FOTO DE CAPA

Foto de Capa
Barra de Punaú - por Arilza Soares

sábado, 3 de dezembro de 2011

A REDINHA DE SEMPRE - PRAIA DE MUITOS COSTUMES E TRADIÇÕES




Para quem gosta de tradição, a Praia da Redinha é um destino turístico perfeito.O mercado público com sua "ginga com tapioca" satisfaz ao paladar de quem quer experimentar uma iguaria local, melhor acompanhamento para uma cervejinha gelada, ou para quem prefere uma dose da "branquinha".
A pesca do arrastão, a festa da Padroeira e suas duas procissões, o animado carnaval com seus irreverentes blocos, são acontecimentos  marcantes de  tradição nessa praia , que conta além de tudo, com o belíssimo cenário do encontro das águas do rio com o mar. 
Por ser uma praia urbana localizada numa região muito populosa, nos fins de semana e feriados,o movimento é muito intenso, é aconselhável  portanto, que se visite a praia nos dias úteis da semana, para que se possa desfrutar dos encantos da Redinha com mais tranquilidade.



              O Mercado Público
          e a Ginga com Tapioca



O Mercado Publico da Redinha foi construído em 1921 pelo Presidente da Intendência Municipal, Teodósio Paiva. Durante anos várias reformas se seguiram, sendo a última em 1998, pela então Prefeita, Wilma de Farias. É um local bem popular, procurado  pelos pescadores e por quem procura um lugar mais tradicional na praia. Os boxes do mercado, voltados para o mar funcionam como bares.Na parte de trás, é possível comprar, espécies de peixes nobres como o  "camurim", conhecido no Sudeste, como "robalo", o "serigado" conhecido em outros lugares como "badejo", "cioba", "arabaiana", "garoupa" além de camarão, caranguejo  e lagosta , essa última no período de junho a dezembro quando a pesca é permitida.
Mas a grande  pedida do mercado é a "ginga com tapioca"- peixe frito com óleo de dendê servido quente dentro de uma tapioca.


No boxe 13 do mercado, a dona Ivanize Januário, 57 anos, dá continuidade ao trabalho da mãe, a dona Dalila, que foi a pioneira em preparar a “ginga com tapioca”.
Esse "sanduíche" diferente tornou-se tão popular na  Redinha que hoje é uma marca registrada dessa praia.




A Festa de nossa Senhora dos Navegantes    


A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes é realizada com duas procissões: duas Imagens fazem o cortejo uma por terra e outra por mar. A Imagem da Capelinha é  levada na Procissão Marítima. pelas águas do rio Potengi  -  da Boca da Barra até as proximidades da Base Naval.E a Imagem da Igreja de Pedra vai por terra levada pelos fiéis ao longo das ruas e becos da vila.


                 Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes na década de 20

O momento mais emocionante da festa  é o encontro das duas Imagens, sob o aplauso fervoroso do povo simples da Redinha.“No dia da Festa, desde muito cedo, o movimento é maior e das barracas todos aguardam as primeiras horas da tarde, quando a procissão de terra deixa a igreja grande, feita de pedras pretas, enquanto a procissão marítima ou fluvial, começa .Nada é mais bonito e comovente, do que a fé inabalável do povo levando sua santa nos ombros, depois no barco.”- escreve o jornalista Serejo nas  suas Cartas á Redinha.


                                                
                  A PESCA DO ARRASTÃO
                       
                                       Arrastão - Edu Lobo e Vinícius de Moraes                
                 
Bem cedo um grupo de pescadores aparece na praia para o ritual que se repete há anos:lançar a rede no mar para a pesca do arrastão.Horas depois a rede é arrastada para a praia com ajuda de quem quiser participar.Os pescadores agradecem a ajuda distribuindo peixes como compensa.Essa pescaria artesanal ainda é praticada na Redinha embora os pescadores reclamem da escassez dos peixes nos dias atuais.



 Os pescadores que possuem barcos lançam a rede numa distância de mais ou menos quinhentos metros da praia.Na volta a rede é arrastada do fundo até a praia, trazendo os peixes emaranhados em sua malha, pelo trabalho da "tresmalha" como é chamada a puxada. 




