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Barra de Punaú - por Arilza Soares
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

ASA BRANCA - AVE SÍMBOLO DO SERTÃO NORDESTINO






Que nordestino não fica feliz, de encontrar uma Asa Branca em pleno sertão, num período de grande estiagem? Comigo não foi diferente! Ao acordar e encontrar um casal de Asa Branca, no telhado da pousada onde estava hospedada, no sertão do Quixadá- Ceará, uma alegria enorme tomou conta de mim - finalmente ia chover por ali, pensei! É interessante como essa ave tornou-se símbolo de esperança no imaginário do nosso povo depois que Luiz Gonzaga cantou a a alegria da Volta da Asa Branca ao ouvir um ronco do trovão, depois de ter ido embora com a seca. E para a felicidade de todos nós, naqueles dias, choveu no Quixadá!






A nossa ave mais famosa. eternizada pelo Rei do Baião, não é endêmica do Nordeste. É uma ave migratória, encontrada na América do Sul, em países como Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina. No Brasil estende seus domínios do Nordeste até o Rio Grande do Sul.




 NOMES  POPULARES E O NOME CIENTÍFICO




Asa Branca é o nome popular, dado no Nordeste, para a maior espécie de pombos encontrados no Brasil. Foi assim chamada devido a uma faixa branca, na parte superior das asas, que a ave exibe quando em voo. Em outras regiões recebe outros nomes como: Pombão, Pombo ou Pomba do ar, Pomba-trocal, Pomba-trocaz, Pomba -saleira, Pomba-carijó, Pomba-pedrês, Jacaçu. Pomba verdadeira.





O nome científico Patagioenas Picazuro tem uma origem curiosa: Patagioenas é uma palavra de origem grega, que pode ser traduzida como “pombo que faz barulho”. O motivo para isso se deve ao som do ruflar das asas dos pombos quando eles levantam voo. O nome Picazuro, vem do  guarani (língua falada até hoje por alguns povos indígenas do Paraguai – país onde a asa-branca foi catalogada pela primeira vez por cientistas, no século XIX.  Lá os indígenas davam a esta espécie o nome picazú-ró, que significa “pombo amargo”. Segundo eles, a carne desta ave ficava amarga se ela se alimentasse de certos frutos.


CARACTERÍSTICAS E HÁBITOS 
DA ASA BRANCA



Algumas características são bem marcantes na Asa Branca: O círculo avermelhado ao redor dos olhos, o   pescoço de cor cinza- azulado, a faixa branca na parte superior das asas, o que explica seu nome popular.
Vive em campos com árvores, cerrados, caatinga, florestas de galeria e até em áreas urbanas. Alimentam-se de sementes e grãos coletados, a maioria das vezes, no solo. Por vezes são vistas em roçados de milho e feijão.


A REPRODUÇÃO E CRIAÇÃO DO FILHOTE





A Asa Branca pode nidificar em todos os meses do ano. Para atrair a fêmea, o macho emite um  canto característico, composto por um chamado inicial, grave e gutural, seguido por sequências de três chamados longos e mais suaves. Os casais fazem ninhos em territórios demarcados pelo macho em voos altos e com batimento especial das asas. Constrói o ninho em árvores e a cerca de 3 metros do solo ou na parte baixa de uma árvore de cerrado na borda de cerradão, o ninho é achatado com gravetos frouxamente entrelaçados. O material do ninho é quebrado dos ramos secos no topo de árvores ou pego no chão.





Põe um único ovo, branco, é incubado por 16 a 19 dias pelo casal que também se ocupa da criação do filhote. O filhote é alimentado pelos pais com o “leite de papo ou de pombo”, massa queijosa composta pelo epitélio digestivo do papo, que é fortemente desenvolvido em ambos os sexos durante a época da criação. Esta substância é regurgitada para ser recolhida pelos filhotes nos bicos dos pais. A medida que os filhotes vão crescendo são adicionados sementes em ordem crescentes. O filhote saindo do ninho é semelhante aos pais, um pouco menor e com a faixa branca da asa quase inexistente. 





    A ASA BRANCA NA MÚSICA POPULAR     BRASILEIRA



No dia 3 de março de 1947 a dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compôs a canção batizada de “Asa Branca”. É difícil encontrar uma pessoa que nunca tenha ouvido a canção, considerada um dos hinos da música popular brasileira. Gravada por tantos artistas, Asa Branca foi eleita em 1997, pela Academia Brasileira de Letras, como sendo a segunda canção brasileira mais marcante do século XX. Nela os autores retratam o sofrimento e a fuga do nordestino para outras paragens devido às longas estiagens.


