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Barra de Punaú - por Arilza Soares

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PONTA DO MORCEGO-DELICIOSAMENTE BELA!


                                                   FOTO DE TITO GARCEZ EDITADA
                                                          POR VENTO NORDESTE                                  
                                                                                 


Enquanto falava da Praia dos Artistas  lembrei de um outro lugar de significado afetivo tão importante na minha adolescência quanto a  Praia do Meio foi  na minha infância: A Ponta do Morcego! Comecei a frequentar esse lugar quando fazia o Ginásio, porque Lucia, uma amiga de colégio morava lá. Uma outra colega de colégio,Tamar também morou lá, em um casarão antigo cujo quintal dava para o mar, que eu achava o máximo! Bem que eu queria ter uma casa que tivesse o mar de quintal, pensava! Os meus encontros com essas amigas eram sempre muito agradáveis  o que tornou a Ponta do Morcego um lugar muito especial pra mim.


     


A Ponta do Morcego é um desses lugares onde a natureza parece ter caprichado. É uma ponta, uma extremidade da superfície que se prolonga em direção ao mar. Consta que recebeu esse nome pela abundância de morcegos que havia na região.A praia com pedras enormes,e ondas fortes é impossível o banho de mar. Um paredão foi construído para conter a fúria das águas. Observar o mar na arrebentação batendo nas rochas, é um espetáculo impar! Em noites de lua cheia o cenário é de uma beleza incomparável! 



                                                        






A ocupação da Ponta do Morcego como área residencial, se deu a partir da década de 50. Passaram a residir ali famílias como as de Vicente Romano, Jerônimo Câmara, João Araújo, Oscar José de Araújo, Isaac Pimentel, Cleanto Siqueira e Celso Dutra, entre outros. Posteriormente,o local recebeu um visitante ilustre, o cartunista Henfil, quando esse escolheu Natal para morar uma temporada.
Aos poucos a Ponta do Morcego foi se transformando em área de lazer da cidade, tendo nos anos 70/80 vivido seu período  de glória. Os antigos moradores foram se afastando e hoje, poucos residem por lá, como é o caso de dona Margarida a mais antiga moradora do lugar.


A PONTA DO MORCEGO HOJE


                                                        FOTO DE TITO GARCEZ


                                        FOTO  DE TITO GARCEZ                              
                                                                                    

ALGUNS BARES E RESTAURANTE
 DA PONTA DO MORCEGO


Há tempos fora do circuito turístico da moda, a Ponta do Morcego mantém de pé a tradição de bares e restaurantes na mais bela encosta da praia urbana. 






Um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, a Peixada da Comadre resiste ao tempo e abandono da área. São servidos o "peixe à brasileira" e o "peixe frito" acompanhados de "pirão, arroz e caldo de peixe. Esse é um dos meus restaurantes preferidos. Saborear uma "Arabaiana" cozida com aquele pirão...huum! É tudo de bom! Bom para o paladar e para as retinas, porque o ambiente é simples, mas o visual da orla é deslumbrante!






O bar Cais 43 se mantém como um point mais frequentado da área há seis anos. A varanda externa e aberta do local tem uma belíssima vista da praia. Com capacidade para 400 pessoas e espaço temático, tem música ao vivo, rodízio de pizza, chope, iscas de peixe, massas e camarão ao alho e óleo.







O restaurante Los Arroces de Segis é a grande novidade do pedaço.Uma construção rústica, com capacidade para 300 pessoas. A varanda é fechada com vista direta para o mar. O cardápio tem opções de saladas, paelllas, camarões, carnes, além de uma grande variedade de petiscos no melhor estilo espanhol. 







O Complexo  Chaplin existe há mais de 25 anos. Palco de badalados eventos é  um local muito procurado por turistas e jovens da cidade. Ainda esse ano deverá ser inaugurado o "Chaplin Recepções e Eventos" para atender a demanda de festas, eventos e formaturas na cidade. O espaço funcionará com capacidade para 1500 pessoas.




