Força Aérea Brasileira fez um pouso forçado na ilhota, nos anos 50. “Com a queda, o aparelho ficou enterrado na areia, e foi preciso desmontá-lo para levá-lo ao Recife”, diz Barreto. Daí para “Coroa do Avião” foi um pulo.



A ESTAÇÃO DE ESTUDOS SOBRE  AVES MIGRATÓRIAS E RECURSOS AMBIENTAIS


                     Estação de Estudos Sobre Aves Migratórias e Recursos Ambientais


Desde 1994, a ilhota abriga a Estação de Estudos Sobre Aves Migratótias e Recursos Ambientais (EARA - Igarassu/PE), de responsabilidade da Universidade Federal Rural de Pernambuco.O objetivo principal da estação é estudar e conservar os recursos ambientais costeiros de Pernambuco. São realizados estudos sobre Ornitologia especialmente de aves limícolas que migram do Ártico até o litoral brasileiro, para então seguir sua rota migratória. A Estação realiza também outras pesquisas nas áreas de Cartografia, Engenharia de Pesca e Fontes Alternativas de Energia, em especial a Energia Solar.



AS AVES MIGRATÓRIAS






Em Coroa do Avião foram registradas 17 espécies migratórias originárias do Hemisfério Norte. Os primeiros bandos chegam a partir de setembro e permanecem até abril, em virtude da riqueza e disponibilidade de invertebrados marinhos encontrados lá durante a baixa-mar, As aves movimentam-se pela costa da América do Norte e América do Sul e nesse sítio migratório, as várias especeis de maçaricos (maçarico-de-papo-vermelho maçarico-branco maçarico-rasteirinho maçariquinho mar, maçarico-de-sobre-branco) e gaivotas  realizam mudas, trocam a plumagem e ganham massa corpórea para o retorno às áreas reprodutivas migratórias.



OUTROS ANIMAIS MARINHOS ENCONTRADOS NA ILHOTA

                    Cavalos Marinho - A Tassoca - Os Mariscos da Ilhota


Duas especieis de Cavalo- Marinho podem ser vistas nas águas da Ilhota, bem como a Tassoca ou Tamaru, um parente do camarão, muito utilizado como isca pelos pescadores da região. Já nas areias alagadas da baixa-mar fervilham vidas marinhas e os Mariscos aparecem em abundância. A presença dos Catadores de Mariscos ou Marisqueiros como gostam de ser chamados, é notada, quando trabalhando de forma bem rudimentar, recolhem os mariscos para o seu sustento. Os mariscos catados são colocados em grandes sacos e levados para o continente para serem comercializados.



OS MARISQUEIROS DE COROA DO AVIÃO





A INFRAESTRUTURA PARA RECEBER O TURISTA




Apesar de não ter energia elétrica a  Ilhota conta com série de bares no estilo palhoças,mais ou menos padronizadas, na cor laranja, onde o turista encontra petiscos e pratos deliciosos à base de frutos do mar, além de água, refrigerante e bebidas alcoólicas.









A Ilhota Coroa do Avião é um dos principais atrativos turísticos do litoral norte pernambucano, não só por sua beleza, mas por se encontrar em uma excelente situação geográfica  bem próxima do continente e de fácil acesso. Uma das opções para se chegar na coroa é pegar um barco a partir da praia do Forte Orange ou no Pontal da praia de Maria Farinha.









OUTRA IMAGENS DA PARADISÍACA ILHOTA









FONTES: PESQUISAS GOOGLE - SITES:


  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Coroa_do_Avi%C3%A3o
  • http://ww4.ufrpe.br/pagina.php?idConteudo=34
  • file:///C:/Users/Arilza/Downloads/148-573-1-PB.pdf
  • http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=ilhota+de+Coroa+do+Avi%C3%A30,+Pernambuco&ltr=id_perso=1858
  • http://www.consertion.org.br/publicacoes/files/avesmigratoriasnordeste/Aves_coroapdf
  • http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1219221-pequenas-jangadas-levam-a-ilhota-coroa-do-aviao.shtml
FOTOS
  1. Acervo do Vento Nordeste - Fotos de Arilza Soares
  2. IMAGENS GOOGLE - SITES:

