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Barra de Punaú - por Arilza Soares

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MATERNIDADE ESCOLA JANUÁRIO CICCO - BERÇO DE MUITOS POTIGUARES




Berço de muitos potiguares, o belíssimo casarão onde funciona a Maternidade Escola Januário Cicco, antiga Maternidade de Natal, teve sua construção iniciada em janeiro de 1932. O terreno foi doado pelo então prefeito O'Grady mas a inauguração só ocorreu em 12 de fevereiro de 1950. No início da década de 40 a Maternidade já estava pronta para funcionar, mas durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada como "Quartel General das Forças Aliadas e Hospital de Campanha".
Com o final da guerra e após intensa campanha, Januário Cicco conseguiu retomar o prédio, restaurá-lo colocá-lo para funcionar.













De características neoclássicas, de elevado valor arquitetônico e histórico, a Maternidade Januário Cicco, como é conhecida pelos natalenses, é uma das raras exceções, nesta cidade, de uma construção que permanece até  os dias atuais desenvolvendo as atividades para as quais foi planejada. Hoje a Maternidade Escola é referência na cidade e funciona como campo de pesquisa, ensino e aplicação prática dessa área de saúde, além de prestar atendimento a população pobre.






A história da primeira maternidade de Natal tem um nome, um idealizador. O médico, escritor e humanista, Januário Cicco, nascido em São José de Mipibu, em  30 de abril de 1881. Falecido em 1952, Januário Cicco foi um pioneiro da Medicina Social.  Seu legado para a Medicina potiguar é incalculável! A Maternidade surgiu graças ao sonho desse homem e as  frequentes campanhas públicas, festas, desfiles, quermesses, sorteios e  rifas para arrecadar dinheiro para a sua construção. Além do seu grande envolvimento com a área de saúde, Januário Cicco escreveu importantes obras científicas e literárias, como " O Destino dos Cadáveres" (1906) "Como se Higienizaria Natal" (1920) " Memórias de um Médico de Província" ( 1928) e "Eutanásia" (!932).
Em  primeiro de novembro de 1952, vítima de um ataque cardíaco, morre o fundador da Saúde Pública do RN




Não poderia terminar essa postagem sem falar da música " Maternidade Januário Cicco" do compositor potiguar, Alínio Rosa. Ninguém melhor que um músico-poeta para prestar uma homenagem tão bonita ao lugar que o viu nascer.
             
             Maternidade Januário Cicco
                         Letra da Música     


                                                Compositor: Alínio Rosa

Dentro da Maternidade Januário Cicco
Quantos filhos potiguares ilustres nasceram lá!
Dentro da Maternidade Januário Cicco
Quantos seios que ficaram 
a seus pequeninos amamentar!

A nossa Maternidade Januário Cicco
Em Natal, é como uma grande mãe...
Mãe de mães que lá estiveram
Ou que ainda hão de estar
Para poderem bebês gerar
II
A Maternidade Januário Cicco,
 tal como um presépio está,
Permanentemente aguardando
 que haja berços para embalar
E a lembrar a manjedoura 
que serviu Maria, ao nascer Jesus
Semelhante minha mãe, 
na Januário Cicco, trouxe à luz,
Um menino que hoje vem
Uma canção oferecer
Ao lugar que um dia o viu nascer.


 FONTES:
Site - "Natal de Ontem"
Livro " Por amor a Natal - Poesia, história e Arte"- Severino Vicente -Ed. RN/Econômico-2010

 FOTOS: Imagens Google
VÍDEO: Enviado por Arilza Soares


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

LAGOSTAS - SABOR TENTAÇÃO- IRRESISTÍVEIS, DELICIOSAS!






Uma iguaria sofisticada? Que nada! Nada nossa mesa ela é uma iguaria simples, como simples é a mão do pescador que nos presenteia.Ter casa em praia onde  a Lagosta é farta e ser amigo de pescador dá nisso: "trouxe umas lagostinhas pra vocês comerem com uma cervejinha". E a gente se farta de comer "lagosta assada na brasa" ou simplesmente aferventada na água com sal é limão". É bom demais! Vale registrar que isso só acontece na época em que a pesca está liberada.