Fontes:

  • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN
  • jornal Diário de Natal - Natal/RN

Fotos:
  • Imagens Google
  • Acervo do Fotógrafo Tito Garcez
  • Edição de fotos: programa Pic-Nic - Yahoo/BR


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PRAIA DOS ARTISTAS - DUAS DÉCADAS DE REINADO


                                 Praia do Meio  - Praia dos Artistas                                   

Olhar essa foto é mergulhar no tempo e sentir saudades dos mergulhos nesse mar de águas mornas e agitadas. Provavelmente foi aqui meu primeiro banho de mar, não lembro ao certo pois era bem criança, mas as fotos que tenho com meu pai aqui, me faz chegar a essa conclusão. Lembro que nesse pedacinho de praia, passei grande parte da minha infância. Nos finais de semana era um programa imperdível! Eu gostava de chegar bem cedo pra ver a pesca do arrastão, ajudar aos pescadores retirar os peixes da rede e a me contentar em ganhar deles uns peixinhos miúdos, de pouca serventia pra eles, mas que fazia a alegria da criançada. Depois entrar no mar e pegar "cavalete" que na verdade só servia para levar um "caldo"  me embolar toda, ficar cheia de areia e muito dolorida - Confesso que pegar onda nunca foi o meu forte! 











Na minha infância a orla marítima de Natal tinha apenas três praias: Areia Preta ao sul da cidade, a Praia do Forte na confluência do Atlântico com o Potengi e a Praia do Meio, chamada assim por motivos óbvios. E era na Praia do Meio bem próximo da ponta do Morcego que eu gostava de ficar. Conhecia cada pedacinho dali: aonde as ondas eram mais calmas, aonde não havia pedras no mar, aonde tinha "caldeirões", e onde encontrar uma loca entre as pedras para guardar nossos pertences. Não havia violência. Arrastões só os de pesca! Era tudo muito familiar, o quintal da casa da minha avó costumava dizer.                            



 Praia dos Artistas
                             


Muito se especula para se afirmar com certeza, porque esse trecho de areia recebeu o nome de "Praia dos artistas. Para uns deve-se ao fato desse recanto ter sido muito frequentado, no início da década de 70, por pessoas ligadas ao teatro, artes plásticas e música. Para outros, pela fama de hospedar grandes artistas quando visitavam  Natal. O certo é que o nome não só marcou uma  época como ficou até os dias de hoje.
Durante os anos 70 e 80 a Praia dos Artistas era um lugar movimentado: joga-se frescobol nas areias e praticava-se surf nas ondas. À noite frequentava-se os bares e boates da redondeza.                    




Os anos seguintes foram de declínio para a praia. A maioria dos frequentadores, já na maturidade foram  se distanciando  do lugar e a falta de segurança afastava quem se aventurava a frequentá-lo. À noite o "quem-me-quer" do calçadão, com a explosão do turismo internacional, adquiriu outra feição e deu lugar a prostituição.


             PRAIA DOS ARTISTAS HOJE




Felizmente nos últimos anos, há um esforço de revitalização da praia. A presença na vizinhança de ótimos restaurantes e do Centro de Artesanato Municipal encorajam turistas e moradores a frequentarem o local, pelo menos no calçadão.
Malgrado todas essas mudanças, esse cantinho de praia permanece inalterado na minha mem´ria, mesmo que minhas retinas vislumbrem outros cenários. Na verdade a praia perdeu grande parte da areia e ficou praticamente cobertas por pedras.mas o que mais entristece e ver essa bela praia entregue ao abandonoe ao descaso. Tenho esperança que mão vai estar longe o dia dos nossos gestores olharem com carinho para esse lugar e a Praia dos Artistad volte a ser o reduto dos jovens da cidade, sejam eles aristas ou não!








PRAIA DOS ARTISTAS

                              LETRA E MÚSICA DE ALINIO ROSA
                                         
                             
FONTES:

  • Pesquisas Google - Site Natal de Ontem
  • Publicações do Diário de Natal - Natal/RN
FOTOS:
  • Imagens Google
VÍDEO: 
  • Enviado  por Arilza Pereira



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FOLCLORE BRASILEIRO: A ALAMOA DE FERNANDO DE NORONHA


                                                                                        

No embalo do  dia do folclore brasileiro que hoje se comemora, lembrei de um personagem que só vim tomar conhecimento, em 1995, aqui no Rio de Janeiro, assistindo o desfile da Estação primeira de Mangueira. A Escola de Samba  apresentou o enredo "Fernando de Noronha suas lendas e suas possibilidades fantásticas" O samba enredo falava, entre outros mitos, da "Alamoa" entidade que vive no imaginário dos habitantes da Ilha.O Carnavalesco Ilvamar de Magalhães tomou como base o livro  de Marieta Borges Lins e Silva: "Fernando de Noronha lendas e fatos pitorescos".


