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Barra de Punaú - por Arilza Soares
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A CASA DE PEDRA EM MARTINS - A MAIOR CAVERNA DO RIO GRANDE DO NORTE

  




Do alto da Serra de Martins ela se destaca no cenário pelo brilho acinzentado das pedras que formam essa montanha de mármore. De perto ela impressionas pela bela disposição dos calcários, peculiaridades geológicas, e toda biodiversidade ali inserida.
Conhecer a Casa de Pedra me fez refletir muito sobre essa prática de eco-turismo nesses ambientes sensíveis da natureza.  A falta de sensibilidade de alguns visitantes, aliada a falta de fiscalização e acompanhamento ambiental na área, prejudica e muito esse ecossistema. O acúmulo de lixo e a grande quantidade de pichações na caverna é revoltante. A cada ano esse patrimônio vem sendo destruído prejudicando o meio ambiente e impedindo de que as futuras gerações possam se encantar com a magnífica Casa de Pedra. Mesmo assim, se você é amante da natureza vale a pena ir lá, não só para se extasiar com a maior caverna do nosso estado, mas para denunciar essa agressão a esse Santuário Ecológico tão importante para para a Paleontologia potiguar e brasileira. 


                       O absurdo das pichações na caverna


Localizada a 27 km de Martins e situada num pequeno vale  da Fazenda Trincheiras, a "Casa de Pedra" é formada por  rochas antigas que foram cristalizadas por um afloramento marítimo de calcário, do período pré-cambriano. Catalogada pela Sociedade Brasileira de Cavidades Naturaisé a segunda maior caverna do Brasil em mármore e a maior do estado em volume interno. Nela, foram feitas escavações, descobrindo-se muitas ferramentas líticas e em seu entorno foram encontrados ossos humanos atribuídos a indígenas pré-colombianos.


 
                              COLUNA DE ESTALAGMITE NO CENTRO DO
                                        SALÃO PRINCIPAL DA CAVERNA


A Casa de Pedra, possui um importante potencial arqueológico e histórico. A caverna , acima do nível do solo, tem aproximadamente 120 metros de altura por 110 de comprimento. Sua sala principal mede 12 metros de largura por 18 de comprimento. O teto alcança mais de 10 metros de altura e dele se desprende várias estalactites Tem o curioso formato que lembra uma casa, com um grande salão na entrada, salas e corredores. No salão principal da caverna pode ser observado um requintado conjunto de estalactites e estalagmites, formados por pingos d'água a milhões de anos. No centro do salão, existe uma enorme coluna de estalagmite.


                                                 SOLO DA CAVERNA


"Formações de estalactites são também visíveis nas paredes laterais, onde elas se apresentam, às vezes, com figurações curiosas. No solo, alguns aglomerados de pedras e rochas maiores, terra siltica argilosa, arenitos com grande percentual de carbonato de cálcio e vestígios marmóreos e conglomerados. Há outros recintos de grande extensão, porém de pouca largura e teto baixo, escuros, em contraste com o salão principal que é bastante claro. Na parte leste, existem, em vários recintos,bastante claros, poços profundos que parecem alcançar, em profundidade, espaços ,ais abertos." (Notas preliminares sobre o Sítio Pré-histórico da Casa de Pedra Município de Martins/RN - Prof.Armand François Gaston Laroche - Coleção Mossoroense - 1988)


 OUTRAS  IMAGENS DA CASA DE PEDRA 















O ACERVO DO PESQUISADOR JÚNIOR MARCELINO

                  Museu Residência do Sr. Júnior Marcelino 
           

Cerca de 5 mil peças arqueológicas foram coletadas, dentro e nos arredores da caverna, por equipes de pesquisadores. Grande parte dessas peças, a maioria fósseis de animais pré-históricos, com aproximadamente 14 mil anos, fazem parte do acervo particular do pesquisador Júnior Marcelino. O acervo considerado um dos principais do estado, é referência para estudos paleontológicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Fósseis de mastodante ( ancestral do elefante), megatério (preguiça gigante), gliptodonte (ancestral do tatu, do tamanho de um fusca), dentes de um equídeo(ancestral do cavalo) são algumas das peças que podem ser vistas na residência-museu do Sr. Júnior Marcelino, no centro da cidade de Martins.





