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Barra de Punaú - por Arilza Soares

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sábado, 28 de abril de 2012

A CIDADE E AS CORES DE PEDRO GRILO -ARTISTA PLÁSTICO POTIGUAR



Um blog nostálgico não poderia deixar passar uma ocasião como essa - a  vernissagem do artista plástico e poeta Pedro Grilo, na Pinacoteca do Estado,  merece destaque em Vento Nordeste. Oitenta quadros desse artista maravilhoso, retratando uma Natal que eu pouco conheci era tudo que eu queria ver nesse momento. Como a distância não me permite, vou me contentar em navegar virtualmente diante do colorido vibrante de Pedro Grilo, enquanto faço a minha parte de divulgar seu trabalho.Viaje com Vento Nordeste nessa postagem e se delicie com as cores e as paisagens da cidade vista, vivida e retratada por Pedro Grilo.





Poeta e pintor, Pedro Grilo faz sua primeira exposição individual aos 75 anos. Em "Grilo Borratela" o artista imortaliza imagens da cidade que fizeram parte da sua infância e compartilha essas memórias com o público nessa vernissagem. A exposição retrata detalhes de uma Natal que poucos conheceram ( da Fundação aos anos 50). Suas telas tem um colorido vibrante e misturam realismo com elementos da Arte Naif. Para fazê-las ampliou fotografias antigas e aplicou sobre elas  espessas camadas  de  tintas de cores variadas - "gosto de cores" diz. Os quadros de bom tamanho, estão todos a venda e João Grilo sonha em encontrar uma empresa que compre toda a sua obra e doe para o Instituto Histórico e Geográfico do RN.




Segundo o próprio artista, ele começou a retratar a cidade, quando um colega lhe apresentou umas fotografias do bairro das Rocas, sem  muita definição e pediu que ele as fizessem em telas."Elas estavam muito desbotadas, havia muitos clarões nelas" explica ele. Essas lacunas serviram  de impulso criativo para buscar na imaginação  uma Natal que ele viveu e foi muito feliz.
Pedro Grilo se considera um "borrador de telas" dispensando o título de artista plástico. Afirma que que não segue nenhuma escola: " Não sou copiador de ninguém. Meu trabalho não é pior nem melhor do que os demais. É apenas uma questão de estilo próprio".


                         Pedro Grilo na lente de Carlos Morais dos Santos
                                               


Figura inconfundível na cidade sempre protegido por seu sombreiro e amparado por um cajado, Pedro Grilo ou simplesmente Grilo como é conhecido, nasceu em Natal/RN no dia 30 de setembro de 1936. Passou um período em Goianinha morando com a avó e, aos sete anos retornou à Natal, onde vive até hoje. Morou no Areal e atualmente na Guanabara. Frequentou a escola até o curso primário. Autodidata, começou a escrever aos 15 anos. Para ganhar a vida, foi pintor de parede e de letreiros comerciais. Nas horas vagas dedicava-se à poesia e às trovas. Foi idealizador do jornal alternativo, mensal, O Pitiguari, no qual apresenta suas trovas e as trovas de outros autores potiguares. Lançou em 2000 o livro Mel e Cicuta e é membro efetivo da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, ocupando a cadeira de número 35, cujo patrono é Ponciano Barbosa. Também integra a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte, a União Brasileira de Trovadores e é membro do Poetas Del Mundo. 


A CIDADE E AS CORES DE PEDRO GRILO







 




A Cidade Provinciana de de Pedro Grilo e Alínio Rosa

                                           
Veja o vídeo abaixo e se encante com a Natal de Pedro Grilo ao som da Natal Provinciana de Alínio Rosa. Em seguida vá correndo para o Palácio Potengi, ou melhor da Cultura, onde está acontecendo a exposição, prestigiar o nosso talentoso artista. A exposição que tem o nome de "Grilo/2012 - Borratela" fica em cartaz até o dia 26 de maio/2012. Não percam!


