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Barra de Punaú - por Arilza Soares
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terça-feira, 18 de junho de 2013

O A ARTE DE LUZIA DANTAS - UMA DAS MAIS IMPORTANTES ARTESÃS DO NORDESTE BRASILEIRO







No ano passado ganhei de uma grande amiga, uma imagem de Santana feita por Luzia Dantas. Não sei que outro presente poderia me deixar mais feliz! Sempre fui apaixonada pelos trabalhos de Luzia. Suas figuras são ricas em detalhes e o movimento que ela imprime em suas peças é perfeito. Mas, o que mais me impressionou na Santana que Mariazinha me presenteou foi que, mesmo depois de ter sofrido mais de um acidente vascular, Luzia ainda consegue fazer, de cada peça sua uma obra de arte, tal minuciosidade de detalhes gravados na madeiracom muito esmero e requinte, coisas que só uma grande artista é capaz se fazer.



Eis a minha Santana





A seridoense Luzia Dantas é a santeira mais importante do Rio Grande do Norte. Desde criança dedica-se a produzir obras que retratam tipos populares e a vida dos nordestinos: casas de farinha, vaquejadas, carros de boi, retirantes. No entanto foi fazendo santos que se tornou famosa. Suas peças de Arte Sacra como a Santana, Santa  Luzia, Nossa Senhora da Conceição e São Francisco são consideradas obras primas.






Luzia faz suas esculturas com a madeira da umburana, pequena árvore da caatinga e usa como instrumentos de trabalho: canivete, sovela, escopo, serrote, lixa, faca e facão.
Suas esculturas em estilo barroco impressiona pela riqueza de detalhes sempre minuciosos, delicados  e muito bem acabados - perfeitos! Em cada peça por ela produzida observa-se a habilidade da artesã, nessa arte de esculpir em madeira.




 





Luzia Dantas nasceu em Rio da Cachoeira, município de São Vicente, região do Seridó, Rio Grande do Norte,  em 27 de fevereiro de 1937. Morando numa fazenda, alguns quilômetros distantes da pequena cidade de São Vicente, Luzia não sofreu influência de qualquer outro artista popular. Começou a talhar na madeira o que gostava desde criança. E quando recebeu sua primeira encomenda não parou mais. Mudou-se, ainda menina, para Currais Novos, onde mora até hoje.








Luzia sobrevive da sua arte. À medida que os anos passam, mais chegam encomendas a seu modesto atelier, a ponto de Luzia precisar estabelecer prazos para atender os clientes de todo mundo. Já não dá conta de quantas peças já fez, nem para onde foram levada. Sabe apenas, que estão espalhadas em várias cidades do Brasil, dos Estados Unidos e em alguns países Europeus.
Na Capela do Marco de Touros no Rio Grande do Norte , se encontra a maior escultura que já fez: uma Nossa Senhora dos Navegantes de 1.10m, encomendada pelo professor  Oswaldo de Souza.




VAQUEJADA


OS RETIRANTES




O CASAMENTO





LUZIA DANTAS POR ELA MESMA




"Aqui em Currais Novos fui a primeira a fazer essas coisas, Uma vez, faz muito tempo, vi uma peça do Chico Santeiro, que já faleceu, Minha irmã Ana Dantas, que também já se foi, fazia esse trabalho em madeira. Mas fui a primeira. Minha mãe fazia bonecos ded casca de melancia pra gente brincar. Eu comecei a fazer bonecas de madeira, Logo os vizinhos encomendavam para os filhos deles e a coisa foi aumentando. Eu pegava pedaços de lenha de imburana e fazia meus bichos. Eu assistia a vaquejada, as corridas de boi e cavalo e corria para casa e fazia o que via. E assim foi. As pessoas pediam e eu fazia. Sei que a arrte da madeira não é todo mundo que tem, A talha (ou entalhe) é mais fácil, mas fazer a figura inteira é difícil."







"Eu gosto de fazer as coisas bem detalhadas. Acho que coloco nas peças as feições que me são familiares. Faço cada parte e depois monto com cola branca. Cada um tem um rosto. Ás vezes a pessoa traz uma foto para eu  me inspirar pro rosto do santo encomendado e às vezes a  foto é feia. Quando eu faço meu rosto, deixo todos bonitos."




