FOTO DE CAPA

Foto de Capa
Barra de Punaú - por Arilza Soares

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E VIVA DOSINHO! O NOSSO COMPOSITOR MAIOR DE TANTOS CARNAVAIS





"Mandei fazer uma linda fantasia / Bem diferente por seu toda de capim / Saí com ela e me descuidei / O jerico comeu toda  E eu fiquei assim"...
"Tu fica aproveitando o vai e vem da multidão / Não se faça de doido não / Não se faça de doido não / Eu já notei que sua loucura é manha / Mas não esqueça que doido também apanha..."
" Eu não vou, vão me levando / Vão me empurrando / E desse jeito eu tenho que ir / Se bato em um, se piso em outro / Vocês vão me desculpando / Eu não vou, vão me levando..."
Ah Dosinho! Suas músicas embalaram os carnavais da minha infância e da minha juventude em Natal. Impossível esquecer. Você era a nossa voz, o nosso representante maior, pra mim tão importante quanto Capiba em Recife.  Vento Nordeste lhe presta hoje todas as homenagens, todos os aplausos,  todo o nosso reconhecimento pelo muito que você faz até hoje pelo canto potiguar. Obrigada por isso!





"Dosinho tem a linguagem musical. Diz todas as suas emoções na linha melódica, doce, clara, fácil, com uma naturalidade de fonte. E uma grandeza espontânea de predestinado" - Câmara Cascudo.

Claudionor Batista de Oliveira -  Dozinho, nasceu na cidade de Campo Grande no Rio grande do Norte. Iniciou sua carreira fazendo composições para campanhas publicitárias e políticas. Foi assistente de orquestra da Rádio Nacional no Rio de Janeiro. Trabalhou na Gravadora Copacabana como agente e na Mocambo como representante. Em Natal, nos anos 60, produziu e apresentou um programa na Rádio Trairy, aos domingos, denominado Fábrica de Melodias, onde tocava os últimos sucessos da gravadora Mocambo, que ele recebia com exclusividade.


DOSINHO ENTREVISTADO POR NEY LOPES


Começou a compor nos anos 40, mas suas primeiras composições gravadas, datam de 1952: o samba choro "Há sinceridade nisso" e o baião "Se tocá eu danço" feitos em parceria com Manezinho Araújo e Carvalhinho e gravados por César de Alencar. No mesmo ano e com a mesma dupla fez o baião "Jica-jica" gravado em dueto por Cesar de Alencar e Heleninha Costa. Por essa época  compôs a música de carnaval "Marta Rocha" em homenagem a então miss Brasil, que visitava a cidade de Natal - essa música permaneceu inédita.






Em 1955, Os Cancioneiros gravara, de sua parceria com Genival Macedo, o Baião "Menino de pobre". No mesmo ano gravou o samba" Peço a Deus", parceria com Sebastião Rosendo. Em 1956, o Trio Puraci gravou dele e Hilário Marcelino a marcha "Vou de Reboque" e o samba-canção "Beco da maldição" dele com Expedito Baracho.. Em 1957, Os Cancioneiros gravaram os frevo-canções "Tempero de pobre" e Fantasia de Capim" que figuram entre seus maiores sucessos. Em 1959, Gilberto Fernandes gravou o samba-canção "Trapo", parceria com Zito Limeira, e o samba "Só depende de você".






Em 1962  suas composições falavam da uma paixão maior do povo natalense - o Futebol. Compôs "O mais querido" - hino do ABC Futebol Clube sucesso até hoje entre a galera do "frasqueirão". Compôs ainda o hino do Alecrim Futebol Clube e um segundo Hino do América Futebol Clube de Natal, já que o primeiro era o mesmo do Ame´rica Futebol Clube do Rio de Janeiro.
Ainda esse ano, Gilberto Fernandes gravou o samba-canção"Maltrapilha" e os Cancioneiros o samba "Sofredor".Em seguida foi a vez do lançamento do LP "Primeiro Ensaio", com o qual obteve grande sucesso e  elogios de Câmara Cascudo.






Em 1963, Roberto Bozzam gravou o bolero "Se alguém me perguntar" e o frevo-canção "Só presta quente". Em 1964, Meyes Gomes gravou o  frevo-canção "Eu quero mais" e José Alves "Me deixa em paz".
Entre seus LPs destaca-se "Carnaval de norte a sul" com 12 composições em parceria com Waldir Minone, interpretadas por Claudionor Germano. Albertinho Fortuna, Expedito Baracho, que cantou solo e como integrante do conjunto Os Cancioneiros e Carminha Mascarenhas.







Em 1965 lançou o compacto simples "A vez do morro" e Ponta negra" como parte da campanha Pró-Frente de trabalho João XXIII. No mesmo ano Gilberto Fernandes gravou "Baião". Teve músicas gravadas,além dos intérpretes  já citados: Blecaute, Trio Guarany com orquesrra Tamandaré e Paulo Marques. 
Dosinho é considerado um dos grandes nomes do Carnaval ao lado de Capiba e Nelson Ferreira. Depois de atuar no Rio de Janeiro e no Recife, voltou pra Natal onde permanece até hoje.



