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Barra de Punaú - por Arilza Soares
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PURA NOSTALGIA - OS MORROS DO ALTO

                 

"O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido"



                                                               Clarice Lispector



A minha infância foi assim, cercada de dunas, de mar, e da maravilhosa vegetação da Mata Atlântica.Um verdadeiro paraíso para a meninada do lugar! Subir e descer os morros, andar pelas trilhas, colher as frutas da mata,ouvir o canto dos pássaros,era tão importante pra mim quanto ir à praia, ver a pesca do arrastão,catar conchas e pedrinhas, correr atrás da " maria farinha" mergulhar, ou pegar onda naquelas águas mornas do Oceano Atlântico.Tudo o que precisava pra ser feliz estava ali,na frente da minha casa,nos fundos do meu quintal! E mesmo com todas as regras e limites impostos pelos meus pais, e pela educação dada as meninas naquela época, eu aproveitei muito e vivi intensamente tudo que a natureza exuberante da minha cidade me oferecia.                                     


  • Lembro com carinho das caminhadas com meu avô pelos morros para colher lenha para o fogão. Andar por aquelas trilhas na mata, que ele conhecia tão bem,  era fantástico, como fantásticas eram as histórias que ele contava para nos manter junto dele: histórias sinistras sobre a cobra cipó, a onça pintada e pior delas, sobre a existência do "morro do estrondo" com suas "areias movediças" provocadas pelos estrondos do morro..Quem se aventurasse a subi-lo morreria soterrado. O mais intrigante nessa história é que a gente ouvia estrondos ,o que nos levava a acreditar piamente no meu avô. Anos mais tarde descobri que, por trás daquele morro, tinha um centro de treinamento do exército, e que os estrondos eram tiros de verdade.

                                                                                  

  • E que aventura para se chegar no Farol de Mãe Luíza! O caminho era longo, cansativo, subindo e descendo morros, ou andando nas trilhas da mata fechada.Mas compensava! A natureza generosa, repleta de frutos, era uma atração a parte.Os animais da mata não nos amedrontava-bastava ficar atentos e respeitá-los que nada acontecia.E a chegada ao farol era uma festa; eu só precisava arranjar coragem para chegar ao seu topo,mas minhas as pernas fraquejavam só de olhar para as escadarias! Só consegui vencer esse desafio uma vez, levada pela mão do meu avô - uma experiência para mim, inesquecível!

                                                                                       

  • Não dá para falar os morros e esquecer de um deles que ficava na subida, onde hoje é a ladeira de Mãe Luíza-uma duna linda, cercada de vegetação que lembrava o Morro Careca de Ponta Negra.Eu gostava demais daquele morro e sempre que tinha oportunidade ia pra lá me juntar aos meninos da redondeza.Por causa disso levei muita bronca e fiquei de castigo muitas vezes-"isso é coisa de moleque" "menina que se preza não anda em pé de morro". De nada adiantavam essas reclamações, assim que eu podia, estava lá novamente, passando "sebo de carneiro" numa tábua para subir e escorregar no morro.Já brincava de "Skibunda" naquela época.


                                                    
  • Impossível esquecer o pé de maçaranduba, que ficava próximo a esse morro,mais ao lado, para ser mais precisa.No período da safra, senão me engano,no mês de janeiro, o pé ficava repleto de maçarandubas vermelhinhas, deliciosas. Eu comia com casca e tudo para não desperdiçar nada, e voltava para casa com a boca grudando, do leite pegajoso da fruta.Das frutinhas da mata, maçarandubas eram as minhas preferidas. Encontrá-las hoje é raro, o que é uma pena! A meninada nem sabe o que é maçaranduba, e deixa de saborear  esse doce sabor de infância.

            




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PURA NOSTALGIA - ALTO DO JURUÁ



                           
                         
" O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido"
                                                              Clarice Lispector

Essa postagem é pura nostalgia! Nenhum compromisso com a ordem cronológica dos fatos, com a história oficial do bairro ou dos acontecimentos. Só lembranças! Lembranças de uma infância, que hoje me dou conta, foi muito feliz, muito feliz mesmo! Talvez o que vou colocar aqui não interesse muito pois são relatos de vivências muito pessoais. Ou interessa!  Na verdade  são relatos da vida em uma Natal provinciana, de um bairro simples, de um povo amigo e festeiro. São relatos de um pedacinho de Petrópolis ( hoje Areia Preta) que já não existe mais, nem no  nome! Não sei porque, mas o Alto do Juruá, perdeu seu posto desde a década de 50. Só existe na memória de poucos saudosistas, e está retratado no nome de um edifício no luxuoso bairro de Petrópolis.




