FOTO DE CAPA

Foto de Capa
Barra de Punaú - por Arilza Soares

quinta-feira, 31 de março de 2011

BOLO DE ROLO - UM DELICIOSO ROLO DE BOLO!

                                                                            



Nas minhas andanças por Recife descobri o Bolo de Rolo. Foi paixão a primeira mordida! Eu conhecia um similar que tem em Natal - o Rocambole. Mas esse era diferente! Mais delicado, mais saboroso e visualmente mais bonito !
Todo pernambucano que se preza, defende acirradamente o que eles consideram um patrimônio da sua gastronomia.  Bolo de rolo não é  rocambole! Afirmava dona Eugênia,uma doceira que conheci lá no bairro do Arruda. Rocambole é um bolo que tem por base o "pão de ló" com recheio de doce de leite ou outra geléia qualquer. O bolo de rolo é feito com a  massa do bolo português "colchão de noiva" e o recheio só pode ser de goiaba.
Esse bolo entrou em Pernambuco pelas mãos das damas portuguesas com suas receitas de além mar e que tiveram que ser adaptadas à cultura india, negra. aos novos temperos e frutos da terra. O bolo de rolo é um exemplo disso. A receita do tradicional bolo português   foi alterada: o recheio de amêndoas foi substituido pelo de goiaba.


RECEITA DO BOLO DE ROLO

Bolo de Rolo - uma verdadeira delícia esse Rolo de Bolo!




                                                            
     INGREDIENTES

*Para a massa

200 gramas de açucar
    200 gramas de manteiga
             200 gramas de farinha de  trigo
 6 claras em neve

*Para o recheio

500 gramas de goiabada
1/4 de xícara de água


                                        MODO DE FAZER


Na batedeira, bata a manteiga com o açucar até formar um creme. junte as gemas e continue batendo. Acrescente a farinha de trigo e por último as claras em neve. Espalhe essa massa em cinco formas retangulares ( 30x40cm ) untadas com manteiga e  povilhadas com  farinha de trigo. Coloque cinco colheres de sopa da massa para cada bolo. Asse em forno pré aquecido por cinco minutos.
Derreta a goiabada com a água no fogo até obter uma geléia cremosa.
Vire o bolo ainda quente sobre um pano úmido povilhado com açucar.Passe uma camada bem fina da geléia e enrole.
Faça o mesmo com o segundo bolo e enrole no primeiro.Repita esse procedimento até o último bolo.









Experimente fazer, é um bolo maravilhoso! Se não quiser fazer em casa. o bolo pode ser comprado pronto. É fácil encontrar, mesmo aqui no Sudeste é vendido nos supermercados, e a qualidade não deixa a desejar.         
No bolo de Rolo original o recheio é goiabada. Mas atualmente outros recheios, como doce de leite ou chocolate, são usados e fazem também muito sucesso.
                       


BOLO DE ROLO COM CHOCOLATE


BOLO DE ROLO COM DOCE DE LEITE 


FONTES:
  • Pesquisas Google
  • Site: http://www.facebook.com/oboloderolo
  • Receita de Dona Eugênia Sampaio - Recife/Pernambuco


FOTOS:
  • Imagens Google
  • Acervo do Site: bolo de Rolo Pernambucamo cxo facebook
  • Edição de Fotos: Site Pic Monkey



segunda-feira, 28 de março de 2011

RIO POTENGI - TODA BELEZA DO NOSSO RIO GRANDE

                                             
                                              É no rio Potengi num instante de paz
                                              Ver o sol sumindo na beira do cais
                                              Natal é tudo isso e ainda é muito mais..."
                                                                                Alínio Rosa 
    

Vem dele a nossa identidade - Rio Grande! Assim os nossos  colonizadores o chamaram quando aqui aportaram, por causa, do seu vasto leito e extensão. Daí a Capitania do Rio Grande. Mas para os nossos índios era potenjí, o rio dos camarões. Mais tarde seríamos todos Potiguares - comedores de camarão, naturalmente! 
De origem tupi a grafia correta é Potenjí, mas ao longo dos anos foi alterada para Potengy e posteriormente Potengi como continua se escrevendo até hoje.