 LUZIA DANTAS  PELOS APRECIADORES DA SUA ARTE






" há um halo visível nos santos de madeira que ela constroi com a delicadeza de suas mãos, com  a pureza de sua alma.Luzia Dantas é a mais inspirada  artesã do Rio Grande do Norte, se não do país." Luiz Carlos Guimarães - poeta seridoense.








" quando alude sobre temas do cotidiano, como vaquejadas, casas de farinha, retirantes, seu estilo é fundamentalmente realista. Contudo quando trabalha a madeira, em função das imagens sacras, seu estilo é fundamentalmente barroco" - Antônio Marques - Professor de História da Arte da UFRN.








" À maneira de alguns grandes mestres ( que ela jamais conheceu) costuma colocar nos santos que esculpe o rosto de parentes, amigos, visinhos." Iaperi Araújo - Artista Plástico e Crítico de Arte.







O RECONHECIMENTO OFICIAL DO TALENTO DE LUZIA DANTAS








Em 2012, Luzia Dantas, que figura no catálogo  brasileiro de artesãos,  foi homenageada na 17ª edição de Fiart. Aos 75 anos, a artesã comemorou a presença em cada uma das edições da Fiart desde a primeira. "Perdi apenas uma por problema de saúde, mas acompanhei todo evento", afirmou Luzia.
Na foto, a artesã recebeu das mãos da governadora Rosalba Ciarlini uma obra do mestre Edvaldo Santiago que retrarta o ofício exercido pelos expositores presentes no evento.


ENDEREÇO DO ATELIER DE LUZIA DANTAS




Rua Dona Germana, 72 – Centro
59380-000 Currais Novos, RN
(84) 3412-1126




FONTES:

  • A Mulher Potiguar - Cinco Séculos de Presença - Fundação José Augusto - Governo do Estado do Rio Grande do Norte - Governador - Garibaldi Alves Filho
  • Pesquisas Google - Sites:
  1. http://artesanatopotiguar.com.br
  2. http://tribunadonorte.com.br/print.php?not_is=238788
  3. http://www.onordeste.com/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Luzia+Dantas&ltr=i&id_perso=1282
  4. ttp://marcosdantas.com/blog/artesa-de-currais-novos-homenageada-na 17a-edicao-da-fiart

FOTOS:

  • Acervo do Fotógrafo Potiguar Alex Gurgel
  • Acervo do Vento Nordeste
  • Imagens disponíveis no Google
  • Edição de Fotos:ite PicMonkey



quinta-feira, 30 de maio de 2013

ALGODÃO COLORIDO - SONHO DE UMA NOVA ERA DE OURO QUE EMPRAPA TORNOU POSSÍVEL






O Artesanato Brasileiro ficou mais rico, diferenciado e ganhou espaço no mundo dos ecologicamente corretos. A variedade dos produtos feitos com o algodão de fibra colorida encanta. Eu fico mesmo maravilhada com  as  camiseras, os vestidos, as  bolsas, os acessórios, as redes, os brinquedos e roupinhas de criança. E como a primeira coisa que faço no Nordeste é percorrer as lojas de Artesanato, volto sempre com algum desses produtos, com certeza de que fiz a melhor opção de compras. E se presentear é preciso  não penso duas vezes: é com algodão colorido que faço a festa!







Historicamente, no Nordeste o algodão chegou a ser comparado ao ouro branco, pela riqueza que gerava. Sendo cultura estritamente do semiárido e de origem tropical, adaptou-se muito bem a alta radiação solar, com alta capacidade de resistência à seca e reprodução com pouca água. O algodão foi um dos principais produtos de maior potencial no Brasil até meados da década de 80 e teve o estado  Maranhão como grande produtor desta semente, seguido de todos os outros estados nordestinos. O Nordeste passou a ser então a grande região algodoeira do país até quando a praga do bicudo baixou o nível de produção e, consequentemente, a sua importância.






Atualmente, a principal alternativa para o cultivo de algodão na região semiárida brasileira é o algodão colorido. A cidade de Campina Grande (PB) tornou-se  o segundo maior parque industrial têxtil do Brasil, A cidade foi local escolhido pela  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, para  atuar no desenvolvimento e na pesquisa da produção de algodão na região.







O algodão colorido existe na natureza há muitos anos. Mas esse tipo de algodão tem as fibras curtas e fracas e não resistem a fabricação de fios e tecido. Os pesquisadores da Embrapa, então, depois de muitas pesquisas melhoraram a resistência e o seu comprimento. Esse melhoramento genético possibilitou a sua comercialização e com isso o surgimento de inúmeros produtos com  fibra ecologicamente correta.