  • https://www.facebook.com/IlhotaCoroaDoAviaoigarassupe?fref=ts
  • http://hotsites.pernambuco.com/turismo/2012/praias-pernambuco/litoral-norte/#
  • https://turismopebrasil.files.wordpress.com/2010/10/coroa-aviao_432.jpg
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Coroa_do_Avi%C3%A3o#/media/File:Sanderling_(Calidris_alba)_RWD2.jpg
  • https://plus.google.com/106106976797632612727/photos/photo/6115662508994100930?pid=6115662508994100930&oid=106106976797632612727 - Foto de Fernando Melo
  • http://donaxyyca.blogspot.com.br/2013/08/pedra-que-canta.html
  • http://www.djibnet.com/photo/coroa+do+avi%C3%A3o/coroa-do-aviao-crown-of-the-airplane-2978889838.html
  3 - EDIÇÃO DE FOTOS: Programa PicMonckey



terça-feira, 21 de maio de 2013

PRAIA, DUNAS E LAGOA DE JENIPABU - COM OU SEM EMOÇÃO?






Ir a Natal e não fazer o passeio de bugue para Jenipabu é confirmar o velho dirtado: ir a Roma e não ver o Papa. Eu nunca tinha feito tal passeio, porque achava que era coisa para turistas, que eu conhecia bem Jenipabu. Engano meu! O roteiro nos leva a locais de acesso só possível de bugue. O cenário das dunas  móveis é deslumbrante, e como não gosto de adrelalina optei pelo passeio "sem emoção" que paradoxalmente me deixou muito emocionada! Sem sentir frio na barriga pude observar nos menores detalhes daquele deserto de areias brancas à perder de vista. Para os que gostam de adrenalina o passeio "com emoção" deve ser fantásrico, tal a quantidade de  dunas trabalhadas pelo vento, que permitem manobras as mais redicais.
Depois um mergulho no mar de ondas calmas e águas mornas, dessa praia maravilhosa, é preciso para se sentir revigorado e de bem com a vida. Vamos pois a Jenipabu! 






Localizada há 25 km do centro de Natal e pertencente ao município de Extremoz, litoral norte do Estado, a praia de Jenipabu é um dos principais cartões postais do Rio Grande do Norte. Suas dunas brancas são consideradas as mais altas do País, e as lagoas de água doce completam a paisagem que mais parece um oásis em meio ao deserto. Dromedários bem adaptados completam um dos cenários de férias de verão mais conhecidos do Brasil.



ORIGEM  E GRAFIA CORRETA DO NOME



O nome Jenipabu provém do tupi "jenipab-u", que significa comer Jenipapo" ou "onde se come Jenipapo"
Segundo regras ortográficas, em que os termos indígenas devem ser grifados com "jota" - a  grafia correta da palavra Jenipabu é mesmo com "J"; entretanto, o registro do município o foi feito com "G" - Genipabu - e assim tem sido usado pelos moradores e visitantes. Placas com a grafia correta estão sendo espalhadas pela região, até que se generalize a escrita certa: Jenipabu.







Natal, recebe cerca de dois milhões de turistas por ano e uma boa parcela deles aluga um bugue para fazer passeio no Parque Turístico Dunas de Jenipabu, que engloba não só a praia, mas um conjunto de dunas, uma lagoa e uma Área de Preservação Ambiental. Esse destino é muito pedido entre os turistas - uma rota que é conhecida não só pela beleza, mas pela famosa frase "Com ou sem emoção ?", se referindo a velocidade e intensidades das manobras durante os passeios de bugue.









UM POUCO DE HISTÓRIA







Em 26 de outubro de 1604, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque doava a Gaspar Rabelo a Sesmaria de número 73 - "1200 braços em quadro no Seara pela costa até a banda sul na ponta onde descobre a fortaleza." Assim teve início a povoação de Jenipabu, que foi fixada  na desembocadura do rio Baquipe (de "baqua-pe" -  o caminho veloz), nome antigo do Rio Ceará -Mirim.
Em janeiro de 1605 os portugueses denominaram o local de "Baía de Domingos Martins", uma referência ao proprietario de Jenipabu, dono de rede de pesca. 
Durante o século XVI, Jenipabu foi local de criação do gado "vacum" trazido pelos franceses da Normandia.
Muitos confrontos aconteceram, nos enfrentamentos contra os portugueses no período compreendido entre 1501 e 1535, um deles em 1699,  marcou os confrontos com os portugueses de forma trágica: por ordem do Capitão Gartsman, o grupo de índios da tribo potiguar fixada en Jenipabu, junto com o chefe Surupiba, foram empurrados para o mar, onde morreram afogado.