                          


FONTES:

  • Jornal Tribuna do Norte - Reportagem de Yuno Silva  -Natal/RN
  • Pesquisas Web - Sites:

  1. PoTiGuArte - José Carlos - Natal/RN
  2. Educação e Cultura - Maria Efigênia - Natal/RN
  3. ViviCultura - Natal/RN
  4. Assessoria de Imprensa da Fundação José Augusto - Governo do Estado do RN
FOTOS:
  • Acervo da Tribuna do Norte - Natal/RN
  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site PicMonkey
VÍDEO:

  • Enviado ao You Tube por  Ariza Soares em 29/04/2012 - Musica "Provinciana" de Alínio Rosa - Imagens : Reprodução das Telas de Pedro Grilo (do Acervo da Tribuna do Norte e outras imagens encontradas no Google ).




sexta-feira, 27 de abril de 2012

CREME DE GALINHA À MODA POTIGUAR - UMA RECEITA DE MARILDA NASCIMENTO




Creme de Galinha! Não lembro de ter saboreado esse prato, nem na minha infância, nem na minha adolescência. Não fazia parte dos hábitos alimentares do nosso povo, até porque os ingredientes para prepará-lo não eram encontrados com facilidade - creme de leite e milho em conserva eram raridades. Natal dessa época era uma cidade provinciana e a disponibilidade dos alimentos ofertados eram poucos. O comércio dos alimentos era feito nas feiras livres, nos mercados da Cidade Alta e do Alecrim (criminosamente incendiados), nas cantinas e mercearias dos bairros. Só mais tarde, com o advento dos grandes supermercados, essa oferta se tornou mais fácil e mais farta, mudando os hábitos alimentares dos potiguares.




Desconheço a origem do prato, mas o hábito de comê-lo passou a ser frequente na cidade. Está presente nas reuniões de amigos, nos aniversários e até casamentos. Bem preparado é delicioso! Já experimentei várias receitas e, entre tantas, decidi postar a da Marilda, uma das minhas colaboradoras quando o assunto é comida nordestina. Tenho certeza   que o seu Creme de Galinha vai agradar ao mais exigente paladar.




INGREDIENTES


  • 1 peito de galinha grande.
  • Suco de 1 limão
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 cebola picada
  • 1 tomate picado
  • 1/2 pimentão picado
  • Coentro e cebolinha a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 1 colher de vinagre
  • Sal  a gosto
  • 3 colheres de óleo de sua preferencia
  • 1 tablete de caldo de galinha
  • 1 lata  de creme de leite com soro
  • 1 colher  de manteiga ou margarina
  • 1 lata de milho verde
  • 6  azeitonas picadas
  • 3 colheres de amido de milho (maizena)
  • 100mg de leite (aproximadamente para dissolver a maizena)
  • 3  colheres de queijo parmesão ralado


MODO DE PREPARAR



Depois de bem lavado o peito da galinha , tempere com  suco de limão, sal, alho, pimenta do reino e vinagre. Deixe nesse tempero durante uns 30 minutos.

Em uma panela aqueça o óleo e coloque a galinha para refogar junto com a cebola, o tomate, o pimentão, o coentro a cebolinha e o tablete de galinha diluido em 1 litro de água. Deixe cozinhando por uns 30 minutos até que o peito fique macio.







Desligue a panela e deixe esfriar um pouco. Separe o peito do caldo e vá desossando e desfiando todo o peito.
Depois de todo desfiado, junte ao caldo, coloque a maizena dissolvida em um pouco de leite e leve ao fogo baixo mexendo sempre até engrossar.

Quando estiver, fervendo, coloque o creme de leite com soro mesmo, a manteiga ou margarina, sem parar de mexer.

Cozinhe mais uns 10 minutos e coloque o milho e as azeitonas. Ponha todo o conteúdo numa forma refratária, untada co manteiga  polvilhe com  queijo parmesão e leve no forno pré aquecido para gratinar, durante uns 20 minutos.
Decore com batata palha. Sirva com arroz branco  e uma salada de sua preferência.
                                                                            BOM APETITE!
Fonte:

  • Receita de Marilda Nascimento - Natal/RN

Fotos:

