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Barra de Punaú - por Arilza Soares

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terça-feira, 21 de maio de 2013

PRAIA, DUNAS E LAGOA DE JENIPABU - COM OU SEM EMOÇÃO?






Ir a Natal e não fazer o passeio de bugue para Jenipabu é confirmar o velho dirtado: ir a Roma e não ver o Papa. Eu nunca tinha feito tal passeio, porque achava que era coisa para turistas, que eu conhecia bem Jenipabu. Engano meu! O roteiro nos leva a locais de acesso só possível de bugue. O cenário das dunas  móveis é deslumbrante, e como não gosto de adrelalina optei pelo passeio "sem emoção" que paradoxalmente me deixou muito emocionada! Sem sentir frio na barriga pude observar nos menores detalhes daquele deserto de areias brancas à perder de vista. Para os que gostam de adrenalina o passeio "com emoção" deve ser fantásrico, tal a quantidade de  dunas trabalhadas pelo vento, que permitem manobras as mais redicais.
Depois um mergulho no mar de ondas calmas e águas mornas, dessa praia maravilhosa, é preciso para se sentir revigorado e de bem com a vida. Vamos pois a Jenipabu! 






Localizada há 25 km do centro de Natal e pertencente ao município de Extremoz, litoral norte do Estado, a praia de Jenipabu é um dos principais cartões postais do Rio Grande do Norte. Suas dunas brancas são consideradas as mais altas do País, e as lagoas de água doce completam a paisagem que mais parece um oásis em meio ao deserto. Dromedários bem adaptados completam um dos cenários de férias de verão mais conhecidos do Brasil.



ORIGEM  E GRAFIA CORRETA DO NOME



O nome Jenipabu provém do tupi "jenipab-u", que significa comer Jenipapo" ou "onde se come Jenipapo"
Segundo regras ortográficas, em que os termos indígenas devem ser grifados com "jota" - a  grafia correta da palavra Jenipabu é mesmo com "J"; entretanto, o registro do município o foi feito com "G" - Genipabu - e assim tem sido usado pelos moradores e visitantes. Placas com a grafia correta estão sendo espalhadas pela região, até que se generalize a escrita certa: Jenipabu.







Natal, recebe cerca de dois milhões de turistas por ano e uma boa parcela deles aluga um bugue para fazer passeio no Parque Turístico Dunas de Jenipabu, que engloba não só a praia, mas um conjunto de dunas, uma lagoa e uma Área de Preservação Ambiental. Esse destino é muito pedido entre os turistas - uma rota que é conhecida não só pela beleza, mas pela famosa frase "Com ou sem emoção ?", se referindo a velocidade e intensidades das manobras durante os passeios de bugue.









UM POUCO DE HISTÓRIA







Em 26 de outubro de 1604, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque doava a Gaspar Rabelo a Sesmaria de número 73 - "1200 braços em quadro no Seara pela costa até a banda sul na ponta onde descobre a fortaleza." Assim teve início a povoação de Jenipabu, que foi fixada  na desembocadura do rio Baquipe (de "baqua-pe" -  o caminho veloz), nome antigo do Rio Ceará -Mirim.
Em janeiro de 1605 os portugueses denominaram o local de "Baía de Domingos Martins", uma referência ao proprietario de Jenipabu, dono de rede de pesca. 
Durante o século XVI, Jenipabu foi local de criação do gado "vacum" trazido pelos franceses da Normandia.
Muitos confrontos aconteceram, nos enfrentamentos contra os portugueses no período compreendido entre 1501 e 1535, um deles em 1699,  marcou os confrontos com os portugueses de forma trágica: por ordem do Capitão Gartsman, o grupo de índios da tribo potiguar fixada en Jenipabu, junto com o chefe Surupiba, foram empurrados para o mar, onde morreram afogado.





O mapeamento de Ceará-Mirim, realizado por Julio Gomes de Senna, em 1940, aponta a praia de Jenipabu como  povoada. A partir de então surge a Jenipabu veranista, com belas residências à beira-mar.
Na década de 80, a praia de Jenipabu ganhou visibilidade turística. As dunas móveis e os dromedários chamaram a atenção depois que filmes e novelas globais foram gravadas na região: cambalacho(1986), Tieta (1989), Despedida de Solteiro (1992), O Clone (2001) e, mais recentemente Flor do Caribe (2013) apenas para citar alguns exemplos.






O PARQUE TURÍSTICO ECOLÓGICO DUNAS DE JENIPABU




As dunas são estruturas móveis resultantes da acumulação de areias transportadas pelo vento, nas quais plantas tem um papel fundamental no seu processo de formação. Constituem ecossistemas costeiros que estabelecem a transição entre os sistemas marinho e terrestre e são uma barreira natural de proteção à paisagem adjacente.
O Parque surgiu a partir da união de três famílias proprietárias de terras que compunham a gleba dunar de aproximadamente 800 (oitocentos) hectares num local denominado “Campinas” na região litorânea dos municípios de Natal e Extremoz.