                                               

A Alamoa é um mito feminino da ilha de Fernando de Noronha. Seu nome deriva da maneira como os moradores simples da ilha pronunciavam o feminino de alemão - Alemoa! Eles achavam que a fantasma de uma mulher loira deveria ser de origem alemã.
Acredita-se que ela mora no Pico da ilha, uma elevação rochosa com mais de 300 metros de altura. 


                                             Morro do Pico-morada da Alamoa                                 

                                         
A LENDA



Reza a lenda que nas vésperas de tempestades, quase sempre à meia-noite, aparece na praia uma mulher lindíssima, muito alta, com longos cabelos louros e completamente nua, dançando ao som do bater das ondas, iluminada pelos relâmpagos. Seus pés parecem não tocar no chão e sim flutar na areia. .
Sua forma varia. Algumas vezes ela é uma forma luminosa, multicolorida, outras vezes, atrai os homens e os seduz. Aqueles que sucumbem a seus encantos vêem-na se transformar em um esqueleto. 
A pedra do Pico é a sua morada. Em algumas noites, a pedra se fende, abrindo-se uma porta, por onde sai uma luz. A bela alamoa baila, atraindo sua vítima. Aqueles que entram em sua morada, logo constatam com horror a terrível transformação. Seus belos e brilhantes olhos transformam-se em dois buracos e ela vira uma caveira horripilante. Então, a fenda se fecha e o pobre homem nunca mais é visto. Seus gritos de pavor, no entanto, ainda ressoam no local durante muitos dias. 


                                                  


Os pesquisadores discutem a origem dessa lenda. Há quem diz tratar-se de uma reminiscência do tempo dos holandeses. Outros, como Câmara Cascudo, acreditam ser uma convergência  de várias  lendas de sereias e iaras estrangeiras O tema da mulher que atrai  e seduz os homens, transformando-se a seguir, é comum e recorrente no imaginário popular, sendo, por isso, impossível determinar sua origem com precisão. 

E  enquanto não chegamos na paradisíaca Ilha de Fernando de Noronha, para subir o Monte do Pico e dar de cara com a loura Alemoa, vamos cantar com a Verde e Rosa o bonito Samba Enredo " A Esmeralda do Atlantico"(composição de Rody, Verinha,Paulinho Carvalho,e Fernando Lima) 
                   




            


A Esmeralda do Atlântico


NAVEGUEI CRUZANDO OS MARES
DE VERDE E ROSA EU VIM
DESVENDEI TANTA BELEZA
E HOJE SOU FELIZ ASSIM... ASSIM... ASSIM...
NUMA ONDA DE EUFORIA
DESLIZEI NESTA MAGIA
E CAÍ NO AZUL DO MAR
LENDAS MISTÉRIOS
ALAMOA RAINHA QUE NOS FAZ SONHAR 
Ó PESCADOR 
O MONSTRO ENGANA
E TEM MALDADE 
JOGA A REDE E VAI SAUDADE
FOI NA FONTE
QUE EU PROVEI DO SEU ENCANTO
E DESPERTEI
Ó CIGANA
FUI OLHAR PRA VOCÊ
EU ME ENFEITICEI
ACHEI NORONHA MEU MAIOR TESOURO
ONDE O DRAGÃO PROTEGE O OURO
QUE O CAPITÃO DEIXOU
LINDA! PARAÍSO DA ECOLOGIA
JOIA RARA TRAZ A POESIA
PRESERVAÇÃO E AMOR
NO VAI E VEM DESSE MAR
EU TAMBÉM VOU VELEJAR
EU SOU MANGUEIRA
VAMOS BALANÇAR
Fontes:

  • Câmara Cascudo - Dicionário do Folclore Breaileiro - Ediouro Publicações/SP
  • Pesquisas Google:
  1. Site da Pesquisadora e Escritora Marieta Borges Lins e Silva
  2. Site da Estação Primeira da mangueira - carnaval de 1995
  3. Site da Wikipédia
Fotos:
  • Imagens Google
  • Edição de fotos: Programa Pic-Nic - Yahoo/BR
Vídeo:
  • Do You Tube - Enviado por maravillatropical em 16/04/2011



    domingo, 21 de agosto de 2011

    JABÁ COM JERIMUM


    Existe aqui no Sudeste uma ideia generalizada de que todo nordestino é um grande comedor de jabá, mais precisamente de "Jabá com jerimum". Mas sinceramente, esse não era um prato presente na mesa da minha família ou dos amigos mais próximos. Ousaria até dizer, por generalização, que esse não é um prato típico do Rio Grande do Norte. Somos por tradição grandes produtores e consumidores da carne de sol. A carne de jabá é consumida e muito entre nós, em pratos como feijoadas, cozidos e há até quem a adicione à nossa paçoca. O consumo do jerimum é enorme, mas a junção em um só prato só experimentei, já adulta, na casa de uma amiga pernambucana residente em Natal.
                                                    