  • Imagens Google
  • Edição de Fotos: Site PicMonkey



terça-feira, 24 de abril de 2012

OBA! VAMOS SOLTAR CORUJA? ( PANDORGA, PAPAGAIO, PIPA...DA SÉRIE BRINCADEIRAS INFANTIS


Meminos soltando Pipas - Ivan Cruz


Pipa, papagaio, pandorga, raia,  piposa, arraia, pepeta, califa...
Mas na minha infância em Natal,  a pipa era conhecida cono "coruja" que eu aprendi a fazer usando  três varetas retiradas das palhas do coqueiro e  papel de seda; em uma das extremidades a gente prendia um rabo bem comprido, a "rabiola". Não era difícil fazer uma coruja, mas a armação tinha que ser muito bem feita, senão a coruja  não subia. Na verdade eu nunca empinei uma coruja, ( naquela época só os meninos tinham esse privilégio). Eu  fazia porque achava bonito e continuo achando até hoje! Me encanta ver uma pipa bailando no ar emoldurada pelo céu azul. De vez em quando arranjo um motivo para comprar pipas seja para dar de presente a uma criança, seja para decorar alguma festa infantil. Como professora, como mãe, não perdi nenhuma oportunidade de colorir e dar vida ao ambiente com pipas, muitas pipas!
                        

HISTÓRIA DAS PIPAS

                          Cândido Portinari - Meninos Soltando Pipas/1947


Acredita-se que as pipas tenham surgido na China, há cerca de 200 anos a.C. e que foram usadas inicialmente como dispositivo militar. Os movimentos e as cores das pipas eram mensagens transmitidas à distância entre destacamentos militares.A tradição chinesa atribui a invenção da pipa ao general Hau-sin, que viveu no século 206 a.C. Este general  teria conquistado a cidade, por um túnel por ele construído, após ter calculado por meio de uma pipa, entre o campo onde estava e o palácio Wai-Yano ( do livro "jogos Tradicionais Infantis" de Tizuco Morchida Kischimoto).
Com o passar do tempo as pipas se tornaram populares e foram levadas para países vizinhos como Japão e Coréia. Nos países orientais as pipas adquiriram um forte significado religioso e ritualístico. Até hoje,  continuam sendo usadas para atrair felicidade, sorte, fertilidade e vitória. Assim, as que  tem forma de dragão são empinadas para atrair prosperidade, as tartarugas para atrair vida longa e as corujas para atrair sabedoria. Há ainda símbolos para afastar maus espíritos. para ajudar na pesca e para servir de oferendas dos deuses. 


CURIOSIDADES À RESPEITO DAS PIPAS

                         Cândido Portinari - Meninos soltando pipa/1952.


  • Conta-se que o grande navegador Marco Pólo, ao se encontrar encurralado na China, para se defender, construiu uma pipa carregada de fogos de artifício, que explodiram provocando um bombardeio, afastando seus oponentes
  • Em 1752, Benjamim Franklin realizou uma experiência científica com uma pipa. Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele a empinou durante uma tempestade. Percebeu com isso que a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, o que o levou a descoberta do para-raio.
  • O 14 Bis de Santos Dumont   pode ser comparado a uma sofisticada pipa com motor.
  • No Japão as pipas são chamadas de "tako" que significa "polvo". Lá a fabricação das pipas tem quase um status de arte. Além das pipas tradicionais, geométricas, existem as pipas com formas humanas, de animais,pássaros que carregam objetos que assobiam no vento.Tem pipas de tamanhos variados que podem ter até cinco metros que precisam de equipes para serem empinadas.
  • Na Malásia as pipas são empinadas por pessoas com graves problemas.As pipas são levadas a grandes altitudes, cortando a linha. Acreditam que assim estão se livrando do problema e começando uma nova vida.
  • Na China, o dia nove do mês nove é o Dia das Pipas. Adultos e crianças do sexo masculino, se dirigem as colinas para empinar suas pipas.
  • No Iraque as pipas são empinadas a noite, com lanternas, para encher a noite com estrelas artificiais.
  • Nas ilhas do Pacífico, as pipas são feitas de folhas de bananeira e usadas para pescar.

