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Barra de Punaú - por Arilza Soares

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

TRIBUTO AO ABC FC - POR ALÍNIO ROSA - COMPOSITOR POTIGUAR




Poeta, Músico e Compositor, Alínio Rosa esbanja talento. Seu interesse pela música vem desde  cedo, quando ainda criança, fabricava seus próprios instrumentos musicais. Músico intuitivo é um exímio tocador de bandolim e violão. Não é propriamente um profissional da música - compõe e toca pelo simples prazer de cantar. Canta suas alegrias, suas tristezas e canta principalmente as  quatro grandes paixões que norteiam sua vida: Sua fé em Jesus Cristo, sua família, sua cidade Natal e seu time do coração- o ABC.
Estudioso e pesquisador das causas que lhe interessam,e com a sensibilidade de um grande poeta, sua  música apresenta uma linguagem descritiva, quase didática, esclarecedora, sempre embalada pelos ritmos regionais que marcaram a sua vida: xotes, baiões,toadas, frevos entre outros. 
Vento Nordeste não poderia deixar de prestar uma homenagem a esse potiguar genial, meu irmão querido, de quem tanto me orgulho.Nessa primeira postagem Alínio é um cidadão comum, um homem simples, torcedor do ABC identificado com a Nação Alvinegra, com a sua frasqueira. Suas composições dedicadas ao seu time, se constituem um verdadeiro tributo ao ABC FC.

1- ABC COMO EU AMO VOCÊ


    ABC, como eu amo você!
Eu sou mais ABC, melhor clube que há.
Eu sou do time tantas vezes campeão
Eu vou ao Frasqueirão
 só pra ver meu ABC jogar...

2 - A FRASQUEIRA RESPONDE

         
                                  
                                 Como é que se diz aqui, Frasqueirão?
                                                                ABC!
Mas, como é que se diz aqui, Frasqueirão?
ABC!...


3-  ABC DE CASCUDO



Luiz da Câmara  Cascudo o famoso folclorista
Para orgulho da frasqueira foi um grande abecedista
Que ao falar de uma Nação foi perfeito ao dizer
Na cidade chamada Natal
Existe um povo chamado ABC...

4 - LA BOMBONEIRA POTIGUAR


Salve o ABC Futebol Clube!
BC, BC, eu sou mais ABC!
O melhor clube potiguar!
BC, BC, BC, eu sou mais ABC!
Ser ABC é ter virtude
BC, BC, BC, eu sou mais ABC!
É ter do que se orgulhar...


5 - SOU ABC MEU PAI


Sou ABC, meu pai! Sou ABC, minha mãe!
Vim ver o show do ABC no Frasqueirão.
Sou ABC, meu pai! Sou ABC, minha mãe!
Eu vim pra ver o ABC ser campeão!...


6- O ABC E SUA FRASQUEIRA


O ABC se completa e se confunde com sua Frasqueira
Formando uma parceria na alegria ou na tristeza
Mas que beleza é ver o ABC jogando,
Com a Frasqueira empurrando nossa equipe rumo ao gol.
O nosso time, nesse embalo triunfante,
No gramado é o elefante da Frasqueira dando show. 


7 - CANÇÃO PARA O ABC

         
Sou torcedor do ABC Futebol Clube
E por que sou mais ABC, posso explicar.
É que o ABC assume em sua plenitude
A hegemonia do esporte potiguar...


DISCOGRAFIA

Com um acervo enorme de composições criadas ao longo de sua vida, cantando temas diversificados, ora glorificando ao Senhor propagando a sua fé em Jesus Cristo,, ora exaltando a sua cidade, a cidade de Natal e o seu ABC FC, ora homenageando sua família com canções dedicadas a cada um em particular, ou mesmo relembrando experiências  pessoais "Parodiando a Vida" como ele mesmo define, Alínio é um desses gênios que faz da sua música um instrumento de paz e alegria para quem com ele convive.Ultimamente reuniu algumas de suas criações em CDS  que assim se apresentam:

                 I - CD's   Evangélicos

   1 -  Firme na Rocha
2 - O Meu Louvor
3 -  Porque Louvo


                  II -  Músicas para a Cidade de Natal

1 - Canta Natal I
 2 - Canta Natal II
                   
                   III - Músicas para o ABC FC

                   IV - Músicas para seus Familiares
                                   
                                  1 - CD Brindemos 
                                
                   V - Músicas relembrando suas experiências
                                  
                                  1 - CD parodiando a Vida



FONTES: 
             Acervo Pessoal de Alínio Rosa
             Natal -RN
VÍDEOS
            Criados e Postados no You Tube por Arilza Soares

IMAGENS USADAS NOS VÍDEOS
            Disponíveis na Internet ( Imagens Google)



domingo, 11 de dezembro de 2011

FEIJÃO TROPEIRO NORDESTINO - UMA RECEITA DE MARILDA NASCIMENTO




Cuscuz com feijão, uma mistura com sabor de casa de vó, no meu caso de casa de vô, sim, porque era o meu avô quem preparava o melhor feijão com cuscuz que já experimentei! O nome "feijão tropeiro nordestino" é como diz a Marilda, uma invenção moderna, dos dias de hoje, coisa pra turista.Nordestino antigamente comia mesmo era feijão com cuscuz! A receita da Marilda é a mesma que a sua família prepara há anos,usada por sua avó, que morreu sem conhecer o novo nome dado ao prato, que aprendeu a fazer em Recife.É portanto mais uma deliciosa receita do povo pernambucano que reinventou a culinária por essas bandas do Nordeste.





O nome "feijão tropeiro nordestino talvez tenha sido dado pela semelhança dos ingredientes na preparação do prato. Mas a ideia de substituir a farinha de mandioca pelo cuscuz, altera totalmente o sabor, a textura e a apresentação do prato original, tal como é conhecido no Sudeste do Brasil.


ORIGENS DO FEIJÃO TROPEIRO


Gravura do Quadro do Debret -Os Tropeiros


A palavra "tropeiro" deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadoria, no Brasil colônia.Esses homens  dirigiam rebanhos de gado e mercadorias, inicialmente do Rio Grande do Sul para Minas Gerais, posteriormente para São Paulo e Rio de Janeiro.
As viagens longas e cansativas eram feitas  no lombo de burros. Esses homens "corajosos desbravadores enfrentavam feras, climas hostis, doenças as árduas trilhas longas, misteriosas e perigosas, o distanciamento das famílias, o aconchego do lar,a total falta de conforto para transportar mercadorias e servir de mensageiros da população, em sua bagagem, levavam e traziam recados, cartas, bilhetes,além de tecidos e aviamentos.
Foram o pivô da integração nacional-cultural e territorial- e fator básico da economia brasileira" escreve Nelson Marques no seu Cadernos do Interior - Tropeirismo no Brasil.


ALIMENTAÇÃO DOS TROPEIROS




A alimentação dos tropeiros era constituída por feijão, toucinho, linguiça  farinha de mandioca, café, fubá, coité ( um molho de vinagre com fruto cáustico espremido)e outros gêneros de fácil conservação.Nos ranchos comiam uma  mistura de feijão sem molho, com pedaços de carne seca, toucinho e farinha, que deu origem a um dos mais tradicionais pratos da culinária brasileira - o feijão tropeiro.





Hoje em dia o feijão tropeiro é um prato de referência na Culinária Mineira, mas é muito apreciado em outros estados brasileiros, sofrendo algumas variações como o tipo de feijão usado e a forma de temperar. No caso da nossa receita pernambucana o feijão tropeiro mudou de cor e sabor, com a substituição da farinha pelo cuscuz, mas não perdeu o princípio básico do prato que é a mistura do feijão sem caldo e carnes, com aparência de uma farofa nutritiva e saborosa.