ESTUÁRIO DO POTENGI


Alguns historiadores o consideram marco zero de Natal. A cidade foi erguida à margem direita dele. Hoje o rio marca a divisão que separa a Zona Norte do resto da cidade O rio Potengi nasce na Serra de Santana e de sua nascente até a foz percorre uma distância de 176km, passando por oito municípios: Cerro Corá, São Tomé, Barcelona, São Paulo do Potengi, São Pedro, Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante e Natal. Em Natal, junta-se a outros rios, o Jundiaí, o Golandim e o rio Doce, formando o estuário do Potengi.


O ESCONTRO DAS ÁGUAS _ FOZ DO POTENGI


O Rio Potengi guarda muitas histórias. Nas suas águas Natal nasceu, cresceu desenvolveu e se  tornou essa cidade pequena com porte de majestosa. Mas infelizmente o nosso Rio não é tratado como merece.  Foi jogado a sua própria sorte, maltratado, abandonado, esquecido, e em muitos locais servindo de esgoto para a cidade. Sonho com o dia de vê-lo valorizado, despoluído. Projetos isolados já surgem como é o caso do barco escola "Chama Maré" que  procurar resgatar a história do nosso Potengi, um projeto do Governo do Estado e gerido pelo IDEMA - Instituto de Defesa do Meio Ambiente, em parceria com  a Universidade Potiguar. Mas é pouco! Precisamos de uma campanha educativa constante usando a força da mídia para incentivar a população a  pressionar os nossos dirigentes a tomar medidas sérias de despoluição do rio - SOS RIO POTENGI JÁ!



A triste realidade do nosso Potengi


A importância o rio Potengi para a cidade de Natal, não se restringe a sua beleza ou a sua história política.Tem também um significado religioso muito forte! Segundo reza a fé popular, foi nas suas águas que a imagem de Nossa Senhora do Rosário foi encontrada por pescadores.Por ter sido encontrada no dia  21 de novembro, dia em que o calendário católico comemora a apresentação da Virgem Maria, essa imagem foi chamada de Nossa Senhora da Apresentação e passou a ser a Padroeira da cidade.



 
Uma outra grande festa religiosa tem no Potengi o seu palco. É a festa de Nossa  Senhora dos Navegantes, Padroeira da Redinha. Uma bonita procissão marítima que se realiza há mais de 100 anos sai a cada 2 de janeiro em cortejo pelas águas desse rio abençoado.


PROCISSÃO DE NOSSA SRA. DOS NAVEGANTES


    TODA BELEZA DO NOSSO RIO POTENGI










 Fontes:
  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/R
  • Guia das Belezas do Rio Grande do Norte - Erich Ettensperger e Marcia Monteiro Carvalho/2009
Fotos:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Programa Pic-Nic - Yahoo/BR


Vídeo:

  • Enviado ao You Tube por RaulWinchester em 27/11/2011




domingo, 27 de março de 2011

SABOR SAUDADE - BEIJINHOS DE COCO - BEIJINHO DOCE!


                                                          


Antigamente era o docinho mais encontrado nas festinhas de aniversário de criança. E era o preferido pela maioria dos convidados. Disputava de igual para igual com seu concorrente mais forte - o brigadeiro! Não entendo porque na maioria das festinhas que vou hoje em dia, não encontro os beijinhos de coco. Pra mim é frustante ! É tão simples de fazer, e tão delicioso! Não há quem resista a essa guloseima. Experimente!