DOSINHO E SUA RELAÇÃO COM 
O FREVO EM PERNAMBUCO



ANTÔNIO NÓBREGA CANTA DOSINHO



Apesar do frevo ser pouco executado nas rádios natalenses, em Recife Dosinho é tratado como merece: “Mesmo se eu fosse dez não daria conta da demanda de shows, eventos, entrevistas...”, garante. Dos antigos compositores, do quilate de Capiba e Nelson Ferreira, Dosinho é o único que permanece em plena atividade. Já teve músicas gravadas por Claudionor Germano, Tri Guarany, Alceu Valença, Antônio Nóbrega e Silvério Pessoa. No repertório de sucessos compostos por Dosinho para o Carnaval pernambucano estão Vão me levando, Doido também apanha, Fantasia de capim, Tempero de pobre, Naquela base. Foi lançado também o CD Carnaval que o povo gosta, com gravações antigas remasterizadas e novas versões de suas músicas. Dosinho mantém um apartamento num flat, em Boa Viagem - Recife “para não se desligar dos amigos e da cidade”.

 

"BLOCO SEM NOME"  


UMA DESPEDIDA DOS ESTÚDIOS? TOMARA QUE NÃO!



 DOSINHO NO PROGRAMA CORES E NOMES



Na Natal dos Carnatais e dos Axés não tem lugar para Dosinho. Infelizmente! Mas ele segue a compor sua historia mesmo sem o prestígio que lhe cabe. Ele é o retrato vivo de um capítulo da nossa história momesca quando as pessoas se reuniam pelas ruas do Alecrim e da Ribeira para brincar e dançar atrás das orquestras de frevo. Aos 83 anos, o compositor se despede das gravações, deixando o último disco, intitulado "Bloco sem nome" que retrata a realidade atual do carnaval natalense, como na música título do disco e também em "Dolar na Cueca"  -  uma crítica aos políticos corruptos do país.
O álbum "Bloco sem nome" tem arranjos de Jubileu Filho e participação de artistas como Paulo Tito, Claudianor Germano, Tânia Talli, Expedito Baracho e Isaque Galvão.  São ao todo 14 músicas, antigas e recentes escolhidas a dedo pelo compositor. Apesar de dizer ser essa a sua última gravação, Dosinho garante que continuará compondo suas marchinhas e frevos para a alegria daqueles que brincam carnaval.



FONTES:

  • Jornal  Tribuna do Norte Natal/RN - Marchinhas renascem na boca do povo. Reportagem de Yuno Silva - Publicação: 04 de Março de 2011
  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN - Mais um Carnaval - Publicação: 08 de Janeiro de 2010
  • Jornal Tribuna do Norte/ - Natal/RN "  - Bloco sem nome" é a canção de abertura do novo Disco de Dodoinho - Reportagem de Michelle Ferret.
  • Pesquisas Web - Sites:
  1. http:// musicapotiguarvbrasileira. blogspot.com.br
  2. http:// wwwnordesteweb.com - O encanto dos velhos Carnavais
  3. http://orquestrafreciacao.blogspot.com.br - O nosso Capiba Potiguar
  4. http://onordeste.com - Enciclopédia Nordeste - Dosinho


FOTOS:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: programa Pic Monkey

VÍDEOS:
  • Dosinho participa do Programa de Olho na Cidade da Band -com o Jornalista Ney Lopes - Postado no You tube por "deolhonacidadedaband em 28/02/2012



  • Vão me levando (Dosinho) por Antônio Nóbrega no Agosto da Alegria. Postado no You Tube por ViverTN em 22/08/2011


  • Cores e Nomes - Dosinho.wmv - postado no You Tube por Cores e Nomes em 24/06/2010.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AS MAIS BELAS PRAIAS DO MUNICÍPIO DE MACAU NO RIO GRANDE DO NORTE




A natureza foi muito generosa com essa terra. Cercada por cenários deslumbrantes o litoral de Macau é um convite ao lazer: Camapum, com ares de praia urbana da cidade, tem hoje uma boa infra estrutura de bares, restaurantes, pousadas e o visual maravilhoso do mar de águas tranquilas, mas muito salgada. Outras tantas encantam quem as visitam como Salinas, Soledade, Barreiras e a belíssima  Diego Lopes, onde o sertão encontra o mar com seus mágicos cenários de dunas e caatinga.