    NOMES DADOS ÀS PIPAS NO BRASIL
     E EM OUTROS PAÍSES*


                            Meninos soltando pipas - Cândido Portinari

    Uma brincadeira universal encontrada nos cincos cantos do mundo. No Brasil chegou com os portugueses na época da colonização, e recebeu denominações regionais diferentes. O nome muda, a forma de brincar sofreu também algumas adaptações locais, mas o princípio é o mesmo: Voar com os pés no chão! Uma brincadeira que sempre encantou e continua encantando adultos e crianças.

    Nomes da Brincadeira No Brasil

    Papagaio - Em todo o Brasil
    Raia - Norte do Paraná até Curitiba
    Quadrado e Papagaio - Interior de São Paulo
    Curica, Cângula, Jamanta, Pepeta, Casqueta e Chambeta - Norte
    Pipa - São Paulo (capital) e Rio de Janeiro
    Arraia, Morcego, Lebreque, Bebeu, Coruja -Tapioca -Barril e Bolacha -  Nordeste
    Estilão e Pião - Sudeste
    Pandorga - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná
    Cafifa - Niterói
    Maranhão - Minas Gerais e algumas regiões do interior de São Paulo

    Nomes em outros Países             

    Cometa - Espanha, Uruguai e alguns países de língua castelhana
    Papalote - México 
    Barrilete - Argentina
    Papagaio - Portugal
    Kite - Inglaterra, Estados Unidos e todos os países de língua inglesa
    Tayara - Líbano
    Cerfvolant - França e países de língua francesa
    Aetos - Grécia
    Drachen - Alemanha 
    Wau - Malásia
    Aquiloni - Itália e países de língua italiana 
    Sarkany - Hungria
    Takô - Japão 
    Leijani - Finlândia
    Shirosshi e Shiem - China 
    Vliegers - Holanda
    Drak - Tchecoslováquia (em Tcheco) 
    Drakar - Suécia
    Jarkan - Tchecoslováquia (em Eslavo) 
    Didak - Bélgica
    Volantin - Chile e alguns países de língua castelhana
    Wau - Malásia
    Sarkany - Hungria
    Leijani - Finlândia
    Vliegers - Holanda
    Drakar - Suécia
    Didak - Bélgica
    Stell - Em Basco (região de Barcelona - Espanha)
    Atok´er - Língua Maya
    Tchiang - Nepal
    Patang - India , Afeganistão
    Vozdouchnei, Zmiei -Rússia
    Chiriachirou - Sri Lanka
    Caidéu - Vietnam
    Wau - Indonésia
    Yoah - Coréia
    Tairawakia - Iran , Iraque , Baren
                                        *Do Site: www.pipas.com.br

    TIPOS DE PIPAS*

      Meninos soltando pipas -Djanira da Mota e Silva/1966

    • Suru - pipa que não tem rabiola e sua armação é feita apenas com duas varetas em forma de cruz e é totalmente encapada.
    • Raia - não utiliza rabiola e tem formato de losango.
    • Peixinho - semelhante a raia, mas tem rabiola.
    • Morcego - sem rabiola, em formato retangular e não é totalmente encapada.
    • Pião - pipa grande que precisa de muita rabiola para subir .É considerado pião quando a vareta central da pipa ultrapassa a medida de 60cm.
    • Telequinho ou Jerequinho - pipa pequena que precisa de pouca rabiola para subir.
    • Maranhão - pipa com rabiola e muita mobilidade
    • Carrapeta - pipa feita com três varetas em tamanhos diferentes, uma central (de maior tamanho) e duas transversais, formando uma espécie de cruz, com espaço entre si, sendo que a inferior é de tamanho mais curto.
    • Baratinha ou Charutinha  - espécie de pipa com rabiola de formato retangular e com muita agilidade.
    • Pipas de Biquinho - modelo muito conhecido no RJ. com rabiolas imensas; tem capacidade de ir muito longe.
    • Pipa Batata - semelhante a carrapeta, sendo que as varetas transversais não são do mesmo tamanho.
    • Pipa Modelo - são conhecidas pelos formatos variados, e pelo seu tamanho. Muito bonitas são vistas  em  Festivais, como são conhecidas as competições desse estilo.            
                   *Classificação transcrita do Site Wikipédia - Google        