Os benefícios do cultivo do algodão colorido desenvolvido pela EMBRAPA são enormes: como as fibras nascem coloridas não há necessidade de se usar corantes para tingir os fios. Economiza-se água e gás, já que para o  tingimento, enormes caldeiras de água fervente são necessárias. O meio ambiente também agradece, pois  o resíduo que sobra quando se tinge os fios é muito poluente, se não for tratado, contamina as fontes de água potável. Além disso, como o tecido de algodão colorido não tem corantes, é hipoalergênico e isso significa que as roupas fabricadas com esse tecido são ideais para o uso de pessoas alérgicas.








Nesse sistema de cultivo desenvolvido pela EMBRAPA não é permitido utilizar produtos químicos indistrializados, como adubos, inseticidas, herbicidas, fungicidas e outros capazer de poluir o solo e a água. Os adubos químicos são substituídos por adubos naturais, como pó de rocha, esterco de curral, esterco de frango e outros. O controle de insetos e doenças é feito utilizando-se extratos vegetais, por meio de cultivo de plantas como o gergelim que são capazes de atrair formigas e outros insetos e ainda, catando o botão floral atacado pela praga do bicudo e outros. Assim, esse sistema de cultivo de aumenta a biodiversidade e a segurança alimentar do homem do campo.








Segundo a EMBRAPA Algodão genético foi feito assim: a planta do algodão é hermafrodita, ou seja tem orgãos masculinos e femininos na mesma flor. Um dia antes da flor abrir, é retirado com ajuda de uma tesoura, tudo que é macho na flor, sobrando apena a parte fêmea; colheu-se a flor macho de outra planta e foi levada para juntar à flor fêmea. Esse processo se chama cruzamento
Essas flores cruzadas se transformam em frutos e, dentro dos frutos, cresceram as sementes. Essas sementes resultantes dos cruzamentos foram plantadas, avaliadas e selecionadas para dar origem às plantas de algodãio colorido que conhecemos.



O RESULTADO POSITIVO DAS 
PESQUISAS DA EMBRAPA ALGODÃO








Foi na década de 80, através de estudos realizados pela EMBRAPA, que foi originada a primeira variedade de algodão de fibra colorida no Nordeste, que se chama BRS200, de cor marrom claro. Entretanto, é a partir da década de 90 que houve uma intensificação destes estudos para o melhoramento genético e obtenção de novas cores de fibra. Portanto com as pesquisas e experiências, a EMBRAPA conseguiu as variedades - cultivares, que chamou de: BRS 200 Marrom - BRS Verde - BRS Rubi - BRS Safira e BRS Topázio.


BRS 200 MARROM





As fibras dessa variedade cultivar são de cor marrom-clara e é o resultado do melhoramento de plantas selvagens encontradas no interior do Nordeste. Por isso é ideal para ser plantada no Sertão e Seridó nordestino.


BRS VERDE




Variedade de fibra verde resultante do melhoramento de algodão estrangeiro de cor verde com uma variedade de fibra branca criada pela EMBRAPA  Algodão.


BRS RUBI




A BRS Rubi é uma variedade que possui cor marrom- escura ou avermelhada. Ela é o resultado do cruzamento de plantas de fibra marrom-escura estrangeiras com plantas de fibra branca.

BRS SAFIRA





A variedade safira é de cor marrom-escura ou avermelhada. É o resultado do cruzamento entre o algodão estrangeiro de fibra marrom-escura co algodão de fibra branca.



BRS TOPÀZIO






A BRS Topázio é uma variedade de fibras marrom-clara, derivada do cruzamento entra plantas estrangeiras de cor marrom com plantas de fibvra branca. Por ter fibras fortes é considerada a melhor variedade  de fibra colorida criada pela EMBRAPA.


O ALGODÃO COLORIDO DA PARAÍBA







A busca por produtos ecologicamente corretos vem crescendo nos últimos anos em decorrência de maior consciência ambiental que os consumidores vem demonstrando, optando por empresas que oferecem produtos que não agridem o meio ambiente. 







O algodão colorido desenvolvido pela EMBRAPA no interior da Paraíba vem sendo utilizado em várias peças produzidas pela CoopNatural, cooperativa que envolve uma série de parceiros que trabalham a cadeia produtiva do algodão colorido orgânico, e que também utilizam o artesanato local em suas peças. Desta forma, a CoopNatural se destaca no mercado por oferecer produtos diferenciados e com forte apelo ecológico.