        "Até mesmo a Asa BrancaBateu asas do sertão.
                       Então eu disse adeus Rosinha / Guarda contigo meu coração."
        
     




Posteriormente Luiz Gonzaga gravou "A volta da Asa branca”, do compositor Zé Dantas outro grande parceiro do "rei do baião”. A letra dessa música fala da alegria  do povo do sertão nordestino, com a volta das chuvas, trazendo com ela a Asa Branca que fugira de lá durante a estiagem. Asa Branca no Sertão, se torna então no imaginário popular, prenúncio de boa invernada  e com ela a fartura e a riqueza.


         "Já faz três noites / Que pro norte relampeia
       A Asa Branca ouvindo o ronco do trovão
 Já bateu asas e voltou pro meu sertão
                        Ai, ai eu vou me embora / Vou cuidar da prantação"

  "Rios correndo / As cachoeira tão zoando
 Terra moiada / Mato verde, que riqueza
    E a Asa BrancaTarde canta, que beleza
           Ai, ai, o povo alegre / Mais alegre a natureza"





FONTES

PESQUISAS GOOGLE - SITES:

  • http://chc.cienciahoje.uol.com.br/asa-branca-nos-versos-do-baiao/
  • https://msgteresa.wordpress.com/2013/10/11/mae-de-passarinho
  • http://jesselopesfotografia.blogspot.com.br/2012/06/pomba-asa-branca-nome-popular-pomba-asa.htm
  • http://www.alagoasnanet.com.br/v3/luiz-gonzaga-o-homem-que-cantou-encantou-e-defendeu-o-brasil/
  • http://www.une.org.br/2012/12/patagioenas-picazuro-pomba-pedres-ou-asa-branca

FOTOS

IMAGENS GOOGLE - SITES:

  • http://chc.cienciahoje.uol.com.br/asa-branca-nos-versos-do-baiao/
  • https://msgteresa.wordpress.com/2013/10/11/mae-de-passarinho
  • http://jesselopesfotografia.blogspot.com.br/2012/06/pomba-asa-branca-nome-popular-pomba-asa.htm
  • http://www.alagoasnanet.com.br/v3/luiz-gonzaga-o-homem-que-cantou-encantou-e-defendeu-o-brasil
  • http://www.une.org.br/2012/12/patagioenas-picazuro-pomba-pedres-ou-asa-branca
  • http://www2.camara.leg.br/responsabilidade-social/bosque-dos-constituintes/avifauna/asa-branca

          - Edição de Fotos:Programa PicMonckey



     VIDEOS - DO YOUTUBE:
    •  https://www.youtube.com/watch?v=zxakklYlbI8
    •  https://youtu.be/cWiJL0_yj9c


                                           
                               

    segunda-feira, 10 de setembro de 2012

    S.O.S. CAATINGA! ANIMAIS E PLANTAS EM RISCO DE EXTINÇÃO






    Depois de me encantar com toda beleza da nossa Caatinga, depois de comprovar sua importância  para o nosso país e de me orgulhar de fazer parte desse bioma único no Brasil, e por que não dizer do mundo, não poderia deixar de registrar a minha indignação pelo desprezo com que esse ecossistema vem sendo tratado e pela dolorosa comprovação de que a Caatinga encontra-se extremamente degradada!





    Os números são alarmantes quando se fala dessa degradação ambiental da Caatinga. Segundo estimativas do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 70% da Caatinga já foi alterada pelo homem e pouco mais de 1% de sua área está protegida em unidades de conservação. Esses números conferem à Caatinga a condição de ecossistema brasileiro menos preservado  e um dos mais degradados do mundo.



    DESERTIFICAÇÃO DA CAATINGA


    O uso dos recursos da flora e da fauna pelas necessidades do homem nordestino residente na área conhecida como o Polígono das Secas ( que inclui grande parte do Nordeste e ainda parte do Norte de Minas) é uma constante, já que ele não encontra formas alternativas para o seu sustento. Esse uso é antigo, vindo desde a colonização e, ainda hoje, é grande sua importância social para o sustento dessas famílias. Como consequência, a cobertura vegetal está atualmente reduzida a menos de 50% da área dos estados e a taxa anual de desmatamento é de aproximadamente meio milhão de hectares. 