1 - A  ACONCHEGANTE PRAIA DE CAMAPUM





Situada na Ilha de Alagamar, a cerca de 3.5 km do centro da cidade, próxima da foz do Rio Açu, a praia de Camapum só começou a ser frequentada na década de 80, com a construção da estrada que liga Macau a Camapum. A praia totalmente urbanizada oferece aos visitantes uma boa infra-estrutura, contando com bons restaurantes, bares e pousadas. Com um mar raso, de águas bastantes tranquilas, areia dura e fina, Camapum tem ao seu redor uma grande quantidade de salinas razão porque é a praia  com  maior  índice de salinidade do Rio Grande do Norte.
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O nome Camapum se deve a uma planta chamada Camapu, conhecida por seu potencial medicinal. A planta fazia parte da vegetação e existia em abundância, mas com o processo de urbanização tornou-se  escassa na região.






A muralha de pedras compacta  que contorna a orla de Camapum foi construida  na década de 90 na gestão do Prefeito Afonso Lemos. A construção na época muito polêmica, foi alvo de muitas críticas e a maior delas se baseava no fato de que o paredão foi construído sem conhecimento técnico de impacto ambiental. O fato é que até hoje, as marés combinadas com fortes ondas causam fortes erosões nos calçamentos e construções irregulares. Tentativas são feitas para manter bonito, a praia de Camapum, que é, sem sobra de dúvidas um lugar muito bonito e aprazível - um belo cartão postal da cidade.



OUTRAS IMAGENS DE CAMAPUM








2 - A NATUREZA EXUBERANTE PRAIA DE DIEGO LOPES 





Localizada a 25 km de Macau, Diogo Lopes é pouco conhecida pelas potiguares. É  lá que se encontra a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão, formada por mar, mangue, dunas, restinga, rio, dunas, falésias, caatinga, tabuleiros e lagoas. Uma natureza esplendorosa reunindo tudo isso em um só lugar! 
As pequenas ilhas da Baía Ponta do Tubarão, os manguezais preservados são repletos de vida marinha e aves migratórias. O estuário do Rio Tubarão é local propício para a reprodução do Cavalo Marinho  e desova do Caranguejo Uçá, das Tartarugas.
Pela restinga é comum se encontrar os ranchos dos pescadores para descansar,  tratar o peixe  e guardar seus apetrechos de pesca.







O povoado teve início com os irmãos portugueses Diogo e Gaspar Lopes que se estabeleceram no lugar em data incerta. Apenas Diogo permaneceu na localidade que é conhecida até hoje com o seu nome.
A primeira casa de tijolo foi construída pelo marítimo José Freire Martins. Já a capela de São Francisco foi construída na primeira metade do século XX, com terreno doado por José de Mário. As pedras vieram do poto do Carão, numa baiteira de Antônio do Rosário. A principal festa religiosa da comarca é a Coroação de maria, no mês de maio.


OUTRAS IMAGENS DE DIEGO LOPES








3 - A PARADISÍACA  NATUREZA DE BARREIRAS





Localizada na Ilha da Casqueira, o acesso à comunidade   de Barreiras é feito de barco, sendo necessário  atravessar o Rio Tubarão. Após a travessia, para se chegar às praia ainda é necessário percorrer uma distância de aproximadamente 28 Km de estrada asfaltada.





A fundação do vilarejo ocorreu em 1853, quando o navegador português Francisco Martins Ferreira, após sua embarcação ter encalhado nos bancos de areia submersos da região. Francisco Martins se encantou com a beleza do lugar e ali resolveu permanecer.A localidade desde então recebeu vários nomes: Olho  Água, Mãe D´água, Barreiras D'Água, e só a partir do século XX passou a ser chamada apenas de Barreiras. 




O padroeiro da cidade desde 1920 é São Sebastião, razão da fé e do clamor do povo, que pediam sua proteção contra a epidemia de varíola que assolou a população local na época. O templo foi construído graças a iniciativa do casal Francisco Honório e sua esposa maria da Glória Honório.






Barreiras não oferece infra-estrutura para turismo convencional. Mas para quem se aventura no turismo ecológico Barreiras tem muito a oferecer. O jornalista Alex Gurgel, conhecedor e fotógrafo da região assim descreve: "O diferencial em barreiras é o manguezal ao longo do Rio Tubarão, separando as praias da vila com o mar aberto. Quando a maré seca, o rio quase desaparece, criando um visual único de fileiras d'água. Quando o rio enche com a maré, nativos e turistas tomam banhos deliciosos nas suas águas mansas. Vale a pena um passeio de barco até a costa, atravessando igarapés e observando a riqueza da fauna marinha da região.
No final da tarde é aconselhável um passeio despretensioso pelas dunas de Barreiras e apreciar um belíssimo pôr-do-sol entre as dunas, mangue e mar. Outra opção turística é percorrer os dois quilômetros da Trilha dos Olheiros, entre Barreiras e Diego Lopes, para ver a água doce de beber, que está acumulada nos lençóis freáticos, transbordando das dunas e das pedras calcárias."