                                                                                                 
    Segundo Câmara Cascudo, no seu Dicionário do Folclore Brasileiro, jabá é o nome dado a "carne salgada, em mantas, que vem do Rio Grande do Sul, acondicionada em fardos de sera-pilheira".
    Conhecida também como carne de charque, carne-seca, carne salgada, o termo "jabá" é de origem indígena-vem de Yabá" da lingua Tupi para designar: fugir, esconder-se.


                                                     
    As carnes salgadas mais consumidas no país são as  carnes-de-sol e a charque. A diferença entre elas reside basicamente na técnica de preparo. Todas são feitas com carne bovina, sendo que a carne de sol, depois de cortada, é ligeiramente salgada e deixada em locais cobertos e bem ventilados. Como exige um clima muito seco, o preparo da carne de sol só é possível nas regiões semi-áridas do Nordeste. A secagem é rápida, formando uma espécie de casca protetora que conserva a parte de dentro da carne úmida e macia. 
    O charque, típico da região Sul do Brasil (o nome vem do dialeto quíchua xarqui, língua dos índios que habitavam a região dos Andes), é preparado de modo similar ao da carne de sol . O diferencial está na maior quantidade de sal e de exposição ao sol ao qual o charque é submetido, o que lhe garante uma maior durabilidade.


    Receita Básica do
     Jabá com Jerimum

                      

     Ingredientes

                          500 gramas de jabá (charque)
                          250 gramas abóbora em cubos
                          1 cebola picada
                          3 dentes de alho socados
                          1 xícara de cheiro verde
                           azeite a gosto

                                        
         Modo de fazer
     
    Deixar a carne seca de molho por 24 horas, trocando a água várias vezes.
    No dia seguinte, corte-a em cubos e cozinhar, depois de cozida escorrer a água e reservar a carne.
    À parte, refogar no azeite a cebola e o alho, adicionar a carne e a abóbora, colocar água e deixar cozinhar até a abóbora amolecer.
    Desligar o fogo e colocar o cheiro verde picadinho.




        Jabá com Jerimum à moda Natalense
        

                            Purê de Jerimum

    500g de jerimum cozido no vapor (de preferência )
    04 colheres de sopa de manteiga da terra
    02 pimentas de cheiro picadas
    sal / coentro picada.
    Passe o jerimum por uma peneira depois de cozido, para ficar um pure bem liso. refogue rapidamente as pimentas em manteiga de garrafa, junte ao pure, tempere com sal e polvilhe o coentro picado. reserve.

                                    Charque refogada.

    200g de carne de charque cozida e desfiada
    01 cebola picada
    01 pimenta de cheiro
    manteiga de garrafa
    sal e pimenta do reino
    coentro picado
    01 calice de cachaça nordestina
    refogue a cebola em manteiga de garrafa, junte o   charque e flambe com a cachaça;
    adicione a pimenta de cheiro picada e o coentro;
    reserve;
    Queijo de coalho ralado grosso para gratinar.

                                   Montagem do prato

    Em uma travessa, coloque uma porção do pure, por cima do pure coloque o charque refogado, cubra com o queijo de coalho e leve para gratinar.
    Decore com folhas de coentro,pimenta de cheiro e sirva acompanhado de arroz de leite ou arroz da terra.

                                        Bom apetite!


    Essa receita foi publicada pelo Jornal de Natal "Tribuna do Norte" em 20 de novembro de 2009.
    Devidamente testada e aprovada, essa receita deliciosa, me fez ver que, mesmo sem ser um prato típico potiguar é possível se comer "jabá com Jerimum" em Natal e ainda convidar a todos para provar desse manjar nordestino.  