O mapeamento de Ceará-Mirim, realizado por Julio Gomes de Senna, em 1940, aponta a praia de Jenipabu como  povoada. A partir de então surge a Jenipabu veranista, com belas residências à beira-mar.
Na década de 80, a praia de Jenipabu ganhou visibilidade turística. As dunas móveis e os dromedários chamaram a atenção depois que filmes e novelas globais foram gravadas na região: cambalacho(1986), Tieta (1989), Despedida de Solteiro (1992), O Clone (2001) e, mais recentemente Flor do Caribe (2013) apenas para citar alguns exemplos.






O PARQUE TURÍSTICO ECOLÓGICO DUNAS DE JENIPABU




As dunas são estruturas móveis resultantes da acumulação de areias transportadas pelo vento, nas quais plantas tem um papel fundamental no seu processo de formação. Constituem ecossistemas costeiros que estabelecem a transição entre os sistemas marinho e terrestre e são uma barreira natural de proteção à paisagem adjacente.
O Parque surgiu a partir da união de três famílias proprietárias de terras que compunham a gleba dunar de aproximadamente 800 (oitocentos) hectares num local denominado “Campinas” na região litorânea dos municípios de Natal e Extremoz.






Na cidade, o parque ganhou o apelido de “Dunas móveis de Genipabu” por estar inserido em local onde há pouca vegetação e predominância de um tipo de areia fina e clara, que caracteriza-se pela constante movimentação devida a ação dos ventos, fazendo com que as dunas tenham formatações variadas ao longo dos anos. Por este motivo o parque faz, diariamente, antes de abrir suas portas, a verificação da sinalização – através de bandeirolas e placas indicativas – de toda a área, visando à segurança do turista.







O parque das dunas móveis de Genipabu está situado em uma Área de Preservação Ambiental (APA) a vinte quilômetros do centro de Natal, sendo considerado um dos mais famosos cartões-postais do estado  e um dos grandes responsáveis pelo crescimento do turismo potiguar.





O acesso ao parque é feito exclusivamente por buggies devidamente credenciados na Secretaria de Turismo do Estado – SETUR, com bugueiros habilitados para este fim. Existe a limitação de entrada de 350 (trezentos e ciquenta) bugues por dia. O número máximo de pessoas por bugue, incluindo crianças é 4 (quatro), além do bugueiro.



A BELA LAGOA DE JENIPABU







A Lagoa localizada em meio às dunas e a vegetação é outra paisagem encantadora do Parque Ecológico Dunas de Jenipabu. E como toda extensão do Parque pertence a Área de Preservação, o banh na lagoa está proibido. Essa pode ser vista do alto das dunas, quando se faz o passeio de bugue, onde se descortina um dos mais belos cenários da região.


A EXUBERANTE PRAIA DE JENIPABU







Famosa internacionalmente por sua beleza e exuberância naturais e, emoldurada pela extensa duna com uma altura de 30 metros, a praia de Jenipabu, encanta e atrai pessoas de todas as partes do mundo. Conta com uma infra-estrutura para atender turistas, com restaurantes, pousadas, hotéis, bares e barracas de praia. Nas barracas à beira d'água é possível saborar deliciosos pratos de frutos do mar e peixes. As águas da praia são mornas, calmas e limpas, proporcionando um excelente banho de mar. Pode-se também passear de jangada e de jet-ski, e praticar o ski-bunda nas dunas.


OS DROMEDÁRIOS DE JENIPABU




A inusitada idéia de importar os dromedários e alugá-los para turistas partiu do suíço Philippe Landry, que administra uma pousada na região há sete anos. Antes de se mudar para o Brasil, Landry passou pelo Marrocos, país onde dromedários e camelos são tão comuns quanto jegues no sertão. Quando chegou aqui, achou que faltava alguma coisa na paisagem de Genipabu. "Senti-me em um pequeno deserto e comecei a imaginar dromedários caminhando sobre as dunas", lembra o empresário.




Por mais esdrúxula que pareça, a iniciativa prosperou. Landry trouxe seis animais em 1998. Eles vieram das Ilhas Canárias, onde o aluguel dos dromedários para turistas já é uma prática consagrada. A viagem foi uma epopéia. Foram dez horas no porão de um avião até o Rio de Janeiro, mais três dias amarrados na carroceria de um caminhão até a capital do Rio Grande do Norte. Em compensação, a vida dos bichos é bem mais mansa por aqui do que em seu habitat. Em Natal, caminham 45 quilômetros por dia, tem plano de saúde numa clínica veterinária e bebem 1 litro de água mineral antes de dormir.