RECEITA DO FEIJÃO TROPEIRO NORDESTINO



INGREDIENTES

  • 1/2 quilo de feijão de corda, fradinho. ou verde.
  • 1/2 quilo de Carne de Sol ou de Charque cortada em cubinhos pequenos (de preferência coxão mole ou alcatra).
  • 1 linguiça do sertão cortada em rodelas fininhas.
  • 5 colheres de óleo.
  • 2 ovos cozidos picadinhos ( opcional)
  • 1/2 pimentão verde, 2 tomates, 1 cebola roxa, coentro, cebolinha e alho, tudo bem picadinho.
  • 1 pitada de colorau
  • 1 maço de couve cortada em tirinhas
  • 1 cuscuz tamanho médio, passado na manteiga ou margarina.


MODO DE PREPARAR


  • Fazer o cuscuz , passar a manteiga ou margarina e reservar.
  • .Cozinhar o feijão, no tempo de costume, aproximadamente 30 minutos; quando estiver no ponto, escorrer todo caldo e reservar. e reservar
  • Aquecer uma panela grande com o óleo de sua preferência: dourar a cebola e o alho.
  • Adicionar a carne e fritar bastante; quando a carne estiver quase boa, colocar a linguiça, mexendo devagar, com cuidado para não grudar na panela.
  • Colocar o pimentão, o tomate, o coentro, a cebolinha e o colorau.
  • Acrescente o feijão à mistura, mexendo sempre e desligue o fogo.
  • Adicione o cuscuz esfarelado,mexendo delicadamente.
  • Por fim, colocar os ovos cozidos e a couve.
  • Na hora de servir "tempere"  com manteiga de garrafa.
                                     
                                    OBSERVAÇÕES

Se preferir pode acrescentar bacon e usar linguiça calabresa no lugar da sertaneja.Para dar mais beleza ao prato coloque pimentões coloridos ( vermelho e amarelo) picadinhos.Pode usar também uma colher de sopa de massa de tomate para substituir o colorau.


Fontes: 
            Pesquisas Web 
                1. Site "Cadernos do Interior" de Nelson Marques             
                2. Site "Historianet"´do Professor Claudio Barbosa Recco

                        RECEITA DE MARILDA NASCIMENTO



Fotos:  Imagens Google



sábado, 10 de dezembro de 2011

CARLOS ZENS - "UM FLAUTISTA DE OURO" - ORGULHO POTIGUAR

  
                                       CARLOS ZENS POR LENILTON LIMA



Conheci a música de Carlos Zens há bem pouco tempo - infelizmente! Esse "flautista de ouro" tem anos de estrada - como foi possível não conhecer um músico desse quilate? Uma falha imperdoável nos meus conhecimentos sobre os valores musicais da minha terra! Eu juro que estou tentando me redimir, depois que vi o Carlos Zens no maravilhoso show no Teatro Riachuelo. Foi amor ao primeiro acorde. A música de Carlos Zens é a síntese do que temos de melhor, entre tantos instrumentistas da flauta nesse país. Seu repertório, navegando entre o clássico e o regional é um alento para quem, como eu se encanta com essa mistura de sons. Isso sem contar com o carisma de Zens, que encanta o público e o mantém cativo durante todo show.



                                                         A Obra Prima 
                       O Clássico Nordestino "Asa Branca"
                       com o Clássico Erudito " A Primavera"
                           das Quatro Estações de Vivaldi
                     LUIZ GONZAGA / HUMBERTO TEIXEIRA  / VIVALDI
                                          DO CD O TOCADOR DE FLAUTA                                           
                                       


Cantor, compositor, arranjador e multi-instrumentista, o potiguar Carlos Zens, fez da flauta o seu instrumento de trabalho. Melhor definindo, reescrevo o que encontrei em alguns  Sites  da Internet, quando se referem ao músico: "Carlos Zens é daqueles músicos natos que nasceu para tocar música, porque não dizer - nasceu para tocar flauta - e fez dela sua profissão e expressão de vida."
Nascido no bairro de Santos Reis, criado entre as ruas do seu bairro e ruelas do bairro das Rocas, Carlos Alberto de Freitas, Carlinhos Zens ou Carlinhos para os mais íntimos, iniciou sua formação musical aos quinze anos, quando entrou para a Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Posteriormente fez o Curso de Bacharelado no Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo.