EDIFÍCIO ALTO DO JURUÁ EM PETRÓPOLIS



ANDARILHA DO ALTO
                                                 
  Amigo eu moro perto do Alto do Juruá
  Eu vivo satisfeito em morar nesse lugar
     Pois se o calor aperta,cedido a coisa certa
                                   Eu desço e tomo um banho à beira mar                                                                              
                                                               (Da música Alto do Juruá de Alínio rosa)



IGREJA NOSSA SENHORA DE LOURDES E  DETALHES DA 
ANTIGA RUA   RUA 2 DE NOVEMBRO  HOJE MAJOR AFONSO MAGALHÃES



Esse lugar já foi Alto do Juruá, Petrópolis e agora, depois do último mapeamento da cidade feito pela prefeitura , é  Areia Preta. Mas não importa o nome! Aqui nasci, me criei e passei grande parte da minha juventude.  Minha mãe ainda mora no mesmo lugar, na mesma casa. Portanto, esse local ainda faz parte da minha vida até hoje. Muita coisa mudou, mas me sinto muito em casa, muito à vontade e muito feliz quando ficou à toa perambulando por essas ruas e becos.  Mais que um encontro com o passado, é um encontro comigo mesma, com as minhas raízes, com tudo que me fez ser o que sou hoje.



                   


Desde menino que sou andarilho do Alto
    Avisto o   mar aberto muito bem do planalto
         do Forte dos Reis Magos à Ponta do Morcego 
                                 A vista proporciona um mar que leva ao sossego                                                                                   
                                                                Alto do Juruá-composição de Alínio Rosa                                                                           
                                      

                                                    
A música do meu irmão me inspirou a fazer essa postagem. Era realmente um privilégio morar no Alto. Para um banho a beira mar só tínhamos que descer uma das ladeiras; era só escolher o melhor atalho. E foi ouvindo essa música que as lembranças foram surgindo,como num filme retrô:



  • Lembrei dos banhos de mar, as cinco horas da manhã, para pegar  o " iodo " dizia meu pai. Geralmente o banho era na Areia Preta, no trecho bem em frente onde hoje  é o Farol Bar. Nessa época, o local era frequentado pelas lavadeiras, que aproveitavam a água doce que jorrava das falésias para lavar as roupas. Eu ficava fascinada e ao mesmo tempo intrigada, como aparecia água doce , no meio daquelas pedras, numa praia de mar tão salgado. Esse ato de ir a praia, foi durante muito tempo um ritual diário.
  • Na volta da praia,outro ritual: entrar no "curral de seu Maia" para tomar leite tirado do peito da vaca. Confesso que isso eu odiava! Enquanto a maioria dos que estavam ali, adoravam aquele leite, eu tinha pavor! Tomava obrigada- "é pra  você ficar forte, diziam, e eu tinha que engolir aquele líquido quente, espumante, e com cheiro de estrumo! Fazia careta, tapava o nariz e engolia, porque "senão você não vai para o jardim de infância, ameaçava meu pai! E para ir para o "jardim" valia qualquer sacrifício!
  • O Jardim de Infância funcionava num anexo do Grupo Escolar Alberto Torres. Lembro que tinha uma forma circular,com janelões que davam para um gramado muito grande (pelo menos na minha visão se criança). O Jardim pertencia a Rede Pública de Educação, numa época em que o Ensino Público era de qualidade. Não lembro do dia a dia no Jardim, apenas de fatos marcantes: Hastear a Bandeira, por exemplo, cantar o Hino Nacional, junto com a turma dos maiores do Grupo era a glória! Regar as plantas, cuidar da pequena horta, participar das brincadeiras no gramado, ajudar na arrumação, fazer parte da "bandinha" e do coral do Jardim, ouvir e contar histórias, foram aprendizados que carrego comigo até hoje.
  • E as "Escolas Reunidas Pedro Mendes Gouveia" da Dois de Novembro? Eu estava lá, no dia da inauguração, para entregar um ramalhete de flores ao Governador de Estado, Dr. Silvio Pedrosa. Fui uma das primeiras alunas matriculadas. Tinha umas coisas meio idiotas: sempre que perguntavam a qualquer aluno dessa escola , onde ele estuda e esse respondia "no Pedro Mendes Gouveia" ouvia do outro: calço sapato sem meia! Eu ficava irada, ninguém ia pra escola sem meia! Desse tempo só recordo de uma professora: Dona Daluz, amiga de minha mãe por quem eu era apaixonada. As outras professoras não lembro. Já de Dona Mariana, uma senhora que morava vizinho à Escola, essa, todo mundo lembra - fazia as melhores tapiocas do bairro -  tapiocas feitas na hora, molhadas no leite de coco, humm! Fazíamos fila para comprar.
  • Fui estudar depois no Grupo escolar Alberto Torres, onde conclui o curso primário. Nessa época o ensino público era de qualidade e estudar no Alberto Torres fazia me sentir importante. Dona Dagmar minha professora querida, dessas que a gente nunca esquece: competente, dedicada, amiga e rigorosa quando preciso. Tenho as melhores lembranças dela e da nossa  nossa classe. E as aulas de Canto Orfeônico com a professora Zuleica? Ela sempre organizava um Coral que eu amava, até porque no final do ano o coral se apresentava em alto estilo no Teatro Alberto Maranhão. Era a a glória!