A tresmalha é um trabalho extremamente árduo.Os puxadores esperam o movimento favorável das ondas para facilitar o processo.As cordas são marcadas por nós, de espaço em espaço, que servem para reter as mãos no movimento da puxada.Depois da distribuição dos peixes alguns pescadores puxam a jangada até travá-la na areia enquanto outros se encarregam de colocá-la. com ajuda de toras de coqueiro, mais adiante, distante da maré alta.


                                                      Música: Aproveita a Maré
                                             Walfrido Silva e Humberto de Carvalho
                                       
                Pescador, pescador / Jogue a rede no mar
                Aproveita a maré / Aproveita o luar....



Do fundo do baú: essa música sempre vinha a minha cabeça cada vez que eu presenciava a pesca do arrastão, e não foram poucas, pois essa prática de pescaria era muito comum nas praias da cidade, nos anos 50/60,


                             O Carnaval na Redinha


Detentora do título do carnaval popular mais animado de Natal, a praia da Redinha é território dos blocos mais irreverentes da cidade. A Redinha atrai foliões de outros lugares para  brincar na folia dos blocos "Povão da Praia", "Folia Mirim", "Papangu da Redinha", "Visse e Versa", "Cata Corno", "No seu Buraco", "Siri na Lata", "Vai pra Peia", "Caju Maluco", "Tampa de Furico", "Cobra Coral", Banda do Siri",  "Zé Perikito", "Perereca da Redinha", "Baiacu na Vara", "Seu Boga" "Redinha dos Meus Amores" e tantos outros que surgem a cada ano.



Mas foi com o bloco "Os Cão" que o carnaval da Redinha notabilizou-se na cidade, pela invenção da fantasia de lama, veste do mais irreverente bloco da praia. O Bloco surgiu nos anos 60 quando um grupo de amigos resolveu desfilar pela praia "fantasiado" com a lama do mangue e com adereços consagrados ao "cão" ( o diabo) no imaginário popular.Hoje "os cão" levam mais de dois mil componentes ao mangue, para enlameados desfilarem pelas ruas.


     FONTES:  
                   
           Vicente Serejo Gomes. Cartas da Redinha. Natal: Amarela, 1996.
           História do Rio Grande do Norte -Diário de Natal, Natal, 1999
           História do Rio Grande do Norte. Tribuna do Norte, Natal 19
           Prefeitura Municipal de Natal Site: Conheça melhor o seu
                                                                  bairro -Redinha
           Diógenes da Cunha Lima- Natal-Uma Nova Biografia
           Editora Infinita Imagem - 2011
          Luiz da Câmara Cascudo-História da Cidade de Natal
          Site: Diário do tempo- Velha Redinha- Sergio Vilar
          Pesquisas Google-Wikipédia
                                           
Fotos: 
    Acervo do fotógrafo Canindé Soares
         Imagens Google

Vídeos: You Tube

                           Música Aproveita a Maré
                           Enviado por punkarioca em 13/05/2011
                           Quarteto Excelsior Vinil : CLP 3020
                           Selo Copacabana Som
                           Vinil intitulado Jantar Dançante.

                          Música  Arrastão 
                          Interpretada por Elis Regina
                          Enviada por protocoloz3950


                          

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A REDINHA DE ONTEM - PRAIA DE MUITOS CANTOS E ENCANTOS





Ah! A Redinha - quantos momentos maravilhosos passei nessa praia! Não dá pra lembrar da Redinha que conheci na minha adolescência sem suspirar de saudade. Saudade dos pic-nics, dos acampamentos com o grupo da JEC (Juventude estudantil Católica) dos dias festivos de veraneio na casa de amigos. Naquela época tudo tinha sabor de aventura, a começar pela travessia de barco à vela que saía do cais da Tavares de Lira - atravessar o Potengi com o vento jogando o barco de um lado para o outro, muitas vezes com a vela do barco tocando na água, causava medo mas o cenário em volta compensava tudo. E a chegada no  trapiche? Sempre pedia ajuda para descer porque ficava bem mareada na travessia!