      
Pesquisador Júnior Marcelino




FONTES:

Manoel Onofre Jr. - "Martins a Cidade e a Serra" - Editora Sebo Vermelho o Natal/RN - 2005
  • Pesquisas Google: Site wikipédia

Fotos:
  • Imagens Google
  • Acervo de Alex Gurgel - Natal?RN
  • Acervo de Arilza Soares
  • Edição de foto: Site Pic-Monkey



  • Essa postagem é a minha forma de agradecer a meus sobrinhos Narciso e Adriana por terem me proporcionado essa viagem maravilhosa até a Casa de Pedra. É também para o meu "Guisão, o Rei do Sertão", companheiro incansável na escalada para entrar na caverna. Ah! não posso esquecer do Samuca, que com seus 4 meses de vida, ficou esperando quietinho, sem reclamar, que voltássemos da nossa visita à Casa de Pedra. Obrigada de coração. Bjos. Arilza/Vento Nordeste


quinta-feira, 19 de julho de 2012

A EXUBERANTE SERRA DE MARTINS- UM OÁSIS NO SERTÃO DO RIO GRANDE DO NORTE



Neta e filha de sertanejos, cresci ouvindo falar das maravilhas e dos problemas do nosso sertão. Mais saudosista que meu pai, meu avô nunca se cansou de descrever as belezas de sua terra natal - a cidade Martins. Falava com tanto entusiasmo e com tanta riqueza de detalhes, que me fazia sentir vontade de ter nascido lá. No meu imaginário infantil a Serra de Martins era um lugar mágico, onde todo mundo podia viver feliz. Não tive oportunidade de conhecê-la enquanto morei em Natal. Só agora tive esse privilégio, e confesso que subir aquela serra foi emocionante demais! Era tudo verdade o que o meu avô descrevia. Por alguns instantes me vi criança, andando por naquelas matas, segurando firme na mão do meu avô, enquanto ele me mostrava as belezas e os perigos do lugar, como tantas vezes fez nas nossas andanças pelos morros de Natal. Não pude conter as lágimas...






A serra de Martins mede 24 kms de extensão por 18 de largura. Sua atitude é de 760 metros acima do nível do mar. É a terceira mais alta do Rio Grande do Norte. (A primeira é a serra de São José,  com 831 metros de altitude, situada entre os municípios de Luís Gomes e São Miguel, e a segunda, a serra das Queimadas com 807 metros, no município do Equador). Por causa da sua altitude a serra do Martins possui clima ameno e salubre. No inverno  é frio e os termômetros chegam aos 15 graus centígrados. Nesses dias uma névoa cobre toda serra e a cidade.




Por toda serra encontramos dezenas de granjas, ali chamadas de sítios, com plantações de milho, feijão e mandioca. Mas o que mais predomina  nesses sítios é a grande variedade de árvores frutíferas: mangueiras, cajueiros, mamoeiros, goiabeiras, bananeiras entre outras. Além das sedes dos municípios de Martins e Serrinha dos Pintos, distribuem-se pela serra, várias localidades: Lagoa Nova, Serra Nova, Canto, Cruz de Almas, Trapiá, Cumbe, Camboa e Umarizeira.

DIADEMA 


INÍCIO DA RODOVIA 13 DE MAIO


O corte inicial da Rodovia 13 de Maio, na cabeça da serra, apresenta uma visão em arco, semelhante a um diadema, que as mulheres usam na cabeça - daí a denominação.  Desse local se tem uma visão espetacular do pôr-do-sol, além de se avistar, ao  longe, algumas comunidades pertencentes a Martina, como o Serrote da Veneza, Pico Branco e Sítio Porção.





A Rodovia foi construída com recursos próprios, pelo Cel. Demétrio do Rego Lemos. Inaugurada festivamente foi entregue ao povo martinense no dia 13 de maio de 1931, data que deu origem ao nome. No projeto inicial da Rodovia, contavam-se 72 curvas, que acompanhavam a base e curvatura dos serrotes, e uma única ponte, com extensão de 5 metros. O objetivo da construção da Rodovia foi o intercâmbio comercial entre Martins e os povoados onde havia estação de trem: Mineiro (hoje Frutuoso Gomes) e Boa Esperança (hoje Antônio Martins).


FORMAÇÕES ROCHOSAS ENCONTRADAS NA SUBIDA DA SERRA

1- SERROTES NO INÍCIO DA SERRA





2 - A PEDRA DO SAPO



3 - A PEDRA RAJADA



Imenso lajedo, numa encosta da serra, a Pedra Rajada tem esse nome por causa das grandes estrias deixadas ali pelas águas pluviais. Algumas dessas manchas formam curiosos desenhos. Segundo Francisco Marcelino Júnior "o que mais chama a atenção é a silhueta de um perfil que se assemelha ao rosto de Cristo, como se estivesse com as mãos postas levantadas à ponta do queixo, elevando ligeiramente à cabeça, num gesto de oração ao Pai".