A lagosta está entre os principais pratos dos melhores restaurantes do país. As receitas variam de acordo com a região.Ela pode ser assada, cozida, grelhada, gratinada e pode acompanhar pratos quentes e frios. Sua aceitação é maior quando servida sozinha com um molho especial. Sou fissurada em lagostas seja lá qual sua firma de preparo, mas uma, tem pra mim, um sabor muito especial: a Lagosta ao Termidor. Era o meu prato preferido, quando frequentava o antigo Restaurante da Rampa em Natal, lá pelo final dos anos 60 e in[ico dos anos 70. O Restaurante situado às margens do Rio Potengi, tinha muito charme e um cardápio maravilhoso - a lagosta então era divina!



LAGOSTA AO TERMIDOR






Sua origem é  francesa mas as explicações sobre como surgiu são controversas. Alguns a atribuem a dois irmãos, chefs do restaurante Maire, do Boulevard Saint-Dennis, em Paris, outros a creditam a Léopold Mourier, que dirigia o Café de Paris no final do século 19.
Thérmidor: "método de preparo de lagosta em que ela é dividida em duas no sentido do comprimento. A carne é cortada em cubinhos, mergulhada em molho mornay (clássico francês elaborado com molho branco, creme de leite, queijo ralado e temperado com pimenta-caiena) e recolocada em sua casca, polvilhada com queijo e levada para gratinar". (Maria Lúcia Gomensoro)






               Receita da Lagosta ao Termidor
                       
Para  a Lagosta

  • 2 lagostas
  • Sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de suco de limão
  • 1 maço de coentro
                                 
              Para o molho:

  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 1 cebola cortada em cubos pequenos
  • 1/2 xícara de chá de vinho branco seco
  • sala gosto
  • pimenta do reino moída na hora
  • e colheres de sopa de farinha de trigo
  • e xícaras de chá de leite quente
  • 1/2 lata de creme de leite
  • 1/2 xícara de chá de queijo prato ralado no ralo grosso
                          
                                     Modo de Preparar 
                                 
           
1 - A Lagosta

  • Numa panela grande com água, mergulhe as lagostas e leve ao fogo para ferver.
  • Acrescente o sal, o suco de limão e o coentro
Cozinhe por cinco minutos, retire as tripas e reserve.


 2- O Molho

  • Em outra panela aqueça a manteiga, o azeite e doure a cebola.
  • Refogue a lagosta, adicione o vinho, o sal, e a pimenta do reino.
  • Retire a lagosta e reserve.
  • Preaqueça o forno em temperatura média.
  • Polvilhe a farinha de trigo sobre o molho da panela e acrescente o leite aos poucos, mexendo sem parar  para não embolar.
  • Junte a lagosta, o creme de leite e 2/3 do queijo prato.
  • Divida e mistura em quatro partes e recheie as quatro carcaças da lagosta previamente fervidas.Cubra com o queijo restante.
  • Leve ao forno por 10 minutos para gratinar.
  • Acomode numa travessa e decore a gosto.






Sobre Lagostas


  • Para deixar a carne mais macia não cozinhe a lagosta em água fervente. Coloque-a em água com sal e leve ao fogo para ferver durante 3 minutos, tempo suficiente para a lagosta cozinhar.
  • Outra maneira deliciosa de comer lagosta é assada na grelha.Corte a lagosta no sentido do comprimento e coloque na grelha por bem pouco tempo para a carne não ficar fibrosa.Sirva na própria carcaça, regando com manteiga derretida e suco de limão.
  • para soltar a carne da casca use uma faca de ponta, começando pelas bordas.Em seguida coloca-se a faca sob a cauda para levantá-la.Use o mesmo procedimento para a cabeça.



