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Foto de Capa
Barra de Punaú - por Arilza Soares

sexta-feira, 4 de maio de 2012

MANGABA - FRUTA SÍMBOLO DO NORDESTE! POR QUE NÃO? - RECEITA DE DOCE DE MANGABA



A mangaba é oficialmente "Fruta Símbolo do Estado de Sergipe" mas bem que poderia ser a "Fruta Símbolo do Nordeste Brasileiro". Mesmo sendo encontrada em outras regiões é no Nordeste que ela ganhou uma forte identidade cultural. Vejo com muita tristeza o desaparecimento gradativo dessa fruta em Natal. Há muito tempo as áreas onde se encontram as mangabeiras vem sendo destruídas para o plantio da monocultura da cana e do coco; atualmente essa questão se tornou mais grave com a  destruição da restinga para a implantação de viveiros de camarão; não menos destrutiva é a  construção de residências, hotéis luxuosos e condomínios de veraneios que vem acabando com todo ecossistema. É preciso refletir sobre isso e cobrar dos nossos representantes maior atenção para esse problema: além das  plantas, dos animais e das  dunas destruídas, estamos acabando com a  sobrevivência  e a cultura de  milhares de famílias que vivem, dependem e se relacionam com esse ecossistema. Quando, em janeiro desse ano estive no Pium,  pude observar de perto essa destruição, tanto que a minha maior alegria foi a de ver o quintal na casa de uma amiga repleto de mangabeiras preservadas e muito bem cuidadas. Fotografei aquelas mangabeiras como quem fotografa uma árvore rara para um livro de relíquias. -Infelizmente!...



                           Mangabeira do quintal de Edi Germano no Pium



De origem indígena, a palavra mangaba (mã'gawa) significa coisa boa de comer. Na História da Alimentação no Brasil, Câmara Cascudo  afirma: Mangaba: "São frutos doces e agradáveis e que derretem na boca". 
Nativa do Brasil, é encontrada desde os Tabuleiros Costeiros e Baixadas Litorâneas  do Nordeste, onde é mais abundante, nas áreas sob Cerrado da Região Centro- Oeste, e nas Regiões Norte e Sudeste do país. Recebe várias  denominações de acordo com o seu lugar de ocorrência: mangabeira, mangaíba, mangabiba, mangaúva, mangareíba, mangava, manguba, mangabera-agreste, mangabeira-brava, mangaba das caatingas,  mangabeira-do-norte, mangabeira mansa, mangabeira-ovo, mangabeira-branca, mangabeira-vermelha, mangabeira de Goiás, mangabeira de Minas, tembiú, tembiucatinga, e catu.






Dados do IBGE de 2009 demonstram que existem 7 estados produtores de Mangabas: Sergipe, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais ( no Triângulo Mineiro e Jequitinhonha) e no Maranhão ( região de Balcas). Outros estados também se destacam na produção e aproveitamento econômico da mangaba como é o caso das áreas do Parque  Estadual do Estado do Jalapão em Tocantis e em Mato Grosso do Sul. Mas é no Nordeste, na região litorânea do estado de Sergipe, que  se encontra a maior produção da mangaba atingindo mais da metade de toda produção no país. Diante da importância econômica e sócio-cultural da mangabeira para milhares de mulheres em diversas comunidades do estado, mulheres essas hoje conhecidas como "As Catadoras de Mangabas"  e como forma de proteção da espécie , ela foi decretada "Árvore Símbolo de Sergipe" em 20 de Janeiro de 1992 através do decreto de nº 12.723






Da família das apocináceas, é planta de porte médio podendo alcançar até 10 metros de altura. Tronco tortuoso bastante ramificado com látex abundante, revestido por casca um tanto áspera, medido de 20 a 30 cm de diâmetro, Folhas simples, brilhantes de coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Suas flores são perfumadas de cor branca e os frutos  possuem baga globosa, com polpa carnosa e muitas sementes. Quando maduro tem casca amarela com manchas vermelhas. É aromático, delicado e tem ótimo sabor. As mangabas devem ser consumidas maduras, nunca verdes.  O fruto quando verde contém suco leitoso conhecido como manguaicy que pode causar problemas de saúde para quem o consumir, podendo até matar, motivo pelo qual  não devem ser retirados da árvore para consumo imediato, mesmo que aparentemente estejam maduros. Deve-se aguardar as frutas caírem no chão para que possam ser colhidos.