Na cidade, o parque ganhou o apelido de “Dunas móveis de Genipabu” por estar inserido em local onde há pouca vegetação e predominância de um tipo de areia fina e clara, que caracteriza-se pela constante movimentação devida a ação dos ventos, fazendo com que as dunas tenham formatações variadas ao longo dos anos. Por este motivo o parque faz, diariamente, antes de abrir suas portas, a verificação da sinalização – através de bandeirolas e placas indicativas – de toda a área, visando à segurança do turista.







O parque das dunas móveis de Genipabu está situado em uma Área de Preservação Ambiental (APA) a vinte quilômetros do centro de Natal, sendo considerado um dos mais famosos cartões-postais do estado  e um dos grandes responsáveis pelo crescimento do turismo potiguar.





O acesso ao parque é feito exclusivamente por buggies devidamente credenciados na Secretaria de Turismo do Estado – SETUR, com bugueiros habilitados para este fim. Existe a limitação de entrada de 350 (trezentos e ciquenta) bugues por dia. O número máximo de pessoas por bugue, incluindo crianças é 4 (quatro), além do bugueiro.



A BELA LAGOA DE JENIPABU







A Lagoa localizada em meio às dunas e a vegetação é outra paisagem encantadora do Parque Ecológico Dunas de Jenipabu. E como toda extensão do Parque pertence a Área de Preservação, o banh na lagoa está proibido. Essa pode ser vista do alto das dunas, quando se faz o passeio de bugue, onde se descortina um dos mais belos cenários da região.


A EXUBERANTE PRAIA DE JENIPABU







Famosa internacionalmente por sua beleza e exuberância naturais e, emoldurada pela extensa duna com uma altura de 30 metros, a praia de Jenipabu, encanta e atrai pessoas de todas as partes do mundo. Conta com uma infra-estrutura para atender turistas, com restaurantes, pousadas, hotéis, bares e barracas de praia. Nas barracas à beira d'água é possível saborar deliciosos pratos de frutos do mar e peixes. As águas da praia são mornas, calmas e limpas, proporcionando um excelente banho de mar. Pode-se também passear de jangada e de jet-ski, e praticar o ski-bunda nas dunas.


OS DROMEDÁRIOS DE JENIPABU




A inusitada idéia de importar os dromedários e alugá-los para turistas partiu do suíço Philippe Landry, que administra uma pousada na região há sete anos. Antes de se mudar para o Brasil, Landry passou pelo Marrocos, país onde dromedários e camelos são tão comuns quanto jegues no sertão. Quando chegou aqui, achou que faltava alguma coisa na paisagem de Genipabu. "Senti-me em um pequeno deserto e comecei a imaginar dromedários caminhando sobre as dunas", lembra o empresário.




Por mais esdrúxula que pareça, a iniciativa prosperou. Landry trouxe seis animais em 1998. Eles vieram das Ilhas Canárias, onde o aluguel dos dromedários para turistas já é uma prática consagrada. A viagem foi uma epopéia. Foram dez horas no porão de um avião até o Rio de Janeiro, mais três dias amarrados na carroceria de um caminhão até a capital do Rio Grande do Norte. Em compensação, a vida dos bichos é bem mais mansa por aqui do que em seu habitat. Em Natal, caminham 45 quilômetros por dia, tem plano de saúde numa clínica veterinária e bebem 1 litro de água mineral antes de dormir.

PROTESTOS  NA INTERNET CONTRA  A EXPLORAÇÃO DOS DROMEDÁRIOS EM JENIPABU





"Não ande nos dromedários de Jenipabu"

Blogueiros-ativistas protestam e criam petição na internet, no site da Avaaz, para angariar assinaturas contra a prática da exploração dos dromedários, usados na praia de Jenipabu, para sustentar o turismo e os empresários que  deles vivem.
A Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte informa que a empresa tem todas as licenças ambientais para operar o serviço.





FONTES: 

  • Praias Potiguares - Miguel Dantas - Natal Editora - 2011
  • Pesquisas Google -  Sites:
  1. http://idema.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/idema/unidades_de_conservacao/gerados/jenipabu.asp
  2. http://abraabocacidadao.blogspot.com.br/2013/01/nao-ande-nos-dromedarios-de-jenipabu-rn.htm
  3. http://veja.abril.com.br/230800/p_078.html
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Gebipabu
  5. http://www.nataltrip.com/praias/genipabu
FOTOS:
  • Imagens Google
  • Acervo do Fotógrafo Potiguar Canindé Soares
  • Acervo do Fotógrafo Potiguar Esdras Rebouças 
  • Acervo do Vento Nordeste
  • Edição de Fotos: Programas Pic-Monkey e Scrapee Net


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