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Barra de Punaú - por Arilza Soares

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sábado, 16 de junho de 2012

LUIZ GONZAGA - AMIGOS E PARCEIROS POTIGUARES NA VIDA DO REI DO BAIÃO



Esse ano nas comemorações do centenário do maior cantor, músico e compositor de alma sertaneja, Luiz Gonzaga, o  Vento Nordeste não poderia estar ausente. Há muito que procurava uma maneira de falar do nosso mestre sem ser muito repetitiva, pois muito já se escreveu sobre ele. A excelente reportagem de Yuno Silva,  do Jornal Tribuna do Norte, me incentivou a fazer essa postagem. "As veias potiguares do Rei do Baião"- Publicada em 26/05/2012- com a colaboração de Leide Câmara, fala das relações de amizades e dos parceiros Norte - Riograndenses com  Luiz Gonzaga. Isso certamente muita gente desconhece. Eis então os nossos artistas potiguares que direta ou indiretamente ajudaram a fazer o sucesso do Rei do Baião.


1 - O POETA ZÉ PRAXÉDI



A primeira biografia sobre Luis Gonzaga  foi escrita pelo poeta potiguar José Praxedes Barreto, nascido em 15 de novembro de 1916 na fazenda ‘Espinheiro’, município de Currais Novos, atualmente Cerro Corá (RN.
Zé Praxédi como era conhecido, publicou em 1952 o livro sob o título de "Luiz Gonzaga e Outras Poesias". O Livro que  tem o prefácio escrito por Luis da Câmara Cascudo, foi  editado pela Continental Artes Gráficas de São Paulo/SP com o apoio do então Presidente da República o Potiguar João Café Filho.
O livro do Zé Praxédi escrito em forma de poesia matuta, é composto de vários poemas, sendo que o principal é  dedicado a Luiz Gonzaga, com 128 estrofes. Zé Praxédi que também publicou “O Sertão é Assim” e  “Meu Siridó”,  apresentou um Recital no Teatro Copacabana, com a presença do próprio Luiz Gonzaga, 




2 - O MÚSICO PAULO PERES TITO


Paulo Tito  conheceu Luiz Gonzaga em 1954. Tito já estava morando no Recife e trabalhava na Rádio Jornal do Commercio quando o Rei do Baião foi participar de um programa na capital pernambucana. “Ele estava com o grupo desfalcado e me ofereci para substituir o zabumbeiro. Como eu também cantava fez o convite para ir para o Rio. Quando dei fé, dias depois, recebi um telegrama reforçando o convite. Cheguei no Rio de Janeiro bem no dia do aniversário dele, 13 de dezembro, e quem foi me buscar no aeroporto foi a esposa Dona Helena, que quando me viu, baixinho e sem pescoço, logo reconheceu”, brinca o senhor de 83 anos e ainda com a voz em plena forma.



                                           Sertão 70 - Produzido por Paulo Tito

Paulo Tito passou uma temporada de dois meses na casa de Luiz Gonzaga e acabou morando por 26 anos no RJ, onde,atuou como produtor musical. Assinou a produção e os arranjos do álbum “Sertão 70″ do mestre. “Não dava para trabalhar com ele, viajava demais: amanhecia no Rio, tomava café no Recife e almoçava no Ceará, o homem não parava no lugar”, lembra o potiguar.

      3 - O MOSSOROENSE CARLOS ANDRÉ




O mossoroense Carlos André trabalhou com Luiz Gonzaga desde 1960, quando o Trio Mossoró acompanhava  Gonzaga nos shows. Os laços de amizade entre os dois foram muito intensos. Em 1963 Luiz Gonzaga foi padrinho de casamento de Carlos André.
Èm 1983, Carlos André foi convidado pelo presidente da gravadora RCA para uma reunião e ficou sabendo que o Luiz Gonzaga iria ser dispensado pois há quase uma década ia mal nas vendas. Carlos André entrou em cena para ajudar o amigo, “Disse que dava para contornar a situação, que ia produzir os discos de Luiz Gonzaga, disse que ele fora da praia dele gravando com orquestras e que deveria voltar às origens. Passei mais de uma hora para convencer o presidente a dar uma nova chance”.




O potiguar produziu os discos “Danado de bom” (1984), “Luiz Gonzaga & Fagner” (1984), “Sanfoneiro macho” (1985), “Forró de Cabo a Rabo” (1986) e “De Fiá Pavi” (1987), álbuns que reúnem sucessos que imortalizaram Luiz Gonzaga. “Foi um sucesso atrás do outro. Era uma honra produzir esses discos, principalmente por que comecei imitando Gonzagão. 
Atualmente Carlos André trabalha com Fagner no relançamento de todo o acervo de Luiz Gonzaga. A previsão é que os discos cheguem às lojas em setembro, junto com CD de outros artistas que também regravaram Gonzagão e um DVD com depoimentos do próprio artista.