Beijo é um doce levemente umedecido, muito comum entre os portugueses do século XVIII. Produzido em conventos, os beijos  eram preparados originalmente com amêndoas e calda de água com açúcar e, conhecidos popularmente como ""beijo de freira" No Brasil a receita original foi modificada - as amêndoas foram substituídas pelo coco ralado e a calda de açúcar com água pela calda de leite com açúcar e passou a ser conhecido como" beijo de coco".
Câmara Cascudo assim se refere aos beijinhos ..."doce pertencente à tradição das "grades", festas de abadessado, outeiros, amores de freiráticos; delicados e finos passatempos gulosos da  galantaria conventual portuguesa do século XVIII"   ... "beijos constam de coco ralado, açúcar e ovos. A graça essencial é a variedade policolor dos invólucros, havendo disputa para a confecção dos tipos mais raros e originais".
Posteriormente com a popularização do Leite Condensado, o beijo de coco foi mais uma vez modificado e passou a ser chamado de "beijinho"



RECEITA DOS BEIJINHOS


1 - RECEITA DOS BEIJOS À MODA  POTIGUAR




INGREDIENTES


  • 1 coco Grande ralado
  • 1 lata  de leite condensado
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • Açúcar cristal
  • Cravo-da- índia
  • Forminhas de papel


                                       MODO DE FAZER

  • Rale o coco e reserve uma porção. 
  • Numa panela de fundo grosso coloque a outra parte do coco, o leite condensado, a gema e  a manteiga.
  • Leve ao fogo brando, mexendo sempre até a massa se desprender do fundo da panela.
  • Deixe esfriar, faça bolinhas com as mãos. 
  • Misture o açúcar com o coco que está reservado e passe nas bolinhas, enrolando sempre. 
  • Coloque nas forminhas de papel e decore com o cravo da índia.

                                                     

2 - BEIJINHOS DE COCO NUMA VERSÃO  CARIOCA





INGREDIENTES

  • 1 Lata de Leite Condensado
  • 1 Colher de Sobremesa de Manteiga
  • 2 Colheres de Sopa de Leite de Coco
  • 1 Pacote de Coco Ralado, sem Açúcar
  • 50 Cravinhos-da- Índia



MODO DE PREPARAR

  • Ponha o coco ralado numa assadeira pequena e deixe reservado
  • Em outra panela, misture os três primeiros ingredientes e leve ao fogo, mexendo até que ferva.
  • Abaixe o fogo e continue mexendo por mais uns quatro minutos ou até que a mistura engrosse e desgrude um pouco das laterais e fundo da panela.
  • Passe o doce para uma tigela untada com manteiga, espere amornar e, com as mãos também untadas, faça bolinhas.
  • Role cada bolinha no coco ralado.
  • Espete um cravo em cada docinho e ponha-os em forminhas de papel.

                                                        
FONTES:
  • Luís da Câmara Cascudo - Hist´ria da Alimentção no Brasil - Global Editora e Distribuidora Ltda - São Paulo
  • Receita dos Beijinhos à moda potiguar: Maria de Lourdes Santos - Natal/RN
  • Receita dos beijinhos  à moda carioca: Maria Lúcia Ribeiro  - Rio de Janeiro/RJ

FOTOS :
  •  Imagens Google
  •  Edição de Fotos: Programa Pic-Nic  -  Yahoo - Brasil

              



sábado, 26 de março de 2011

PURA NOSTALGIA! - PARQUE DAS DUNAS




Esse foi sem dúvida o cenário da minha infância em Natal! Subir essas dunas, chegar ao seu topo, contemplar a linha do horizonte e aquele mar sem fim. A sensação era de ter conquistado o mundo. Depois  me embrenhar pela mata a dentro para colher e me fartar de maçarandubas, cajus, cajaranas, cambuins... Descer as dunas rolando, me lambuzar de areia e me sentir vitoriosa por conseguir tais façanhas, coisas na época permitido só para meninos.
Hoje, nada me emociona mais que ouvir uma música do poeta e compositor potiguar Alinio Rosa intitulada Parque das Dunas. Nela o poeta canta por mim !
                                                      
           
                                  PARQUE DAS DUNAS



  
                                     Oh  linda manhã!            
                                     Que o sol rompendo 
                                     Faz descortinar,
                                     A duna verdejante ao topo
                                     E  ao fundo o mar
                                     Sobre a areia branca,
                                     Com os pés descalços a pisar
                                     Posso rolar
                                     Rolar , rolar , rolar...


