Vento Nordeste é um blog Nostálgico. Aqui cada postagem tem um pouco da minha vivência no Nordeste, em particular, na minha cidade Natal. Que o Vento Nordeste lhe traga boas recordações dessa terra de tantos encantos, de cultura tão rica e diversificada, desse povo tão amável e acolhedor.
Tem lembranças que são doces, como doces são essas guloseimas que parecem ter mais sabor na infância. Algumas delas saíram de cena nas ruas da cidade. Outras insistem em permanecer. Os vendedores de pirulitos parecem que se pirulitaram de vez das ruas de Natal, depois que o pirulito ganhou status de doce industrializado. Esse sim são encontrados com muita facilidade nas lojas de doce, numa variedade enorme de formas, tamanhos, cores e sabores.Os que eram vendidos na minha infância só são encontrados em comunidades mais distantes e a caminho das praias do litoral Norte.
Olha o pirulito! Enrolado no papel e enfiados no palito!
Assim os vendedores de pirulitos anunciavam seus produtos pela cidade. Na minha rua todos os dias passava um desses vendedores. Me encantava aquele visual do tabuleiro com os pirulitos encaixados. Lembro que eu nunca comprava só um, queria muitos para a alegria do vendedor. Adorava aqueles pirulitos! Muitas vezes tinha de chupar com papel e tudo pois o sol forte derretia o caramelo e o papel grudava, ficando difícil retirá-lo. Delícias só permitidas na infância. Sabor saudade! Sabor de Infância!
Produzido artesanalmente, a maioria em fabriquetas de fundo de quintal, os pirulitos tinham a forma de um guarda-chuva fechado. Feito com açúcar em ponto de caramelo, um palito resistente e enrolado em papel de embrulho. Eram colocados em uma tábua retangular cheia de furos. Alguns tabuleiros podiam ter até 100 pirulitos.
RECEITA DE PIRULITOS
MATERIAL NECESSÁRIO
Fôrmas de alumínio própria
Palitinhos de madeira 5 cm de comprimento
Papel de embrulho para enrolar
Tabuleiro apropriado
INGREDIENTES
1 copo de água
3 xícaras de açúcar
10 gotas de limão
Óleo para untar a forma
MODO DE PREPARAR
Levar todos os ingredientes ao fogo.
Não mexer durante o tempo (de 15 a 20 minutos) em que a panela estiver no fogo.
Para obter o "ponto de vidro", por um prato fundo com água ao lado do fogão e pingar a mistura, que no ponto certo, deverá "quebrar" como um vidro.
Ainda quente, passe o caramelo nas formas untadas com óleo, colocando em seguida, os palitos.
Retirar das formas quando estiverem duros.
Enrolar um a um a um e colocar nos tabuleiros apropriados.
Seu Antônio, vendedor de pirulitos nas praias urbanas de João Pessoa/PB
Vendedor de pirulitos
em João Pessoa
FONTES:
Pesquisas Google - Wikipédia
Jornal tribuna do Norte - Natal/RN
FOTOS:
Imagens Google
JSMedeiros Phography-vendedor de pirulitos em João Pessoa
De todas as danças que integram o Ciclo Natalino é o Pastoril a que eu mais gosto, mais precisamente a Lapinha, onde tantas vezes dancei na minha infância, ora como pastora, ora como mestra do "corão encarnado" e até como borboleta, personagem para mim inesquecível. Em Natal dos anos 50/60 os grupos de pastoril se apresentavam em palanques em diferentes bairros da cidade. No interior do Convento Santo Antônio ou nos degraus da Igreja de Santos Reis a "Lapinha" encantava a todos com seu caráter mais religioso. Naquela época eu não sabia fazer a diferença entre o Pastoril e a Lapinha - pra mim era tudo a mesma coisa. Não entendia, portanto, porque meu pai consentia que eu dançasse na Lapinha e nunca num pastoril.