         COMO FAZER UMA PIPA TRADICIONAL


      Material
      • Cola - Tesoura
      • Papel de Seda - Linha
      • Varetas de Madeira


      Modo de Fazer
      1. Amarre perpendicularmente as varetas de 32cm na vareta de 54cm.
      2. Passe a linha em volta de todas as pontas das varetas para fazer a armação para dar o formato de pipa.
      3. Colar a armação de varetas e linha sobre o papel de seda.Lembre-se de deixar a parte superior da armação de fora do papel.
      4. Corte o papel usando a armação como molde, lembrando de cortar um pouco maior que a armação para ter espaço para a colagem.
      5. Passe cola nos pedaços de papel de seda em volta da armação e dobre-os para colá-los nas varetas.
      6. Espere alguns minutos para a cola secar e envergue um pouco ( para dentro da pipa) a vareta maior (central) e dê uma volta a mais com a linha na extremidade da pipa.
      7. Agora é só colocar o cabresto e a rabiola.


      Se tiver dúvidas veja o Vídeo preparado pela EquipeArtCeu. Bem didático ele ensina, passo a passo, como fazer uma pipa.





      BRINCANDO DE SOLTAR PIPAS



        O objetivo é manter a pipa no ar pelo maior tempo possível. Para os menos experientes, o ideal é contar com um ajudante, que ficará à frente do empinador a uma distância de 20 metros, segurando a pipa em uma inclinação de mais ou menos 60°, enquanto o empinador segura o carretel com a linha bem estendida. Quando perceber um vento bom, o ajudante fará um sinal para o empinador, que deve recolher a linha com as mãos, em movimentos constantes.
        Uma vez no ar, é hora de fazer manobras, com golpes de linha, até a pipa "imbicar" no solo, isto é, "mergulharem em direção ao solo. Desse mergulho, a pipa só levanta quando se solta mais linha. Assim o bom empinador é aquele que consegue fazer a pipa quase bater no chão, para só aí "dar linha" fazendo ela subir novamente.
        Outra manobra muito usada, mas muito perigosa, é a de cortar a linha de outras pipas. Para isso as linhas são preparadas com "cerol", uma mistura de vidro moído e cola, tornando-se verdadeiras navalhas. Acidentes são comuns com o uso do cerol e em muitos lugares são proibidos.


        DICAS DOS BOMBEIROS



        • Não solte pipa nos dias de chuva, pois se tiver relâmpagos, você pode receber uma descarga elétrica e morrer
        • Muito cuidado com as antenas e os fios elétricos das residências
        • O ideal é brincar em áreas livres ou parques. Se estiver empinando sua pipa em local movimentado preste atenção aos carros, motos e bicicletas para não ser atropelado.
        • Preste atenção aos buracos e obstáculos à sua volta para evitar acidentes.
        • Não use linha metálica ( fio de cobre ou bobinas) nem papel laminado para usar em sua pipa.
        • Evite soltar pipa de cima de lajes. telhados ou qualquer outro lugar sem proteção.Brincar é bom, mas está vivo e saudável é mais importante.

        Fontes:

        • Revista Almanaque Brasil Cultura-Artigo: Pandorgas, Papagaios,Pipas-Publicado em Maio/2009.
        • Pesquisas Google -  Sites:

        1. www.jogos antigos.nom.br/pipa.asp - Pipas e Papagaios - Jogos Antigos 
        2. www.pipas.com.br/home.htm - Equipe Silvio Voce. Portal de pipas e papagaios.
        3. www.mapadobrincar.folha.com.br/projeto/ - Folha.com- Mapa do Brincar- Projeto-Histórico.
        4. Wikipédia - Papagaios, Pipas.
        Fotos:
        • Imagens Google
        • Edição de fotos: Site Picmonkey
        Vídeo: Enviado ao You Tube por: desireefg em 27/07/2008





