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Barra de Punaú - por Arilza Soares

domingo, 10 de junho de 2012

CASA DO CORDEL EM NATAL/RN - ONDE A ARTE E A CULTURA POPULAR FALAM MAIS ALTO!

             



A minha paixão pela literatura de cordel vem desde a minha infância. Desde cedo embarquei na viagem desses poetas populares. Aprendi com eles a me encantar os nossos costumes e as nossas crenças. Aprendi a  rir das historias narradas de forma tão peculiar, escritas por pessoas "não letradas" como  eram chamados pejorativamente esses poetas e escritores. E as ilustrações dos folhetos? Lindas! Ainda hoje sou fissurada em xilogravuras. Sempre que vou ao Nordeste  procuro me abastecer de folhetos de cordel, que na minha opinião é um retrato muito autêntico da poesia do nordestina.


Minha visita à Casa do Cordel em junho de 2012

Ter encontrado a Casa do Cordel foi portanto motivo de muita alegria, principalmente por saber que o Cordel ainda vive na minha cidade, e por vê-lo valorizado e divulgado. Essa postagem é a minha forma de agradecer ao Poeta Abaeté e ao seu filho Ericy pela brilhante iniciativa. Vida longa para a Casa do Cordel e para todos esses escritores e poetas populares do meu Nordeste que continuam nos presenteando com suas histórias fantásticas dos seus cordéis maravilhosos, onde a  imaginação e a arte são a obra prima.


Com o Poeta Abaeté, na casa do Cordel, em fevereiro de 2015





SOBRE A CASA DO CORDEL EM NATAL



                  
Quem acha então que cordel é coisa do passado precisa conhecer a Casa do Cordel em Natal/RN, fundada no dia 17 de agosto de 2007, por Erivaldo Leite de Lima, o poeta Abaeté. A casa funciona na Rua Vigário Bartolomeu no Centro da cidade, próximo ao Beco da Lama, região muito frequentada por boêmios e artistas potiguares. O local é o primeiro espaço cultural do Rio Grande do Norte totalmente destinado a valorização e divulgação dos artistas populares envolvidos nessa arte de contar histórias. 
No convite para a inauguração do espaço, com direito a sarau e café da manhã, se lia:




A Casa do Cordel não é apenas um ponto de venda de cordéis. É muito mais que isso! É um novo ponto de encontro da cultura popular, com propostas objetivas de promover encontros de cordelistas, realizar feiras, exposições, palestras, lançamentos de livros, tertúlias e saraus nos finais de tarde. O espaço está aberto para todos que se interessam pela cultura popular; a todos que quiserem enriquecer e se enriquecerem  culturalmente, numa troca que que aumenta a cada dia. "Quando a gente colocou a Casa do Cordel aqui muita gente começou a frequentar. Era uma novidade pois aqui e em nenhum outro canto do RN tem uma casa como essa, trabalhando e divulgando a cultura popular"- diz o poeta Abaeté.



                                             O poeta Abaeté e sua casa do Cordel


Abaeté do Cordel é poeta, cordelista, escritor e compositor. Natural de Sertânia, estado de Pernambuco, sertão de Moxotó morando no Rio Grande do Norte há mais de 20 anos.Se considera um "Pernampo" (Pernambuco- Potiguar). Os seus trabalhos se encontram espalhados em vários países como Portugal, França, Espanha e Estados Unidos.
Presidente da Associação de Cordelistas de Natal, Idealizador e organizador da Casa do Cordel, o poeta é autor de mais de 500 títulos de literatura de cordel, entre eles: " O casal que engatou no parque industrial" "Antologia do Peido"" O câncer Infantil" "4 Estrofes" "O Pássaro da Asa Quebrada"... Além disso possui um acervo muito grande de folhetos com versos de grandes nomes da literatura popular como Antônio Francisco, Crispiniano Neto, Paulo Varela, Bob Motta, Manoel Azevedo, e muitos outros.
Por sua intensa atuação em Natal, o poeta pernambucano, recebeu em 2014  o Título de Cidadão Natalense.






                                          Folhetos de Abaeté do Cordel

  


   A XILOGRAVURA NA CASA DO CORDEL






As paisagens do sertão nordestino misturadas aos elementos do imaginário popular, como lobisomens, sereias aladas, cavalos de fogo, são impressos com frequência nos livros de cordel a partir da técnica da xilogravura. A técnica milenar surgiu como recurso de reprodução de impressos e ganhou status de arte nas mãos de  grandes pintores europeus. No Nordeste a xilografia se popularizou e vem sendo preservada or grandes mestres, como o pernambucano J. Borges, considerado o maior gravador popular em atividade no Brasil.Em Natal o jovem potiguar o Erick Lima, produz gravuras para ilustrações de folhetos, livros, discos, camisetas, cerâmicas decorativas, além de trabalhos sob encomenda.


                                 Erick Lima - Xilógrafo da Casa do Cordel



Erick Lima começou a trabalhar com xilogravura em 2007.Desde a infância teve imerso nesse universo a cultura popular nordestina; seu pai, o pernambucano Erivaldo Leite de Lima, conhecido como Peta Abaeté, é um cordelista atuante no estado do Rio Grande do Norte. E foi para ilustrar as histórias de seu pai e de seus amigos que Erick fez as primeiras  maatrizaes em madeira. Além do trabalho no ateliê, ele também ministra oficinas em escolas, universidade, empresas ou oficinas individuais.