PASTORIL X LAPINHA
O Auto do Pastoril e o Auto da Lapinha tem a mesma origem e sempre foram encenados por jovens e meninas que, paramentadas de pastoras, celebram o nascimento do menino Deus. Com o passar dos anos o pastoril foi se adaptando às características culturais de cada cidade ou lugarejo onde era encenado e assumiu um caráter mais profano. Os que continuaram se apresentando nas igrejas, escolas e outras instituições, permaneceram com esse caráter de dança sagrada. A coregrafia, e alguns personagens continuam iguais nas duas encenações. Mas enquanto a Lapinha é composta por crianças e meninas moças com vestes comportadas e uma única presença masculina que é a do pastor, o Pastoril vem com um figurino mais ousado, com saias acima do joelho e um palhaço que faz gestos maliciosos com sua bengala, canta e faz loas com segundas intenções.
Nas minhas lembranças afetivas, as músicas do pastoril/lapinha, estão na sua grande maioria, guardadas de cor. Me emociona lembrar da linda coregrafia, executada em cima do palanque todo enfeitado, da participação vibrante das torcidas dos cordões azul e encarnado. O pastoril deixavam as nossas noites, principalmente, na véspera do Natal, antes da missa do Galo e no dia 31 de dezembro, em clima de festa e de muita alegria. Tempos felizes aqueles!
Luis da Câmara Cascudo assim define o Pastoril: são cantos ou louvações que, em outras épocas, eram entoados, diante do presépio, nas noites de Natal, e mais especialmente na véspera, para aguardar a celebração da Missa do Galo. Representavam a visita dos pastores ao estábulo de Belém, com ofertas, louvores e pedidos de benção,
A ORIGEM DO PASTORIL
O Pastoril nasceu dos dramas litúrgicos da Natividade, representados nas igrejas, nos quais se assistia a todos os episódios que envolvia o nascimento de Jesus. O auto do Pastoril com sucessão de cenas, falas, cantos e danças, surgiu em Portugal, e, dessa forma foi introduzido no Brasil, sendo hoje dispensável a presença de imagens e presépios. A existência do nome de “cordão” é devida à influência poderosa da música profana carnavalesca. Quanto à denominação de cordão azul e encarnado é justificável, por serem as cores votivas de Nosso Senhor e Nossa Senhora.
Segundo Pereira da Costa, o aparecimento do presépio vem, dos fins do século XVI, no Convento dos Franciscanos de Olinda, por iniciativa de Frei Gaspar de Santo Antônio, primeiro religioso a receber hábito no Brasil. Já Fernão Cardim, o jesuíta, fala de um documento que comprova a representação do pastoril no dia de Reis de 1584. É curioso observar que nos séculos XVII e XVIII, os pesquisadores não encontram referências importantes sobre o pastoril na Colônia, mas já no século XIX, concordam que houve abundância dos bailes pastoris no Nordeste, notadamente nos estados de Pernambuco e Bahia.
O Pastoril teve seu grande momento nos primeiros vinte e cinco anos do século XX, sendo representado por iniciativa de leigos, mas sem perder dua ligação com festas religiosas, principalmente do Ciclo Natalino.
PERSONAGENS DO AUTO DO PASTORIL
Em todo Nordeste, os autos Pastoris são grupos de pastoras, divididos em duas filas paralelas: uma chamada Cordão Azul e outra Cordão Encarnado, conduzindo cada elemento, um pandeiro colorido. As Pastorinhas são as responsáveis pelo desenvolvimento do tema, transformando sua atuação em verdadeiros entreatos do pastoril, isto porque entre uma e outra cena, elas aparecem com o objetivo de estabelecer ligações entre as jornadas e, ao mesmo tempo, animar os espectadores com suas músicas, coros e evoluções. Vestem-se à caráter,
distribuídas nas cores azul e encarnado, de acordo com o cordão ao qual pertencem. É comum usarem na cabeça, ao invés de lenço, diademas floridos ou feitos em cartolina com areia prateada. Usam colares reluzentes e alpargatas.