MAIS IMAGENS DE BARREIRAS









A RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PONTA DO TUBARÃO








Por iniciativa das comunidades de Barreiras e Diogo Lopes foi implantado uma Unidade de Conservação Estadual - a Reserva de  Desenvolvimento Sustentável, denominada "Ponta do Tubarão".A reserva foi criada pela lei nº 8.342 de 18 de julho de 2003, com o objetivo de preservar a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a melhoria dos modos e da qualidade de vida das populações tradicionais, bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente por essas populações.
A área delimitada da Reserva compreende um território com 12.960 ha, contendo ecossistema manguezal, ecossistema dunar adjacente ao estuário do Rio Tubarão, uma área representativa do bioma caatinga, além de uma área marinha que se estende poe 2 milhas da linha da costa
A RDS Ponta do Tubarão é uma importante conquista do Rio Grande do Norte na luta em prol do desenvolvimento sustentável. 



OUTRAS IMAGENS DA RESERVA







      SECAGEM DA TAINHA 




FONTES:

  • Miguel Dantas Cavalcanti Neto - Praias Potiguares: As 100 Beaches From Rio Grande do Norte -Editora Natal -2001
  • Pesquisas Google - Sites:
                          1 - http:// www.obaudemacau .com
               2 - http://www.chãopotiguar.blogspot.com 
               3 - http://www.macauemdia.blogspot.com
               4 - http://www.grandeponto.blogspot.com
               5 - http://www.idema.re.gov.br

FOTOS:

1 - Imagens Google (Não identificadas)
2 - Acervo do Site " O Baú de Macau"
3 - Acervo do Fotógrafo Alex Gurgel
4 - Edição de fotos: Site Pic Monkey




domingo, 27 de janeiro de 2013

DELÍCIAS DO NORDESTE: CAJU EM CALDA - CAJU CRISTALIZADO - PASSA DE CAJU - TRÊS RECEITAS PARA TIRAR QUALQUER UM DA AMARGURA!





Se é verdade que herdamos do português o gosto pelos doces, posso afirmar com convicção que herdei da minha mãe o gosto pelos doces caseiros, essas compotas maravilhosas feitas com as nossas frutas. Criada em meio a mamoeiros, bananeiras, goiabeiras, coqueiros  e cajueiros, doces dessas frutas nunca faltou na nossa casa, graças as mãos habilidosas de dona Angelita, que dominava  e, domina ainda hoje , as técnicas artesanais para fazer esses doces, que faz dela uma especialista. É dela a receita do doce em calda, mas a do doce cristalizado, nunca fizemos em casa porque é muito fácil de se comprar em qualquer mercearia ou doceria de Natal. Já a "passa de caju" essa vem lá de Caicó - e ninguém se aventura a fazer igual, porque não consegue - o segredo? Só as doceiras de Caícó podem explicar!







Herdamos do português colonizador a nossa paixão por doces. Nem os negros nem os índios faziam doces. "O português sempre fora devoto de doces e bolos. ''O doce nunca amargou afirmavam" - escreve Câmara Cascudo na sua História da Alimentação Brasileira. 
Em 1500 Pedro Álvares Cabral  mandara servir confeitos, fartéis, mel e figos, aos tupiniquins de Porto Seguro.  Já em 1585, o Padre José de Anchieta dando notícias da Província do Brasil, escrevia:" "Para os enfermos não faltam regalos que se fazem de açúcar, que há muito, e assim se fazem laranjada, cidrada, aboboradas, talos de alface e outras conservas"







"O  açúcar refinou o paladar brasileiro, dando-lhe densidade histórica por intermédio dos doces e bolos" - Gilberto Freyre.

Com a instalação dos engenhos e cultivo da cana- de- açúcar, a mão de obra escrava abundante e a tradição doceira dos portugueses, nossas iguarias se enriqueciam ganhando sabores tropicais, reinventados por mãos de  habilidosas cozinheiras. O advento do açúcar, fez surgir a calda, e com ela as frutas da terra tornavam-se compotas e doces nobres, oferecidos com estilo, nas mesas coloniais.
As mulheres portuguesas se utilizavam  da nossa flora para fazer doces e conservas..."fazem-se estes cajus de conserva, que é muito suave, e para se comerem logo cozido no açúcar cobertos de canela"
A partir desse momento, em cada região do país foram se desenvolvendo receitas típicas de doces de acordo com as frutas que eram encontradas em abundância em cada lugar. Assim o hábito de se comer determinados tipos doces passaram a fazer parte dos costumes locais, fazendo das sobremesas parte importante da culinária brasileira.








A mais popular das frutas brasileiras, valorizada no registro de todos os cronistas dos séculos XVI e XVII, é encontrada em abundância no Nordeste. Os índios contavam os anos pela floração dos cajueiros guardando as castanhas, e faziam com o fruto num vinho inebriante. Posteriormente, com o surgimento do açúcar, o caju passou a ser o ingrediente indispensável na fabricação dos nossos doces,  sejam eles em forma de doce em calda ou compota, doce de massa, doce cristalizado, geleia, ou doce caju-ameixa, esse último também conhecido como doce caju-passa.