             A AMEAÇADA FAUNA DA CAATINGA







    O desmatamento, as queimadas destroem o habitat natural das espécies que vivem na Caatinga; a caça de subsistência e predatória, que ocorre principalmente durante as grandes secas periódicas, são de fato os principais fatores responsáveis  pela extinção da maioria dos animais de médio e grande portes do bioma. A lista desses animais é grande. Alguns como a Ararinha Azul vista pela última vez na natureza,  em 2000, já foi considerada extinta pelo IBAMA. Alguns pesquisadores afirmam que o Gato do Mato também já foi extinto da Caatinga. Outros animais estão em situação de grande risco de extinção como: a Arara-Azul- de-Lear, a Arara Maracanã, o Soldadinho do Araripe (espécie só existente na Chapada do Araripe) o Tatu Bola ( endêmico da Caatinga), o Bicho Preguiça, o  Guigó da Caatinga, a Onça Parda. o Gato Maracajá e o Gato do Mato.


    ARARA AZUL CONSIDERADA EXTINTA PELO IBAMA


              ANIMAIS EM RISCO DE EXTINÇÃO


    ARARA-AZUL-DE-LEAR
    ARARA MARACANÃ
    SOLDADINHO DO ARARIPE
    TATU BOLA
    BICHO PREGUIÇA
    GUIGÓ DA CAATINGA
    ONÇA PARDA (SUÇUARANA)
    GATO MARACAJÁ
    GATO DO MATO



               A AMEAÇADA FLORA DA CAATINGA






    Além da fauna, a flora também tem sido historicamente ameaçada pela ação do homem, seja por meio da utilização dos produtos madeireiros, como a extração de lenha para a fabricação de carvão (a lenha e o carvão vegetal, juntos, são a segunda fonte de energia na região, perdendo somente para a eletricidade), para a construção de estacas com  que  delimitam propriedades, fazem chiqueiros e corredores para os animais ou mesmo para uso na construção de casas. 



    PRODUÇÃO DO CARVÃO VEGETAL



    Outras necessidades levam homem sertanejo a usar  a flora  da região porque eles dependem daquilo que a caatinga lhes propícia: além dessa retirada de produtos madeireiros se utilizam dos não madeireiros como os frutas, plantas medicinais, mel, sementes, etc... Até mesmo as roupas e apetrechos dos vaqueiros são curtidos com a golda de Aroeira e a cinza da Baraúna. Além disso, a vegetação é utilizada como fonte de alimento para os animais.




     DESMATAMENTO 
    NA FOTO MAIOR UMA IMBURANA SENDO 
    DERRUBADA PARA A RETIRADA DO MEL.



    Muitas árvores centenárias são derrubadas pelos agricultores para a retirada do mel produzida peles abelhas nativas. O Imbuzeiro e a Baraúna sofrem com essa atividade, porque possuem no interior do seu tronco "ocos" onde as abelhas fazem suas colmeias. Isso sem contar com a agricultura de subsistência, que utiliza a famigerada técnica da queimada – todos fatores contrários à preservação ambiental.


    o DESMATAMENTO PARA ATENDER 
    AS NECESSIDADES DO SERTANEJO  E DOS ANIMAIS


    O corte indiscriminado da madeira , as queimadas e a troca da mata por plantações, contribuem para a destruição da caatinga, tornando a vida no semiárido mais difícil. A falta de informações técnicas sobre o manejo florestal contribui ainda mais para o aumento da degradação ambiental.



                                               A QUEIMADA E A TROCA MATA PELA
                                                  AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA

    É imprescindível e urgente levar informações importantes  a médios e pequenos produtores rurais sobre  o uso racional e adequado dos recursos da caatinga, através do manejo florestal, como alternativa viável, permitindo que uma mesma área possa fornecer, de maneira constante, os recursos necessários sem a necessidade de destruição de outras áreas. 