FOTO DA FORMATURA DO CURSO PRIMÁRIO

NO CANTO ESQUERDO - DONA DAGMAR 
MINHA INESQUECÍVEL PROFESSORA



FONTE: 

  • Memórias do Vento Nordeste


FOTOS:
  • Acervo do Vento Nordeste
  • Imagens Google
  •  Edição de fotos: Programa Pic-Nic - Yahoo/Brasil   

VÍDEO: 
  • Letra e Música "Alto do Juruá" de Alínio Rosa - Compositor Potiguar  - Enviado ao You Tube por Arilza Soares
     



sábado, 26 de março de 2011

PURA NOSTALGIA! - PARQUE DAS DUNAS




Esse foi sem dúvida o cenário da minha infância em Natal! Subir essas dunas, chegar ao seu topo, contemplar a linha do horizonte e aquele mar sem fim. A sensação era de ter conquistado o mundo. Depois  me embrenhar pela mata a dentro para colher e me fartar de maçarandubas, cajus, cajaranas, cambuins... Descer as dunas rolando, me lambuzar de areia e me sentir vitoriosa por conseguir tais façanhas, coisas na época permitido só para meninos.
Hoje, nada me emociona mais que ouvir uma música do poeta e compositor potiguar Alinio Rosa intitulada Parque das Dunas. Nela o poeta canta por mim !
                                                      
           
                                  PARQUE DAS DUNAS



  
                                     Oh  linda manhã!            
                                     Que o sol rompendo 
                                     Faz descortinar,
                                     A duna verdejante ao topo
                                     E  ao fundo o mar
                                     Sobre a areia branca,
                                     Com os pés descalços a pisar
                                     Posso rolar
                                     Rolar , rolar , rolar...


      
                               Até sentir o odor da flor do murici



                              E ver o tom carmim  brilhar no cambuim

   

                           E escutar o crepitar de um pássaro qualquer
                              A encantar com seu cantar


                       
    
                               
                                        Parque das dunas
                                    Dunas que fiz de quintal 
                                    São oportunas
                                    Ao bom clima de Natal
      
                                    Parque das dunas
                                    Dunas que fiz de quintal
                                    Posso rolar
                                    Rolar , rolar , rolar... 

                                                        
                       

                                        
                                      PARQUE ESTADUAL DAS DUNAS  


O PARQUE  ESTADUAL DAS DUNAS  foi a  primeira Unidade de Conservação Ambiental do RN.Ocupa uma área de 1.172 hectares e é considerado o segundo maior parque urbano do País. Reconhecido pela UNESCO é declarado Patrimônio Ambiental da Humanidade.
As visitas ao  parque são programadas com guias para orientação nas trilhas. A rica fauna, a beleza da flora, as escaladas aos morros onde se descortina o mar, fazem da visita ao parque um passeio emocionante e inesquecível !








                                             FONTES
                      Letra da música Parque das Dunas
                             de Alínio Rosa- Compositor Potiguar
           
      Site: Parque das Dunas e Bosque dos Namorados                  
                     
                        Fotos: Google imagens
                                     
                       


quinta-feira, 24 de março de 2011

CASA DE MARIA EM PIRANGI



Um lugar especial! Um lugar histórico! 


Ano de 1970. Em meio a dunas, coqueirais, e o mar maravilhoso de Pirangi do Norte, Mariazinha apresentava aos amigos a sua mais nova conquista: sua casinha de praia. Uma casa de taipa construída por um pescador. Nada em volta, só ela e aquela natureza exuberante! Uma casinha pequena mas grande o suficiente para receber os amigos e até abrigá-los, se necessário fosse, para protegê-los da ditadura durante os anos de chumbo...
Nesse local praticamente nasceu Pirangi do Norte. Aqui presenciamos com tristeza a derrubada dos coqueiros para a colocação dos postes da rede elétrica, as máquinas aplainando as dunas para dar lugar a pavimentação das ruas. Mas vimos com muita alegria a chegada dos amigos que se tornaram nossos vizinhos queridos.