RECEITAS DE DOCE DE CAJU


1 - DOCE DE CAJU EM CALDA




INGREDIENTES


  • Dois litros e meio de água
  • Um quilo de açúcar
  • Vinte cajus médios
  • Cravos-da-índia a gosto.


MODO DE PREPARAR

  • Lave bem os cajus e retire as castanhas
  • Faça vários furos em cada caju com palitos
  • Esprema delicadamente cada caju tirando o excesso do suco
  • Faça uma calda com a água e o açúcar, até borbulhar e ficar consistente
  • Depois coloque um a um na calda que não deve ser retirada do fogo
  • Se gostar acrescente cravo-da-índia, pois além de dar sabor ele perfuma o doce
  • Cozinhe em fogo baixo por cerca de uma hora até que o doce fique dourado.


2 - DOCE DE CAJU CRISTALIZADO






INGREDIENTES


  • 20 cajus
  • 1 quilos de açúcar branco ou mascavo
  • 1 quilo de açúcar cristal
  • Água

MODO DE PREPARAR

  • Retire as castanhas e lave bem os cajus, deixando-os com a pele.
  • Faça furos em cada caju e esprema-os com as mãos, para retirar todo suco que não é usado para fazer o doce.
  • Numa panela com água fervendo coloque os cajus e deixe ferver por três minutos. Escorra e deixe esfriar.
  • Esprema novamente os cajus com as mãos para que percam o excesso de água.
  • Leve ao fogo uma panela com um litro de água e o açúcar, até formar uma calda rala.
  • Acrescente os cajus nessa calda e deixe cozinhando em fogo bem brando por trinta minutos, com a panela tampada.
  • Retire  do fogo e no dia seguinte leve ao fogo (sempre baixo) por mais trinta minutos.
  • Essa operação deve ser repetida por três dias consecutivos.
  • Se a calda secar ou engrossar muito antes de ir novamente ao fogo, acrescente mais um pouco de água.
  • Deixe esfriar na panela e só então retire e coloque-os sobre uma peneira para que escorram.
  • Cubra-os com um filó e leve a peneira ao sol, ou a um lugar ventilado por cerca de cinco dias até que fiquem bem secos,
  • Observe quando  peneira estiver úmida da calda que escorre. Retire os cajus, lave seque a peneira e coloque novamente os cajus.
  • Passe cada caju em açúcar cristal e guarde em vidros  bem secos
  • Observação: os cajus poderão levar mais de cinco dias para ficarem totalmente secos. Isso vai depender do grau de umidade do ambiente.




3 - DOCE DE CAJU PASSA  ( CAJU AMEIXA )





INGREDIENTES

  • 30 cajus
  • 1 quilo de açúcar
  • 2 litros de água

MODO DE PREPARAR

  • Lave bem os cajus e retire as castanhas
  • Faça vários furos nos cajus (um a um). Não é necessário espremê-los.
  • Numa panela grande coloque a água o açúcar, mexa com uma colher, junte os cajus e leve ao fogo alto.
  • Quando levantar fervura abaixe, deixando em fogo brando. Deixe cozinhar por duas horas. Desligue e reserve até o outro dia.
  • No dia seguinte volte a panela ao fogo brando e cozinhe por mais duas horas.
  • Se a calda secar antes desse tempo, acrescente 1/2 xícara de água fria, sempre pelas bordas da panela. Você pode fazer isso sempre que achar necessário, até que a calda atinja uma coloração marrom escura.
  • O doce estará pronto quando a calda apresentar um aspecto de espuma grossa e de cor caramelo bem escuro e os cajus bem escuros quase pretos.
  • Deixe esfriar ainda na panela.
  • Retire um por um e coloque sobre uma peneira, cubra com um filó deixe escorrer, em lugar ventilado por uns três dias até que sequem bem.



Originalmente o Caju Passa é feito em fogão a lenha. O doce leva 12 horas em fogo muito lento. Essa receita, segundo consta no site "meu cantinho" foi adaptada para ser feita em fogão convencional, a gás.



FONTES:

  • Luís da Câmara Cascudo - História da Alimentação no Brasil - Global Editora e Distribuidora Ltda. - São Paulo/Sp
  • Receita de Angelita Soares da Silva - Natal/Rn
  • Pesquisas Google:

  1. http://buymazonbloger.blogspot.com.br/2012/11/receita-doce-de-caju-em-calda.html
  2. http://pt.petitchef.com/receitas/caju-cristalizado-sabor-brasil-fid-660818
  3. http://www.cajunor.com.br/noticia_detalhe.php?id=8
  4. http://paty777.blogspot.com.br/2009/11/doce-de-caju-ameixa.html

FOTOS:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site Pic Monkey





sábado, 19 de janeiro de 2013

OBA! VAMOS BRINCAR DE RODA?