Flor da Mangabeira
Fruto da Mangabeira



A mangaba é pouco calórica e apresenta nutrientes indispensáveis ao homem. Cada 100g  de polpa contém: 12.8mg de sódio 4,4mg de zinco, 6,4mg de manganês, 1mg de cobre, 3.4mg de ferro, 18mg de fósforo, 41mg de cálcio, 0,7g de proteína, 0,3g de lipídios,  10,5g de glicídios, Vitamina A, Vitamina B1, Vitamina B2, Vitamina C e Niacina. Por ser de fácil digestibilidade e de apresentar elevado valor nutricional, os frutos da mangaba são recomendados para alimentação de pessoas convalescentes. A Medicina Popular utiliza as folhas e as cascas da mangabeira em infusões para gripes, úlceras, problemas nos rins, cólicas menstruais, caimbras e hipertensão; as raízes pra tratar luxações.


Mangaba se Mostra Eficaz no Combate a Hipertensão


O Jornal Nacional da TV Globo na edição de 26/01/2010  mostrou uma pesquisas realizada na  Universidade Federal de Minas Gerais falando da Mangaba como muito eficaz no combate a Hipertensão. Em síntese a reportagem destacava o seguinte:
"Na medicina popular as cascas do tronco são vendidas para controle da diabetes, colesterol e hipertensão. O que a medicina popular já dizia, agora foi comprovado em pesquisa científica. No combate à hipertensão, a mangabeira tem substâncias que usadas na dose certa pode ser mais potente e mais eficiente que muitos remédios usados hoje". 
Mas a especialista em plantas medicinais, Maria das Graças Lins Brandão, professora da UFMG, alerta que não se deve trocar medicamentos por chá sem autorização médica. " O perigo é de fazer o remédio de forma inadequada, extrair uma quantidade grande de princípio ativo, usar uma dose excessiva e fazer até mal ou não fazer o efeito adequado".
                Veja no You Tube o Vídeo sobre a matéria!
E enquanto a Indústria Farmacêutica Brasileira não produz e libera medicamentos feitos com a nossa mangaba, vamos nos deliciar saboreando um doce simples feito com essa fruta maravilhosa. Enquanto podemos!


 DOCE DE MANGABA



Ingredientes

  • 2 litros de mangaba
  • 500 g de açúcar
  • ½ litro de água
  • 3 cravos-da-índia
  • 2 paus de canela


Modo de Preparar


Lave as mangabas e fure com um garfo para extrair o leite da fruta.
  • Coloque de molho em uma tigela com água durante pelo menos quatro horas.
  • Esprema o suco de um limão na água para ajudar a retirar todo o leite das frutas.
Calda
  • Misture o açúcar com a água, adicione os cravos e a canela e deixe ferver bem.
  • Acrescente as mangabas e deixe cozinhar durante 30 minutos. 
Esse doce também é encontrado em Aracaju, produzido pelas mulheres "Catadoras de Mangaba".

FONTES:


  • Site: Globo. com -Vídeo sobre a Pesquisa da UFMG sobre os princípios ativos da Mangaba Edição do Jornal Nacional em 26/01/2010.
  • Pesquisas Google: Site Wikipédia.
  • Site Oficial do Projeto Catadoras de Mangaba- SE
  • Ministério  da Saúde - Alimentos Regionais Brasileiros - Brasília/ 2002.
  • Receita do Doce: Postado por Tânia Martins - Site Comidas e Receitas -Doces e sobremesas. Doce de Mangaba típico do MS.
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Site:www.comidasereceitas.com.br/doces-e sobremesas/doce de mangaba-típico do ms
  • Edição de Fotos: Site -Programa Pic-Monkey