A DIANA - A MESTRA DO CORDÃO ENCARNADO E
A CONTRA MESTRA DO CORDÃO AZUL
No meio dos dois cordões, surge a Diana, guia do grupo, é um misto dos dois cordões, isto é, sua veste é azul e encarnado. A Mestra e a Contramestra dos cordões vestem-se igualmente. Todas conduzem instrumentos rítmicos, como pandeiros ou outros tipos semelhantes, fabricados pelos próprios elementos. Os Pastores e Pastoras que tomam parte nos diversos diálogos apresentam-se com uma bengala, símbolo dos pastores.
O VELHO
No Pastoril profano a figura do Velho, espécie de bufão, de palhaço de circo, comanda as jornadas (canto das pastoras) e se esparrama em piadas, numa atuação que ressalta o histrionismo, a improvisação. Seus diálogos com as pastoras são cheios de duplo sentido e, com o público, puxa discussão, brincadeiras, faz trejeitos e canta canções adaptadas às suas necessidades.
A BORBOLETA - A CIGANA - O ANJO
A representação da borboleta, da cigana, do pastor e do Anjo Gabriel é comum entre os grupos e simbolizam as figuras que as pastoras vão encontrando no caminho até Belém. Algumas para ajudá-las e outras, para atrapalhar a marcha. As Ciganas – símbolo do mistério e da fatalidade correspondem às antíteses do mal e do bem. A Borboleta é o personagem mais puro e mais belo. Representa a própria natureza. Também desfilam o Anjo, a Estrela do Norte, o Cruzeiro do Sul, além de outras figuras que aparecem por influência do local, da região.
O PASTORIL NO RIO GRANDE DO NORTE
Em alguns municípios do Rio Grande do Norte os pastoris estão ativos, sejam em suas representações de cunho religioso ou profano. Podemos encontrar essa brincadeira nos Municípios de de Natal ( Praia de Ponta Negra e Bairro do Bom Pastor) São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Maxaranguape, Pedro Velho, Nísia Floresta, Tibau do Sul, São Paulo do Potengi e em Parnamirim (Praia de Pirangi) entre outros, alternando-se em fases de apogeu e de declínio.
Mas é em São Gonçalo do Amarante, uma terra de brincantes, que o pastoril ganhou forças ao longo dos anos. A paixão pelo auto se estende desde a época em que foi trazido pelas mãos das famílias portuguesas, advindas de Pernambuco, que fundaram o município até os dias de hoje. O Pastoril de dona Joaquina é um exemplo disso.
O PASTORIL DE DONA JOAQUINA
O Pastorilchegou a São Gonçalo do Amarante pelas mãos das famílias portuguesas advindas de Pernambuco. Oriundos dos dramas litúrgicos representados nas Igrejas, aos poucos desvinculou-se dessa característica natalina, tornando-se o folguedo de maior aceitação no Município. A partir de 2005 voltou a tomar força com a oficialização do Pastoril de Dona Joaquina.O grupo reúne descendentes e simpatizantes dos antigos grupos de pastoris da cidade, resgatando e mantendo a tradição cultural da Lapinha e do Pastoril na região. O grupo potiguar, coordenado pela professora Séphora Bezerra, formado por 18 pastorinhas, com idades entre 12 e 21 anos, é hoje uma das referências da cultura popular do estado do Rio Grande do Norte.
PASTORIL DE DONA JOAQUINA - ORGULHO DA CULTURA POTIGUAR
FONTES:
Dicionário do Folclore Brasileiro - Câmara Cascudo - Ediouro Publicações - RJ
Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte - Deífilo Gurgel - 6ª Edição - Gráfica Sul Editora n- Natal/RN - 2003
- Acervo do Pastoril de Dona Joaquina - São Gonçalo do Amarante/RN -Facebook. - Imagens Google -Edição de Imagens: Programa Pic Monkey VÍDEOS:
Borboleta Pequenina - música interpretada pelo Pastoril Nossa Senhora da Conceição - Mar Vemelho/AL e por Marisa Monte. Postada no You Tube por "hotecna71 em 28/02¹2005
Pastoril - Postado no You Tube por Marciel Dantas (@mdimagens) e o Mundaú Notícias em 27/01/2012.