                          Antigo cais da Tavares de Lira -Ribeira

Ah! A Redinha das caminhadas pelo Rio Doce e dos mergulhos nas águas salgadas do Rio Potengí. A Redinha do amanhecer dourado, com o sol surgindo iluminando o Forte, enquanto  eu me extasiava diante da pesca do arrastão! A Redinha dos passeios à noite com o céu estrelado. A Redinha das noites enluaradas, dos meus momentos de contemplação, sentada no trapiche,vendo o luar pratear as águas do Potengi - ficava horas alí,sem me preocupar com o tempo nem com a violência que não existia. 






                            
Ah! A Redinha onde tantas vezes assisti apresentações de Bumba meu Boi, Coco de Roda, lapinhas e Pastoril, danças do nosso Folclore que  parecem ter se perdido no tempo. A Redinha do Centro Desportivo, com os torneios de verão, da Copa dos Navegantes. A Redinha da Festa do Caju que se tornou uma tradição da praia por muitas décadas. A Redinha da Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, expressão maior de fé do seu povo.
E haja suspiro! A Redinha de ontem "tão cortejada pelos boêmios, intelectuais e artistas, que viam em suas paisagens. um lugar mágico, fonte de inspiração e descanso" já não existe mais. Mas ela continua lá, no alto dos seus 408 anos, um pouco maltratada é verdade, mas linda, acolhedora e agora cortejada pelo povo que por vocação sempre abrigou.





ORIGEM DO NOME


                                                             

O nome da praia tem suscitado controvérsias ao longo do tempo. Para alguns historiadores o nome teve origem nas diversas redes usadas pelos pescadores que depois da pescaria ficavam estendidas ao longo da praia -"Praia das Redes de pescar" - "Praia da Rede" - "Praia da Redinha". Já  o historiador Câmara Cascudo,relata que o nome Redinha faz referência à região de Pombal, em Portugal, como tantos outros em nossa cultura."Havia a Redinha de fora, como local arruado à margem esquerda, vista de Natal, e a Redinha de dentro, na foz do Rio Doce, também denominado Guajiru,  desaguadouro da lagoa de Extremoz” escreve o Mestre Cascudo em sua obra "Nomes da Terra"




UM POUCO DE HISTÓRIA



A antiga estância balneária no subúrbio da Cidade, foi incorporada ao  Município de Natal, pela Lei n.º 603, de 31 de outubro de 1938, pelo então Prefeito Gentil Ferreira. Redinha teve seus limites definidos pela Lei nº. 4.328, de 05 de abril de 1993, oficializada quando da sua publicação no Diário Oficial do Estado em 07 de setembro de 1994.                                  
Hoje o bairro tem como limites: ao Norte o município de Extremoz, ao Sul, o Rio Potengi e manguezais, ao Leste  o Oceano Atlântico, e a Oeste  a Estrada de Genipabu.                                                                                  







Em 1597, seis anos antes do processo de ocupação, a Redinha pertencia aos índios potiguares, chefiados pelo  índio Potiguaçu. Na Redinha, uma antena de telefonia celular ocupa hoje o local onde outrora foi a taba de Potiguaçu. Mas  história da Redinha tem início mesmo no "Auto da  Repartição das terras do Rio Grande" e a primeira referência existente, sobre o local  figura no texto de sesmaria, concedida ao vigário do Rio Grande, Padre Gaspar Gonçalves Rocha, por João Rodrigues Colaço, em 23 de junho de 1603. O texto declara que "há o melhor porto de pescaria que aqui há e está defronte da Fortaleza". Lá pelos idos de  1731 a viúva Grásia do Rego vendeu a dona Joana de Freitas da Fonseca, viúva do Capitão Manoel Correia Pestana um sitio compreendendo todas as terras do lugar,hoje conhecido como Redinha.


                       PRAIA DE VERANEIO



A Praia da Redinha foi por muitos anos, praticamente, a única praia de veraneio de Nata. Registros do Instituto Histórico e Geográfico marcam  o dia 22 de novembro de 1921 como a data da fundação da Redinha como praia de veraneio, inicialmente habitadas por pescadores e rendeiras. Essa data comemora o desembarque pela manhã, no Porto Velho, das cinco primeiras famílias de veranistas: Dr. Paulo de Abreu, major e médico reformado do exército, e seu genro, Boanerges Leitão, Pedro Fonseca, tesoureiro dos correios e telégrafos, José Luna Freire, gerente da filial das Lojas Paulistas, e Lauro Medeiros, também gerente de lojas.