4 - O COMPOSITOR  HENRIQUE BRITO






Natalense, o violonista e compositor Henrique Brito mudou-se para o Rio de Janeiro ainda na década de 1920. Com o parceiro Noel Rosa criou a música “Queixumes”, primeira composição de um potiguar gravada por Luiz Gonzaga em 1945 (versão instrumental).
No Rio de Janeiro,em meados dos anos 1920, conheceu Braguinha, seu colega de turma que o levou a seguir o caminho da música. Em 1932, depois de participar como músico da Brazilian Olympic band do maestro Romeu Silva, que acompanhou a delegação brasileira aos Jogos olímpicos de los Angeles, fugiu do navio que o traria de volta ao Brasil, so retornando ao país um ano depois. na ocasião trouxe um violão amplificado, sob a sua orientação,feito por um fabricante de instrumentos musicais americano. A invenção, até então inédita no Brasil, não foi patenteada por ele,mas muitos o considera inventor do violão elétrico.



Queixumes - Henrique Brito

5 - O COMPOSITOR JANDUHY FINIZOLA 





Médico de Jardim do Seridó, Janduhy Finizola da Cunha, conheceu Gonzaga em um hospital de Campina Grande (PB), quando estava de plantão e atendeu o Velho Lua. Gonzaga gravou várias músicas do médico, entre elas “Jesus Sertanejo”, “A Missa do Vaqueiro”, “Ana Maria”, “Cidadão de Caruaru”, “A Nova Jerusalém” e “Frei Damião”
.


 Janduhy Finizola e o Quinteto violado no 
Programa Som Brasil da TV Globo

A Missa do Vaqueiro, que acontece desde 1970, no Município de Serrita, sertão pernambucano, é uma homenagem ao Vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, morto assassinado. O compositor Janduhy Finizola compôs a trilha musical, executada por Luiz Gonzaga. Em 1 976 o Rei do Baião passou a dividir o palco com o Quinteto Violado que, desde então, é o responsável pela execução.


6 - O COMPOSITOR FRANCISCO ELION 




Francisco Elion Caldas Nobre, mais conhecido como Chico Elion, é autor da célebre “Ranchinho de paia”. Composta em 1952, a música foi eternizada pela voz de Luiz Gonzaga em 1981, no disco “A festa”. Nascido em Açu/RN Elion estreou como cantor aos 18 anos no Rio de Janeiro, gravou seu primeiro álbum solo em 1955, “Chico Elion & vozes amigas” (78 rpm), e tem mais de 400 músicas – muitas ainda inéditas.


 
                                         Ranchinho de Paia - Chico Elion

             
  7 - O PARCEIRO ELINO JULIÃO 





Cantor e compositor de Timbaúba dos Batistas, Elino Julião da Silva, está na lista dos compositores gravados por Luiz Gonzaga. Julião começou sua carreira artística na década de 1950, interpretando músicas de Jackson do Pandeiro – de quem foi parceiro na década seguinte. Morou no Rio de Janeiro e fez bastante sucesso nos anos 1960 com a já clássica “O rabo do jumento”, sua primeira gravação solo.
Luiz Gonzaga, que já era conhecido como o “Rei do Baião”, estreava na TV Cultura o show “Chapéu de Couro” e convidou Elino para trabalhar ao seu lado como ritmista. A experiência durou três anos e neste período, Elino morou na casa de Luiz Gonzaga, juntamente com o irmão do “Rei do Baião”, o cantor Zé Gonzaga, conhecido como o “Príncipe do Forró.



8- O PARCEIRO SEVERINO RAMOS







Ovo de Codorna - Severino Ramos

Autor do sucesso “Ovo de codorna”, gravado em 1972 por Luiz Gonzaga no disco “Aquilo bom!”, o caicoense Severino 
Ramos começou sua carreira de compositor aos 28 anos. Embora tenha nascido no RN, foi registrado em Campina Grande (PB). Em 1951 seguiu para o Rio de Janeiro, onde consolidou parcerias com Jackson do Pandeiro, Elino Julião  Luiz Gonzaga. Severino Ramos teve outras músicas gravadas por Luiz Gonzaga, entre elas, O xaxado  "Nega Zefa", o forró "Forró de Zé do Baile" (1964), o côco  "Xeêm" e "Anita Cipó" (1968).