        sábado, 21 de abril de 2012

        DOM ANTÔNIO FELIPE CAMARÃO - O ÍNDIO POTI - HERÓI NACIONAL



        Na semana em que se comemora o Dia do Índio e de Tiradentes, Herói Nacional, Vento Nordeste aproveita para prestar uma homenagem ao nosso Herói Potiguar, Felipe Camarão, o Índio Poti. A importância de Felipe Camarão para a sociedade brasileira vai além dos seus feitos heroicos: foi a primeira vez na História do Brasil que um índio era agraciado e visto com simpatia pelos colonizadores. Até então os índios eram escravizados. E se hoje a nossa sociedade, muito tardiamente, reconhece a nacionalidade brasileira dos povos indígenas que habitam nosso território e a luta dos  pelo direito de preservação de suas terras, se deve a homens como Felipe Camarão, que já na época do Brasil colônia, não só lutou  bravamente defendendo o nosso território, como se empenhava para livrar o índio do peso da escravidão.





        Governo do Rio Grande do Norte reconhece Felipe Camarão como "Herói  Público"

        A governadora Rosalba Ciarlini sancionou  a  lei nº 9.594, de 19 de dezembro de 2011, dispondo sobre o reconhecimento de Dom Antônio Felipe Camarão como "Herói Público" no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte. A lei é subscrita pelo Secretário de Justiça e Cidadania  Thiago Cortez.
        O Palácio Felipe Camarão sede da Prefeitura de Natal e um bairro da cidade, homenageiam o seu nome há tempos. O Exército Brasileiro denomina a Sétima Brigada de Infantaria Motorizada como Brigada Felipe Camarão.


                                          Felipe Camarão - Pintura de Vitor Meirelles

        Existe uma controvérsia a respeito do local de nascimento do Índio Poti, Alguns historiadores afirmam que ele nasceu em Pernambuco. Outros falam da existência de dois índios com o mesmo nome Poti: O primeiro participou das negociações  de paz entre portugueses e potiguares na Capitania do Rio Grande. E o outro, filho dele, se destacou com brilhantismo durante a guerra contra os holandeses, Para os historiadores Norte -Riograndenses, o índio Poti nasceu em Aldeia Velha, Capitania do Rio Grande , hoje no território do Rio Grande do Norte.
        Foi batizado na Capela de São Miguel de Guajerú, no dia 13 de junho (1612) e ao se tornar cristão, tomou o nome de Antônio por ser o santo do dia, Santo Antônio. O segundo nome seria uma homenagem a Felipe IV, rei da Espanha, e Camarão, seria a tradução portuguesa do seu nome primitivo em tupi: Poti. Educado pelos jesuítas aprendeu a ler em português e latim. Extremamente religioso, estava na aldeia potiguara de São Miguel ou Muçuí, chefiando sua tribo, quando os holandeses chegaram a Recife (1630). 

                             Felipe Camarão e sua mulher a Guerreira Clara Camarão

        Felipe Camarão assumia atitudes dos brancos e trajava-se como tal, quando estava com os portugueses, mas era um índio comum com suas vestes, costumes e atitudes quando estava entre os índios. Sempre acompanhado de sua mulher Clara Camarão, tão combatente quanto ele, destacou-se nas batalhas de São Lourenço (1636), de Porto Calvo (1637) e de Mata  Redonda (1638). Nesse último ano participou da defesa de Salvador, atacada por Maurício de Nassau.
        Ganhou notoriedade ao participar da batalha travada nos Montes Guararapes, 15Km ao sul de Recife - a Batalha dos Guararapes,que aconteceu em abril  de 1648, entre os homens  de Von  Schkppe e os lusos-brasileiros comandados pelo português Francisco barreto de Meneses. Nessa batalha além de Felipe Camarão participaram: André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira e Antônio Dias Cardoso. Conta-se que nessa época os holandeses ainda tentaram corromper Camarão, pedindo-lhe que assinasse a rendição de suas tropas. Camarão revoltado pegou os papéis, rasgou-os e voltando-se para Von Schkoppe, disse: " A esses papéis eu respondo com a moral das balas de meu canhão."