FONTES:

  • Pequeno Dicionário de Gastronomia -Maria Lúcia Gomensoro
  • Site da Sadia - Receita da Lagosta ao Termidor
  • Dicas de Angela Soares - Praia de Muriú - RN


FOTOS:

  • Imagens Google
  • Acervo Pessoal do Vento Nordeste
  • Edição de Foros: Ptrograma Pic-Nic do Yahoo/Brasil





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LITORAL NORTE: PRAIAS PARADISÍACAS MUDAM DE CENÁRIO COM O AVANÇO DO MAR





Estive recentemente em algumas praias do Litoral Norte do Estado, entre as praias de Muriu e Pititinga. Fiquei chocada e perplexa diante do que ví: um mar revolto pedindo passagem. exigindo seu espaço tomado pelo homem! As construções desordenadas à beira mar, os paredões construídos para deter a fúria da maré alta, a destruição da vegetação de fixação das dunas, o desmatamento da flora nativa e dos imensos coqueirais à beira mar, foram mudando o cenário das nossas mais belas praias. e mudando para pior, o que é mais triste e lamentável!


PRAIA DE MURIÚ




Conheço Muriú desde a década de 60. Um vasto coqueiral tomava toda orla e o mar se espraiava livre sem obstáculos. As algas perfumavam o ambiente, ninguém  reclamava - era o cheiro do mar invadindo as casas - não era cheiro de esgoto ou de águas fétidas acumuladas pela maré alta, porque não encontram espaço para escoarem. No local em frente a Igreja um coqueiral emoldurava o cenário; cansei de assistir à missa com pés descalços, porque se a maré estivesse alta, as águas chegavam a  umedecer o areal.Hoje dizem assustados que o mar avançou,ou que é tudo culpa do aquecimento global, o que não passa de uma redundância, porque o aquecimento só existe por causa da intervenção destruidora do homem. O fato é que o mar em Muriú,   pede passagem para ocupar o que era seu...



Os antigos moradores de Muriú tentaram o que puderam para preservar a praia, tanto que proibiram a construção da avenida à beira mar- a entrada de carros se dava por uma rua aberta por trás das casas de veraneio. Mas o progresso chegou e com a construção da BR-101, o acesso a praia, antes privilégio de poucos moradores da cidade de Ceará Mirim, se tornou bem fácil.Teria sido perfeito, se essa democratização do espaço em Muriú, tivesse seguido um plano,um projeto, de respeito e preservação do meio ambiente, o que não ocorreu. Hoje  assistimos temerosos ao espetáculo enfurecido das águas na maré alta, como um grito de protesto da natureza pedindo socorro!




PRAIA DE CARAÚBAS

Em Caraúbas a mudança de cenário não é propriamente de responsabilidade do efeito estufa. As construções desordenadas, a destruição da flora nativa são evidentes.O  rio que deságua no mar, antes  cercado de manguezais, hoje é um pequeno córrego que se espreita entre os terrenos  pertencentes aos moradores.Em frente ao mar, lagos fétidos de águas paradas, cheias de girinos,onde os urubus fazem a  festa.É um exemplo de total descaso com um lugar de natureza exuberante.Basta um pouco de vontade política para que Caraúbas ganhe destaque no cenário turístico do Estado.  





BARRA DE MAXARANGUAPE

   
 


Em barra de Maxaranguape o  problema é mais complexo como mostra a reportagem. O avanço do mar mudou a rotina dos moradores de Barra de Maxaranguape e Pititinga, no litoral norte do RN.As entrevistas foram feitas em março de 2009 e veiculadas na Rede Tropical/RN e Rede Record / Fala Brasil


PRAIA DE PITITINGA




Em Pititinga o cenário é sinistro.Em alguns locais, a praia mais parece uma cidade fantasma: ruínas, escombros, e muitas casas fechadas, até abandonadas. Segundo dados obtidos mais de 20 casas foram destruídas. Duas ruas e uma quadra de esportes já foram “engolidas” pelo mar.