Forró de Zé do Baile - Severino Ramos



FONTES:
  • Jornal Tribuna do Norte - Portagem de Yuno Silva - "As veias potiguares do Rei do Baião"- Publicada em 26/05/2012- com a colaboração de Leide Cãmara ( Informações catalogadas no Dicionário da Música Potiguar)
  • Site "Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira"
  • Site Nordeste.com - "Enciclopédia do Nordeste
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Edição de fotos: Site Pic Monkey
VÍDEOS:
  • Vídeo 1 - Música Queixumes com Luiz Gonzaga - Postada no You Tube por apfrezende em 17/03/2012
  • Vídeo 2 - Música A missa do Vaqueiro com Luiz Gonzaga e o Quinteto Violado no Programa Som Brasil da TV Globo - Postado no You Tube por Paulovanderley em 03/05/2009
  • Vídeo 3 - Música Ranchinho de Paia com Luiz Gonzaga postado no You Tube por forropezaum em 29/07/2011
  • Vídeo   4 - Música Forró de Zé do Baile com Luiz Gonzaga - Postado no You Tubr por Crisforroots em 09/12/2011




5 comentários:

  1. Franklin William

    Por causa dele temos mais orgulho de sermos nordestinos. Luiz Gonzaga, o nosso Rei.
    há 17 minutos no facebook

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  2. Olá amiga internauta!
    Tenho imenso prazer em contactar com vc e dizer da minha imensa satisfação de poder compartilhar, assuntos musicais da melhor qualidade. Vi a matéria de Yuno Silva no Vento do Nordeste e vi que Luiz Gonzaga foi a maior expressão musical da nossa região e conhecido em todo país pela sua música, seu trabalho e sua força que trazia na poesia, falando do nordeste e do nordestino, denunciando seu sofrimento causado pela seca, e até certo ponto o sofrimento se misturava ao romantismo. Ao gravar Ranchinho de Paia de minha autoria ele pediu-me licença para botar seu temperinho (sua expressão). Foi para mim um presente uma música tão conhecida como uma canção, teve uma nova roupagem de baião. E hoje no seu centenário ela está entre tantas outras que ele gravou e ainda é sucesso em todo Brasil..
    Meu carinho especial.
    Chico Elion -via e-mail em 14/07/2012

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    Respostas
    1. Caríssimo Chico Elion,
      que prazer enorme ler o seu e-mail.Muito obrigada por ler Vento Nordeste.Fico muito feliz de poder divulgar os valores de nossa terra. Sua música Ranchinho de Paia fez parte da trilha sonora da minha vida - adoro! Ouvi e cantei muito. O Mestre Luiz a eternizou, como tudo que ele cantou. Voltei a ouvi-la na interpretação magistral de Carlos Zen, na minha opinião, um dos nossos maiores talentos da atualidade.Obrigada também a você que decerta maneira também esteve fazendo parte da minha vida.
      Um grande abraço
      Arilza Soares - Vento Nordeste

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  3. PREZADOS, VEJAM ESTA MÚSICA QUE FIZ EM HOMENAGEM AO MESTRE GONZAGA.
    DEVE SER CANTADA NUM TOM DE ABOIO, TRISTE... QUE ACHAM? AH!TAMBÉM FIZ A MELODIA .
    ENCAMINHEI-A PARA O SITE DE VÁRIOS CANTORES, MAS NÃO HOUVE INTERESSE EM GRAVÁ-LA... ENTREI NO CAMARIM DO DOMINGUINHOS PARA MOSTRAR MEU TRABALHO, MAS ESTE NÃO ME DEU ATENÇÃO... FIZ ESTA MÚSICA COM TANTO CARINHO, PENA QUE VOU AO CENTENÁRIO DO REI SEM ENCONTRAR QUEM FAÇA O ARRANJO DESSES VERSOS TÃO AUTÊNTICOS...
    FORTE ABRAÇO A TODOS...
    SE ALGUÉM SE INTERESSAR EM FAZER O ARRANJO DESTA MÚSICA E OUTRAS DE MINHA AUTORIA, ENTRE EM CONTATO.
    ZÉ ROBERTO (LAPIU) j-robertopb@hotmail.com (61) 9642-1064

    A MORTE DO MESTRE (TRIBUTO A GONZAGA)... (Canção)

    O Nordeste está de luto,
    Luiz Gonzaga morreu,
    Inté no bicho mais bruto,
    A sua morte doeu,
    Tombou o velho Juazeiro, (bis)
    Que tanto fruto já deu... (bis)

    Calou-se a Sanfona Branca
    Que um dia o ladrão robou,
    A cascavel ficou triste,
    A Asa-Branca chorou...
    Inté as Vozes da Seca (bis)
    Nesse dia se calou.... (bis)

    Vira e Mexe eu me alembro,
    Daquela Triste Partida,
    Que comoveu os viventes
    De nossa terra querida
    Foi o mais triste dos tristes (bis)
    Momentos da miha vida (bis)

    No Crepúsculo Setanejo
    Do meu Sertão Sofredor
    Pro Caboclo Nordestino
    Que a seca escravizou
    Terra, Vida e Esperança...(bis)
    Luiz Gonzaga cantou (bis)

    Assum Preto e Acauã
    O Vaqueiro e o gibão,
    A fauna, a flora e os costumes
    Do meu querido Sertão
    Estão imortalizados (bis)
    Na voz do Rei-do-Baião... (bis)

    Eu olho pro céu e vejo
    Nas noites de São João
    Seu sorriso prateado
    Compondo a Constelação
    E me alegro um pouquinho mais
    Cumpriste tua missão, (bis)
    Gonzaga descança em paz.... (bis)

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