PROTESTOS  NA INTERNET CONTRA  A EXPLORAÇÃO DOS DROMEDÁRIOS EM JENIPABU





"Não ande nos dromedários de Jenipabu"

Blogueiros-ativistas protestam e criam petição na internet, no site da Avaaz, para angariar assinaturas contra a prática da exploração dos dromedários, usados na praia de Jenipabu, para sustentar o turismo e os empresários que  deles vivem.
A Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte informa que a empresa tem todas as licenças ambientais para operar o serviço.





FONTES: 

  • Praias Potiguares - Miguel Dantas - Natal Editora - 2011
  • Pesquisas Google -  Sites:
  1. http://idema.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/idema/unidades_de_conservacao/gerados/jenipabu.asp
  2. http://abraabocacidadao.blogspot.com.br/2013/01/nao-ande-nos-dromedarios-de-jenipabu-rn.htm
  3. http://veja.abril.com.br/230800/p_078.html
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Gebipabu
  5. http://www.nataltrip.com/praias/genipabu
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Acervo do Fotógrafo Potiguar Canindé Soares
  • Acervo do Fotógrafo Potiguar Esdras Rebouças 
  • Acervo do Vento Nordeste
  • Edição de Fotos: Programas Pic-Monkey e Scrapee Net


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AS MAIS BELAS PRAIAS DO MUNICÍPIO DE MACAU NO RIO GRANDE DO NORTE




A natureza foi muito generosa com essa terra. Cercada por cenários deslumbrantes o litoral de Macau é um convite ao lazer: Camapum, com ares de praia urbana da cidade, tem hoje uma boa infra estrutura de bares, restaurantes, pousadas e o visual maravilhoso do mar de águas tranquilas, mas muito salgada. Outras tantas encantam quem as visitam como Salinas, Soledade, Barreiras e a belíssima  Diego Lopes, onde o sertão encontra o mar com seus mágicos cenários de dunas e caatinga.



1 - A  ACONCHEGANTE PRAIA DE CAMAPUM





Situada na Ilha de Alagamar, a cerca de 3.5 km do centro da cidade, próxima da foz do Rio Açu, a praia de Camapum só começou a ser frequentada na década de 80, com a construção da estrada que liga Macau a Camapum. A praia totalmente urbanizada oferece aos visitantes uma boa infra-estrutura, contando com bons restaurantes, bares e pousadas. Com um mar raso, de águas bastantes tranquilas, areia dura e fina, Camapum tem ao seu redor uma grande quantidade de salinas razão porque é a praia  com  maior  índice de salinidade do Rio Grande do Norte.
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O nome Camapum se deve a uma planta chamada Camapu, conhecida por seu potencial medicinal. A planta fazia parte da vegetação e existia em abundância, mas com o processo de urbanização tornou-se  escassa na região.






A muralha de pedras compacta  que contorna a orla de Camapum foi construida  na década de 90 na gestão do Prefeito Afonso Lemos. A construção na época muito polêmica, foi alvo de muitas críticas e a maior delas se baseava no fato de que o paredão foi construído sem conhecimento técnico de impacto ambiental. O fato é que até hoje, as marés combinadas com fortes ondas causam fortes erosões nos calçamentos e construções irregulares. Tentativas são feitas para manter bonito, a praia de Camapum, que é, sem sobra de dúvidas um lugar muito bonito e aprazível - um belo cartão postal da cidade.



OUTRAS IMAGENS DE CAMAPUM








2 - A NATUREZA EXUBERANTE PRAIA DE DIEGO LOPES 





Localizada a 25 km de Macau, Diogo Lopes é pouco conhecida pelas potiguares. É  lá que se encontra a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão, formada por mar, mangue, dunas, restinga, rio, dunas, falésias, caatinga, tabuleiros e lagoas. Uma natureza esplendorosa reunindo tudo isso em um só lugar! 
As pequenas ilhas da Baía Ponta do Tubarão, os manguezais preservados são repletos de vida marinha e aves migratórias. O estuário do Rio Tubarão é local propício para a reprodução do Cavalo Marinho  e desova do Caranguejo Uçá, das Tartarugas.
Pela restinga é comum se encontrar os ranchos dos pescadores para descansar,  tratar o peixe  e guardar seus apetrechos de pesca.