Que menina da minha geração não brincou de roda? Na minha infância era o nosso lazer principal, um ritual diário infalível. À tardinha, quase ao anoitecer, estávamos todas ali, em frente a casa de dona Ezilda, minha vizinha, para mais uma exaustiva rodada de brincadeiras, que só terminava com meu pai chamando para entrar, pois já passava da hora de criança ficar na rua. 
Eram muitas as Cantigas de Roda, e cada dia escolhíamos  algumas: "vamos brincar de que?" - Margarida! Pai Francisco! O cravo brigou com a Rosa! gritava algumas meninas. Lembro e sei de cor  mais de cinquenta dessas cantigas. Foi difícil criar um critério para postá-las aqui. Decidi optar então, pelas que mais gostava de brincar mesmo sabendo que algumas delas já nem se conhece mais! 

VAMOS BRINCAR DE QUE?


1 - CIRANDA, CIRANDINHA



Ciranda, Cirandinha - uma cantiga de roda das mais populares conhecidas no Brasil inteiro. Para os pesquisadores existem mais de vinte versões para a cantiga, registrada por brasileiros e portugueses.

  • As meninas fazem uma roda, e giram cantando, os dois primeiros versos: Ciranda, cirandinha/Vamos todos cirandar/Vamos dar a meia volta/volta e meia vamos dar/O anel que tu me destes/ era vidro e se quebrou/O amor que tu me tinhas/Era pouco e se acabou
  • Nesse momento o nome de uma menina é pronunciado e todas cantam: Por isso dona "Maria"/Entre dentro dessa roda/ Diga um verso bem bonito/Diga adeus e vá embora.
  • A menina cujo nome foi chamado, entra na roda, diz um verso qualquer e sai dando adeus.
  • A brincadeira continua até que a  última menina da roda tenha sido chamada.



2 - BELA PASTORA



Uma roda de meninas é formada, com uma outra do lado de fora.
  • Cantam as da roda, apontando para menina que está fora - a pastora: Lá em cima daquela montanha/Avistei uma bela pastora/Que dizia em sua linguagem/Que queria brincar.
  • As meninas continuam girando e cantando: Bela pastora entrai na roda/Para ver como se brinca/Uma volta volta e meia/Abraçais quem vós quereis.
  • Nesse momento a pastora, sempre dançando entra na roda, dá as voltas pedidas e abraça uma das meninas.
  • A menina que for abraçada será então a nova pastora.
  • A brincadeira termina quando todas tiverem sido abraçadas.



3 - LÁ NA PONTE DA ALIANÇA




  • As crianças em roda, cantam: Lá na ponte da Aliança todo mundo passa/Lá na ponte da Aliança todo mundo passa.
  • E imitando o trabalho das lavadeiras, com a mão na barra da saia cantam: As lavadeiras fazem assim/As lavadeiras fazem assim/Tra-lá-lá-lá/Trá-lá-lá-lá
  • E continuam: Lá na ponte da Aliança todo mundo passa (bis)
  • E coçando a cabeça: Os pioientos fazem assim/Os pioientos fazem assim/Trá-lá-lá-lá/trá-lá-lá-lá
  • E imitando os cavaleiros (galopando)
  • Imitando os soldados (marchando)
  • Imitando as vaidosas (botando pó)
  • A brincadeira vai assim prosseguindo, imitando outros movimentos habituais ou profissionais, sempre intercalando o refrão: Lá na ponte da Aliança todo mundo passa...


4 - NA MÃO DIREITA TEM
 UMA ROSEIRA




O circulo com as meninas de mãos dadas é formado, com uma menina do lado de fora.
  • As meninas da roda cantam: Na mão direita tem uma roseira/Na mão direita tem uma roseira/Que bota rosa no mês de maio/Que bota rosa no mês de maio.
  • E continuam: Entrai na roda bela roseira/Entrai na roda bela roseira/Fazei careta pra quem não gostais/E abraçais quem gostas mais.
  • Quando cantam entrai na roda, a menina que está fora passa para o centro da roda e todas cantam: Amor eterno/que farei na roda/Amor eterno que farei na roda/Entorta lá/Que eu entorto cá/Saia da roda para oura entrar.
  • Ao dizerem, entorta lá, que eu entorto cá - todas requebram, com as mãos nos quadris.
  • Por fim, a menina do centro faz uma careta para alguma menina da roda e em seguida, abraça uma outra, que será a seguinte a entrar na roda.
  • A brincadeira continua até que todas tenham ido ao centro da roda.

5 - OH! QUE BELAS LARANJAS




  • Uma roda de meninas se formam e todas cantam: Oh! que belas laranjas maduras/Ó maninha/De que cor são elas/Elas são verde e amarelas/Vira maninha cor de canela.
  • Todas as vezes que cantam - vira maninha - uma das meninas se volta para fora da roda, conservando as mãos dadas.
  • A brincadeira termina quando a última menina se volta para fora, ficando todas de costas, umas para as outras, sem soltar as mãos.