Com a pluma do algodão colorido hoje na Paraíba, são fabricados mais de 400 produtos: roupas, calçados, bolsas, bonecasm redes, almofadas, que disputam aqui e no exterior o mercado de produtos orgãnicos, Todos os produtos são produzidos de forma artesanal por pequenos produtores da região de Campina Grande e João Pessoa.



BOLSAS SAPATOS E ACESSÓRIOS


ROUPAS MASCULINAS E FEMININAS


BRINQUEDOS E VESTUARIOS INFANTIS


CASA E DECORAÇÃO



FONTES:
  • Algodão - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) - Brasília / 1981
  • Breve História do Algodão no Nordeste do Brasil - EMBRAPA Algodão - Brasília / 2003
  • Algodão - Semira Adler Vainsencher -  Fundação Joaquim Nabuco- Recife/PE
  • Pesquisas Google - Sites:

  1. http://www.aedb.br/seget/artigos12/7416825.pdf
  2. http://wwwbiotecnologia.com.br/revista/bio09/algodao.pdf
  3. http://www.cnpa.embrapa.br/produtos/algodão/apresentacao.html
  4. http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id28594
  5. http://www.cnpa.embrapa.br./publicacoes/2003/DOC117

FOTOS:


  • Imagens disponíveis nos Sites da EMBRAPA Algodão
  • Imagens Google
  • Edição de Fotos  - Sirte Pic Monkey



    quarta-feira, 10 de outubro de 2012

    OS REQUINTADOS BRINQUEDOS ARTESANAIS DO AGRESTE PARAIBANO






    Que o Nordeste é um grande celeiro de artesanato popular, isso ninguém tem dúvida. Praticamente em todos os confins nordestinos, artesãos criam ou reproduzem saberes e produtos artesanais. Mas há locais que se destacam na produção dos brinquedos, como é o caso da Paraíba, onde comunidades inteiras saíram do anonimato graças a qualidade dos produtos que produzem.
    De Itabaiana saem buzinas, rodas, carga pesada espalhando sonhos pelas estradas. De Riacho Fundo, as Bonecas Esperança encantam o mundo e geram  esperança às famílias da região. De São Bento Bayeux, Antônio Felismino alimenta sonhos e fantasias pelos parques de diversão. Com muita criatividade e cuidados que beiram a perfeição, os artesãos do agreste paraibano vão ganhando  espaço no cenário nacional e até internacional.


    OS  CAMINHÕES DE BRINQUEDOS DE ITABAIANA/PB 







    Em Itabaiana, mais precisamente no Sítio Lagoa do Riacho, o mestre Joeude Carneiro de Souza, há muito produz brinquedos de madeira e de  materiais reciclados. A partir do seu trabalho, o Artesanato Solidário incentivou o grupo de artesãos  do Sítio, com objetivo de gerar renda. Das mãos desses  artesãos saem os mais diversos modelos de caminhões para as estradas do imaginário. São caminhões de carga, baús, paus-de-arara, que fazem a alegria de muitas crianças.






    Os artesãos de Itabaiana se utilizam da reciclagem  para a confecção dos seus caminhões. São latas de óleo, refrigerantes, restos de de câmara de ar e de antenas de televisão e plásticos diversos, tubos de cloro, bolas, garrafas de bebidas. O processo de confecção do caminhão é lento; cada peça tem suas medidas e acabamento próprio. As ripas de madeira (angico, timborana) são compradas em madeireiras locais e usadas para fazer a carroceria. Todas as peças, antes de serem pregadas, são bem fixadas, a fim de garantir a qualidade do produto. Para completar a fidelidade ao original, as lameiras são decoradas com paisagens ou listras coloridas.












    Para entrar em contato com os artesãos

    Grupo dos Artesãos de Lagoa do Riacho


     Endereço: Sítio Lagoa do Riacho ´Zona Rural 
     CEP: 58. 360.000
    Telefones: (83) 9963 4851 / 9989 4759
    Responsável: Joeudes Carneiro de Souza
                     


    A BELEZA, A PERFEIÇÃO E A DELICADEZA DAS BONECAS  DE ESPERANÇA/PB





    A Paraíba é a terra da boneca de pano. No Sítio de Riacho Fundo, no município de Esperança, na Casa da Boneca Esperança, encontramos os mais diversos tipos de bonecas,  produzidas com o cuidado para que cada peça seja única. São bonecas grandes , pequenas, morenas, loiras, negras, casais de noivos e famílias. Entre linhas, fios, enfeites e panos 40 artesãos de 13 a 75 anos inclusive homens trabalham na produção das bonecas.