    Fontes:

    • Câmara Cascudo - Dicionário do Folclore Nordestino - Ed.  Ediouro - SP
    • Jornal Tribuna do Norte - Natal/RN
    Fotos:
    • Imagens Google
    • Edição de fotos: Programa Pic-Nic yahoo/BR



    sábado, 20 de agosto de 2011

    OBA! VAMOS BRINCAR DE BONECAS ? (BONECAS DE PANO) DA SÉRIE BRINCADEIRAS INFANTIS



    Retalhos, tesoura, linha e agulha era só o que se precisava para fazer as "bruxinhas de pano" e muita imaginação para brincar com elas. Lembro com carinho das minhas bonecas. Elas tinham o poder de transformar a minha realidade, eram capazes de realizar os meus sonhos. Nesse jogo simbólico, eu era a mãe protetora, a professora exigente, a menina que se vestia bem, que viajava muito sempre com uma mala cheia de roupas. Os relatos são de uma tia minha, que gostava de me  observar brincando. Não lembro de muita coisa, só que gostava muito de fazer roupas para as bonecas.
    As minhas bonecas a minha mãe fazia, eram bem feitas e tinham um rosto bonito, mas eu gostava de comprar as "bruxas" vendidas por uma senhora, que já não lembro o nome, que morava no fim da minha rua; não eram bonitas como as da minha mãe, mas dentro de um  balaio que havia na sala de sua casa, tinha bonecas de todos tamanhos. E eu ma encantava com as bruxinhas!



    As bonecas estiveram presentes em todas as civilizações. Em cavernas pré-históricas de diversas partes do mundo, foram encontradas pequenas bonecas esculpidas em pedra.
    No Brasil, enquanto as crianças da corte, brincavam com bonecas europeias, a bruxinha de pano,adquiriu forma entre as filhas dos escravos. Câmara Cascudo aponta a boneca de pano como um dos principais documentos de informação do povo brasileiro. Ela atua como elemento constitutivo da cultura lúdica infantil, especialmente das crianças desprovidas de poder aquisitivo. AS mulheres a fabricavam e ainda fabricam para o uso das crianças da família.
    Vale lembrar que a produção de bonecas de pano não se restringe ao nordeste brasileiro. Em quase todo país é possível encontrar a produção dessas bonecas, com características próprias de cada região.


                                                                

      
    A boneca de pano parece ser um dos poucos brinquedos, ditos populares, construídos de maneira artesanal (com corpinhos costurados à mão com enchimento de algodão, que ganham olhos , boca e nariz num ponto de agulha e linha, cabelos de sobras de lã e roupinhas de retalhos coloridos) que ainda consegue resistir aos intensos “golpes” da indústria de brinquedos, que tem nos meios de comunicação de massa um forte aliado para  a venda de brinquedos que seduzem crianças e adultos, mas nem sempre condizentes com  o contexto brasileiro. 



                                                                                          


    Hoje em dia as bruxinhas de pano ganharam muitos outros espaços, dentro e fora de casa. Existem vários projetos de decoração que as incluem na ambientação de restaurantes e hotéis, Muitos artesãos possuem peças interessantes para quem quer  decorar e dar esse toque mágico de infância ao seu ambiente de casa ou trabalho.
                      
                             Eis alguns exemplos:



    MÓBILE


    PAINEL

                                                                    MANDALA         


                                                                     EMÍLIA
     A BONECA DE PANO QUE VIROU GENTE   

    Não podemos falar em bonecas de pano sem prestar uma homenagem a mais famosa de todas, a nossa Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo, genial criação de Monteiro Lobato. A relação qie havia entre Narizinho e Emília é o melhor exemplo do quanto é importante essa ponte que o brinquedo faz entre o real e o imaginário e de quanto esse jogo simbólico é fundamental para o desenvolvimento da criança e construção da sua inteligência.
                                                                                 

                       Emília- Gravação do Patu fu -2002
                                                   
                                         Emília - Gravação de Baby Consuelo
                                            1982



    quinta-feira, 18 de agosto de 2011

    AMÉRICA FUTEBOL CLUBE DE NATAL



                      
    No dia 14 de Julho  de 1915 nascia o América Futebol Clube, um dos clubes mais representativos da história esportiva potiguar. O primeiro presidente do clube foi o amazonense radicado em Natal, Francisco Lopes de Freitas. Existe uma versão, sobre a oficialização do clube que diz, que o então Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, furou a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, tendo sido o América obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória. Os Estatutos foram registrados pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.
           Inicialmente as cores do América eram o Azul e Branco.