        O TOCADOR DE FLAUTA ZEN

                                Entrevista de Carlos Zens 
                                Programa Cores e Nomes
                                      Inter TV Cabugi



Uma flauta que além do Clássico toca xaxado, baião, xote, cirandas... Assim é a Música de Carlos  Zens, que ao longo desses 30 anos de vida artística, já viajou pelo Brasil afora em projetos importantes como o Projeto Pixinguinha, participou de Shows e Recitais pelo Nordeste, fez a direção musical do CD "Ciranda de Ritmos de Lia de Itamaracá  e assinou a trilha sonora  de eventos importantes como o Auto de Natal, em Natal, no ano de 2007.




                             PROJETO PIXINGUINHA - RIO DE JANEIRO








"O tocador de Flauta" é um documentário sobre Carlos Zens. O vídeo é o produto final da disciplina de Linguagem em Rádio e Televisão do curso de Radialismo da UFRN.




Alguns Momentos Marcantes na Carreira Artística de Carlos Zens


PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
  • Projeto Seis e Meia em Natal - Ao lado de Roberto Menescal e Wanda Sá (1996) e Hermeto Pascoal (1998).
  •  Projeto "Nação Potiguar" ao lado de Oswaldinho do Acordeon, numa homenagem aos 400 anos da Cidade de Natal.
  • Em São Paulo, no Programa "Gereba Convida" em noite de homenagens ao compositor potiguar Sebastião Barros (K-ximbinho) tocando a música "Eu quero é Sossego", música de K-ximbinho e Hianto de Almeida.( 1998)
  • Ainda em São Paulo no Programa "Viola Minha Viola De Inezita Barroso (1997) e mais recentemente  gravou no Sesc Pompéia para o programa Sr. Brasil, da TV Cultura, sob o comando de Rolando Boldrin (2011).                               

PRÊMIOS E TROFÉUS

  • Prêmio Hangar- categoria: Melhor Instrumentista do Ano ( 1998)
  • Trofeú "O Poty"  - Prêmio Cultural do Diário de Natal, na Categoria: Música" (2005)


DISCOGRAFIA


                   
                                Obs. - o 2º CD - Carlos Zens, o Tocador de Flauta, a imagem
                                                   aqui colocada não corresponde a capa original


  • OUVINDO CORAÇÃO (2010)
  • ARAPUÁ NO CABELO (2008 - 2ª Edição)
  • O MENINO DA PAZ  (Trilha do Auto de Natal - 2007) 
  • FUXICO DE FEIRA (2004 - 3 Edição)
  • CARLOS ZENS, O TOCADO DE FLAUTAS ( 2001)
  • POTYGUARA ( 1995 e 1997)


                                     CHORO MAXIXE : DO CD POTYGUARA
                                                MÚSICA DE CARLOS ZENS



CARLOS ZENS POR CARLOS ZENS
          
Fragmentos da entrevista concedida a Sergio Vilar. para o Caderno Muito do  Diário de Natal, edição de terça-feira, 24 de maio de 2011.


   
                                                
           "Uni a melodia da Flauta e o ritmo da percussão"

"A flauta chegou pra mim naturalmente. Queria ser percussionista. Já dava canja no grupo Impacto Cinco, que depois virou Flor de Cactus. Era época do Aero Clube,  e eu sonhava mesmo seguir  essa carreira na percussão. Quando entrei na Escola de Música da UFRN só havia aula para instrumento de orquestra. Entrei como oboísta. Mais tarde," curtando" como diz o matuto - achei uma flauta no armário. Uni a melodia da flauta e o ritmo da percussão em meu trabalho".