O que vi nessas praias do Litoral Norte é assustador! Mas, o mais preocupante. é a ausência de um projeto do governo para essas áreas.O pouco que foi feito tem sido muito mais, por iniciativa particular de moradores e veranistas, que constroem paredões para impedir que o mar  continue destruindo as casas.Infelizmente isso é muito pouco.Ao invés de se ficar colocando a culpa do que aconteceu, nos fenômenos da natureza ou no aquecimento global, urge que se tome medidas mais objetivas.A beleza do Litoral Norte  é indiscutível, precisa ser preservada, assim como a população nativa carece de atenção e de soluções imediatas para os problemas decorrentes desse avanço das águas.



                 S.O.S LITORAL NORTE JÁ!


Fontes:

                  . Reportagens do Jornal Tribuna do Norte- Natal-RN
                  . Conversa informal com moradores das praias visitadas
                                                           Fotos:
                      . Acervo pessoal
                                       .  Imagens Google
                                                                         
                                                         Vídeo                         
                           Enviado ao You Tube por maricremonini
                                                             Em  10/12/2009






sábado, 21 de janeiro de 2012

PAPO LITERÁRIO - EDI GERMANO - ESCRITORA E POETISA POTIGUAR



Edineide Germano, ou Edi como costuma ser chamada, é uma velha e querida amiga da família desde  criança.Reencontrá-la depois de tanto tempo foi de uma  alegria e de uma emoção indescritível.O Facebook já havia nos aproximado, mas a relação virtual é fria e em nada se compara ao caloroso abraço nordestino, dado ao vivo , carregado de emoções.
Edi saiu de Natal ainda muito jovem, casada e foi morar  no Sul do país.Inicialmente em Florianópolis-SC, depois  mudou-de para a cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul,onde fixou residência,constituiu família e criou seus três filhos (Allan, karla e Raphael).Ali viveu até bem pouco tempo, quando uma fatalidade levou o seu filho Raphael,vítima de um mal súbito. A dor da perda do filho, e as constantes lembranças dele espalhadas pela casa em Santa Maria, a trouxe de volta a Natal.


Amante da natureza e do silêncio, Edi optou por morar numa chácara em Pium, um local paradisíaco cercado de mangabeiras e outras frutas silvestres, muitas flores e animais de estimação.Avó de três netos, Júlio e Sarah que vivem com a filha karla no Rio Grande do Sul e de Sebastian, filho de Allan, residente nos Estados Unidos; Ao lado do marido, Edi busca no contato com a natureza, a harmonia e tranquilidade que precisa para retomar a vida  e mergulhar com dedicação no seu mundo literário.
                             
A ESCRITORA




"O pensamento é uma inesgotável fonte de criação, onde o escritor encontra uma porta aberta de inspirações para a literatura, mergulhado nas suas próprias emoções de amor, de fé, felicidade, tristeza e dor, passando para a escrita o seu estado de espírito"   Edi Germano
                                       

Sua trajetória como escritora começou ainda em Santa Maria -RS, quando começou a escrever sua autobiografia.Com a morte do filho esse livro não chegou a ser concluído. Edi deixou de lado sua autobiografia para escrever um livro dedicado a seu filho,que eternizasse a sua memória.Assim  "O sonho Americano" conta a história de um estudante que deixa sua terra para tentar a vida no Eldorado Americano. A historia do jovem Raphael é real, mas a trajetória vivida pelo jovem estudante pode ser a história de tantos outros que se aventuram na América em busca de um sonho - O Sonho Americano!




A POETISA




"Escrever é transformar sentimento em realidade! Edi Germano
                                                                 

Em "Lilás - Uma Vida em Versos" Edi germano esbanja sensibilidade. Seus poemas  expressam suas emoções, sua filosofia de vida.Escreve sobre o amor,a tristeza, a alegria,a amizade, a morte, com o mesmo lirismo com que fala dos filhos, dos netos, da amizade, da sua origem.
O livro de Poemas Lilás da Edi além de nos proporcionar uma leitura agradável, tem um formato no mínimo curioso: O livro tem páginas em branco lindamente ilustrado com flores, uma das paixões da autora. A ideia do espaço, para a construção de um diário é, segundo a própria autora, o de despertar no leitor a veia literária. 