    A Boneca Esperança foi criada pelas mãos talentosas de Socorro  da Conceição, que desde os 7 anos fazia bonecas, Socorro e sua irmã Derita ficaram conhecidas na região pelas bonecas que faziam, até que foram procuradas pelo Programa de Artesanato Solidário e incentivadas a formar um grupo. Hoje, a Associação dos Artesãos do Sítio Riacho Fundo, a " Casa da Boneca Esperança"  artesãos produzem as bonecas de pano, que aprenderam com a mestra-artesã Dona Socorro. As bonecas são ecologicamente corretas, já que têm como matéria prima principal, as sobras de tecidos que provavelmente iriam para alguma lata de lixo.





    Para a confecção das bonecas de Esperança não existe modelo; a roupa é criada na hora de acordo com a sensibilidade da artesã: desde vestidos para festas, com bolsinhas e enfeites, até o chapéu de palha usado para trabalhar na roça. No rosto, os olhos, o nariz, a boca e as sobrancelhas são bordados. Com a lã ou  tecidos desfiados são confeccionados os cabelos. Tecidos  lisos, coloridos e estampados de xadrez, de bolinhas, listrados, floridos, com miçangas e fitas, permitem a modelagem das roupas e de 58 tipos de acessórios. Vestidos, blusas, saias, paletós, gravatas, surgem de material reciclado, aparecendo também joias e relógios. Detalhe: é obrigatório o esmalte nas unhas.









    CASA DA BONECA ESPERANÇA 






    A "Casa da Boneca Esperança" é a "Associação dos Artesãos de Riacho Fundo" que iniciou suas atividades em 1998. O Vídeo mostra o trabalho desenvolvido pela "Casa da Boneca Esperança" projeto social que resgatou e apresentou ao mundo essa arte tão tradicional no agreste nordestino.


    Para entrar em contato com a Associação:


       Endereço: Sítio Riacho Fundo, Zona Rural
    Fone: (83) 9993-0135
    CEP: 58135-000
    Cidade: ESPERANÇA, Paraíba.





    ANTÔNIO FELISMINO ARTESÃO PARAIBANO






    O artesão paraibano Antônio Felismino de Sousa, 42 anos, é um especialista na arte de  construir e pintar brinquedos: aviões, carrossel,  roda-gigante, bichos de madeira. As peças criadas por Felismino encantam logo à primeira vista. Nascido na cidade de  Pombal/PB, ele conta que, por falta de dinheiro começou a fazer os seus próprios brinquedos. "Comecei com caminhões de lata e madeira e. também com carros de boi. Durante a festa da padroeira  da minha cidade pela primeira vez conheci um parque de diversões e fiquei fascinado com a roda-gigante. Cheguei em casa e a reproduzi em lata e depois em madeira. Com os elogios que recebi dos vizinhos me senti incentivado a produzir outras peças". Hoje o artesão, depois de ter sido descoberto pelo Programa de Artesanato da Paraíba, vê seu trabalho reconhecido e admirado em todo o país.







    Para construir os brinquedos o artesão usa madeira de engradados descartados pelas empresas. Como ferramentas de trabalho usa o serrote, o martelo, a furadeira, a chave de fenda e a serra circular.
    Com uma produção esmerada, Felismino produz cerca de 30 peças por mês que vende para o mercado do Rio e São Paulo. Alguns dos seus brinquedos foram vendidos para a Itália e Estados Unidos. Seu brinquedo mais famoso é uma roda gigante de 75 cm de altura x 45 cm de largura x 55 cm de comprimento, enfeitada com luzes e que gira de verdade, graças ao motor de espremedor de frutas que ele coloca na peça.



     








    Para entrar em contato com o artesão

      Encomendas: Antônio ou Valvete

    (83) 9116  0021
    (83) 8808 0938
    (83) 3232 6591

    E-mail: Antonioartesanato@yahoo.com.br
    Endereço: Rua Manoel de Góis nº 144 - São Bento Bayuex/PB





    FOTOS:

    • Imagens Google
    • Edição de Fotos: Site Pic Monkey

    VÌDEO:
    • A boneca do agreste.wmv
         Postado No You Tube por cucaidalia em 03/08/2012