    ESPÉCIES DA FLORA AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO
      
    AROEIRA
    MORORÓ DO SERTÃO
    BARAÚNA




    FONTES:



    • Pesquisas Google - wikipédia
    • Fatos e Fotos da Caatinga - http:/fatosefotosdacaatinga.blogspot.com
    • Seres Vivos do Rio Grande do Norte -http:/seresvivosdorn.blogspot.com
    • Meliponário Braz -http:/urucueabelhasnativas.blogspot.com
    • Blog do Didi -http:/fagundeslima,blogspot.com
    • van de Oliveira - Revista da FIEC -Ano 3-Edição 25-Junho de 2009-Publicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará.
    • Rômulo Cavalcanti Braga - Plantas nativas da Caatinga, bioma rico e pouco conhecido-27/10/2010 -www.paisagismodigetal.com /noticias/default.aspx?
    • IbAMA - Ecossistemas Brasileiras:caatinga -www.ibama.gov.br/ecossistemascaating Grandes Biomas do Brasil -http:/4bp.blogspot.com-Caatinga
    • João Ambrósio de Araújo Filho - Potencial Forrageiro da Caatinga Úniversidade Estadual do Vale do Acarai (UVA)
    • Mauro Pichorim - Fundação Boticário e FUNPEC ( Fundação de Pesquisa e Cultura- da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
    • Ministério do Meio Ambiente. Curso sobre análise de planos de manejo florestal sustentável no bioma Caatinga. Paraíba: Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Departamento de Florestas, 2008.


    FOTOS:
    • Imagens Google
    • Acervo do Site: Fatos e Fotos da Caatinga - http:/fatosefotosdacaatinga.blogspot.com
    • Edição de Fotos: Site Pic Monkey








    sexta-feira, 31 de agosto de 2012

    A SURPREENDENTE E BELA FAUNA DA CAATINGA





    A singularidade da Caatinga e a sua diversidade de ambientes permitem encontrar uma fauna rica, com várias espécies endêmicas. Já foram registradas 148 espécies de mamíferos, 510 de aves, 223 de répteis e anfíbios que são conhecidas até hoje no bioma.

    AS AVES DA CAATINGA






    As aves representam o grupo animal com maior número de espécies registradas. São mais de 500 espécies, distribuídas em 62 famílias, das quais 15 são moradoras típicas da caatinga, como é  o caso do carcará, da asa branca e da gralha-cancão.
    A lista de pássaros inclui aves como o urubu-rei, gavião, caburé, pica-pau-branco, juriti, jibão de couro, o acauã, cujo canto, segundo a tradição local, anuncia a estação seca; a araponga-do-nordeste, com um canto que se assemelha a um martelo batendo numa bigorna, o galo de campina, a seriema e o arapaçu do nordeste.


                                       Acauã - Galo-de-Campina - Fim-Fim - Quero-Quero - Graúna - Bacurau
                                          Arara-Azul-de Lear - Gavião - Guriatã - Juriti -Jandaia - Jacu

                                         Asa Branca - Urubu-Rei - Pica-Pau Branco- Gibão de Couro 
                                                                             Alma-de-Gato -Seriema
                                     Araponga - Lavadeira - Arribaçã - Bigodinho - Cancão - Casaca de Couro

                                    Carcará - Beija-Flor-de-Tesoura - Sabiá - Concriz - Anum Branco - Gavião
                                     Coruja Buraqueira - Mocho Orelhudo - Rasga-Mortalha - Caboré - Caetite 
                                                          Suindara (mesma Rasga-Mortalha)



    OS MAMÍFEROS DA CAATINGA



    A grande maioria dos mamíferos da Caatinga, são  pequenos, pesam menos de cinco quilos, como o tatu bola, o mocó, o tamanduá e o soim. Além das espécies pequenas a Caatinga abriga também mamíferos de porte maior como o veado catingueiro, a onça pintada e a onça parda. Na natureza, esses animais de grande porte são difíceis de serem avistados. A presença deles na mata é percebida pelos vestígios que deixam, como fezes e pegadas.


                                         Onça-Parda - Raposa - Tamanduá-Mirim - Queixada - Guaxinim - Cotia




    Entre as árvores secas e em terrenos pedregosos da Caatinga vivem onças, gatos selvagens, raposas, capivaras, cachorro do mato, macaco-prego e o veado catingueiro entre outros. São 148 espécies registradas, das quais 19 são típicas da região como o gambá, preá, tatu peba e o sagui do nordeste. A caatinga abriga também seis espécies de felinos: onça pintada, a onça parda (suçuarana), jaguatirica, gato-do-mato-pequeno, gato maracajá, gato mourisco e espécies exclusivas como o mocó e o impressionante tatu-bola.