LILÁSEANDO



Árvore genealógica

Sou cria de matriz forte
Árvore de belo porte
Que de terras áridas produz
Flores, frutos, sol e luz!

Minha matriz tem raiz profunda
Atravessou estradas, divisas e continentes,
Soprando ao vento sementes,
Em margens de rios nascentes!

Sou cria de matriz valente
Sou espécie sobrevivente.
Da chuva, do rio do solo quente.
Sou como pássaro migrante,

Carrego sementes pra solos distantes! 





Pode Ser


Deixa-me embalar
 A fantasia possível
          O despertar de emoções
              O permanecer das paixões
                             Deixa-me falar o que nunca foi dito
     Os abraços desejados
      Dos sonhos roubados, 
       Dos corações sufocado
Deixa-me realizar
     Meus sonhos adiados
               Refazer caminhos cruzados
           Dos projetos inacabados
   Deixa-me despertar
A essência do ser
     A beleza do renascer
Deixa-me buscar
A alegria do meu
       Permanente pode ser!




Mandinga

Me cerquei de proteção
 Depois que li minha mão
   Tomei banho de sal grosso
Para fechar meu corpo
     Plantei espada de São Jorge
    Tentando uma melhor sorte
    Pra me livrar do quebranto
Mas a força do destino
Me manteve peregrino
A vida é uma cilada
Jogo de cartas marcadas
 Reza forte nem mandinga
Vai mudar a minha sina
Para a minha salvação
 Amor, quimera e paixão.



Vida Mutante 
                             
Do meu amor infante
Nasceu minha estrela  cativante
Tão linda e tão distante!
Do meu amor mutante
Veio o sol radiante
De coração viajante!
De uma noite apaixonante
Rasgando o céu em rasante
Nasceu o cometa brilhante
Da terra sigo pensante
Nessas estrelas distantes!




Minha vida em Versos 

De nada me vale paredes sem teto
Arar em terra seca
Semear no deserto
De nada me vale conquistar o descoberto
escutar sem nada ouvir
Acenar na escuridão
De nada me vale concordar com o absurdo
Aplaudir falso discurso
dar as mãos ao acaso
De nada me vale construir sem dividir
Ser humano sem sentir
A razão sem emoção
O amor sem perdão.






Amor  a terra Natal


Quero voltar a ver a imensidão do mar.
Olhar teu sorriso sincero, teu olhar apaixonado!
Quero voltar com você e caminhar,
Ouvir a voz do cantador
Sentindo o cheiro do mar!
Quero voltar me embalando,noite e dia
Com a brisa que acaricia os meus sonhos de menina!
Eu vou voltar pra sentir o teu calor
Me perder e me achar a caminho desse mar!
Eu vou voltar pra nunca mais te deixar
Me entregar ao teu olhar
Deixar o vento nos levar!
Quando eu voltar,vai sesem glórias, sem vitórias
Somente com nossas histórias
Gravadas na minha memória!



FONTE:


  " O Sonho Americano" Edi Germano
      Santa Maria - RS - 200
            "Lilás - Uma vida em Versos"Edi Germano
     Santa Maria -RS - 2008