      
                               Até sentir o odor da flor do murici



                              E ver o tom carmim  brilhar no cambuim

   

                           E escutar o crepitar de um pássaro qualquer
                              A encantar com seu cantar


                       
    
                               
                                        Parque das dunas
                                    Dunas que fiz de quintal 
                                    São oportunas
                                    Ao bom clima de Natal
      
                                    Parque das dunas
                                    Dunas que fiz de quintal
                                    Posso rolar
                                    Rolar , rolar , rolar... 

                                                        
                       

                                        
                                      PARQUE ESTADUAL DAS DUNAS  


O PARQUE  ESTADUAL DAS DUNAS  foi a  primeira Unidade de Conservação Ambiental do RN.Ocupa uma área de 1.172 hectares e é considerado o segundo maior parque urbano do País. Reconhecido pela UNESCO é declarado Patrimônio Ambiental da Humanidade.
As visitas ao  parque são programadas com guias para orientação nas trilhas. A rica fauna, a beleza da flora, as escaladas aos morros onde se descortina o mar, fazem da visita ao parque um passeio emocionante e inesquecível !








                                             FONTES
                      Letra da música Parque das Dunas
                             de Alínio Rosa- Compositor Potiguar
           
      Site: Parque das Dunas e Bosque dos Namorados                  
                     
                        Fotos: Google imagens
                                     
                       


COMO SE FALA EM NATAL- DE PAPA JERIMUM PARA PAPA JERIMUM





Nada é mais significatico na cultura de um povo que a sua fala. E a riqueza da fala potiguar foi amplamente divulgada no livro Papo Jerimum do músico/escritor Cleudo Freire. Publicado pela editora local Sebo Vermelho, o livro é um dicionário rimado das expressões usadas no dia a dia do povo da terra.
Vale a pena ler e conhecer o  significado  de palavras como mundiça, ruma, xexeiro, ou das  interjeições como visse!, reiô-se! sostô! entre tantas outras.

Papa jerimum* é um adjetivo usado para designar pessoas que nascem em terras potiguares.
Papo jerimum é um livro para entender esse povo!



                                 Foto: Fabiana Mota


* " O apelido papa jerimum, dado aos norte-riograndenses, vem de uma suposição que um tal presidente da província, num momento de aperreio, haveria pago ao funcionalismo público com jerimuns. Bem, eu não acredito em moeda-jerimum, mas que ela existe, existe!" 
                                         Cleudo Freire no seu papa jerimum.






Da aldeia potiguar por Cleudo Freire


Cabra posudo é gabola
Otário é abigobel
O chato é galado
Puxa saco é xeleléu

Nêgo alto é galalau
Botão de som e tv é pitoco
Se é miúdo é pixototinho
Se for resto é catôco

Tudo que é bom é massa
É arretado, é primêra
Tudo que é ruim é peba
também pode ser reiêra

Moça nova é boyzinha
Mulher solteira é caritó
A galinha é inchirida
Lança perfume é loló

Ponta de cigarro é piúba
Bordel se chama berel
Longe é a casa da mãe pantanha
é lá na casa do chapéu

Muita coisa é ruma
Se tá folgado é folote
Pouca coisa é um tico
Uma turma é um magote

O tímido é bisonho
Tá de fogo, tá melado
O surdo se diz môco
Quem tem sorte é cagado

Pedaço de pedra é xêxo
Ladrão pequeno é xexêro
O mesquinho é amarrado
Cabra safado é fulêro

Papo furado é aresia
Nêgo insistente é prisiaca
Se for pior se diz frechado
Catinga de suor é inhaca

Rir dos outros é mangar
Mexer os quartos é mengar
Quem observa tá só cubando
Faltar aula é gazear

Quem é pálido é impamelado
Quem é franzino é xôxo
O bobo se chama leso
O medroso se chama frôxo

Pernilongo é muriçoca
Chicote se chama acoite
Quem entra sem licença imbióca
Sinal de espanto é VOT'S

Tá com raiva, tá invocado
Vai sair diz "vou chegar"
Cabra sem dinheiro é liso
Dar um amasso é sarrar

Sujeira de olho é remela
Toca disco é radiola
Meleca se chama caraca
Peido se chama sola