                                                     

Pirangi cresceu se desenvolveu e hoje é uma das nossas mais badaladas praias. A casinha teve que se ajustar ao progresso e foi substituída por uma de alvenaria sem luxo ou ostentação - como a dona da casa!
Hoje, em meio as mansões, a casinha de Pirangi se distingue pela simplicidade e beleza rústica! Mas para os amigos o mais importante permanece: a energia que emana de João e Maria,  os proprietários! Nessa casinha, se respira e se pratica a solidariedade, a generosidade, a amizade, o respeito e a alegria de viver. E como se não bastasse tudo isso tendo com pano de fundo o  mar de Pirangi ! 




Quando escrevi o texto, falei todo tempo na primeira pessoa como se a casa fosse minha. Mas é assim que me sinto, um pouco dona do pedaço! Desde o início, estive presente em tudo, e aqui vivi momentos maravilhosos. E Mariazinha foi, é, e sempre será a minha eterna companheira de jornada. Essa postagem é dedicada a você minha amiga. Com muito carinho.




                                                                     


terça-feira, 22 de março de 2011

PURA NOSTALGIA - O POR DO SOL NA PEDRA DO ROSÁRIO


FOTO PULICADA NA REVISTA BZZZ
 EDITADA POR VENTO NORDESTE



Nenhum por do sol pra mim é mais significativo. Ver esse espetáculo diário do sol colorindo as águas do Potengi, sob as bençãos de Nossa Senhora do Rosário é realmente divino! Sentir a brisa que paira no ar enquanto o sol se põe lentamente, é como se a Virgem estivesse sussurrando nos nossos ouvidos a frase encontrada junto com ela em 21 de novembro de 1753 "Aonde essa imagem aportar nenhuma desgraça acontecerá" A pedra do Rosário é assim, um Santuário onde o sol faz reverências todos os dias! E nós aplaudimos!

A PEDRA DO ROSÁRIO


FOTO DE ALEXANDRE R. COSTA




A Pedra  Pedra do Rosário é um dos maiores símbolos da fé Potiguar. É o local onde está localizada a imagem de Nossa Senhora da Apresentação, a padroeira da cidade. Trata-se de uma coluna localizada numa espécie de dique que desce e fica a margem do Rio.
Segundo a fé potiguar, um grupo de pescadores contam que na manhã de 21 de novembro de 1753, encontraram na margem direita do rio,um caixote encalhado entre as pedras.Nele estava uma imagem da Mãe de Jesus com o Menino no colo, e a outra estendida que parecia segurar algo - um rosário talvez, foi o que imaginaram.Os pescadores trataram de avisar ao Vigário da Paróquia, que logo conduziu a imagem para a Matriz ,ciente de que era um ícone de Nossa Senhora do Rosário.Coincidentemente, o dia 21 de novembro, no calendário católico, é o dia em que é celebrado a Apresentação de Maria ao Templo. Por esse motivo a imagem foi chamada de Nossa Senhora da Apresentação. 



f
FOTO DE CANINDÉ SOARES


FOTO DE DAVISON  CAVALCANTI

FOTO DE WENDELL JEFFERSON



 O DESLUMBRANTE POR DO SOL NA PEDRA DO 
ROSÁRIO


FOTO DE CLÁUDIO ABDON


FOTO DE ASSIS BARBOSA

FOTO DE ASSIS BARBOSA

   FOTO DE CANINDÉ SOARES

FOTOS DE  TARCIO FONTENELE
EDITADAS POR VENTO NORDESTE






         FONTES:
  • PESQUISA GOOGLE - WIKIPÉDIA
  • SITE DA ARQUIDIOCESE DE NATAL
  • JORNAL DIÁRIO DE NATAL
        FOTOS:

  • IMAGENS GOOGLE - ACERVO DOS FOTÓGRAFOS:
  1. CANINDÉ SOARES
  2. CLÁUDIO ABDON
  3. ASSIS BARBOSA
  4. WENDELL JEFFERSON
  5. ALEXANDER R. COSTA
  6. TARCIO FONTENELE
  7. FOTO PUBLICADA NA REVISTA BZZX/ARQUITETURA
      Edição de Fotos: Site Pic Monkey