6 -A MARGARIDA




  • Feito o circulo de crianças, com uma no centro da roda, representando a Margarida.Do lado de fora da roda uma outra menina dança e canta: Onde está a margarida/Olê, olê, olá/ Onde está a Margarida/ Olê seus cavaleiros
  • Respondem as da roda: Ela está em seu castelo/Olê, olê, olá/Ela está em seu castelo/Olê seus cavaleiros.
  • A menina do lado de fora: Mas eu queria vê-la/ Olê, olê, olá/Mas eu queria vê-la/Olê seus cavaleiros
  • A roda: Mas o muro é muito alto/Olê, olê, olà/Mas o muro é muito alto/Olê seus cavaleiros.
  • A menina de fora vem e tira uma outra da roda cantando: Mas tirando uma pedra/Olê, olê, olá/Mas tirando uma pedra/Olê seus cavaleiros
  • A roda: uma pedra não faz falta/Olê, olê, olá/Uma pedra não faz falta/Olê seus cavaleiros.
  • A menina de fora vai tirando uma por uma as meninas da roda, só deixando mesmo a Margarida. A medida que vão saindo, as que continuam na roda vão girando e cantando: duas pedras não falta, três pedras não faz falta, etc até sair a ultima da roda. 
  • Nessa ocasião todas cantam, batendo palmas: Apareceu a Margarida/ Olê, olê, olá/Apareceu a Margarida/Olê seus cavaleiros.


7 - O PIÃO (RODA PIÃO)





  • Forma-se uma roda de meninas, com uma do lado de fora,(com um chapéu na cabeça)
  • Cantam as da roda: O pião entrou na roda ô pião/O pião entrou na roda ô pião /Roda pião/Bambeia pião/Roda pião/Bambeia pião.
  • A menina que está fora, passa para dentro da roda e começa a dançar, dando voltas, requebrando, imitando o movimento do pinhão.
  • A roda canta: Amostra tua figura ô pião/Amostra tua figura ô pião/Roda pião/Bambeia pião/Roda pião/Bambeia pião.
  • A roda continua cantando: Arrasta a saia no chão ô pião/Arrasta o pé no chão ô pião/Roda pião/Bambeia pião/Roda Pião/Bambeia pião
  • Nesse momento a menina que está no centro da roda, procura arrastar a barra do vestido no chão, sempre dançando.
  • Cantam as da roda: Entregue o chapéu a outra ô pião/Entregue o chapéu a outra ô pião/Roda pião/Bambeia pião/Roda pião/Bambeia pião.
  • A menina que representava o pião passa o chapéu pra uma outra que será a próxima a ser o pião.


8 - PENEDO



Para essa brincadeira são formadas duas rodas de crianças.Uma com duas meninas e a outra com diversas;
  • Na roda com maior número de meninas todas cantam: Penedo vai,/Penedo vem/Penedo é terra de quem quer bem.
  • Na outra roda menor as meninas cantam chamando uma da roda maior: Venha cá "Maria"/Venha cá meu bem/Você é das outras/É nossa também.
  • A menina convidada passa para a roda menor.
  • A roda maior repete: Penedo vai/Penedo vem/Penedo é terra de quem quer bem
  • A roda menor repete o convite: Venha cá "Francisca"/Venha cá meu vem/Você é das outras/É nossa também
  • E "Francisca" aceitando o convite passa para a roda menor
  • Assim a brincadeira segue até que todas sejam chamadas formando assim uma única roda.


9 - A MODA DA GARRANCHINHA















  • As crianças fazem uma grande roda, de mãos dadas e uma outra se coloca no centro da roda
  • Todas cantam: A moda da garranchinha/É moda particular/ Quem põe o joelho em terra/Não pode se levantar
  • Quando dizem -quem põe o joelho em terra - todas se ajoelham e se levantam ao mesmo tempo.
  • A roda continua cantando:"Maria" levanta a saia/ "Maria! levanta os braços/ "Maria" te dó de mim/ "Maria" me dá um abraço. ( O nome deve se referir a menina que está no centro da roda)
  • Ao dizerem -Maria levanta a saia - a "Maria" suspende o vestido.Acompanhando a letra "Maria" levanta os braços e por fim, dá um abraço na menina que deseja essa passa então para o centro da  roda.
  • A brincadeira termina quando todas tiverem ido ao centro da roda.