sábado, 28 de abril de 2012

A CIDADE E AS CORES DE PEDRO GRILO -ARTISTA PLÁSTICO POTIGUAR



Um blog nostálgico não poderia deixar passar uma ocasião como essa - a  vernissagem do artista plástico e poeta Pedro Grilo, na Pinacoteca do Estado,  merece destaque em Vento Nordeste. Oitenta quadros desse artista maravilhoso, retratando uma Natal que eu pouco conheci era tudo que eu queria ver nesse momento. Como a distância não me permite, vou me contentar em navegar virtualmente diante do colorido vibrante de Pedro Grilo, enquanto faço a minha parte de divulgar seu trabalho.Viaje com Vento Nordeste nessa postagem e se delicie com as cores e as paisagens da cidade vista, vivida e retratada por Pedro Grilo.





Poeta e pintor, Pedro Grilo faz sua primeira exposição individual aos 75 anos. Em "Grilo Borratela" o artista imortaliza imagens da cidade que fizeram parte da sua infância e compartilha essas memórias com o público nessa vernissagem. A exposição retrata detalhes de uma Natal que poucos conheceram ( da Fundação aos anos 50). Suas telas tem um colorido vibrante e misturam realismo com elementos da Arte Naif. Para fazê-las ampliou fotografias antigas e aplicou sobre elas  espessas camadas  de  tintas de cores variadas - "gosto de cores" diz. Os quadros de bom tamanho, estão todos a venda e João Grilo sonha em encontrar uma empresa que compre toda a sua obra e doe para o Instituto Histórico e Geográfico do RN.




Segundo o próprio artista, ele começou a retratar a cidade, quando um colega lhe apresentou umas fotografias do bairro das Rocas, sem  muita definição e pediu que ele as fizessem em telas."Elas estavam muito desbotadas, havia muitos clarões nelas" explica ele. Essas lacunas serviram  de impulso criativo para buscar na imaginação  uma Natal que ele viveu e foi muito feliz.
Pedro Grilo se considera um "borrador de telas" dispensando o título de artista plástico. Afirma que que não segue nenhuma escola: " Não sou copiador de ninguém. Meu trabalho não é pior nem melhor do que os demais. É apenas uma questão de estilo próprio".


                         Pedro Grilo na lente de Carlos Morais dos Santos
                                               


Figura inconfundível na cidade sempre protegido por seu sombreiro e amparado por um cajado, Pedro Grilo ou simplesmente Grilo como é conhecido, nasceu em Natal/RN no dia 30 de setembro de 1936. Passou um período em Goianinha morando com a avó e, aos sete anos retornou à Natal, onde vive até hoje. Morou no Areal e atualmente na Guanabara. Frequentou a escola até o curso primário. Autodidata, começou a escrever aos 15 anos. Para ganhar a vida, foi pintor de parede e de letreiros comerciais. Nas horas vagas dedicava-se à poesia e às trovas. Foi idealizador do jornal alternativo, mensal, O Pitiguari, no qual apresenta suas trovas e as trovas de outros autores potiguares. Lançou em 2000 o livro Mel e Cicuta e é membro efetivo da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, ocupando a cadeira de número 35, cujo patrono é Ponciano Barbosa. Também integra a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte, a União Brasileira de Trovadores e é membro do Poetas Del Mundo. 


A CIDADE E AS CORES DE PEDRO GRILO







 




A Cidade Provinciana de de Pedro Grilo e Alínio Rosa

                                           
Veja o vídeo abaixo e se encante com a Natal de Pedro Grilo ao som da Natal Provinciana de Alínio Rosa. Em seguida vá correndo para o Palácio Potengi, ou melhor da Cultura, onde está acontecendo a exposição, prestigiar o nosso talentoso artista. A exposição que tem o nome de "Grilo/2012 - Borratela" fica em cartaz até o dia 26 de maio/2012. Não percam!