INFLUÊNCIAS MUSICAIS

MÚSICA FUXICO DE FEIRA DE CARLOS ZENS
    DO CD FUXICO DE FEIRA


"Desde a banda holandesa Focus, do progressivo dos anos 60, ao Quinteto Violado. A música erudita de Vivaldi, mesclada ao baião de Luís Gonzaga, a 5ª Sinfonia com a ciranda, minhas origens nordestinas, modinha, maxixe, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado, Hermeto Pascoal, até ouvir a Bossa Nova de Johnny Alf, Tom Jobim... Na canção Imagens Primordiais se vê o piano de Tom Jobim lá no fundo. São infinitas as influências a quem cria e está aberto a novas experiências".

O PROFESSOR DE MÚSICA

                          Carlos Zens com seus alunos no Projeto
                                               Conexão Felipe Camarão.


"São oito anos com meus alunos do Projeto Conexão Felipe Camarão. Levo para eles um pouco da minha experiência, de Jards Macalé, Jorge Mautner, Lia de Itamaracá, Bule Bule, Luiz da Paixão.Sem esquecer que eles também tem suas experiências e que aprendemos juntos. Mas quando um chega com o celular tocando Lady Gaga, mostro a ele que existe um Manoel Marinheiro, um Patativa de Assaré. O Celular martela muito o juízo".
  
   SHOW NO TEATRO RIACHUELO

  
                                  MÚSICA  "ARAPUÁ NO CABELO'
                             J.N.MACIEL / PETRÔNIO AGUIAR / CARLOS ZENS
                                             DO CD ARAPUÁ NO CABELO

Na sua apresentação no Teatro Riachuelo, Carlos Zens esteve acompanhado de músicos maravilhosos, que junto com sua flauta, fizeram um espetáculo impecável.
Na Bateria: Kleiber Viana.; na Percussão: Dudu Campos / Del do Pandeiro; no Teclado: Geraldo Marcelino; no Acordeon: Ademir Adriano; no Violão e viola de 10 cordas: Pedro Paulo; e no Cavaco: Gustavo Medeiros.


                    "FLORES DA PRIMAVERA" MÚSICA DE   CARLOS ZENS
                                   DO CD OUVINDO CORAÇÕES                                                  
                                              

CARLOS ZENS NO CANTO DA LIRA


      "O canto da Lira" da apresentadora Lucinha Lira, tem por objetivo divulgar os Artistas Potiguares. Esse ano, no dia 14 de janeiro foi a vez de Carlos Zens e seus músicos: Kleber (bateria) Valquiria (voz e percussão) Ademir Adriano (acordeon) e Pedro Paulo (violão)          
              

     CARLOS ZENS E O ABC FC




O cidadão Carlinhos Zens é  torcedor  apaixonado pelo ABC FC. Fiel ao seu time, é desses que que vai aos jogos com frequência, não se preocupando se o jogo é, ou não, do campeonato de 2ª divisão. Deixou registrado sua paixão  pelo seu time, na composição, em que  também são seus, o arranjo e a letra,  " O ABC é o meu amor!






FONTES:
Pesquisas web: 1- Site de divulgação do Carlos Zens
2 - Site "Grande Ponto"  Blog Cultural do RN de Alex Gurgel
Jornal "Diário de Natal" Caderno Muito- Edição de 24/Maio/2011
Jornal "Tribuna do Norte" Publicação de Novembro/2011

Fotos:
Imagens Google
Acervo Pessoal de Carlos Zens
 ( Facebook-Foto com crianças)
Acervo de Lenilton Lima

Vídeos:
1 - Asa branca - enviado  por Robertmorim em 06/06/20
 2 -Programa Cores e Nomes -Enviado pelo coresenomes em  24/06/2010
 3 - Choro Maxixe - enviado por IorisCortez em 27/08/2011
 4 - Fuxico de Feira - Trabalho do curso de Rádio e TV da     UFRN Produzido por Alex Costa, Diego Wilker, Emanuelle Borges, Gabriella Gerber, Jocielle Lira e Robert Amorim.
5 e 6- Arapuá no cabelo e Flores de Primavera- enviados por Ioriscortez em 27/08/2011
7 - ABC é o meu amor - enviado por abcnatal em 24/05/2011