                                     



Foi o advogado e deputado provincial  Francisco Xavier Pereira de Brito (1818-1880) quem tornou a Redinha conhecida de todos. Segundo o escritor Manuel Onofre Junior, até fins do século XIX, os banhos de mar e temporadas de veraneio eram ignorados nas praias de Natal.Somente nos fins da primeira década do século seguinte é que iniciou-se o movimento de veranistas nas praias potiguares. Mas, o costume iria consolidar-se apenas na década de 20.

                                         
                
 O CEMITÉRIO DOS INGLESES


Uma das referências históricas do bairro é o chamado  Cemitério dos Ingleses. Nos idos de 1869, numa pequena elevação entre o rio Potengi e a gamboa Manibu, foram erguidos túmulos de ingleses e suíços não-católicos, que viviam na cidade e que morreram em conseqüência de epidemias que grassavam na época. Hoje o lugar encontra-se ocupado por coqueiral.


                             O REDINHA CLUBE


Construído no ano de 1922, numa época em que a Redinha já registrava uma vida social intensa.O Redinha Clube passou a animar o verão com suas festas, entre elas a "festa do caju", realizada no mês de janeiro.Por décadas a festa do caju atraiu pessoas de todos os lugares da cidade e  carregou por muito tempo a tradição "a cara da Redinha" mas deixou de existir a partir de 1970.

                                           
                       AS IGREJAS DE
    NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES




Em 1924, os pescadores da Redinha, com ajuda do Dr. Aponan, construíram a capelinha Nossa Senhora dos Navegantes,a padroeira do bairro.


A Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes é um templo famoso na cidade pela originalidade da sua construção, toda em pedra preta, retiradas da praia de Genipabu. Essa construção ocorreu em 1954, com ajuda dos veranistas Cunha Lima e Carlos Lima Araújo. O novo templo não teve a aprovação dos pescadores porque foi erguido de costas para o mar. Até hoje os pescadores continuam frequentando a antiga capelinha, bem mais antiga também dedicada a Nossa Senhora dos Navegantes

.

Antigos veranistas contam que a imagem de N. S. dos Navegantes, antes situada na capelinha, foi levada à Igreja, ocasionando revolta por parte dos moradores. "Durante os dois primeiros anos a Igreja de Pedra não celebrou missas em função do desaparecimento da imagem, que segundo a comunidade, teria sido roubada pelos pescadores. Em 1956, a imagem de Nossa Senhora foi encontrada no Canto do Mangue. Numa trégua entre as duas partes, foram doadas duas imagens, dando assim, origem a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes".(Sérgio Vilar -Diário do tempo redinha Velha 3)

FONTES:  
                   
           Vicente Serejo Gomes. Cartas da Redinha. Natal: Amarela, 1996.
           História do Rio Grande do Norte -Diário de Natal, Natal, 1999
           História do Rio Grande do Norte. Tribuna do Norte, Natal 19
           Prefeitura Municipal de Natal Site: Conheça melhor o seu
                                                                  bairro -Redinha
          Luiz da Câmara Cascudo-História da Cidade de Natal
         Site: Diário do tempo- Velha Redinha- Sergio Vilar
         Pesquisas Google-Wikipédia
                                           
Fotos: 
     Acervo de Alexandre Gurge
         Imagens Google



                          

sábado, 26 de novembro de 2011

DOCE DE COCO COM RAPADURA - RECEITA POTIGUAR DE MARILDA NASCIMENTO




A partir de hoje Vento Nordeste fica mais gostoso.Ganhamos uma colaboradora muito especial. A potiguar Marilda Nascimento, residente em São Bernardo do Campo-SP, é exímia quituteira e apaixonada pelo que faz. E como se não bastasse ser Norte-Riograndense é  neta de pernambucanos herdando de sua avó o gosto pela Cozinha Nordestina e  os  "segredos"  na preparação dos pratos.Mesmo morando longe do Nordeste, Marilda continuou a usar receitas originais da sua família, e muito gentilmente colocou essas receitas à disposição do "Vento Nordeste". Obrigada Marilda, com certeza o vento vai exalar o cheiro delicioso da nossa culinária pelo mundo afora.