     
                                        Gato-Maracajá - Mico Estrela - Veado Catingueiro - Macaco Guigó  
                                                                        Gato-Mourisco - Morcego                                    
                                    Onça-Pintada - Macaco-Prego - Preguiça - Tatu-Peba -Preá - Mocó


    De todos esses animais, um apresenta uma característica bem peculiar: o tatu-bola. Para se proteger, quando ameaçado, se curva por inteiro, ficando no formato de bola. Além disso esse animal apresenta um comportamento também muito curioso: faz sua moradia em tocas que ele mesmo cava no solo, e  para despistar o predador, ele troca de toca todos os dias e reutiliza tocas antigas.




    OS RÉPTEIS DA CAATINGA




    herpetofauna da caartinga nome científico para este grupo de animais, inclui espécies, de anfíbios ( sapo cururu, jias, rãs e pererecas), anfisbenas (cobra cega), uma variedade de lagartos (com destaque para o camaleão, o teju, o calanguinho e o calango verde), quelônios  (cágado e jubuti), uma grande quantidade de serpentes sendo a cascavel a cobra mais vista na caatinga, e uma espécie de jacaré: Jacaré do papo-amarelo, uma das menores espécies de crocodilianos, endêmica da caatinga, que chega a 1,5 m de comprimento e habita as margens dos riachos.



    ANFÍBIOS E ANFISBENAS


                                                 Rã-Pimenta - Perereca - Sapo Cururu - Rã - Jia - Cobra-Cega


    LAGARTOS

     
                                              Teju - Calanguinho - Briba - Iguana - calango - Camaleão

                        SERPENTES


                                            Cascavel- Coral - Jararaca - Jibóia - Cobra-Verde -Salamanda 


                       QUELÔNIOS E JACARÉS


                                            Jacaré-do Papa-Amarelo - Cágado-D'Água - Muçuã - Jaboti



    O HOMEM E OUTROS ANIMAIS ADAPTADOS À CAATINGA





    FONTES:

    •  Pesquisa Google:

    - Site Wikipédia- Caatinga

    - Site :Répteis da Caatinga -www.repteisdacaatinga.org.

    - Site: Grandes Biomas do Brasil -http:/4bp.blogspot.com-Caatinga

    - Site: IBAMA - Ecossistemas Brasileiros:Caatinga -www.ibama.gov.br/ecossistemas caatinga.
    -Site: Rômulo Cavalcanti Braga - Artigo sobre a Caatinga

    - Site: João Ambrósio de Araújo Filho -Potencial Forrageiro da Caatinga Universidade Estadual do Vale do Acaraí (UVA)
    -Site: Genan Oliveira - Artigo sobre a Caatinga.

    - Site: Mauro Pichorim - Pesquisa realizada pela Fundação Boticário e  FUNPEC ( Fundação de Pesquisa e Cultura) da Universidade Federal do Rio Grande

    Site: Meliponário Braz -www.urucueabelhasnativas.blogspot.com
    • Inara Leal - "Ecologia e Conservação da Caatinga" - Editora: universidade Federal de pernambuco (UFP




    FOTOS:
    • Imagens Google
    • Edição de Fotos: Site Pic-Monkey



    sexta-feira, 16 de março de 2012

    MATA ESTRELA - SANTUÁRIO ECOLÓGICO BRASILEIRO




    Conhecer a Mata Estrela foi sem dúvida uma das minhas melhores experiências! Mesmo tendo que fazer opção pelo bugre, pois não tenho condicionamento físico para caminhadas naquelas dimensões, um turbilhão de emoções me esperava, a proporção que adentrava na mata.Voltei literalmente à infância, como se estivesse sob domínio da hipnose. Aquelas árvores, aquele cheiro tudo me era muito familiar.A figura do meu avô surgia em flash,e eu me via caminhando ao seu lado, ouvindo suas histórias, como fiz tantas vezes nas nossas andanças pelos morros do Alto do Juruá. Por um momento achei que ia desabar num pranto nostálgico, mas não deu tempo: diante de mim pés e mais pés de maçarandubas carregadinhos delas - fiquei enlouquecida! Descemos do carro e enchemos sacos e mais sacos! Me fartei de comê-las até não poder mais abrir a boca de tanto que  estava impregnada daquele látex docinho. Sabor de infância! Sabor de felicidade! Se a excursão tivesse terminado aí, já me daria por satisfeita. Mas á Mata Estrela é soberba - tem muito mais! E o caminho que nos leva a maravilhosa Lagoa da Coca - Cola, nos leva também a um estado de espírito de alegria, de tranquilidade, de paz, de perfeita comunhão com a natureza.