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ARVORES DA CIDADE - II - O CAJUEIRO DE PIRANGI -MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO





Somos velhos conhecidos desde os tempos em que, longe da fama, ele era simplesmente o Cajueiro de Pirangi. Ainda não tinha sido citado na Revista o Cruzeiro", em 1955, quando  foi comparado a "um polvo-resultante de "uma sinfonia inacabada de galhos lançados em progressão geométrica"; não tinha sido divulgado no país inteiro, depois que a Regina Casé apresentou o menino Tom, o "Tom do Cajueiro" no seu programa Brasil Legal, em 1995 e nem de longe sonhava com a publicação no Guinness Book, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo.Eu tinha nove anos quando vi pela primeira vez o cajueiro e confesso que não acreditei que todo aquele emaranhado de galhos e troncos,  fosse uma única árvore - achava que era história de pescador!








Lá pelos idos de 1970, quando comecei a frequentar a Praia de Pirangi com mais assiduidade, o Cajueiro ainda vivia num certo anonimato, pelo menos  para a maioria da população. Mas Pirangi cresceu, urbanizou-se e se tornou uma das nossas mais badaladas praias - logo a fama do cajueiro correu mundos. Hoje a árvore centenária é  Patrimônio Ambiental do RN. Mas, espremida entre as principais avenidas da praia, sofre com a falta de espaço para continuar crescendo, e com a falta de vontade política dos órgãos responsáveis para resolver o problema.








A nossa árvore mais famosa, ponto obrigatório de quem visita a cidade, está  localizada  a cerca de 28km de Natal, na praia de Pirangi do Norte, município de Parnamirim. Não se sabe precisar como surgiu esse cajueiro. Existe uma versão de que o mesmo teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira e que esse pescador morreu aos 93 anos sob as sombras da árvore. De acordo com essa versão, o cajueiro tem hoje 123 anos de idade.





A dimensão do cajueiro impressiona. Sua copa continua crescendo progressivamente e ocupa hoje, uma área de 8.300 m²; estima-se que se houvesse espaço para seu crescimento poderia alcançar de 30 a 49.000 m². Seu tronco principal mede aproximadamente 25 metros. e suas raízes atingem  de 01 a 02 metros de profundidade.







O Cajueiro de Pirangi apresenta uma característica anômala conhecida dos botânicos como "fitoteratológica" que explica o seu crescimento. Do seu tronco principal saem ramos que ao invés de subirem como os demais vegetais dessa espécie, tendem a se se curvar procurando o solo. Quando acontece de tocar o solo, esses ramos criam raízes secundárias que ajudam na alimentação do novo cajueiro. A partir daí uma simbiose se estabelece entre a planta matriz e a secundária - uma depende da outra para continuar crescendo.
O tronco principal divide-se em cinco galhos.Quatro deles criaram raízes e troncos, dando origem a essa imensa árvore. Apenas um dos galhos não se desenvolveu ao tocar o solo e foi apelidado jocosamente de "salário mínimo" pelos agentes que cuidam do parque.
 







Na época da safra, entre os meses de novembro a janeiro, a árvore  chega a produzir de 70 a 80.000 frutos, o equivalente a 2.5 toneladas. O fruto não é comercializado, e os visitantes podem colher à vontade.









Para que o visitante possa observar toda extensão do cajueiro é preciso subir os 45 degraus do Mirante e ficar a nove metros de altura do chão. Do alto pode-se observar a copa dessa árvore e se ter uma ideia da área que ela ocupa. 







Nos últimos tempos tem havido no Rio Grande do Norte um intenso debate em torno do cajueiro de Pirangi. O problema é que esta árvore não para de crescer e  devido à urbanização da praia de Pirangi e da especulação imobiliária o cajueiro não tem espaço para crescer. Ambientalistas, líderes comunitários, empresários e autoridades do Estado estão lutando para que esse problema resolvido. 