   
                               Marilda Nascimento e seu doce maravilhoso!


Das várias receitas que a Marilda me enviou escolhi para postar inicialmente a mais simples delas e a que considero a mais representativa entre os nossos doces- o doce de coco com rapadura. Coco e rapadura! Os dois ingredientes predominantes nos nossos doces, não são nacionais. O coco é  de origem asiática e o açúcar das ilhas da Madeira, é o que nos ensina o Mestre Câmara Cascudo.Para ele "a mão da mulher branca iniciou a maravilha das combinações. fazendo valer os recursos do Brasil ainda bravio", tudo aprendido e seguido pelas mucamas e mestiças. 




Provavelmente o  doce de coco com rapadura teve origem nesse Brasil Colônia,com os "doces de tabuleiro" quando os negros percorriam as ruas com seus tabuleiros  vendendo doces. Câmara Cascudo escrevendo sobre esses doces  diz: "as mulheres mais pobres, faziam doces mais pobres, bem simples, rápidos, de vendagem imediata" e a  "cocada" está entre esses doces. Mais na frente conceitua: "Cocada:  Doce de coco com rapadura, ponto grosso... O mais popular de todos os doces populares do Nordeste".





Coco e rapadura! Dependendo do tempo de exposição ao fogo se obtém compotas, geleias e cocadas. Nesse tempo de exposição reside o segredo do doce. Muitas  doceiras  dizem que sabem quando está no ponto "no olho", outras utilizam um recurso muito difundido no Nordeste, que é colocar uma colher do doce ainda no fogo, fervendo, em um recipiente com um pouco d'água; com  os dedos sentem a textura do doce e pela prática sabem se está no ponto ou não.
A abundância dos coqueirais no nosso litoral e a cultura da rapadura, produto bastante consumido nas regiões canavieiras, muito contribuíram  para tornar o doce de coco com rapadura um dos preferidos pela população do nosso estado.






                RECEITA DO DOCE DE COCO
                        COM RAPADURA
                  
            


INGREDIENTES









  • 1 coco seco tamanho médio
  • 1 Rapadura escura de preferência tamanho médio
  • 10 cravos da índia
  • 1 guardanapo limpo para coar
MODO DE PREPARAR
1- Raspe o coco e reserve.
2- Coloque a rapadura para derreter em pedaços e acrescente um pouco de água, para que derreta mais fácil. Depois de derretida pegue um guardanapo limpo para coar tirando as impurezas.
3 - Na panela que for coada acrescente o coco raspado, ponha os cravos e complete com água até cobrir o coco. Leve ao fogo baixo sempre mexendo até dá o ponto de doce. Deixe esfriar e guarde fora da geladeira.






Fontes:  
                 Luiz da Câmara Cascudo
               1- Superstição no Brasil 
                          Capítulo -  Doces de tabuleiro
                           Editora Global-SP -2002
                          2- História da Alimentação no Brasil
                               Editora Global- SP - 2011
                          3- Dicionário do Folclore Brasileiro
                                Ediouro publicações S.A.
                Maria Marluce Gomes
                 História da Gastronomia do RN
                               Editora Alternativa - 2004
                Receita de Marilda Nascimento
                  Natal -RN
Fotos:
          Imagens Google
             Edição de fotos:Programa Pic-Nic - Yahoo/BR

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A REDINHA HOJE - UM PARAÍSO ENTREGUE A SUA PRÓPRIA SORTE!


                                       
Hoje em dia, não há quem não se encante com a beleza da Redinha vista do alto da ponte Newton Navarro.É um visual estonteante: a foz do rio Potengi, o mar azul banhando toda extensão da praia e as dunas de areias brancas  emoldurando o cenário - é de tirar o fôlego! Mas esse paraíso insiste em se manter ileso ao descaso como é tratado pelos órgãos competentes.Dividida administrativamente  entre duas prefeituras (a de Natal, responsável pela Redinha Velha e Extremoz pela Redinha Nova) o local sofre com problemas básicos de infraestrutura. A revitalização de alguns trechos não foi suficiente. Muito mais precisa ser feito! Urge que se voltem as atenções para essa praia para que ela continue a sua vocação de ser um lugar simples mas paradisíaco e acolhedor. 