                                               Batalha dos Guararapes
        .
        Felipe Camarão distingui-se no comandando a ala direita do exército rebelde na Primeira batalha dos Guararapes (1648), quando os holandeses foram definitivamente expulsos do Brasil. Na ocasião foi agraciado com a mercê de Dom, o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo, o foro de Fidalgo com brasão de Armas e o título de Capitão-Mor de todos os índios do Brasil.
        Faleceu no Arraial do Bom Jesus/Pernambuco, em 24 de Agosto de 1648, em consequência de ferimentos de ferimentos sofridos no mês anterior, durante a batalha dos Guararapes. Após a sua morte foi sucedido no comando dos soldados insurgentes por seu sobrinho D.Diogo Pinheiro Camarão.


        Vídeo Produzido pela TV Câmara




        Vale a pena gastar um pouco do seu tempo assistindo esse vídeo. Você vai conhecer um pouco mais da história do nosso Índio Poti e entender porque ele é considerado por muitos, um Herói Nacional. Confira.



        FELIPE CAMARÃO - PRIMEIRO POTIGUAR CONSIDERADO HERÓI NACIONAL





        O diário Oficial da União publicou a Lei nº 12.701 de 6 de agosto de 2012 oficializando assim, o nome de Felipe Camarão como herói nacional. O primeiro norte-riograndense considerado herói nacional, por sua participação na Bastalha dos Guararapes, tem agora seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Patria, juntamente com outros nomes como: João Fernandes Vieira, Francisco Barreto de Menezes, André Vidal de Nefgreiros, Henriqie Dias e Antônio Dias cardoso. O referido livcro fica guardado no Panteão da Pátria e da Liverdade - Tancredo Neves - em Brasília..
        A inclusão de Felipe Camarão como Herói Nacional, se deve a mobilização do Professor e pesquisador Alcides Sales, juntamente com o Coronel Reis, assessor parlamentar da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada do estado, que recebe a denominação de Felipe Camarão .Percorrendo as várias instâncias govenamentais, eles conseguiram iem 2009 tornar Felipe Camarão, herói municupal com a aprovaçaõ do projeto de lei do vereador Franflin Capistrano.Em dezembro de 2010 por sugestão dos dois, o deputado estadual Hermano Moraes cosegui também a aprovação do seu projeto e Felipe Camarão passa a ser reconhecido como herói estadual.
        Em 2012 o Senador Marco Maciel apresentou no Congresso um projeto de lei que pedia os Heróis da Batalha de Guararapes, ocorrida na época do Brasil Colônia em Pernambuco. Aprovada a lei, os nomens da Batalha de Guararapes foi incluido no Livro dos Heróis da Pátria e Felipe Camarão pasSa a ser o primeiro potiguar a ser considerado herói nacional.



        Fontes:

        • Jurandir Navarro - Rio Grande do Norte : os notáveis dos 500 anos - Departamento Estadual de Imprensa, 2004.
        • Vídeo-aula : Série-Construtores do Brasil" - TV  Câmara.
        • Cadernos Especiais - Jornal Tribuna do Norte - Fascículo 4 -  Os Massacres  no RN - Antônio Felipe Camarão.  
        • Pesquisas Google: Site Wikipédia 
        • Pesquisas Google: Natal de Ontem - Felipe Camarão
        • Pesquisas Google: Site da Fundação José Augusto -Notícias.
        Fotos
        •     Imagens Google
        •     Edição de Fotos: Programa Pic-Nic- Yahoo/BR
            
        Vídeo:
        • Enviado ao You Tube por  "canaldasvideoaulas" - TV Câmara - em 17/06/2011                                


          quinta-feira, 19 de abril de 2012

          SARAPATEL - COMIDA DE UM POVO VALENTE!



          "O  Nordestino é antes de tudo um forte" - verdade!  Mas para se sentir alimentado, esse povo valente, é chegado a um prato de sustança. Cabra da peste que se preza não despreza uma buchada, uma panelada, uma fatada, um sarapatel ... lambe os beijos diante de  uma mesa farta dessas iguarias e enche o bucho, quase sempre de manhã cedo, antes de ir para lida, pra roça, como costumam dizer. Com exceção da "fatada" que só vim conhecer já adulta na cidade de Valença na Bahia, os demais pratos fizeram parte do cardápio da minha família, enquanto meu pai viveu. A minha mãe  era imbatível no preparo de uma buchada de carneiro ou quando preparava uma panelada. E o Sarapatel ? Esse era o meu prato preferido, que eu gostava de comer com muita farinha, feito farofa. Hoje, só não sinto muita falta de um bom Sarapatel , porque a minha cunhada Sandra, faz um pra ninguém botar defeito. É dela a receita que publico nessa postagem.