O povoado teve início com os irmãos portugueses Diogo e Gaspar Lopes que se estabeleceram no lugar em data incerta. Apenas Diogo permaneceu na localidade que é conhecida até hoje com o seu nome.
A primeira casa de tijolo foi construída pelo marítimo José Freire Martins. Já a capela de São Francisco foi construída na primeira metade do século XX, com terreno doado por José de Mário. As pedras vieram do poto do Carão, numa baiteira de Antônio do Rosário. A principal festa religiosa da comarca é a Coroação de maria, no mês de maio.


OUTRAS IMAGENS DE DIEGO LOPES








3 - A PARADISÍACA  NATUREZA DE BARREIRAS





Localizada na Ilha da Casqueira, o acesso à comunidade   de Barreiras é feito de barco, sendo necessário  atravessar o Rio Tubarão. Após a travessia, para se chegar às praia ainda é necessário percorrer uma distância de aproximadamente 28 Km de estrada asfaltada.





A fundação do vilarejo ocorreu em 1853, quando o navegador português Francisco Martins Ferreira, após sua embarcação ter encalhado nos bancos de areia submersos da região. Francisco Martins se encantou com a beleza do lugar e ali resolveu permanecer.A localidade desde então recebeu vários nomes: Olho  Água, Mãe D´água, Barreiras D'Água, e só a partir do século XX passou a ser chamada apenas de Barreiras. 




O padroeiro da cidade desde 1920 é São Sebastião, razão da fé e do clamor do povo, que pediam sua proteção contra a epidemia de varíola que assolou a população local na época. O templo foi construído graças a iniciativa do casal Francisco Honório e sua esposa maria da Glória Honório.






Barreiras não oferece infra-estrutura para turismo convencional. Mas para quem se aventura no turismo ecológico Barreiras tem muito a oferecer. O jornalista Alex Gurgel, conhecedor e fotógrafo da região assim descreve: "O diferencial em barreiras é o manguezal ao longo do Rio Tubarão, separando as praias da vila com o mar aberto. Quando a maré seca, o rio quase desaparece, criando um visual único de fileiras d'água. Quando o rio enche com a maré, nativos e turistas tomam banhos deliciosos nas suas águas mansas. Vale a pena um passeio de barco até a costa, atravessando igarapés e observando a riqueza da fauna marinha da região.
No final da tarde é aconselhável um passeio despretensioso pelas dunas de Barreiras e apreciar um belíssimo pôr-do-sol entre as dunas, mangue e mar. Outra opção turística é percorrer os dois quilômetros da Trilha dos Olheiros, entre Barreiras e Diego Lopes, para ver a água doce de beber, que está acumulada nos lençóis freáticos, transbordando das dunas e das pedras calcárias."



MAIS IMAGENS DE BARREIRAS









A RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PONTA DO TUBARÃO








Por iniciativa das comunidades de Barreiras e Diogo Lopes foi implantado uma Unidade de Conservação Estadual - a Reserva de  Desenvolvimento Sustentável, denominada "Ponta do Tubarão".A reserva foi criada pela lei nº 8.342 de 18 de julho de 2003, com o objetivo de preservar a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a melhoria dos modos e da qualidade de vida das populações tradicionais, bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente por essas populações.
A área delimitada da Reserva compreende um território com 12.960 ha, contendo ecossistema manguezal, ecossistema dunar adjacente ao estuário do Rio Tubarão, uma área representativa do bioma caatinga, além de uma área marinha que se estende poe 2 milhas da linha da costa
A RDS Ponta do Tubarão é uma importante conquista do Rio Grande do Norte na luta em prol do desenvolvimento sustentável. 



OUTRAS IMAGENS DA RESERVA







      SECAGEM DA TAINHA 




FONTES:

  • Miguel Dantas Cavalcanti Neto - Praias Potiguares: As 100 Beaches From Rio Grande do Norte -Editora Natal -2001
  • Pesquisas Google - Sites:
                          1 - http:// www.obaudemacau .com
               2 - http://www.chãopotiguar.blogspot.com 
               3 - http://www.macauemdia.blogspot.com
               4 - http://www.grandeponto.blogspot.com
               5 - http://www.idema.re.gov.br

FOTOS:

1 - Imagens Google (Não identificadas)
2 - Acervo do Site " O Baú de Macau"
3 - Acervo do Fotógrafo Alex Gurgel
4 - Edição de fotos: Site Pic Monkey