    A maior reserva de Mata  Atlântica preservada do Estado,Mata Estrela, possui uma imensa área, entre florestas, dunas e lagoas. Localizada no Município de Baía Formosa, no litoral sul do estado, a 94 km de Natal, é oficialmente conhecida como  "Parque Florestal Senador Antônio Farias". Os seus mais de 2000 hectares à beira mar, enriquecidos por uma biodiversidade extremamente variada, 14km de praias virgens, riachos e 19 lagoas  límpidas e ricas na sua composição mineral, fazem da Mata Estrela, uma das últimas áreas de Mata Atlântica do Nordeste e a única do Brasil localizada sobre dunas.



                          Uma das entradas de Mata Estrela



    Tombada pelo Estado através da portaria nº 460/90 a Mata Estrela, em 1993  passou  a integrar a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Mais recentemente, em março de 2000, esse remanescente foi transformado em um  RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural, que é uma unidade de conservação que visa a proteção dos recursos ambientais existentes, permitindo ao proprietário (no caso, Grupo Farias  - proprietário da Usina de Baía Formosa) o desenvolvimento de atividades sustentáveis e a geração de renda.
    Segundo Câmara Cascudo, a Mata Estrela estava inserida no antigo Engenho Estrela - o que explica a origem do nome. Tal engenho, teria sido propriedade de João Albuquerque Cunhaú, ligado a primeira oligarquia política do Rio Grande do Norte, a Albuquerque Maranhão em meados do século XIX. 


    A EXUBERANTE FLORA DA MATA




    "Pau-brasil", "pau sangue", "jatobás", "pau que ronca" (nome de uma planta nativa que tem propriedades sonoras)" amescla" (que exala um ótimo cheiro e tem propriedades medicinais) "pau ferro" "sucupira", "peroba", "pau d'arco", além de "palmeiras", "bromélias", "açucenas", "aráceas", "trepadeiras" e "gameleiras" são algumas das  espécies nativas encontradas na riquíssima flora da Mata Estrela. Entre as gameleiras  uma espécie centenária desperta a atenção, pelo diâmetro do seu  tronco, da sua copa e dos seus  trinta metros de altura.No interior da mata, dependendo da época da safra é possível colher frutos como cajus, cajarana, ubaias doces, muricis, camboins, e maçarandubas.






    CENTENÁRIA GAMELEIRA






    A Gameleira encontrada na Mata Estrela pertence a família das Moraceas, (a mesma família da jaqueira e do fruta pão) e é conhecida científicamente pelo nome de "Ficus Catappfolia". Cnsiderada a mais antiga da Região Nordeste tem mais de 30 metros de altura; a circunferência do seu caule é de 18 metros e sua copa enorme tem cerca de 35 metros. Os guias costumam dizer que a "copa da gameleira tem o diâmetro equivalente a um ginásio de esportes. Uma fenda no tronco permite que se passe por dentro da árvore; e que para abraçar seu tronco são necessárioas 15 pessoas de mãos dadas".






    Reza a lenda que essa árvore existente é protegida por um índio, e as pessoas que a abraçam e fazem um pedido com muita fé, serão atendidas pelo espírito do índio. A gameleira distribui seu simbolismo protetor sobre todos os visitantes. A relação entre árvore e a comunidade, envolve religiosidade retratando a cultura local.



    A DIVERSIFICADA FAUNA DA MATA





    Toda essa exuberante Flora é habitat natural de uma Fauna muito diversificada: répteis de várias espécies, macacos como o guaribas (ameaçado de extinção)  saguis, cotias, raposas, tijuaçú, aves como o gavião-carijó, xexéu, urubu, e de uma infinidade de insetos.Uma curiosa borboleta chama a atenção de quem visita a mata - a "borboleta estaladeira" : quando voa suas asas produzem estalidos secos e  quando pousa nas árvores é sempre de cabeça para baixo e de asas abertas.







    FONTE:
    • Site oficial da Prefeitura do Município de Baía Formosa


    F0TOS:
    • Imagens Google
    • Acervo Pessoal de Arilza Pereira
    • Edição das Fotos: Programa Pic-Nic - Yahoo/Brasil