  • 10 - BOM BARQUINHO (PASSARÁS)




    Em Natal essa brincadeira, na minha infância era conhecida como "Bombaquinho" - uma corruptela de Bom Barquinho. Aqui no Sudeste as pessoas conhecem como "Passarás".
    Para essa brincadeira  forma-se primeiramente uma fila de crianças, uma atrás da outra, com a mãos nos ombros da seguinte. Depois a uma certa distância, ficam duas outras, formando num arco com os braços. Essas duas crianças representam o céu e o inferno, mas esses nomes são substituídos poe duas frutas, como, por exemplo, maça e pera.
    • As crianças da fila cantam: Bom barquinho/Bom Barquinho/Deixarás passar/Carregados de filhinhos/Para ajudar a criar.
    • Vão cantando até chegar perto das meninas que formam o arco e param.
    • A criança de frente que representa a mãe - e que  deve estar de mãos dadas com a segunda da fila, canta: Licença meu bom barquinho/Licença para passar/Qu'eu tenho muitos filhinhos/Não posso mais demorar.
    • As duas meninas que formam o arco respondem cantando: Passarás, passarás/Que algum deles há se ficar/Se não for o da frente/há de ser o de detrás
    • Aqui passam todas sob o arco, ficando sempre presa a última
    • Pergunta-se a que foi presa que fruta ela prefere (maça ou pera?) Conforme a resposta irá pra trás da menina que representa a fruta escolhida.
    • A brincadeira segue até ficar no arco a última criança, que é a mãe.
    • Nesse momento é revelado a identidade de cada fruta, ou seja, qual fruta representa o céu, qual fruta representa o inferno.
    • As meninas que ficaram no inferno começam a fazer caretas para as que estão no céu. A menina do céu que rir com a careta passa para para o inferno imediatamente. 
    • Finalmente as que estão no inferno formam alas e as do céu marcam carreira e passam pelo meio do inferno, em toda velocidade, pois as meninas do inferno metem a mão nas que estão passando.
    • A brincadeira termina com esse batismo de tapas.


    SOBRE AS CANTIGAS E BRINCADEIRAS DE RODA



    CD com várias cantigas de roda


    As cantigas e brincadeiras de roda são manifestações folclóricas onde as crianças se dão as mãos, formam uma roda e cantam melodias. São melodias simples, com letras e ritmos lúdicos que podem ou não ser acompanhadas de coreografia
    Durante séculos, essas brincadeiras e cantigas fizeram parte do cotidiano das crianças brasileiras. Lamentavelmente hoje as nossas crianças estão mais interessadas em outros tipos de música e brincadeiras e essas manifestações folclóricas aos poucos vão sendo esquecidas.



    Música: Se essa rua fosse minha



    É importante lembrar que "as brincadeiras de roda ajudam a sociabilizar e desinibir as crianças, uma vez que exigem o olhar frente a frente, o toque corporal, a exposição, pois em muitas delas cada um deve se apresentar no centro da roda. Auxiliam no desenvolvimento da expressão corporal, senso rítmico e organização coletiva. São também um dos elementos importantes para a integração e o lazer infantil" - salienta Lúcia Gaspar da Fundação Joaquim Nabuco/PE.







    Não é fácil precisar a origem das nossas cantigas de roda. Nesse nosso imenso caldeirão cultural, influências de várias culturas, principalmente lusitana, africana, ameríndia, espanhola e francesa plasmaram de tal sorte a contextura dessa cantiga infantil, que hoje não é fácil  afirmar onde começa a influência lusitana ou onde termina a africana ou indígena. É inegável que a mais vasta contribuição que recebemos nesse setor do folclore brasileiro foi de procedência portuguesa. Mario de Andrade estudando a nossa música popular, afirma:  "o que mais incorporamos à nossa música popular foram os textos das canções, sejam acalantos, rodas, quadrinhas soltas e os já quase esquecidos romances velhos"
    A grande maioria das cantigas certamente sempre foram brincadas como cantigas de roda. Outras, porém, se originaram  de canções as mais variadas.Em Natal, podemos verificar, por exemplo,  que a cantiga "Vamos maminha vamos", vem do Fandango, um Auto muito conhecido Já o "Caranguejo" e "o Tiriri" eram chulas dançadas nos bailes da cidade: "Lagarta Pintada", Cabra-Cega e o Coelho-Passa, adaptadas como cantigas de roda, são jogos portugueses infantis.





    FONTES:

    • http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar. Lúcia Gaspar. Brincadeiras de roda. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Acesso em 12/01/2013.
    • Veríssimo de Melo - Folclore Infantil - Editora Itatiaia Limitada - Belo Horizonte - 1985

    FOTOS:
    • Acervo do Artista Plástico Ivan Cruz - Rio de Janeiro.
    • Edição de Fotos : Site Pic-Monkey

    VÍDEOS:
    1. CD Cantigas de Roda (1998) - Canções Folclóricas do Brasil - Coleção Palavra Cantada - pulicada no You Tube em 03/05/2012
    2. Música: Se essa rua fosse minha - DVD Galinha Pintadinha 2 - Postado no You Tube por - juptube - em 20/05/2011
    3. Música: Terezinha de Jesus - Conjunto e Coro Infantil CBS - Postado no You Tube por - vangodias em 09/10/2011