ALGUMAS XILOGRAVURAS DE ERICK LIMA






A ATUAL CASA DO CORDEL EM NATAL






Depois de sete anos funcionando no mesmo local na rua Vigário Bartolomeu, a Casa do Cordel mudou, em setembro de 2014, para um prédio próximo ao antigo endereço.
No novo espaço,um prédio de dois andares, funcionam a loja( no andar térreo)onde estão a venda,além dos cordeis, livros,quadros, artesanatos e objetos antigos como rádios, máquinas de costura e outras quinquilharias referentesa cultura popular nordestina. O andar superior, com aceeso pelo lado de fora da loja, é o local destinado para encontros, palestras, eventos e oficinas.



IMAGENS DA LOJA DA CASA DO CORDEL












IMAGENS DA ANTIGA CASA DO CORDEL









Fontes:
  1. Site da casa do Cordel - Blog -casadocordel.blogspot.com
  2. Jornal Tribuna do Norte Edição de 19/05/2010- Reportagem de Maria Betânia Monteiro-" Herdeiro da Xilogravura"
Fotos:

  • Imagens Google
  • Acervo de Arilza Soares
  • Edição de Fotos: Site Pic-Monkey






9 comentários:

  1. Elizabeth Reis Dalmeida

    Oi Arilza.Sabe,eu praticamente não conheço literatura de cordel.Me chamaram muito a atenção as ilustrações dos livros em exposição no seu blog.E também é claro os comentários - sobre a riqueza que há nesses conteúdos.Esses livrinhos são encontrados com facilidade nas livrarias?
    domingo às 19:18

    Arilza Pereira

    Não Elizabeth Reis Dalmeida Eles são vendidos nas feiras e locais de venda de coisas do Nordeste. São folhetos pequenos vendidos por 1,00 cada um. É uma leitura para divertir, contadas em rimas.Os temas são infinitos- tem de tudo, Fiz uma postagem só sobre Cordel que dá pra se ter uma ideia melhor.Vou compartilhar o link pra vc. bjos
    domingo às 20:03

    Elizabeth Reis Dalmeida

    Obrigada pela informação.Esses folhetos poderiam ser mais divulgados - no Sul,Sudeste e não ficarem restritos ao Norte e Nordeste.
    domingo às 21:54 ·

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  2. HISTORINHAS BOAS ESSAS.... AGUÇA A NOSSA IMAGINAÇÃO...
    Edi Germano - Natal/RN

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  3. Tem muita leitura boa e divertida nessa casa!
    Ailson Rosa Silva - Natal/RN

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  4. Geraldo de Caicó

    Alô Abaeté, sou eu Geraldo de Caicó mas resido em Rondônia. A guarde-me que estarei chegando no período do Natal. Você sabe que é visita certa aí na Casa do Cordel. Parabéns por todo seu trabalho em prol da nossa cultura.Estou concluindo mais três cordeis para este final de 2012.A partir de 2013 apresentarei o prjeto CORDEL CANTADO, de princípio, ele tomará base nas escolas e Teatros do Estado de Rondônia.Tudo já se prepara para o advento do cordão do barbante Encordelado. Até lá amigo.

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  5. Ola Pessoal! Aqui é o Paulo de Belo Horizonte, alguem poderia me informar onde arranjo a Umburana, experimentei uma xilo num pedaçinho que ganhei e estou fascinado a madeira, nâo quero mais saber da Imbuia, nem do Marfim.
    Obrigado e um abraço a todos.

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  6. Gostaria de fazer uma visita ao local, está funcionando esses dias?

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  7. Eu ainda me lembro, quando eu estava fazendo analítica 1 teórica, você se juntou com a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando por causa de IC no grupo de analítica 1 teórica, eu estava doente nesse dia, você se aproveitou da minha condição de doença para ficar me humilhando por causa de iniciação científica, isso não se faz nem com um bicho. Você é um monstro.

    Eu me lembro depois na aula de analítica experimental 1, você perguntou a professora quantas aulas você poderia faltar, a professora falou que você podia ter só 4 faltas, então você faltou 4 aulas seguidas.

    Eu fiquei tão surpreso quando eu descobri que você estava iniciação científica com bolsa junto com o Roberto Carlos e ainda publicou esse artigo científico:

    https://www.mdpi.com/2076-3921/14/12/1403

    Você não está nem aí, você só quer saber da atlética de farmácia, você aparece em todos os eventos ligados a atlética de farmácia, você fica matando aula para ir para o Cobal, você deve ter escrito esse artigo no Cobal ou na viagem para a SuperCopa em Vassouras junto a Atlética de farmácia.

    Você ainda foi 10th Brazilian Conference on Natural Products (BCNP), que aconteceu em Minas Gerais e publicou esse resumo em anais científicos:

    https://www.even3.com.br/anais/10bcnpxxxviresem/1274258-plakortides-and-colestane-steroids-from-the-marine-sponge-plakinastrella-microspicullifera/

    Eu sei muito bem que você pagou outra pessoa para fazer a sua prova final de orgânica 2, quando você ainda era aluna do Roberto Carlos. Eu acho que o Roberto Carlos se esqueceu disso quando te chamou para fazer IC junto com ele.

    Quer dizer eu passo em orgânica 2 sem prova final e não ganho nada, você passa em orgânica 2 com prova final, ainda por cima pagando outra pessoa para fazer a sua prova e você ganha uma bolsa de IC e publica um artigo científico.

    Eu sei muito bem que é você que está cadastrando o meu número sem a minha autorização em sites de imobiliárias e de funerárias, só para o meu telefone ficar o dia inteiro tocando.

    O pior é que você é bonita, o que você tem de bonita, você tem de malvada.

    Você ainda vem me ameaçar com polícia, aqui na minha rua tem uma boca de fumo, a polícia só aparece na minha rua para buscar o arrego do traficante, aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornecesse material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

    Não adianta me ameaçar, porque eu não tenho nada a perder.

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