Enquanto se busca uma solução a longo prazo, se discutem soluções mais imediatas, como por exemplo a poda da árvore. Mas não se chega a um consenso. Para a EMPARN (Empresa de Pesquisas Agropecuárias do RN) "a poda é necessária para manter a saúde do cajueiro e evitar problemas urbanos e sociais". Mas a ideia não é bem vista pelo Ministério Público e ambientalistas, que argumentam afirmando  que a  poda  constante pode alterar o comportamento da planta e levá-la a morte, causando prejuízos a natureza e ao turismo do estado.





FONTES:
                                 Pesquisas Google - WIKIPÉDIA
                         Jornal   "Tribuna do Norte" Natal - RN
                                     Cartazes em Exposição "in loco"
                                 

FOTOS:  Imagens Google
                     Acervo    Pessoal
                      Edição de Foto: Prorama Pic-Nic -Yahoo/Brasil






sábado, 3 de dezembro de 2011

A REDINHA DE SEMPRE - PRAIA DE MUITOS COSTUMES E TRADIÇÕES




Para quem gosta de tradição, a Praia da Redinha é um destino turístico perfeito.O mercado público com sua "ginga com tapioca" satisfaz ao paladar de quem quer experimentar uma iguaria local, melhor acompanhamento para uma cervejinha gelada, ou para quem prefere uma dose da "branquinha".
A pesca do arrastão, a festa da Padroeira e suas duas procissões, o animado carnaval com seus irreverentes blocos, são acontecimentos  marcantes de  tradição nessa praia , que conta além de tudo, com o belíssimo cenário do encontro das águas do rio com o mar. 
Por ser uma praia urbana localizada numa região muito populosa, nos fins de semana e feriados,o movimento é muito intenso, é aconselhável  portanto, que se visite a praia nos dias úteis da semana, para que se possa desfrutar dos encantos da Redinha com mais tranquilidade.



              O Mercado Público
          e a Ginga com Tapioca



O Mercado Publico da Redinha foi construído em 1921 pelo Presidente da Intendência Municipal, Teodósio Paiva. Durante anos várias reformas se seguiram, sendo a última em 1998, pela então Prefeita, Wilma de Farias. É um local bem popular, procurado  pelos pescadores e por quem procura um lugar mais tradicional na praia. Os boxes do mercado, voltados para o mar funcionam como bares.Na parte de trás, é possível comprar, espécies de peixes nobres como o  "camurim", conhecido no Sudeste, como "robalo", o "serigado" conhecido em outros lugares como "badejo", "cioba", "arabaiana", "garoupa" além de camarão, caranguejo  e lagosta , essa última no período de junho a dezembro quando a pesca é permitida.
Mas a grande  pedida do mercado é a "ginga com tapioca"- peixe frito com óleo de dendê servido quente dentro de uma tapioca.


No boxe 13 do mercado, a dona Ivanize Januário, 57 anos, dá continuidade ao trabalho da mãe, a dona Dalila, que foi a pioneira em preparar a “ginga com tapioca”.
Esse "sanduíche" diferente tornou-se tão popular na  Redinha que hoje é uma marca registrada dessa praia.




A Festa de nossa Senhora dos Navegantes    


A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes é realizada com duas procissões: duas Imagens fazem o cortejo uma por terra e outra por mar. A Imagem da Capelinha é  levada na Procissão Marítima. pelas águas do rio Potengi  -  da Boca da Barra até as proximidades da Base Naval.E a Imagem da Igreja de Pedra vai por terra levada pelos fiéis ao longo das ruas e becos da vila.


                 Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes na década de 20

O momento mais emocionante da festa  é o encontro das duas Imagens, sob o aplauso fervoroso do povo simples da Redinha.“No dia da Festa, desde muito cedo, o movimento é maior e das barracas todos aguardam as primeiras horas da tarde, quando a procissão de terra deixa a igreja grande, feita de pedras pretas, enquanto a procissão marítima ou fluvial, começa .Nada é mais bonito e comovente, do que a fé inabalável do povo levando sua santa nos ombros, depois no barco.”- escreve o jornalista Serejo nas  suas Cartas á Redinha.