TENTE ENCONTRAR O ROSTO DE CRISTO





FONTES:
  • Martins a Cidade e a Serra - Manoel Onofre Jr.- Editora Sebo Vermelho - Natal/RN - 2005
  • Pesquisas Google - Wikipédia
  • Site da prefeitura da Cidade de Martins
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site Pic Monkey
VÍDEO
  • Postado no You Tube por TVBalaio em 01/05/2008 - especial Expedição Serra dos Martins - Serra Rajada


  • Para o meu avô, Petronilo Rosa, esse  martinense de coração enorme, que me ensinou desde cedo, a amar essa terra e as coisa do sertão. Saudades vô!

sexta-feira, 16 de março de 2012

MATA ESTRELA - SANTUÁRIO ECOLÓGICO BRASILEIRO




Conhecer a Mata Estrela foi sem dúvida uma das minhas melhores experiências! Mesmo tendo que fazer opção pelo bugre, pois não tenho condicionamento físico para caminhadas naquelas dimensões, um turbilhão de emoções me esperava, a proporção que adentrava na mata.Voltei literalmente à infância, como se estivesse sob domínio da hipnose. Aquelas árvores, aquele cheiro tudo me era muito familiar.A figura do meu avô surgia em flash,e eu me via caminhando ao seu lado, ouvindo suas histórias, como fiz tantas vezes nas nossas andanças pelos morros do Alto do Juruá. Por um momento achei que ia desabar num pranto nostálgico, mas não deu tempo: diante de mim pés e mais pés de maçarandubas carregadinhos delas - fiquei enlouquecida! Descemos do carro e enchemos sacos e mais sacos! Me fartei de comê-las até não poder mais abrir a boca de tanto que  estava impregnada daquele látex docinho. Sabor de infância! Sabor de felicidade! Se a excursão tivesse terminado aí, já me daria por satisfeita. Mas á Mata Estrela é soberba - tem muito mais! E o caminho que nos leva a maravilhosa Lagoa da Coca - Cola, nos leva também a um estado de espírito de alegria, de tranquilidade, de paz, de perfeita comunhão com a natureza.








A maior reserva de Mata  Atlântica preservada do Estado,Mata Estrela, possui uma imensa área, entre florestas, dunas e lagoas. Localizada no Município de Baía Formosa, no litoral sul do estado, a 94 km de Natal, é oficialmente conhecida como  "Parque Florestal Senador Antônio Farias". Os seus mais de 2000 hectares à beira mar, enriquecidos por uma biodiversidade extremamente variada, 14km de praias virgens, riachos e 19 lagoas  límpidas e ricas na sua composição mineral, fazem da Mata Estrela, uma das últimas áreas de Mata Atlântica do Nordeste e a única do Brasil localizada sobre dunas.



                      Uma das entradas de Mata Estrela



Tombada pelo Estado através da portaria nº 460/90 a Mata Estrela, em 1993  passou  a integrar a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Mais recentemente, em março de 2000, esse remanescente foi transformado em um  RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural, que é uma unidade de conservação que visa a proteção dos recursos ambientais existentes, permitindo ao proprietário (no caso, Grupo Farias  - proprietário da Usina de Baía Formosa) o desenvolvimento de atividades sustentáveis e a geração de renda.
Segundo Câmara Cascudo, a Mata Estrela estava inserida no antigo Engenho Estrela - o que explica a origem do nome. Tal engenho, teria sido propriedade de João Albuquerque Cunhaú, ligado a primeira oligarquia política do Rio Grande do Norte, a Albuquerque Maranhão em meados do século XIX. 


A EXUBERANTE FLORA DA MATA




"Pau-brasil", "pau sangue", "jatobás", "pau que ronca" (nome de uma planta nativa que tem propriedades sonoras)" amescla" (que exala um ótimo cheiro e tem propriedades medicinais) "pau ferro" "sucupira", "peroba", "pau d'arco", além de "palmeiras", "bromélias", "açucenas", "aráceas", "trepadeiras" e "gameleiras" são algumas das  espécies nativas encontradas na riquíssima flora da Mata Estrela. Entre as gameleiras  uma espécie centenária desperta a atenção, pelo diâmetro do seu  tronco, da sua copa e dos seus  trinta metros de altura.No interior da mata, dependendo da época da safra é possível colher frutos como cajus, cajarana, ubaias doces, muricis, camboins, e maçarandubas.






