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Barra de Punaú - por Arilza Soares

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E VIVA DOSINHO! O NOSSO COMPOSITOR MAIOR DE TANTOS CARNAVAIS





"Mandei fazer uma linda fantasia / Bem diferente por seu toda de capim / Saí com ela e me descuidei / O jerico comeu toda  E eu fiquei assim"...
"Tu fica aproveitando o vai e vem da multidão / Não se faça de doido não / Não se faça de doido não / Eu já notei que sua loucura é manha / Mas não esqueça que doido também apanha..."
" Eu não vou, vão me levando / Vão me empurrando / E desse jeito eu tenho que ir / Se bato em um, se piso em outro / Vocês vão me desculpando / Eu não vou, vão me levando..."
Ah Dosinho! Suas músicas embalaram os carnavais da minha infância e da minha juventude em Natal. Impossível esquecer. Você era a nossa voz, o nosso representante maior, pra mim tão importante quanto Capiba em Recife.  Vento Nordeste lhe presta hoje todas as homenagens, todos os aplausos,  todo o nosso reconhecimento pelo muito que você faz até hoje pelo canto potiguar. Obrigada por isso!





"Dosinho tem a linguagem musical. Diz todas as suas emoções na linha melódica, doce, clara, fácil, com uma naturalidade de fonte. E uma grandeza espontânea de predestinado" - Câmara Cascudo.

Claudionor Batista de Oliveira -  Dozinho, nasceu na cidade de Campo Grande no Rio grande do Norte. Iniciou sua carreira fazendo composições para campanhas publicitárias e políticas. Foi assistente de orquestra da Rádio Nacional no Rio de Janeiro. Trabalhou na Gravadora Copacabana como agente e na Mocambo como representante. Em Natal, nos anos 60, produziu e apresentou um programa na Rádio Trairy, aos domingos, denominado Fábrica de Melodias, onde tocava os últimos sucessos da gravadora Mocambo, que ele recebia com exclusividade.


DOSINHO ENTREVISTADO POR NEY LOPES


Começou a compor nos anos 40, mas suas primeiras composições gravadas, datam de 1952: o samba choro "Há sinceridade nisso" e o baião "Se tocá eu danço" feitos em parceria com Manezinho Araújo e Carvalhinho e gravados por César de Alencar. No mesmo ano e com a mesma dupla fez o baião "Jica-jica" gravado em dueto por Cesar de Alencar e Heleninha Costa. Por essa época  compôs a música de carnaval "Marta Rocha" em homenagem a então miss Brasil, que visitava a cidade de Natal - essa música permaneceu inédita.






Em 1955, Os Cancioneiros gravara, de sua parceria com Genival Macedo, o Baião "Menino de pobre". No mesmo ano gravou o samba" Peço a Deus", parceria com Sebastião Rosendo. Em 1956, o Trio Puraci gravou dele e Hilário Marcelino a marcha "Vou de Reboque" e o samba-canção "Beco da maldição" dele com Expedito Baracho.. Em 1957, Os Cancioneiros gravaram os frevo-canções "Tempero de pobre" e Fantasia de Capim" que figuram entre seus maiores sucessos. Em 1959, Gilberto Fernandes gravou o samba-canção "Trapo", parceria com Zito Limeira, e o samba "Só depende de você".






Em 1962  suas composições falavam da uma paixão maior do povo natalense - o Futebol. Compôs "O mais querido" - hino do ABC Futebol Clube sucesso até hoje entre a galera do "frasqueirão". Compôs ainda o hino do Alecrim Futebol Clube e um segundo Hino do América Futebol Clube de Natal, já que o primeiro era o mesmo do Ame´rica Futebol Clube do Rio de Janeiro.
Ainda esse ano, Gilberto Fernandes gravou o samba-canção"Maltrapilha" e os Cancioneiros o samba "Sofredor".Em seguida foi a vez do lançamento do LP "Primeiro Ensaio", com o qual obteve grande sucesso e  elogios de Câmara Cascudo.






Em 1963, Roberto Bozzam gravou o bolero "Se alguém me perguntar" e o frevo-canção "Só presta quente". Em 1964, Meyes Gomes gravou o  frevo-canção "Eu quero mais" e José Alves "Me deixa em paz".
Entre seus LPs destaca-se "Carnaval de norte a sul" com 12 composições em parceria com Waldir Minone, interpretadas por Claudionor Germano. Albertinho Fortuna, Expedito Baracho, que cantou solo e como integrante do conjunto Os Cancioneiros e Carminha Mascarenhas.