                                             
    TÍTULOS CONQUISTADOS


    O  primeiro título americano veio em 1919. Foi o primeiro campeonato de futebol promovido pela Liga de Desportos Terrestres no estado. Três anos mais tarde, o clube conquistou seu segundo troféu e em 1926, abriu o caminho para o primeiro bicampeonato da competição. Na década de 50, a equipe alvirrubra repetiu o bom desempenho em competições estaduais, conquistando o bicampeonato em mais duas ocasiões: 1951, 1952 e 1956, 1957.
    Nos anos 70 a equipe natalense marcou presença em campeonatos brasileiros. Em 1973, ganhou o troféu Norte-Nordeste, também conhecido como Taça Almir. Neste mesmo ano, disputando a primeira divisão do brasileiro, ficou em 25º lugar, dentre os 40 times que disputavam a competição. A partir de 1979, o clube iniciou a sua maior série de vitórias no campeonato estadual, sendo tetracampeão.                




    O América voltou a ser notícia no cenário do futebol brasileiro, nos anos 90. Em 1996, Liderado pelo habilidoso meia Moura, a equipe do Rio Grande do Norte conquistou o vice-campeonato nacional da segunda divisão, estando no ano seguinte entre os principais clubes do Brasil. Em mais uma demonstração de força, a equipe potiguar venceu a Copa do Nordeste de 1998, derrotando o Vitória-BA na final por 3 a 1.

    Dragão- um dos símbolos do América


    No ano 2000 o time chegou às quartas de final da Copa do Brasil, desclassificando entre outras equipes o Sport, em plena Ilha do Retiro
    O amargo descenso de 2004 à série C culminou numa ascensão meteórica, jamais vista no futebol brasileiro. Após conseguir o acesso para a Série B em 2005, o América fez uma grande campanha em 2006 e ficou em quarto lugar, posição que o garantiu no Brasileirão de 2007. Atualmente a equipe se prepara para a batalha de retorno a Série B do Brasil.
    AMÉRICA - 2012



    CENTRO DE TREINAMENTO



    O América conta com um Centro de Treinamento, situado numa área de 22 hectares, em Parnamirim. Totalmente reformado, o Centro de Treinamento Abílio Medeiros, apresenta uma estrutura capaz de garantir qualidade do trabalho dos treinadores, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas, massagistas, roupeiros e as principais estrelas do espetáculo: Os jogadores americanos. O CT também se tornou celeiro de craques, onde vêm sendo lapidadas as futuras estrelas do alvirrubra.
    Um mega projeto está em andamento na diretoria do América FC desde 2007: A construção de uma praça O esportiva -a Arena do Dragão. A construção de um estádio próprio, tirará do papel o sonho de toda torcida americana. 




    DA SEDE SOCIAL


    Até o final dos anos 50,havia a pequena sede social localizada no bairro do Tirol, no mesmo terreno da atual sede, porem com a frente para a rua Maxaranguape. Era um prédio simples, parecendo um imenso galpão. Mas o clube havia crescido demais e precisava oferecer a seus associados uma sede maior e mais moderna. Os dirigentes decidiram licenciar da Federação por uns tempos, a título de economia e pararam em investir no futebol. Começava assim a construção da monumental sede denominada por muitos de "Babilônia.
    A nova sede mudou a vida do bairro e agitou a cidade. Considerado um "clube de elite" era o local preferido pela alta sociedade para a realização de "Bailes de Debutantes", de "Formaturas" e Desfiles. No Carnaval, o América disputava com o Aero Clube o titulo de melhor Carnaval da cidade, chegando a reunir cinco mil pessoas nas grandes noitadas de momo.

     HINO DO AMÉRICA FUTEBOL CLUBE 



                                                                                       
                 O nosso time mostra a sua raça no jogo
               É o América, América
               Vai conquistando o coração do povo no jogo
               E na torcida eu sou América
               Eu sou América e tenho orgulho de ser
               Porque o América em tudo é o melhor
               É alegria no esporte e no futebol
               América, América (bis)
               Meu coração vibra nas tuas cores
               Eu sou América,  América
               É uma canção que canta mil amores, enfim
               Cantou América, América
               Vamos em frente gente americana
               Mostrar que o nosso time entrou pra valer
               Bola pra frente, quero ver jogando pra ganhar
                América, América ( bis )
                
                         

    FONTES:

    • Pesquisas Google- Site oficial do América Futebol Clube.
    • Jornais: Diario de Natal e Tribuna do Norte -Natal/RN
    FOTOS:
    • Imagens Google
    • Edição de fotos: Programa Pic-Nic- Yahoo/BR




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