Pastoril de Dona Joaquina - apresentação na 16ª FIART- Postado no You Tube por SBEZERRA 76.
IDRN - PASTORIL - Postado no You Tube pela TV AssembléiaRN2.
Pioneiro na educação do país, já que foi a primeira instituição pública de ensino no Brasil, fundado antes mesmo do colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, o mais importante Colégio Público da História do Rio Grande do Norte completou esse ano 178 anos de história. Ao longo desse tempo, não só formou gerações, como foi fator determinante na construção de hábitos e costumes da nossa sociedade. Pelo Atheneu passaram importantes personagens da nossa história política e uma infinidade de outros profissionais competentes do nosso estado, entre eles, um Presidente da República, Ministros de Estado, Governadores, Prefeitos, Deputados, Reitores da UFRN, Escritores, Médicos, Artistas Plásticos ...
SOBRE A FUNDAÇÃO DO ATHENEU
O Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense foi fundado em 3 de fevereiro de 1834, época em que o Brasil ainda era uma monarquia. Quando o seu idealizador, o então presidente da província, Basílio Quaresma Torreão, pensou em criar o Atheneu, o Brasil sonhava com a Europa e tentava imitar seus modismos, como o interesse acentuado dos poetas parnasianos pela cultura grega. Daí a ideia de se pegar o nome Athenaion, do templo da deusa grega da sabedoria, Atena, e trazer para o português, transformando-o em Atheneu. Basílio Quaresma foi também o primeiro diretor-geral, dessa instituição de ensino que se tornou a mais antiga do Brasil, fundado antes mesmo do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro.
O objetivo de Basílio Quaresma era reunir em um único prédio, as cadeiras de humanidades, as chamadas cinco aulas maiores que fundamentavam o pensamento contemporâneo: Filosofia, Retórica, Geometria, Francês e Latim, que eram dadas em locais distintos e de forma autônomos. Essas disciplinas as primeiras a serem lecionadas no Atheneu,por professores iriam formar uma geração de homens que marcaram a história do Rio Grande do Norte com sua cultura humanística e capacidade intelectual. São eles:
Padre Antônio Xavier Garcia de Almeida, dava aulas de Filosofia
Joaquim José de Souza Serrano, aulas de Retórica
Urbano Egide da Silva Costa, aulas de Geometria
Elias Antônio c. de Albuquerque. aulas de Francês
Francisco Felipe da Fonseca Pinto, aulas de Latim.
O BUSTO NA ENTRADA DO ATHENEU
O busto de bronze que se encontra na entrada da sede do Atheneu, é uma homenagem ao Professor João Tibúrcio, que entre outras atividades que exerceu, dirigiu interinamente o Atheneu em 1892 e 1893. Foi também professor de Latim, Francês e Português nessa instituição de ensino. Devido a sua compostura, assiduidade e competência, foi tido como professor modelo, e cono tal, teve seu busto em bronze inaugurado na pracinha vizinha ao antigo prédio do Atheneu, na avenida Junqueira Ayres, seu local de trabalho por onze anos. A homenagem se deu no dia do professor em 1928.
SOBRE AS SEDES DO ATHENEU
Ao longo da sua história o Atheneu funcionou em quatro sedes, incluindo aqui, a sede destinada ao Atheneu feminino. Inicialmente o colégio funcionou na Avenida Rio Branco, depois na Junqueira Aires, ambos na Cidade Alta. Posteriormente, uma secção exclusivamente feminina, foi criada, na rua Jundiaí, em Tirol (os homens permaneciam na sede da Junqueira Aires) e assim funcionou até a construção da sede atual, da rua Campos Sales em Petrópolis.