                                                                           

A partir de  2007, com a inauguração da Ponte Newton Navarro esperava-se que a praia da Redinha ganhasse movimentação.Mas isso não aconteceu. Ao cruzar a ponte, o acesso rumo ao Norte se faz pela praia de Santa Rita; ir à Redinha exige que se faça um desvio para se chegar lá, motivo pelo qual a praia deixou de ser destino turístico.Mas conhecê-la pode ser de interesse dos turistas que tiverem um pouco mais de tempo: além da bela vista do Potengi e da Fortaleza dos Reis Magos é um bom lugar para se   desfrutar  da praia, do pacato mercado servindo a famosa ginga com tapioca, da cerveja e gelada e das várias barracas com preços honestos.




O quebra-mar é o retrato dos novos tempos na Redinha. Foi construído para evitar que a maré volte a assorear o canal do Porto de Natal, que foi escavado para permitir a entrada de navios de grande porte.Avançando sobre o mar em forma de ponta, serve de mirante para contemplar o belo cenário do encontro das águas , na foz do rio Potengi, tornando-se um novo atrativo para a Redinha.








         A Revitalização da Redinha Antiga


A prefeitura de Natal revitalizou grande parte da praia, construindo 22 novos quiosques,criou um amplo calçadão e recuperou o Mercado Municipal.Os quiosques espalhados pela praia vendem  ginga com tapioca, peixe inteiro ou em posta frito, camarão, caranguejo, ostra e outros petiscos, como isca de peixe, macaxeira frita e carne-de-sol




A área próxima ao mercado ganhou o nome de Largo João Alfredo, uma homenagem ao poeta, historiador, professor, escritor e carnavalesco João Alfredo Pessoa de Lima, mais conhecido pelo apelido de João bolão, um eterno amante da Redinha, que morreu aos 61 anos em 2004. Desde pequeno o professor João Alfredo dedicou parte de sua vida as questões ligadas a praia da Redinha. Era considerado uma espécie de enciclopédia viva da história da Redinha. Freqüentemente abria as portas de sua casa na rua Dr. João Medeiros Filho para receber estudantes interessados em conhecer a história daquela praia. 









                A REDINHA NOVA




A partir da década de 70, surge a Redinha Nova, entre a ponta de Santa Rita e a Redinha. O jornalista Vicente Serejo, admirador apaixonado do lugar, escreveu em suas Cartas da Redinha: “A Redinha nova começa com as edificações feitas depois dos limites da vila. A partir das casas depois do campo de futebol, tudo é Redinha Nova na direção do Norte. Mas, a planície de dunas entre a Redinha  Nova e a Ponta de Santa Rita, mesmo com outras praias nomeadas, é normalmente chamada de Fere-Fogo”






O Aquário de Natal




Considerado o maior aquário da Região  nordeste, o Aquário de Natal, localizado na Redinha Nova, funciona também como um centro de tratamento de animais.Tem cerca de 200 animais de 60 espécies diferentes.Os visitantes podem ver e fotografar  tubarões, moreias, peixes de corais, cavalos marinhos, pirarucu, jacarés, além de tartarugas e pinguins entre outros.Inaugurado em 1999, serve também de apoio ao Projeto Tamar. 
                       
                                                                         

Fontes: 

  • Vicente Serejo Gomes. Cartas da Redinha. Natal: Amarela, 1996.
  • História do Rio Grande do Norte -Diário de Natal, Natal, 1999.
  • História do Rio Grande do Norte. Tribuna do Norte, Natal, 1998.
  • Prefeitura Municipal.de Natal - Site conheça melhor                                                                           o seu bairro - Redinha
  • Luis da Câmara Cascudo-História da Cidade de Natal
  • Site Diário do tempo- Velha Redinha- Sergio Vilar
  • Pesquisas  Google-Wikipédia
  • Site de divulgação do Aquário da Redinha                                

Fotos:

  • Imagens Google