                          


FONTES:

  • Jornal Tribuna do Norte - Reportagem de Yuno Silva  -Natal/RN
  • Pesquisas Web - Sites:

  1. PoTiGuArte - José Carlos - Natal/RN
  2. Educação e Cultura - Maria Efigênia - Natal/RN
  3. ViviCultura - Natal/RN
  4. Assessoria de Imprensa da Fundação José Augusto - Governo do Estado do RN
FOTOS:
  • Acervo da Tribuna do Norte - Natal/RN
  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site PicMonkey
VÍDEO:

  • Enviado ao You Tube por  Ariza Soares em 29/04/2012 - Musica "Provinciana" de Alínio Rosa - Imagens : Reprodução das Telas de Pedro Grilo (do Acervo da Tribuna do Norte e outras imagens encontradas no Google ).




sexta-feira, 27 de abril de 2012

CREME DE GALINHA À MODA POTIGUAR - UMA RECEITA DE MARILDA NASCIMENTO




Creme de Galinha! Não lembro de ter saboreado esse prato, nem na minha infância, nem na minha adolescência. Não fazia parte dos hábitos alimentares do nosso povo, até porque os ingredientes para prepará-lo não eram encontrados com facilidade - creme de leite e milho em conserva eram raridades. Natal dessa época era uma cidade provinciana e a disponibilidade dos alimentos ofertados eram poucos. O comércio dos alimentos era feito nas feiras livres, nos mercados da Cidade Alta e do Alecrim (criminosamente incendiados), nas cantinas e mercearias dos bairros. Só mais tarde, com o advento dos grandes supermercados, essa oferta se tornou mais fácil e mais farta, mudando os hábitos alimentares dos potiguares.




Desconheço a origem do prato, mas o hábito de comê-lo passou a ser frequente na cidade. Está presente nas reuniões de amigos, nos aniversários e até casamentos. Bem preparado é delicioso! Já experimentei várias receitas e, entre tantas, decidi postar a da Marilda, uma das minhas colaboradoras quando o assunto é comida nordestina. Tenho certeza   que o seu Creme de Galinha vai agradar ao mais exigente paladar.




INGREDIENTES


  • 1 peito de galinha grande.
  • Suco de 1 limão
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 cebola picada
  • 1 tomate picado
  • 1/2 pimentão picado
  • Coentro e cebolinha a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 1 colher de vinagre
  • Sal  a gosto
  • 3 colheres de óleo de sua preferencia
  • 1 tablete de caldo de galinha
  • 1 lata  de creme de leite com soro
  • 1 colher  de manteiga ou margarina
  • 1 lata de milho verde
  • 6  azeitonas picadas
  • 3 colheres de amido de milho (maizena)
  • 100mg de leite (aproximadamente para dissolver a maizena)
  • 3  colheres de queijo parmesão ralado


MODO DE PREPARAR



Depois de bem lavado o peito da galinha , tempere com  suco de limão, sal, alho, pimenta do reino e vinagre. Deixe nesse tempero durante uns 30 minutos.

Em uma panela aqueça o óleo e coloque a galinha para refogar junto com a cebola, o tomate, o pimentão, o coentro a cebolinha e o tablete de galinha diluido em 1 litro de água. Deixe cozinhando por uns 30 minutos até que o peito fique macio.







Desligue a panela e deixe esfriar um pouco. Separe o peito do caldo e vá desossando e desfiando todo o peito.
Depois de todo desfiado, junte ao caldo, coloque a maizena dissolvida em um pouco de leite e leve ao fogo baixo mexendo sempre até engrossar.

Quando estiver, fervendo, coloque o creme de leite com soro mesmo, a manteiga ou margarina, sem parar de mexer.