O Atheneu possuiu quatro sedes, incluindo aqui a sede destinada ao Atheneu feminino. Inicialmente o colégio funcionou na Avenida Rio Branco, depois na Junqueira Aires, ambos na Cidade Alta. Posteriormente, uma secção exclusivamente feminina, foi criada, na rua Jundiaí, em Tirol (os homens permaneciam na sede da Junqueira Aires) e assim funcionou até a construção da sede atual, da rua Campos Sales em Petrópolis
1. De 1834 a 1858.
SEDE NO QUARTEL DA TROPA DE LINHA DO EXÉRCITO HOJE COLÉGIO ESTADUAL WINSTON CHURCHILL
A primeira sede do Atheneu foi numa dependência do Quartel da Tropa de Linha do Exército, na época desocupado, localizado na Avenida Rio Branco, onde hoje funciona o Colégio Estadual Winston Churchill. Com a chegada do batalhão de tropas, os alunos foram desalojados e as aulas passaram a ser dadas nas casas dos professores. O Presidente da Província,Antônio Bernardo de Passos, fez a escola voltar a funcionar em 1856, mas só se considerou a partir de a partir de 1º de março de de 1859, quando o presidente Nunes Gonçalves instalou-a num edifício novo".
2. De 1859 a 1953
SEDE DA RUA JUNQUEIRA AYRES HOJE SECRETARIA DE FINANÇAS DO MUNICÍPIO
Em 1848, Frederico Augusto Pamplona iniciou a construção da sede para o Atheneu, que levou 11 anos para ser concluída. No ano de 1859 o Atheneu foi transferido para o prédio onde hoje funciona a Secretaria de Finanças do Município, próximo a Prefeitura Municipal, na rua Câmara Cascudo, antiga Junqueira Ayres, e lá permaneceu até a inauguração da sede no bairro de Petrópolis.
A SEDE DO ATHENEU FEMININO
GRUPO ESCOLAR ANTÔNIO DE SOUZA
HOJE FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO N A RUA JUNDIAÍ
Até 1902, o Atheneu foi uma instituição voltada para a formação dos rapazes da sociedade potiguar, um espaço exclusivamente masculino, repetindo um modelo da sociedade em que a mulher era relegada sempre ao segundo plano, apenas dedicada ao serviço doméstico. A partir de 1903, porém, refletindo os anseios de modernidade de uma parcela significativa de mulheres, o Atheneu abriu suas portas para elas e, em janeiro de 1903, ocorreram as primeiras matrículas de mulheres na instituição.Entre as pioneiras aprovadas nos exames de humanidades estão: Sidrônia de Carvalho, Maria Arminda Caldas, Edilbertina Figueira e Albertina Avelino.
É interessante observar que Inicialmente as mulheres dividiram o mesmo espaço educativo com os homens. Posteriormente foi aberta uma secção exclusivamente feminina - o Atheneu Feminino, que teve como sede o antigo prédio do Grupo Escolar Antonio Souza, na rua Jundiaí, onde hoje funciona a Fundação José Augusto, enquanto que o Atheneu masculino continuava na rua Junqueira Ayres.
ALUNAS DO ATHENEU AO LADO DO DIRETOR
MONSENHOR JOÃO DA MATA E DO VICE PROTÁSIO DE MELO
O Atheneu feminino teve como diretores: o professor Edgar Barbosa, seu substituto o Monsenhor João da Mata Paiva e o Professor Protásio de Melo. A primeira mulher a administrar o Atheneu foi a professora Olindina Lima Gomes da Costa, de 1955 a 1961, no governo Dinarte Mariz.
3. De 1954 aos dias atuais
Foto de 1954. No alto o discurso do governador
Sílvio Pedrosa na inauguração da nova sede.