                                                
                  A PESCA DO ARRASTÃO
                       
                                       Arrastão - Edu Lobo e Vinícius de Moraes                
                 
Bem cedo um grupo de pescadores aparece na praia para o ritual que se repete há anos:lançar a rede no mar para a pesca do arrastão.Horas depois a rede é arrastada para a praia com ajuda de quem quiser participar.Os pescadores agradecem a ajuda distribuindo peixes como compensa.Essa pescaria artesanal ainda é praticada na Redinha embora os pescadores reclamem da escassez dos peixes nos dias atuais.



 Os pescadores que possuem barcos lançam a rede numa distância de mais ou menos quinhentos metros da praia.Na volta a rede é arrastada do fundo até a praia, trazendo os peixes emaranhados em sua malha, pelo trabalho da "tresmalha" como é chamada a puxada. 




A tresmalha é um trabalho extremamente árduo.Os puxadores esperam o movimento favorável das ondas para facilitar o processo.As cordas são marcadas por nós, de espaço em espaço, que servem para reter as mãos no movimento da puxada.Depois da distribuição dos peixes alguns pescadores puxam a jangada até travá-la na areia enquanto outros se encarregam de colocá-la. com ajuda de toras de coqueiro, mais adiante, distante da maré alta.


                                                      Música: Aproveita a Maré
                                             Walfrido Silva e Humberto de Carvalho
                                       
                Pescador, pescador / Jogue a rede no mar
                Aproveita a maré / Aproveita o luar....



Do fundo do baú: essa música sempre vinha a minha cabeça cada vez que eu presenciava a pesca do arrastão, e não foram poucas, pois essa prática de pescaria era muito comum nas praias da cidade, nos anos 50/60,


                             O Carnaval na Redinha


Detentora do título do carnaval popular mais animado de Natal, a praia da Redinha é território dos blocos mais irreverentes da cidade. A Redinha atrai foliões de outros lugares para  brincar na folia dos blocos "Povão da Praia", "Folia Mirim", "Papangu da Redinha", "Visse e Versa", "Cata Corno", "No seu Buraco", "Siri na Lata", "Vai pra Peia", "Caju Maluco", "Tampa de Furico", "Cobra Coral", Banda do Siri",  "Zé Perikito", "Perereca da Redinha", "Baiacu na Vara", "Seu Boga" "Redinha dos Meus Amores" e tantos outros que surgem a cada ano.



Mas foi com o bloco "Os Cão" que o carnaval da Redinha notabilizou-se na cidade, pela invenção da fantasia de lama, veste do mais irreverente bloco da praia. O Bloco surgiu nos anos 60 quando um grupo de amigos resolveu desfilar pela praia "fantasiado" com a lama do mangue e com adereços consagrados ao "cão" ( o diabo) no imaginário popular.Hoje "os cão" levam mais de dois mil componentes ao mangue, para enlameados desfilarem pelas ruas.


     FONTES:  
                   
           Vicente Serejo Gomes. Cartas da Redinha. Natal: Amarela, 1996.
           História do Rio Grande do Norte -Diário de Natal, Natal, 1999
           História do Rio Grande do Norte. Tribuna do Norte, Natal 19
           Prefeitura Municipal de Natal Site: Conheça melhor o seu
                                                                  bairro -Redinha
           Diógenes da Cunha Lima- Natal-Uma Nova Biografia
           Editora Infinita Imagem - 2011
          Luiz da Câmara Cascudo-História da Cidade de Natal
          Site: Diário do tempo- Velha Redinha- Sergio Vilar
          Pesquisas Google-Wikipédia
                                           
Fotos: 
    Acervo do fotógrafo Canindé Soares
         Imagens Google

Vídeos: You Tube

                           Música Aproveita a Maré
                           Enviado por punkarioca em 13/05/2011
                           Quarteto Excelsior Vinil : CLP 3020
                           Selo Copacabana Som
                           Vinil intitulado Jantar Dançante.

                          Música  Arrastão 
                          Interpretada por Elis Regina
                          Enviada por protocoloz3950