FOTOS: 
Acervo de Edi Germano
Imagens Google



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

FESTAS RELIGIOSAS EM NATAL- A EPIFANIA E PROCISSÃO DE SANTOS REIS




Procissão: um grande manifestação de fé do povo católico. Pra mim, momento de memoráveis recordações. Quantas e quantas procissões já participei - perdi a conta! acho que na minha infância era uma das coisas que mais gostava. Não me lembro se por fé, mas por achar bonito e emocionante. Sabia todas as músicas - aprendi com minha vó. Tinha orgulho de ser "Filha de Maria"  de colocar aquela faixa azul e sair pelas ruas do bairro ou da cidade cantando em alto  e bom tom: "Avé, avé, avé  Maria... meu sonho era sair de Anjo, com aquelas asas que eu achava lindas ( na minha infância tinha anjos nas procissões em homenagem a Nossa Senhora) Nunca fui contemplada com isso, mas não me importava muito porque os Anjos não usavam véu e eu me sentia coroada com um véu ma cabeça...
Da procissão de Santos Reis participei pouco, mas assisti muitas vezes o cortejo passar. Essa procissão era diferente (achava eu) tinha um clima de festa, de comemoração, afinal ela encerrava o ciclo natalino, coincidentemente o mesmo ciclo dos festejos do aniversário da cidade. Mas acho que é isso mesmo, os Santos Reis nos transmite  essa mensagem - a de presentear o menino Deus como muita fé, muita comemoração e muita alegria.







A adoração aos Santos Reis começou com a construção da Capela do Forte dos Reis Magos, o primeiro Santuário de Natal, erguido dentro do Forte sobre os arrecifes, na "boca da barra". A capela primitiva de alvenaria, foi destruída em 1654 e recuperada em 1756. As imagens, ainda hoje existentes, na capela atual chegaram em Natal em meados do ano de 1755 mandadas por Dom José, Rei de Portugal. Para o professor e historiador José Melquíades, em " A capela de Santos Reis" até 1910, a celebração da Epifania, popularmente chamada de Festa dos Reis Magos fazia-se dentro do Forte.


  

A partir dessa data  ( 1910 ) a festa passou a ser  realizada na capela construída no morro da Limpa, para abrigar as imagens. No dia 27 de novembro desse mesmo ano, dia da inauguração da nova capela, as imagens foram transferidas do Forte para o novo Santuário, em uma grande procissão. O  ano de 1936 foi marcado pela última celebração da Epifania na capela do morro da Limpa.
A primeira  festa da atual Capela do Bairro de Santos Reis ocorreu em janeiro de 1937



A Festa de Santos Reis é um dos maiores eventos religiosos da Cidade e retrata a grandiosidades da manifestação de fé e devoção popular.
Há 75 anos a Igreja de Santos Reis celebra a Epifania. E no dia de Reis ás 5h30m o Santuário fica lotado de fiéis para a realização da Alvorada. Os festejos terminam com a Missa Solene dedicada aos Santos Padroeiros do bairro.
As comemorações da Festa de Santos Reis acontecem no período de em 28 de dezembro à 06 de janeiro.

PROCISSÃO DOS SANTOS REIS






O mais tradicional e popular evento religioso  da cidade ,a Procissão de Santos Reis faz o seguinte itinerário: sai da Praça Wilson Miranda, percorre ruas das Rocas e Areal, passa pelo Canto do mangue e Avenida Café Filho na Praia do Meio. Uma multidão de fiéis acompanha a Procissão de encerramento da Festa de Santos Reis sem se preocupar com a distância.


        MISSA SOLENE - CELEBRAÇÃO NA 
 IGREJA DE SANTOS REIS






PRESÉPIO NO INTERIOR DA IGREJA






A IGREJA DE SANTOS REIS








FONTES:
                    *Professor José  Melquíades 
                    "A Capela de Santos Reis"

                         * Jornal a "Tribuna do Norte"
                                  Natal - RN

FOTOS - Imagens Google
                 Acervo Pessoal



DIA DE SANTOS REIS! ENCERRAMENTO DO CICLO NATALINO EM NATAL - 06 DE JANEIRO





         HOJE É  O DIA DOS SANTOS REIS!