Em 11 de março de 1954, o Atheneu foi reinstalado em um prédio moderno, em forma de X, com um ginásio coberto para a prática de esportes e de educação física, graças aos esforços do professor Severino Bezerra de Melo, diretor do Departamento de Educação, e do interesse do governador Sílvio Pedrosa, em cujo governo a obra foi concluída. O nome foi modificado para Instituto de Educação porque se pretendia de fato, fazer funcionar um Instituto de Educação, inclusive com um Grupo Escolar Modelo. Essa proposta não foi concretizada e o Atheneu ocupou todo espaço. O governo construiu outro prédio destinado à Escola Normal, Escola de Aplicação e Jardim Modelo.
Infelizmente nos dias atuais esse belo prédio que já foi símbolo da Educação no Rio Grande do Norte está com sua estrutura bastante deteriorado bastante e entregue ao descaso pede socorro. Um movimento de ex-alunos e professores tentam chamar a atenção da sociedade para o problema do colégio e exigir dos políticos responsáveis uma solução urgente. Que se consiga realmente "salvar o Atheneu"!
ATHENEU - CELEIRO DE INTELECTUAIS E PERSONAGENS ILUSTRES
Para muitos, o Atheneu foi durante muito tempo a grande Universidade do Rio Grande do Norte. Era no Atheneu que se formava a elite intelectual do estado. Ingressar no Atheneu não era tarefa fácil, os exames de "Humanidades" no início e, posteriormente, o exame de "Admissão" requeriam preparo dos candidatos. No corpo docente figurava nomes que eram referências intelectuais do estado. E muitos dos alunos ilustres se tornaram professores da instituição. A relação dos personagens que passaram pelo Atheneu, seja como diretores, professores ou alunos é muito grande, não caberia numa simples postagem. Os nomes que aqui constam, foram selecionados aleatoriamente.
Eis alguns dos nomes que fizeram do Atheneu Norte-Riograndense:
2. CORPO DOCENTE
1. Augusto Severo Neto (Professor/Deputado/Aeronauta) 2. Pedro Velho D'Albuquerque Maranhão (Professor/Governador) 3 - Luís da Câmara Cascudo ( Professor/Historiador/Folclorista) - 4. José Augusto (Professor/Governador) - 5. Monsenhor José da Mata ( Diretor )5. Protásio de Melo ( Professor/Diretor ) - 6. Djalma Maranhão ( Prefeito/Professor) - 7. Olindina Lima Gomes da Costa (Diretora) - 9. Crisan Siminéia (Diretora) - 10. Angélica Moura (Diretora) - 12. Marcondes (Diretor) Diógenes de Cunha Lima (Professor/Poeta/Escritor).
2. CORPO DISCENTE
1. Augusto Tavares se Lira ( Presidente do RN/Ministro) - 2. Juvenal Lamartine de Faria( Governador) 3. Joaquim Ferreira Chaves Filho (1º Governador eleito) - 4. João Café Filho (Presidente de República - 5. Aluísio Alves (Governador) - 6. Deífilo Gurgel (Escritor/folclorista) - 7. Garibaldi Alves (Governador/Ministro) - 8. Wilma Maia (Governadora) Geraldo Melo (Governador) - 9. Dorian Gray ( Artista Plástico) - 10. Henrique Eduardo Alves (Deputado) - 12. José Seabra ( Fotógrafo) - 13. Ferdinando Teixeira (Técnico de Futebol) - 14. Juarez Chagas (Escritor) - Naldemir Saraiva ( Bibliotecária/ Idealizadora e Fundadora do Memorial do Atheneu) Esdras Rebouças Nobre (fotógrafo).
VÍDEO DOCUMENTÁRIO SOBRE O ATHENEU
Esse Documentário apresentado na Assembléia Legislativa - 2012 retrata a história do Atheneu Norte-Riograndense o Colégio mais antigo do país.Vale a pena ver!
FONTES:
Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte - Nós, do RN... Suplemento do Jornal "A República República Editorial"Ano II - Nº 18 - Maio de 2006
Fátima Gomes - Pedagoga - "Tradição e Renovação" - Publicado em Notícias Educacionais - 31/05/2007 - Natal/RN