Em 1965 lançou o compacto simples "A vez do morro" e Ponta negra" como parte da campanha Pró-Frente de trabalho João XXIII. No mesmo ano Gilberto Fernandes gravou "Baião". Teve músicas gravadas,além dos intérpretes  já citados: Blecaute, Trio Guarany com orquesrra Tamandaré e Paulo Marques. 
Dosinho é considerado um dos grandes nomes do Carnaval ao lado de Capiba e Nelson Ferreira. Depois de atuar no Rio de Janeiro e no Recife, voltou pra Natal onde permanece até hoje.



DOSINHO E SUA RELAÇÃO COM 
O FREVO EM PERNAMBUCO



ANTÔNIO NÓBREGA CANTA DOSINHO



Apesar do frevo ser pouco executado nas rádios natalenses, em Recife Dosinho é tratado como merece: “Mesmo se eu fosse dez não daria conta da demanda de shows, eventos, entrevistas...”, garante. Dos antigos compositores, do quilate de Capiba e Nelson Ferreira, Dosinho é o único que permanece em plena atividade. Já teve músicas gravadas por Claudionor Germano, Tri Guarany, Alceu Valença, Antônio Nóbrega e Silvério Pessoa. No repertório de sucessos compostos por Dosinho para o Carnaval pernambucano estão Vão me levando, Doido também apanha, Fantasia de capim, Tempero de pobre, Naquela base. Foi lançado também o CD Carnaval que o povo gosta, com gravações antigas remasterizadas e novas versões de suas músicas. Dosinho mantém um apartamento num flat, em Boa Viagem - Recife “para não se desligar dos amigos e da cidade”.

 

"BLOCO SEM NOME"  


UMA DESPEDIDA DOS ESTÚDIOS? TOMARA QUE NÃO!



 DOSINHO NO PROGRAMA CORES E NOMES



Na Natal dos Carnatais e dos Axés não tem lugar para Dosinho. Infelizmente! Mas ele segue a compor sua historia mesmo sem o prestígio que lhe cabe. Ele é o retrato vivo de um capítulo da nossa história momesca quando as pessoas se reuniam pelas ruas do Alecrim e da Ribeira para brincar e dançar atrás das orquestras de frevo. Aos 83 anos, o compositor se despede das gravações, deixando o último disco, intitulado "Bloco sem nome" que retrata a realidade atual do carnaval natalense, como na música título do disco e também em "Dolar na Cueca"  -  uma crítica aos políticos corruptos do país.
O álbum "Bloco sem nome" tem arranjos de Jubileu Filho e participação de artistas como Paulo Tito, Claudianor Germano, Tânia Talli, Expedito Baracho e Isaque Galvão.  São ao todo 14 músicas, antigas e recentes escolhidas a dedo pelo compositor. Apesar de dizer ser essa a sua última gravação, Dosinho garante que continuará compondo suas marchinhas e frevos para a alegria daqueles que brincam carnaval.



FONTES:

  • Jornal  Tribuna do Norte Natal/RN - Marchinhas renascem na boca do povo. Reportagem de Yuno Silva - Publicação: 04 de Março de 2011
  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN - Mais um Carnaval - Publicação: 08 de Janeiro de 2010
  • Jornal Tribuna do Norte/ - Natal/RN "  - Bloco sem nome" é a canção de abertura do novo Disco de Dodoinho - Reportagem de Michelle Ferret.
  • Pesquisas Web - Sites:
  1. http:// musicapotiguarvbrasileira. blogspot.com.br
  2. http:// wwwnordesteweb.com - O encanto dos velhos Carnavais
  3. http://orquestrafreciacao.blogspot.com.br - O nosso Capiba Potiguar
  4. http://onordeste.com - Enciclopédia Nordeste - Dosinho


FOTOS:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: programa Pic Monkey

VÍDEOS:
  • Dosinho participa do Programa de Olho na Cidade da Band -com o Jornalista Ney Lopes - Postado no You tube por "deolhonacidadedaband em 28/02/2012



  • Vão me levando (Dosinho) por Antônio Nóbrega no Agosto da Alegria. Postado no You Tube por ViverTN em 22/08/2011


  • Cores e Nomes - Dosinho.wmv - postado no You Tube por Cores e Nomes em 24/06/2010.




Um comentário:

  1. Hebel Costa "Tempero pra comida de pobre é a fome. É a fome.
    Tudo que botar na sua frente, ele come. Ele come."
    Acho que essa é também do Dosinho.
    Dosinho era também um brincalhão e fez uma paródia para o Xote das Meninas, cabeludíssimo, que não pode ser transcrito nestas páginas.

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