             


             
          O Nordeste brasileiro possui uma das culinárias mais ricas em sabores, aromas e cores, sendo o maravilhoso resultado da fusão aculturada de hábitos alimentares do português colonizador, do indígena e do escravo africano. Os pratos gostosos falam das nossas raízes e simbolizam a região.
          O sarapatel é um desses pratos símbolos da culinária nordestina. Sua origem  é portuguesa provavelmente da região do Alto Alentejo, e adaptado aos temperos regionais. A iguaria está presente no cardápio de todo Nordeste variando muito pouco de um estado pra outro. Preparados com as vísceras de porco  ou carneiro o prato consiste num ensopado grosso e consistente, obtido com o sangue do animal

          SARAPATEL PREPARADO À MODA PORTUGUESA




          Em Portugal é preparado  com  a carne  e as vísceras de cabrito ou borrego: pulmões, fígado, coração, ou outras vísceras, sangue cozido, banha, azeite, cebola, alho, tomate e pão de véspera, temperado com com louro, colorau, cravinho e cominho. As carnes e vísceras são cortadas em pedaços e levadas a  fritar em banha com as cebolas e temperos. Após alourarem um pouco são cobertas com água a ferver. Quando estiver quase cozido, é adicionado o sangue. O sarapatel é servido quente, sobre fatias de pão finas. 


          SARAPATEL PREPARADO EM GOA NA ÍNDIA




          Em Goa, antiga possessão portuguesa, na Índia, o sarapatel é feito com carne, fígado, coração e rim de porco. É temperado com com pimenta malagueta, cravo, açafrão.canela, coentro, cominho, gengibre, alho, cebola, vinagre e tamarindo.As carnes e vísceras são cozidas primeiramente com açafrão e o sal. Depois são cortadas em em cubos pequenos e fritos em seguida. As especiarias e a cebola são adicionadas às carnes e vísceras, junto com um pouco da água em que essas foram cozidas.São colocadas novamente ao fogo para apurar  por alguns instantes. Está pronto para ser servido com arroz.

                           
                       UMA RECEITA BEM NORDESTINA



                                                             INGREDIENTES


          •   3kg de miúdos de porco ou carneiro bem frescos (incluindo o sangue coagulado)
          • 6 limões
          • 3 pimentões
          • 1 molho grande de hortelã
          • 1/2 molho de cebolinha  verde
          • 1/2 molho de coentro
          • 3 cebolas grandes
          • 4 tomates
          • 150g de toucinho
          • 6 pimentas de cheiro
          •  5 dentes de alho
          • 3 folhas de louro
          • sal a gosto 1 colher de sopa de pimenta do reino moída com cominho 
                                              MODO DE FAZER


          Lave os miúdos com muito limão. Pique as cebolas no liquidificador, junto com o alho, os tomates, a cebolinha, o coentro e a hortelã. Misture os miúdos com os temperos batidos, junte o louro, a pimenta-cominho e as pimentas de cheiro inteiras.
          Pique uma cebola bem miudinha e junte o toucinho derretido numa panela, deixando dourar.
           Coloque os miúdos temperados no refogado da cebola e mexa bem. 
          Junte toda água de uma vez, cobrindo o sarapatel e ultrapassando    em três dedos.
          Deixe cozinhar por algumas horas.
          Sirva acompanhado de farinha e arroz branco.                                                                   
                                                 BOM APETITE!

            Fontes:

            • "Culinária Caprina - do Alto Sertão à Alta Gastronomia" - SENAC-DN/RJ -2005
            • "História da Gastronomia do RN - Maria Marluce Gomes- EMATER-RN
            • Pesquisas Web - Site: Wikipédia
            • Receita do Sarapatel de Sandra Maria Mendonça Soares.
            Fotos:
            • Imagens Google
            • Edição de Foto: Programa Pic-Nic - Yahoo/BR




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