Cozinhe mais uns 10 minutos e coloque o milho e as azeitonas. Ponha todo o conteúdo numa forma refratária, untada co manteiga  polvilhe com  queijo parmesão e leve no forno pré aquecido para gratinar, durante uns 20 minutos.
Decore com batata palha. Sirva com arroz branco  e uma salada de sua preferência.
                                                                            BOM APETITE!
Fonte:

  • Receita de Marilda Nascimento - Natal/RN

Fotos:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site PicMonkey



terça-feira, 24 de abril de 2012

OBA! VAMOS SOLTAR CORUJA? ( PANDORGA, PAPAGAIO, PIPA...DA SÉRIE BRINCADEIRAS INFANTIS


Meminos soltando Pipas - Ivan Cruz


Pipa, papagaio, pandorga, raia,  piposa, arraia, pepeta, califa...
Mas na minha infância em Natal,  a pipa era conhecida cono "coruja" que eu aprendi a fazer usando  três varetas retiradas das palhas do coqueiro e  papel de seda; em uma das extremidades a gente prendia um rabo bem comprido, a "rabiola". Não era difícil fazer uma coruja, mas a armação tinha que ser muito bem feita, senão a coruja  não subia. Na verdade eu nunca empinei uma coruja, ( naquela época só os meninos tinham esse privilégio). Eu  fazia porque achava bonito e continuo achando até hoje! Me encanta ver uma pipa bailando no ar emoldurada pelo céu azul. De vez em quando arranjo um motivo para comprar pipas seja para dar de presente a uma criança, seja para decorar alguma festa infantil. Como professora, como mãe, não perdi nenhuma oportunidade de colorir e dar vida ao ambiente com pipas, muitas pipas!
                        

HISTÓRIA DAS PIPAS

                          Cândido Portinari - Meninos Soltando Pipas/1947


Acredita-se que as pipas tenham surgido na China, há cerca de 200 anos a.C. e que foram usadas inicialmente como dispositivo militar. Os movimentos e as cores das pipas eram mensagens transmitidas à distância entre destacamentos militares.A tradição chinesa atribui a invenção da pipa ao general Hau-sin, que viveu no século 206 a.C. Este general  teria conquistado a cidade, por um túnel por ele construído, após ter calculado por meio de uma pipa, entre o campo onde estava e o palácio Wai-Yano ( do livro "jogos Tradicionais Infantis" de Tizuco Morchida Kischimoto).
Com o passar do tempo as pipas se tornaram populares e foram levadas para países vizinhos como Japão e Coréia. Nos países orientais as pipas adquiriram um forte significado religioso e ritualístico. Até hoje,  continuam sendo usadas para atrair felicidade, sorte, fertilidade e vitória. Assim, as que  tem forma de dragão são empinadas para atrair prosperidade, as tartarugas para atrair vida longa e as corujas para atrair sabedoria. Há ainda símbolos para afastar maus espíritos. para ajudar na pesca e para servir de oferendas dos deuses. 


CURIOSIDADES À RESPEITO DAS PIPAS

                         Cândido Portinari - Meninos soltando pipa/1952.


  • Conta-se que o grande navegador Marco Pólo, ao se encontrar encurralado na China, para se defender, construiu uma pipa carregada de fogos de artifício, que explodiram provocando um bombardeio, afastando seus oponentes
  • Em 1752, Benjamim Franklin realizou uma experiência científica com uma pipa. Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele a empinou durante uma tempestade. Percebeu com isso que a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, o que o levou a descoberta do para-raio.
  • O 14 Bis de Santos Dumont   pode ser comparado a uma sofisticada pipa com motor.
  • No Japão as pipas são chamadas de "tako" que significa "polvo". Lá a fabricação das pipas tem quase um status de arte. Além das pipas tradicionais, geométricas, existem as pipas com formas humanas, de animais,pássaros que carregam objetos que assobiam no vento.Tem pipas de tamanhos variados que podem ter até cinco metros que precisam de equipes para serem empinadas.
  • Na Malásia as pipas são empinadas por pessoas com graves problemas.As pipas são levadas a grandes altitudes, cortando a linha. Acreditam que assim estão se livrando do problema e começando uma nova vida.
  • Na China, o dia nove do mês nove é o Dia das Pipas. Adultos e crianças do sexo masculino, se dirigem as colinas para empinar suas pipas.
  • No Iraque as pipas são empinadas a noite, com lanternas, para encher a noite com estrelas artificiais.
  • Nas ilhas do Pacífico, as pipas são feitas de folhas de bananeira e usadas para pescar.