De todas as festas religiosas que integram o "Ciclo natalino" em Natal, é da "Festa de Santos Reis" que eu mais sinto saudades.Santos Reis da minha infância era um bairro tranquilo e muito agradável, e a festa não podia ser diferente; após a Missa os moradores sentavam nas calçadas para bater papo, bebericar e observar o movimento, enquanto a  meninada brincava pela praça em frente a Igreja.Que delícia aquelas barraquinhas cheias de barquinhos e cestinhos coloridos com farinha de castanha no seu interior.E os colares feitos com castanhas ou pipocas? Aventura maior era ir ao "Parque de diversão" entrar nos "barcos" e subir na "roda gigante".Não lembro bem mas  acho que o parquinho se chamava "Parque São Luiz" presente na maioria das festas da cidade. A Festa terminava com a "Procissão dos Santos Reis que eu fazia questão de acompanhar sempre.






Esse ano como estava em Natal decidi participar da Festa de Santos Reis. E apesar de encontrar tudo  muito diferente do que eu imaginava, gostei muito de ter ido. Das minhas lembranças só a Igrejinha permanecia a mesma. Na praça poucas crianças e um movimento enorme de adultos nas barracas comendo e bebendo. Uma festa profana bem ao gosto dos dias atuais. No lugar do parque de diversão, um palco enorme com um som muito alto, tocando  "axé" e "pagode" "forró" e samba". Não era bem isso que eu esperava*, mas estava feliz porque logo na entrada encontrei umas barraquinhas vendendo os tais barquinhos coloridos e as cestinhas com castanha. Em outras barraquinhas uma quantidade enorme de "bonecas de pano" lindas, baratíssimas! Nem preciso dizer que comprei várias e saí com elas e com meu barquinho na mão, feliz da vida com os meus achados, afinal eu tinha encontrado um tesouro perdido em meio as minhas recordações...







A Igreja estava lotada de fiéis assistindo a Missa e do lado de fora um aglomerado de gente começava a se formar. Para a minha alegria um auto-falante anunciava a "Encenação do Nascimento de Jesus e a Adoração dos Reis Magos" nas escadarias da Igreja e, em seguida, o Balé Popular da Cidade faria uma apresentação de danças folclóricas típicas do ciclo natalino.Com a câmara na mão e muito emocionada, entrei na Igreja para agradecer aos Santos Reis aquela oportunidade - agora sim eu estaria diante do que eu buscava: uma festa religiosa! E por mais de uma hora misturada aos fiéis, assistindo aquele belo espetáculo,coreografado pelo competente Carlos Dimas, me senti novamente envolvida naquele clima religioso, fazendo parte daquela festa que tanto me encantara na infância. Só faltava  voltar no dia seguinte para acompanhar a procissão!
Mesmo tendo gostado muito de ter ido fiquei muito irritada em alguns momentos, por causa  do barulho e da bagunça generalizada que se instalou ao lado da Igreja. Os palcos e barracas montados para apresentação de grupos musicais com o som muito alto,atrapalhava e muito os festejos religiosos, como a linda apresentação do Auto de Natal, no patamar da Igreja. Lamentável!

                 

Pórtico da Cidade - Uma Homenagem aos Reis Magos



Santos símbolos da capital potiguar (Belchior, Gaspar e Baltazar) são co-padroeiros  da cidade, junto com nossa Senhora da Apresentação.
Foi no Dia dos Reis Magos de 1598 que deu início a construção da Fortaleza dos Reis Magos, em pai-a-pique, barreados com lama do mangue, O dia também celebra a epifania cristã, a manifestação de Deus na humanidade por meio do nascimento do Menino Jesus. De acordo com a história católica, os Reis  Magos viram a Estrela de Belém no céu e guiados poe ela, chegaram ao local onde Jesus tinha nascido. Eles representavam as diferenças entre os povos e simbolizavam as três nações existentes naquela época.



    IMAGENS DO AUTO DE NATAL









APRESENTAÇÃO DO BALÉ
 POPULAR DA CIDADE













FOTOS:

  • Imagens Google
  • Acervo Pessoal  
  • Edição de foto: Programa Pic-Nic - Yahoo/BR