Mancha de pancada é roncha
Briga pequena é arenga
Performance é munganga
Prostituta é mesmo quenga

Bola de gude é biloca
Fofoca é fuchico
Estouro é papôco
Cu aqui se chama furico





PAPO JERIMUM  
II Edição -Revista e Ampliada


Cleudo Freire mostra a riqueza da fala potiguar
Publicação de 24 de maio de 2006 às 00:00



Pense num caba de peia que entendeu a linguagem falada dessa ruma de gente que vive no Rio Grande do Norte. Na ver mesmo, o músico e escritor Cleudo Freire já tinha sacado a riqueza da palavra potiguar há três anos, quando lançou a primeira edição do livro Papo Jerimum pela editora Sebo Vermelho - um dicionário rimado com expressões fortes usadas no cotidiano pelo povo da taba.
E como cultura pouca é bobagem, Cleudo voltou ao batente e descobriu novos termos na cultura popular. O resultado desse balaio de gato aparece na segunda edição do papo Jerimum. O livro será lançado hoje, a partir das 18h, na livraria Siciliano, localizada no shopping Midway Mall.
O autor afirma que resolveu retomar o trabalho por conta da fonte inesgotável de expressões falada na terra e ressalta que além de termos próprios, criados no Estado existem os originados em outros lugares do país que acabaram incorporados ao vocabulário local. "Não é um livro integralmente regional. Mas tudo o que está nele é usado pelo povo.Na pesquisa consegui reunir mais de 3800, mas ficou impossível colocar tudo numa única publicação.Vai desde a natalense "galado" à palavra inglesa "boy" usadas pelas garotas quando se referem aos meninos.Mas uma palavra que estou dando destaque é o verbo "caningar" que não estava na primeira edição e como muita gente reclamou tive que colocá-la agora" disse.
Cleudo revela que as ruas, os municípios do interior e os campos de futebol foram grande fonte de pesquisa. O termo "mundiça", segundo ele nasceu da rivalidade entre as duas maiores torcidas do Rio Grande do Norte. Assim como "galado" só quem fala é o natalense, a palavra "mundiça" é exclusiva do futebol.A torcida do América começou a chamar a torcida do ABC assim e o apelido pegou. Você não vê isso em lugar nenhum do país", afirma.
Embora cada página tenha uma estrofe rimada, Cleudo conta que não se trata de cordel. E explica que a ideia era dar o ritmo fak[lado do povo ao texto. "Queria que o leitor se sentisse à vontade, lendo da mesma forma que ele fala. E acho que consegui. Apesar da rima, não tem nada de cordel. São rimas leves, soltas. É o mesmo que ver o povo falando. Foi muito gostoso fazer esse trabalho porque eu ria muito. Temos uma riqueza grande," disse.



FONTES:

  • Papo Jerimum-  Dicionário Rimado de Termos populares -Cleudo Freire Editora Sebo Vermelho -2006
  • Jornal Tribuna do Norte- Natal -RN- Publicação de 24 de maio de 2006    

FOTOS: Imagens Google - 
                      Olhares: Fabiana Mota




sexta-feira, 25 de março de 2011

ABC CLUBE DO POVO FUTEBOL CLUBE

          
             
 "Numa cidade chamada Natal
    Existe um povo chamado ABC"
           Luiz da Câmara Cascudo
              
                
A maior agremiação futebolística do Rio Grande do Norte, surgiu no início do século XX mais precisamente em 29 de junho de 1915. A escolha do nome se deu em homenagem a um pacto de amizade assinado em 1903 pelos países vizinhos (A) Argentina (B) Brasil (C) Chile. Recordista de títulos no estado, o ABC se transformou ao passar dos anos no time mais popular da cidade de Natal. Sua torcida, apelidada pelos adversários de "frasqueira" (nome dado pejorativamente aos homens do povo) muito se orgulha do apelido e assim se intitulam. É como diz o poeta Alínio Rosa, abecedista assumido, em uma das suas inúmeras músicas dedicadas ao seu time do coração "O  ABC  se completa e se confunde com sua frasqueira, formando uma parceria na alegria ou na tristeza"