CENTENÁRIA GAMELEIRA






A Gameleira encontrada na Mata Estrela pertence a família das Moraceas, (a mesma família da jaqueira e do fruta pão) e é conhecida científicamente pelo nome de "Ficus Catappfolia". Cnsiderada a mais antiga da Região Nordeste tem mais de 30 metros de altura; a circunferência do seu caule é de 18 metros e sua copa enorme tem cerca de 35 metros. Os guias costumam dizer que a "copa da gameleira tem o diâmetro equivalente a um ginásio de esportes. Uma fenda no tronco permite que se passe por dentro da árvore; e que para abraçar seu tronco são necessárioas 15 pessoas de mãos dadas".






Reza a lenda que essa árvore existente é protegida por um índio, e as pessoas que a abraçam e fazem um pedido com muita fé, serão atendidas pelo espírito do índio. A gameleira distribui seu simbolismo protetor sobre todos os visitantes. A relação entre árvore e a comunidade, envolve religiosidade retratando a cultura local.



A DIVERSIFICADA FAUNA DA MATA





Toda essa exuberante Flora é habitat natural de uma Fauna muito diversificada: répteis de várias espécies, macacos como o guaribas (ameaçado de extinção)  saguis, cotias, raposas, tijuaçú, aves como o gavião-carijó, xexéu, urubu, e de uma infinidade de insetos.Uma curiosa borboleta chama a atenção de quem visita a mata - a "borboleta estaladeira" : quando voa suas asas produzem estalidos secos e  quando pousa nas árvores é sempre de cabeça para baixo e de asas abertas.







FONTE:
  • Site oficial da Prefeitura do Município de Baía Formosa


F0TOS:
  • Imagens Google
  • Acervo Pessoal de Arilza Pereira
  • Edição das Fotos: Programa Pic-Nic - Yahoo/Brasil




sábado, 8 de outubro de 2011

PARQUE DAS DUNAS IV - A MARAVILHOSA FLORA DA MATA




Natal, final dos anos 60.Era esse o cenário que eu via da varanda da minha casa, na rua Tuiutí em Natal, quando olhava para a vegetação no topo das dunas:ipês floridos, que conhecíamos como "pau-d'arco", Era lindo demais! Não lembro de ipê-rosa, só o de cor amarela.Hoje o cenário é urbano, e cada vez mais aparecem construções ilegais. A delimitação da área do Parque das Dunas, freou um pouco a invasão dos morros, mas é preciso estar atento, principalmente na área de Mãe Luisa, onde a fiscalização é precária ou inexiste.
Preservar essa área é vital para a cidade,e para os que nela habitam.Oxalá as futuras  gerações possam continuar desfrutando desse ecossistema, com toda sua fauna e exuberante flora.


A FLORA DO PARQUE

A vegetação do Parque das Dunas apresenta  uma grande diversidade,representada pela Mata de Duna Litorânea (80 % aproximadamente) pela vegetação de Praias e Sopé de Dunas (10%) e pela formação  Vegetal de Tabuleiro (10%) na área do bairro de Capim Macio.
No Parque das Dunas existem mais de 270 espécies arbóreas. Há predominância de espécies peculiares da Mata Atlântica, tais como as orquídeas, as bromélias, as aráceas e as trepadeiras.Entre as espécies de árvores de importância econômico-ecológica, destacam-se, o pau-brasil, sucupira, pau-d’arco, peroba, maçaranduba, ubaia, mangaba, jatobá, pau-sangue, sapucaia e pau-mulato.
O grande destaque do Parque é a existência de um bosque de pau-brasil nativo.


     Exemplares da Flora do Parque das Dunas


                                                              Pau brasil

                            Orquídeas e Bromélias                 

Guiso de Cascavel - Xinxo - Manacá

Antúrio Selvagem - Cardeiro Facheiro 
 Cajueiro Brabo  (Lixa)

 Guabiraba - Ameixa do Mato - Araçá

Sapucaia

                                        Jurema - Sucupira - Pau Sangue

Cambuí - Ubaia - Maçaranduba

                  Cajueiro - Maria Preta - Mangabeira             
                         Pau Ferro - Pau D'arco - Pau mulato

                                 Fruto da Sapucaia - Murici - Cajarana

                                       Embaúba - Jatobá - Peroba Rosa           


                  PRESERVE A NATUREZA 
                   
                             


                 
                           FONTE: IDEMA
           
      Site: Parque das Dunas e Bosque dos Namorados                  
                       Site: Seres Vivos do RN
                        Fotos: Google imagens
                                       Site: Seres Vivos do RN