    NOMES DADOS ÀS PIPAS NO BRASIL
     E EM OUTROS PAÍSES*


                            Meninos soltando pipas - Cândido Portinari

    Uma brincadeira universal encontrada nos cincos cantos do mundo. No Brasil chegou com os portugueses na época da colonização, e recebeu denominações regionais diferentes. O nome muda, a forma de brincar sofreu também algumas adaptações locais, mas o princípio é o mesmo: Voar com os pés no chão! Uma brincadeira que sempre encantou e continua encantando adultos e crianças.

    Nomes da Brincadeira No Brasil

    Papagaio - Em todo o Brasil
    Raia - Norte do Paraná até Curitiba
    Quadrado e Papagaio - Interior de São Paulo
    Curica, Cângula, Jamanta, Pepeta, Casqueta e Chambeta - Norte
    Pipa - São Paulo (capital) e Rio de Janeiro
    Arraia, Morcego, Lebreque, Bebeu, Coruja -Tapioca -Barril e Bolacha -  Nordeste
    Estilão e Pião - Sudeste
    Pandorga - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná
    Cafifa - Niterói
    Maranhão - Minas Gerais e algumas regiões do interior de São Paulo

    Nomes em outros Países             

    Cometa - Espanha, Uruguai e alguns países de língua castelhana
    Papalote - México 
    Barrilete - Argentina
    Papagaio - Portugal
    Kite - Inglaterra, Estados Unidos e todos os países de língua inglesa
    Tayara - Líbano
    Cerfvolant - França e países de língua francesa
    Aetos - Grécia
    Drachen - Alemanha 
    Wau - Malásia
    Aquiloni - Itália e países de língua italiana 
    Sarkany - Hungria
    Takô - Japão 
    Leijani - Finlândia
    Shirosshi e Shiem - China 
    Vliegers - Holanda
    Drak - Tchecoslováquia (em Tcheco) 
    Drakar - Suécia
    Jarkan - Tchecoslováquia (em Eslavo) 
    Didak - Bélgica
    Volantin - Chile e alguns países de língua castelhana
    Wau - Malásia
    Sarkany - Hungria
    Leijani - Finlândia
    Vliegers - Holanda
    Drakar - Suécia
    Didak - Bélgica
    Stell - Em Basco (região de Barcelona - Espanha)
    Atok´er - Língua Maya
    Tchiang - Nepal
    Patang - India , Afeganistão
    Vozdouchnei, Zmiei -Rússia
    Chiriachirou - Sri Lanka
    Caidéu - Vietnam
    Wau - Indonésia
    Yoah - Coréia
    Tairawakia - Iran , Iraque , Baren
                                        *Do Site: www.pipas.com.br

    TIPOS DE PIPAS*

      Meninos soltando pipas -Djanira da Mota e Silva/1966

    • Suru - pipa que não tem rabiola e sua armação é feita apenas com duas varetas em forma de cruz e é totalmente encapada.
    • Raia - não utiliza rabiola e tem formato de losango.
    • Peixinho - semelhante a raia, mas tem rabiola.
    • Morcego - sem rabiola, em formato retangular e não é totalmente encapada.
    • Pião - pipa grande que precisa de muita rabiola para subir .É considerado pião quando a vareta central da pipa ultrapassa a medida de 60cm.
    • Telequinho ou Jerequinho - pipa pequena que precisa de pouca rabiola para subir.
    • Maranhão - pipa com rabiola e muita mobilidade
    • Carrapeta - pipa feita com três varetas em tamanhos diferentes, uma central (de maior tamanho) e duas transversais, formando uma espécie de cruz, com espaço entre si, sendo que a inferior é de tamanho mais curto.
    • Baratinha ou Charutinha  - espécie de pipa com rabiola de formato retangular e com muita agilidade.
    • Pipas de Biquinho - modelo muito conhecido no RJ. com rabiolas imensas; tem capacidade de ir muito longe.
    • Pipa Batata - semelhante a carrapeta, sendo que as varetas transversais não são do mesmo tamanho.
    • Pipa Modelo - são conhecidas pelos formatos variados, e pelo seu tamanho. Muito bonitas são vistas  em  Festivais, como são conhecidas as competições desse estilo.            
                   *Classificação transcrita do Site Wikipédia - Google        