                                                


                          ESTÁDIO FRASQUEIRÃO



O Estádio Maria Lamas Farache, apelidado de Frasqueirão em homenagem a sua torcida, está localizado na  Rota do Sol em Natal, capital do Rio Grande do Norte,Brasil. É o estádio oficial do ABC Futebol Clube sendo inaugurado em 22 de janeiro de 2006, no jogo ABC 1 x 1 Alecrim. O estádio ocupa 25.000 m² de um total de 110.000 m² da Vila Olímpica Vicente Farache.
                                                                            


                                                                                   
                       O SONHO DA CASA PRÓPRIA
                                     
.
Inaugurado na gestão do ex-presidente Judas Tadeu Gurgel, após cinco anos de obras, o estádio Maria Lamas Farache veio concretizar um antigo sonho da Frasqueira: o sonho da casa própria - uma casa moderna e confortável. A construção  foi iniciada em 2001. Em março de 2008 a capacidade do frasqueirão era de 18.000 espectadores, mas deverá aumentar para 35 000. Hoje não se consegue conceber o ABC sem o Frasqueirão.


                                                 
Junto ao sonho concretizado vieram outras conquistas. No Maria Lamas Farache o ABC ganhou os campeonatos estaduais de 2007, 2008 e 2010, conquistou o acesso à série B em 2007, e a Copa RN 2008. O projeto foi do arquiteto Glay Carlis e teve como engenheiro responsável, o engenheiro do clube Paulo Tarcísio.


                                   O MASCOTE E O HINO

O mascote do time é um elefante estilizado, uma suposta homenagem ao estado, que tem no mapa o formato desse animal. O clube é detentor de um dos mais bonitos e animados hinos de futebol do país. "O mais querido" um frevo canção composto em 1962 por Claudiomiro Batista de Oliveira, o Dozinho.
Ir ao Frasqueirão  é um programa imperdível para os amantes do futebol.Vale a pena ver e cantar com a torcida "Eu me orgulho ser da terra potiguar/quando vou para o gramado ver o ABC jogar! Salve o mais querido! Salve o mais Querido !"



                                  


                                              HINO DO ABC


"Clube do Povo" foi gravado em 1962, pelo cantor pernambucano Claudionor Germano. Vamos cantar! 
                                         
                                          ABC clube do povo
                                          Campeão das multidões
                                          Serás sempre o mais querido
                                          Pelos nossos corações
                                          Eu me orgulho ser da terra potiguar
                                          Quando vou para o gramado 
                                          Ver o ABC jogar
                                          É bola pra aqui
                                          É bola pra lá
                                          A turma joga com classe
                                          E com raça pra ganhar
                                          O adversário fica no campo perdido
                                          Salve o mais querido
                                          Salve o mais querido                                         
            
         ANTIGA SEDE SOCIAL DO ABC




Não dá pra falar do ABC sem fazer referência  a sua antiga  Sede Social, na rua Afonso Pena em Petrópolis,esquina com a rua Potengi (onde hoje funciona o CCAB) palco de encontro da juventude natalense na época. As matinês do domingo, ao som do grupo musical "Impacto Cinco" eram imperdíveis.Saudades!
A bela Sede Social do ABC foi inaugurada na  administração do Dr. Ernani Alves da Siveira, mais precisamente no dia 31 de janeiro de 1959. A planta é de autoria do arquiteto Aguinaldo Muniz. Na década de 60, toda elite de Petrópolis e Tirol prestigiava as festas promovidas pela sede social do ABC, que se tornou na época o maior ponto de atração social da cidade.Infelizmente a sede social foi derrubada e a ECOCIL, empresa do engenheiro Fernando Bezerra construiu em seu lugar o Centro Comercial Aluízio Bezerra, o CCAB.



Fontes: 

  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN
  • Pesquisas Web - Wikipédia 
  • Nova História de Natal - Itamar de Souza - Natal/RN - 2008
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Programa Pic-Nic -Yahoo/BR