         COMO FAZER UMA PIPA TRADICIONAL


      Material
      • Cola - Tesoura
      • Papel de Seda - Linha
      • Varetas de Madeira


      Modo de Fazer
      1. Amarre perpendicularmente as varetas de 32cm na vareta de 54cm.
      2. Passe a linha em volta de todas as pontas das varetas para fazer a armação para dar o formato de pipa.
      3. Colar a armação de varetas e linha sobre o papel de seda.Lembre-se de deixar a parte superior da armação de fora do papel.
      4. Corte o papel usando a armação como molde, lembrando de cortar um pouco maior que a armação para ter espaço para a colagem.
      5. Passe cola nos pedaços de papel de seda em volta da armação e dobre-os para colá-los nas varetas.
      6. Espere alguns minutos para a cola secar e envergue um pouco ( para dentro da pipa) a vareta maior (central) e dê uma volta a mais com a linha na extremidade da pipa.
      7. Agora é só colocar o cabresto e a rabiola.


      Se tiver dúvidas veja o Vídeo preparado pela EquipeArtCeu. Bem didático ele ensina, passo a passo, como fazer uma pipa.





      BRINCANDO DE SOLTAR PIPAS



        O objetivo é manter a pipa no ar pelo maior tempo possível. Para os menos experientes, o ideal é contar com um ajudante, que ficará à frente do empinador a uma distância de 20 metros, segurando a pipa em uma inclinação de mais ou menos 60°, enquanto o empinador segura o carretel com a linha bem estendida. Quando perceber um vento bom, o ajudante fará um sinal para o empinador, que deve recolher a linha com as mãos, em movimentos constantes.
        Uma vez no ar, é hora de fazer manobras, com golpes de linha, até a pipa "imbicar" no solo, isto é, "mergulharem em direção ao solo. Desse mergulho, a pipa só levanta quando se solta mais linha. Assim o bom empinador é aquele que consegue fazer a pipa quase bater no chão, para só aí "dar linha" fazendo ela subir novamente.
        Outra manobra muito usada, mas muito perigosa, é a de cortar a linha de outras pipas. Para isso as linhas são preparadas com "cerol", uma mistura de vidro moído e cola, tornando-se verdadeiras navalhas. Acidentes são comuns com o uso do cerol e em muitos lugares são proibidos.


        DICAS DOS BOMBEIROS



        • Não solte pipa nos dias de chuva, pois se tiver relâmpagos, você pode receber uma descarga elétrica e morrer
        • Muito cuidado com as antenas e os fios elétricos das residências
        • O ideal é brincar em áreas livres ou parques. Se estiver empinando sua pipa em local movimentado preste atenção aos carros, motos e bicicletas para não ser atropelado.
        • Preste atenção aos buracos e obstáculos à sua volta para evitar acidentes.
        • Não use linha metálica ( fio de cobre ou bobinas) nem papel laminado para usar em sua pipa.
        • Evite soltar pipa de cima de lajes. telhados ou qualquer outro lugar sem proteção.Brincar é bom, mas está vivo e saudável é mais importante.

        Fontes:

        • Revista Almanaque Brasil Cultura-Artigo: Pandorgas, Papagaios,Pipas-Publicado em Maio/2009.
        • Pesquisas Google -  Sites:

        1. www.jogos antigos.nom.br/pipa.asp - Pipas e Papagaios - Jogos Antigos 
        2. www.pipas.com.br/home.htm - Equipe Silvio Voce. Portal de pipas e papagaios.
        3. www.mapadobrincar.folha.com.br/projeto/ - Folha.com- Mapa do Brincar- Projeto-Histórico.
        4. Wikipédia - Papagaios, Pipas.
        Fotos:
        • Imagens Google
        • Edição de fotos: Site Picmonkey
        Vídeo: Enviado ao You Tube por: desireefg em 27/07/2008